Questões de Concurso Público AMAZUL 2026 para Meteorologista

Foram encontradas 60 questões

Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852757 Meteorologia
Durante as obras de terraplanagem para a instalação de uma nova unidade no Complexo Nuclear de Angra (Angra III), a equipe de segurança e Meteorologia monitorava as condições de tempo, conforme exigido para o licenciamento da obra. Sob condições sinóticas de céu claro e forte aquecimento diurno, um fenômeno meteorológico local conhecido como Dust Devil se formou, gerando uma grande nuvem de poeira que reduzia drasticamente a visibilidade e criava um risco operacional (risco não radiológico). O meteorologista de plantão, parte integrante do programa de apoio meteorológico da instalação, ilustrou o fenômeno no esquema a seguir para explicá-lo ao responsável técnico da obra e ao supervisor de radioproteção.

Q41.png (228×146)

No diagrama, o item I representa o vento tangencial, resultante do equilíbrio entre os itens II e III, que correspondem às principais forças atuantes no fenômeno.
À luz da Norma CNEN NN 3.01 e das responsabilidades do titular/requerente, assinale a opção correta em relação aos itens I, II e III.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852758 Meteorologia
Em uma área relativamente plana ao nível médio do mar de um complexo nuclear em fase inicial de construção, reservada para experimentação meteorológica, centrado entre duas estações meteorológicas separadas por 200 km, demarcado pelo “x” na figura, observa-se a plotagem do vento sinótico em ambas as estações. Por conveniência pode-se considerar 1 nó igual a 0,5 m/s, que a atmosfera em questão é hipoteticamente incompressível e que derivadas locais podem ser aproximadas por diferenças finitas (valores discretos). 

Q42.png (289×106)

Assinale a opção correta a respeito da componente vertical da velocidade w no local indicado pelo “x”.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852759 Meteorologia
Uma brigada de incêndio florestal opera na região da Costa Verde, em Angra dos Reis, uma área de Mata Atlântica próxima às instalações nucleares que exigem monitoramento rigoroso. Para avaliar as condições meteorológicas locais e prever o comportamento do fogo, os brigadistas utilizam um psicrômetro ventilado portátil (psicrômetro de manivela), composto por dois termômetros (bulbo seco e bulbo molhado) montados lado a lado em uma base de metal que é girada manualmente.

Com base nesse cenário e em conhecimentos técnicos sobre Meteorologia, combate a incêndios e legislação nuclear, é incorreto afirmar que
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852760 Meteorologia
Para explicar ao engenheiro que mecanismos de transporte de poluentes em grande escala podem atuar independentemente da altura da chaminé, o meteorologista-chefe elaborou o esquema a seguir. Ele representa a circulação fechada anticiclônica do vento, que sopra paralelamente às isolinhas de pressão ou altura geopotencial, e se baseia no balanço de três forças. 

Q44.png (205×161)

Assinale a opção que indica o hemisfério em que o sistema atua, o tipo de vento indicado em I e as forças indicadas por II, III e IV, respectivamente.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852761 Meteorologia
Uma indústria química na periferia de São Paulo - SP enfrenta um aumento inesperado na demanda por um produto, exigindo uma produção contínua de alta intensidade nas próximas 24 horas. Para atender à demanda e maximizar o lucro, a produção deve operar com a capacidade máxima, o que resultará em uma emissão significativa de poluentes pela chaminé. A diretoria da empresa, preocupada com a imagem e com possíveis multas ambientais, solicitou a um meteorologista que avalie se as condições atmosféricas serão favoráveis à dispersão desses poluentes. Para a análise e devido a um apagão de dados, o meteorologista utilizou apenas dados de vento real em dois níveis atmosféricos distintos, fora da Camada Limite Atmosférica, onde o vento geostrófico é uma boa aproximação. Em 850 mb o vento sopra de sudoeste (SW), com velocidade moderada e em 200 mb o vento sopra de oeste (W), com velocidade maior que a do nível inferior. 

Assinale a opção que representa a conclusão mais precisa do meteorologista sobre as condições para a emissão de poluentes pela chaminé.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852762 Meteorologia
Durante o treinamento de técnicos em Meteorologia, o sábio instrutor, atento à crescente preocupação com a qualidade do ar nas grandes metrópoles, abordou a estrutura vertical da atmosfera, destacando como ela influencia tanto a dispersão de poluentes quanto o aproveitamento do vento para a instalação de parques eólicos. Para ilustrar, apresentou um esquema da estrutura vertical da Camada Limite Atmosférica (CLA) em condição neutra, na qual podem ser observadas três regiões bem definidas de acordo com o comportamento do perfil de velocidade do vento. Em uma dessas regiões, o vento apresenta perfil potencial; em outra, perfil logarítmico; e em outra, o perfil em espiral, resultante da combinação entre funções trigonométricas e exponencial. 

