Em uma “era de medo generalizado” e em uma fobópole, a
margem de manobra se reduz tanto para a sociedade civil elaborar
experiências propositivas autônomas e de auto-organização —
principalmente em espaços segregados, como as favelas,
dominados e controlados por traficantes de drogas, nos quais essa
possibilidade se reduz drasticamente ou desaparece por completo
— quanto para o Estado realizar certos tipos de intervenção.
SOUZA, M. Fobópole: o medo generalizado e a militarização da questão urbana. Rio
de Janeiro: Bertrand Brasil, 2008, p. 103.
Considerando a relação entre medo, violência urbana e
organização do espaço urbano descrita no texto, uma
consequência socioespacial desse fenômeno manifesta-se na