Questões de Concurso Público MPE-ES 2026 para Agente Técnico - Historiador
Foram encontradas 13 questões
Thomas Jefferson, Declaração de Independência dos EUA. (1776)
Sobre a significação e a estruturação desse segmento, assinale a afirmativa correta.
Thomas Paine. Dissertação sobre os Primeiros Princípios do Governo. (1795)
Sobre a significação ou a estruturação desse fragmento textual, assinale a afirmativa correta.
Sobre esse fragmento textual, assinale a afirmativa correta.
“Não devemos fazer da lei um espantalho / Armado para assustar a aves de rapina, / Mas deixado sempre estático, de modo que com o hábito / Ele não seja mais o terror delas, e sim o seu poleiro.”
Shakespeare, William. Medida por Medida (Ato 2, Cena 1).
A afirmação correta sobre as leis, que está implícita no texto, é que elas devem
“Agora que expliquei o título, passo a escrever o livro. Antes disso, porém, digamos os motivos que me põem a pena na mão. Vivo só, com um criado. A casa em que moro é própria; fi-la construir de propósito, levado de um desejo tão particular, que me vexa imprimi-lo, mas vá lá.
Um dia, há bastantes anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a casa em que me criei na Rua de Matacavalos, dando-lhe o mesmo aspecto e economia daquela outra, que desapareceu.”
Machado de Assis. Dom Casmurro. Livraria Garnier. 1ª ed. em 1899.
Sobre a estruturação ou a significação desse texto, assinale a afirmativa incorreta.
Assinale aquele que exemplifica o modo descritivo de organização discursiva.
O predomínio espiritual da tradição greco-latina no Ocidente medieval fez com que se continuasse a associar, ao longo de todo o período, os livros e a língua latina ao poder e às elites sociais. A atitude da maior parte dos governantes medievais alfabetizados em relação ao livro e às bibliotecas foi reverencial e, em alguns casos, quase “totêmica”. As bibliotecas dos reis da Antiguidade Tardia seguiram um modelo episcopal-monástico, uma vez que o modelo tardo romano de biblioteca palatina semipública ou pública havia caído no esquecimento. Contudo, a maior parte das bibliotecas dos reis da época feudal se enquadra melhor no modelo de biblioteca senhorial do que no de biblioteca monástica ou palatina ou “de Estado”. O chamado renascimento do século XII começaria a alterar essa dinâmica, quando os príncipes do Ocidente latino passariam a se tornar reis clericalizados, possuidores de bibliotecas cada vez maiores.
Adaptado de RODRÍGUEZ DE LA PEÑA, Alejandro. “Los reyes bibliófilos: bibliotecas, cultura escrita y poder en el Occidente medieval”, En la España Medieval, n.º 33, 2010, p. 9.
Com base no trecho, assinale a opção que apresenta corretamente aspectos da organização das bibliotecas no Ocidental medieval.
Cortar o tempo em períodos é necessário para a história, seja ela entendida como o estudo da evolução das sociedades, como um tipo particular de saber e ensino, ou mesmo como a simples passagem do tempo. No entanto, esse recorte não é um mero fato cronológico, mas também expressa a ideia de transição, de mudança e até de contradição em relação à sociedade e aos valores do período precedente. Os períodos têm, portanto, um significado particular em sua própria sucessão, na continuidade temporal ou nas rupturas que tal sucessão evoca, e constituem um objeto fundamental de reflexão para o historiador.
Adaptado de LE GOFF, Jacques. ¿Realmente es necesario cortar la historia en rebanadas? México: Fondo de Cultura Económica, 2016, pp. 11-12.
Com base no trecho, assinale a opção que apresenta corretamente a interpretação do autor sobre a periodização na história.
A força da história oral é a mesma de qualquer história que possua seriedade metodológica. Essa força decorre da diversidade das fontes consultadas e da inteligência com que foram utilizadas. A informação oral serve para verificar a confiabilidade de outras fontes, da mesma forma que estas são sua garantia. Também pode fornecer detalhes minuciosos que, de outro modo, seriam inacessíveis. A história oral, com sua riqueza de detalhes, sua humanidade, sua frequente emoção e sempre com seu ceticismo em relação ao fazer histórico, encontra-se melhor preparada para esses componentes vitais da tarefa do historiador: a tradição e a memória, o passado e o presente.
Adaptado de PRINS, Gwyn. “Historia oral”, em Formas de hacer Historia. Madri: Alianza Universidad, 1996, pp. 174- 176.
Com base no trecho, assinale a opção que interpreta corretamente a história oral segundo o autor.
O bairro Waldsiedlung é atualmente um local muito desejado para se viver na Alemanha. Mas viver ali também significa lidar com o passado do país: o bairro foi construído no período da Segunda Guerra Mundial como uma comunidade para a guarda de elite do Reich nazista, cujas responsabilidades incluíam executar o Holocausto. O conjunto foi projetado para incorporar a ideologia nazista que exaltava a relação mística dos arianos com sua terra ancestral. A forma como os atuais moradores lidam com esse passado acompanha tendências culturais mais amplas. Durante décadas, o tema foi varrido para debaixo do tapete. Como resultado, alguns moradores desconhecem a história do lugar até serem informados por vizinhos. “Algumas pessoas dizem: ‘Isso foi há 80 anos, não tem nada a ver comigo’”, disse uma moradora que se mudou para lá em 2000. “Para mim, é o contrário. Quero saber o que aconteceu na minha casa. Não é possível avançar com o silêncio.” À medida que o tempo passa e as últimas testemunhas morrem, os lugares físicos tornam-se cada vez mais importantes para a memória do Holocausto. O lugar é uma conexão.
Adaptado de https://www.nytimes.com/2025/05/27/realestate/berlin-holocaustnazis-neighborhood.html
Com base no texto, assinale a opção que analisa corretamente a relação entre espaço e memória.