Q46.png (333×197)

Com base nessas informações, assinale a opção que indica corretamente a nomenclatura das regiões I, II e III, respectivamente.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852763 Meteorologia
O esquema abaixo representa ventos horizontalmente balanceados, ou seja, ventos que se aproximam do vento realmente observado, seja em níveis superiores da atmosfera ou em níveis da Camada Limite Atmosférica, no mesmo horário, em 6 pontos que simulam a localização de estações meteorológicas. Isso faz parte da tecnologia de monitoramento adotado para subsidiar a modelagem matemática da dispersão atmosférica de potenciais poluentes e efluentes, conforme exigido pelas normas ambientais e de segurança (incluindo diretrizes que se alinham à CNEN-NN3.01 para instalações nucleares). Observa-se que os pontos 1 e 4 estão sobre uma mesma isógona, assim como os pares de pontos 2-5 e 3–6. Além disso, notam-se isóbaras paralelas (linhas contínuas) na região. 

Q47.png (160×152)

Com base nessas informações e nos princípios das escalas meteorológicas, assinale a opção correta.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852764 Meteorologia
Uma empresa que apoia um complexo de usinas nucleoelétricas enviou um dos seus meteorologistas para um treinamento nos Estados Unidos, com o objetivo de capacitá-lo e ampliar sua experiência em diferentes regiões do planeta. Após algumas aulas de Meteorologia Sinótica, foi aplicado um teste prático que envolvia aspectos da circulação atmosférica. A figura a seguir representa o campo de pressão ao nível médio do mar sobre os Estados Unidos. 

Q48.png (276×209)

Considerando a aproximação geostrófica, assinale a opção que indica corretamente a direção do vento nos pontos I e II marcados na figura.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852765 Meteorologia
A temperatura potencial é a temperatura que uma parcela de ar teria se fosse expandida ou comprimida adiabaticamente de um nível de pressão qualquer até um nível de pressão de referência tomado como 1000 mb. Esse conceito é fundamental para determinar a estabilidade atmosférica, que rege a dispersão de poluentes. Nos gráficos abaixo é possível observar o comportamento da temperatura potencial e o valor dos respectivos gradientes.

Q49.png (254×190)

De acordo com essas informações, assinale a opção correta para os itens I, II e III, respectivamente, desde que a afirmação associada a essa classificação também seja verdadeira. 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852766 Meteorologia
A norma CNEN NN 1.22 adota a classificação de estabilidade atmosférica de Pasquill-Gifford, baseada nas condições de turbulência e na estrutura térmica da Camada Limite Atmosférica. A seguir, estão representadas as curvas de Taxa de Variação Vertical da Temperatura (TVVT), também conhecida como lapse-rate, tanto do ambiente (Γ) quanto da parcela de ar (Γa).

Q50.png (314×141)

Considerando a hipótese de uma atmosfera estática e seca, é correto afirmar que
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852767 Meteorologia
A instrutora de um curso de capacitação promovido por uma indústria foi questionada por um dos alunos, funcionário do setor ambiental, sobre o comportamento da pluma de um poluente emitido por uma chaminé. Considerando uma atmosfera neutra e seca, ela fez uma analogia comparando a pluma a um balão de ar quente mantido estacionário a certa altura na atmosfera. Solicitou, então, que os funcionários imaginassem duas colunas de ar: uma do lado de fora e outra dentro do balão, sendo a coluna interna ligeiramente mais alta a externa. A instrutora destacou que, apesar da diferença de altura, a pressão é a mesma no topo das duas colunas.

Assim, é correto afirmar que
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852768 Meteorologia
Uma indústria em Salvador – BA, construída a mais de 50 anos e situada a cerca de 20 km da linha de costa, está passando por um processo de modernização para atender as novas exigências tecnológicas e legislações vigentes. Entre as medidas, busca-se avaliar a dispersão dos poluentes na região, de forma a evitar impactos à saúde de uma comunidade de pescadores localizada mais adentro do continente, a aproximadamente 40 km da costa. Para isso, um meteorologista contratado pela indústria foi solicitado a estimar a aceleração do vento associado à brisa marítima. Sem dispor de um histórico de dados in situ, ele adotou um modelo simplificado de circulação da brisa e utilizou dados de satélite para estimar a temperatura média da camada de ar sobreo mar Imagem associada para resolução da questão e sobre a terra Imagem associada para resolução da questão. Além disso, ele determinou, por meio de GPS, a altura da célula de circulação da brisa (h) e a extensão horizontal da brisa (L). 

Q52_1.png (265×152)

Considerando o teorema da circulação de Kelvin aplicado a uma circulação absoluta no plano vertical da brisa, dado por Imagem associada para resolução da questão Imagem associada para resolução da questão é a constante dos gases para o ar seco,  é a temperatura média da camada de ar e d(lnp) representa o diferencial do logaritmo natural da pressão (de p0 na superfície até p1 no nível h), determine a expressão da aceleração do vento associada à brisa marítima, sabendo que Ca:Imagem associada para resolução da questão onde U é a velocidade do vento, dl é a variação infinitesimal ao longo do perímetro do circuito fechado, que representa a célula de circulação da brisa (vide figura) e α é o ângulo entre vetores U e dl.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852769 Meteorologia
Um meteorologista descobriu que se uma pluma circular, de um determinado poluente convencional, de raio 200 km, centrada na linha do polo sul (90°), inicialmente em repouso em relação à Terra, for levada para linha do equador (0°), ao longo de uma superfície isobárica (barotropia), conservando a sua área, a circulação relativa em torno da circunferência, na latitude do equador C = Cf, pode ser calculada pela expressão derivada do teorema de Bjerknes: C = C0 − 2 Ω A(sen(latitudefinal)s en(latitudeinicial)), onde C0 é a circulação inicial (no polo sul) e A é a área circular da pluma.

Sabendo que o valor da velocidade de rotação da Terra Ω é aproximadamente igual a 7,292 x 10-5 rad s-1 , e que por definição Imagem associada para resolução da questão é o vetor velocidade do vento e Imagem associada para resolução da questão é vetor variação infinitesimal ao longo da pluma circular, determine o valor aproximado da velocidade tangencial da pluma e o tipo de rotação que ela adquiriu.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852770 Meteorologia
De acordo com a Norma CNEN-NN-3.01 – Requisitos Básicos de Radioproteção e Segurança Radiológica de Fontes de Radiação, incluindo situações em que condições meteorológicas podem influenciar na segurança radiológica, e considerando seus desdobramentos práticos em situações de exposição de emergência, é incorreto afirmar que
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852771 Meteorologia
Uma pluma de poluentes, misturada ao ar úmido, é forçada a subir por uma encosta montanhosa devido à direção do escoamento, à geometria da topografia e à conservação de massa. Ao atingir o topo, a 3000 m de altitude, a temperatura local é de 0 °C. Em seguida, a pluma desce a sotavento, onde o ar se aquece e se torna seco em razão do efeito föhn.

Assinale a opção que apresenta o valor aproximado da temperatura da pluma quando ela atinge a superfície, ao nível médio do mar.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852772 Meteorologia
Nos estudos de poluição atmosférica, energia eólica e aplicações de engenharia, modelos de mesoescala baseados na física do escoamento newtoniano, tais como: ARPS, RAMS, MM5 e WRF vêm sendo adaptados para escalas mais resolutas, incorporando o tensor de difusividade turbulenta adequado e abordagens híbridas RANS–LES, em função da chamada “Terra Incógnita”. Esse termo descreve o intervalo de transição em que a escala de comprimento característico de energia e fluxo turbulento (l), contido nas parametrizações da turbulência incorporados aos modelos, torna-se da mesma ordem de grandeza da escala espacial vertical do modelo (Δz). Enquanto na modelagem RANS tem-se tipicamente l ≪ Δz e em LES l ≫ Δz, na zona intermediária (l ≈ Δz), ou seja, na “Terra Incognita”, os modelos de subescala (SFS – subfilter-scale), concebidos para regimes bem separados, perdem validade. Com base nesse contexto, analise os itens a seguir:
I. O método DNS (Direct Numerical Simulation) resolve todas as escalas de movimento descritas pelas equações de Navier– Stokes, sem necessidade de modelos de fechamento. Seu custo computacional é extremamente elevado, tornando-o impraticável para escoamentos geofísicos em domínios numéricos globais.
II. No método RANS (Reynolds Averaged Navier–Stokes equations), a modelagem enfrenta o problema de fechamento dos fluxos turbulentos, exigindo o uso de esquemas semiempíricos, como os modelos de viscosidade turbulenta e de camada de mistura, além do modelo de ordem 1,5-TKE.
III. Em LES (Large-Eddy Simulation), as equações de Navier–Stokes são filtradas para descrever apenas as grandes estruturas turbulentas, através do tensor de Leonard, enquanto as escalas subgrade são modeladas. Essa técnica baseia-se na teoria de similaridade de Kolmogorov. E

stá correto o que se afirma em
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852773 Meteorologia
Uma indústria está preocupada em quantificar o fluxo de CO2 proveniente de uma área adjacente de restinga, que apresenta vegetação arbustiva e acúmulo de serapilheira, para garantir que as licenças ambientais estejam em conformidade. Para isso, foi solicitado um estudo que permite distinguir a contribuição das emissões biogênicas da restinga daquelas originadas pela própria indústria. No entanto, uma fase pré-analítica foi conduzida por um meteorologista júnior, considerando amostras (ver tabela) de três pares de dados instantâneos da componente vertical de velocidade do vento (w) e da concentração de CO2 (CCO2 em ppm), coletados em escala de segundos, para o cálculo do fluxo de CO2, isto é, Imagem associada para resolução da questão é a densidade média do ar úmido para o período de medição; K (= 1,5×10−6 kg ⋅ kg-1 ⋅ ppm-1 ) é o fator de conversão molar de unidades (ppm para kg/kg) para o Imagem associada para resolução da questão é a covariância, média do produto entre a flutuação da componente vertical de velocidade do vento (w′) e a flutuação da concentração de CO2 (CCO2 ′ ).
Q57_3.png (292×93)

Reproduza o cálculo do fluxo de CO2 (Fc) em kg/m2s realizado pelo do meteorologista júnior, e assinale a opção que contenha o valor do fluxo e a justificativa mais adequada para o cenário.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852774 Meteorologia
Um meteorologista visionário, vinculado ao setor de pesquisa de um complexo industrial, reflete sobre um cenário climático crítico, no qual a temperatura média global ultrapassa permanentemente 2,0 °C acima dos níveis pré-industriais, limiar associado à transgressão de tipping points. Neste cenário projeta-se mudanças significativas nos padrões da Circulação Geral da Atmosfera (CGA), aumento na frequência e persistência de ondas de calor urbanas, intensificação de eventos atmosféricos extremos (ciclones, tempestades severas, tornados), dentre outros. A Camada Limite Urbana (CLU), especificamente, tornar-se-ia mais instável durante o dia (maior turbulência), e as inversões térmicas noturnas tornarse-iam mais intensas e duradouras, agravando a retenção de poluentes. Paralelamente, discutem-se a substituição de termelétricas fósseis por matrizes nucleares, eólicas e solares para descarbonização.

Considerando as teleconexões entre os fenômenos de grandes escalas, a dinâmica da Camada Limite Atmosférica (CLA), o transporte de poluentes (convencionais e radiológicos) e a cascata de energia turbulenta de Kolmogorov, que rege a transferência da energia dos grandes aos pequenos turbilhões (eddies) e a consequente dispersão de substâncias na atmosfera, a avaliação mais adequada para o cenário de presságio do meteorologista é de que
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852775 Meteorologia
A formação do ozônio troposférico (O3), componente principal do smog fotoquímico, é um desafio complexo que envolve modelagem numérica, Climatologia, Meteorologia, qualidade do ar, saúde pública, dentre outros. Diferente dos efluentes de uma usina nuclear (regidos por normas como a CNEN NN 1.22), que envolveriam a difusão de radionuclídeos, o O3 é um poluente secundário formado por reações fotoquímicas, envolvendo precursores como NOx e compostos voláteis (COVs). De acordo com o contexto sobre fatores que afetam a concentração de ozônio na baixa atmosfera, e o papel da camada de mistura em relação a dispersão desses poluentes, analise os itens a seguir:

I. A formação de O3 troposférico é favorecida em dia de forte insolação e ventos calmos, pois a radiação solar fornece energia para as reações fotoquímicas e a ausência de ventos reduz a dispersão e difusão dos poluentes, permitindo seu acúmulo.
II. À noite, a camada de mistura dá lugar a camada limite estável, onde apesar de ter uma altura mais baixa, apresenta escoamento intermitente, desafiador para os esquemas de parametrização da turbulência. Principalmente em condições de inversão térmica, o volume de ar disponível pode concentrar poluentes primários perto do solo, mesmo que haja formação de jato noturno de baixos níveis, mas inibe a formação de ozônio que requer luz solar.
III. O ozônio na troposfera é benéfico, pois contribui para a proteção contra a radiação UV, e não interfere no efeito estufa, o que ajuda a mitigar o aquecimento global.
IV. Existem resoluções que estabelecem padrões de qualidade do ar para o ozônio e que, quando ultrapassados, indicam a necessidade de ações de controle de emissões, mesmo em situações de forte mistura dentro da Camada Limite Urbana. Entre essas emissões destacam-se as provenientes de tráfego de veículos, importantes fontes móveis de COVs e NOx que podem ser reduzidas por medidas com o rodízio de automóveis nas grandes cidades.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852776 Meteorologia
A figura a seguir apresenta o campo de concentração média (20 anos - mês de fevereiro) de radionuclídeos normalizados pela intensidade da fonte (χ/Q, em s·m⁻³), em torno (20 km x 20 km) de uma instalação nuclear hipotética, simulada segundo metodologia compatível com os Regulatory Guides 1.111 e 1.145 da U.S. NRC e com a norma CNEN NN 1.22 – Programas de Meteorologia de Apoio a Usinas Nucleares.

Q60.png (326×256)

As áreas hachuradas representam a distribuição de χ/Q, enquanto as isolinhas contínuas em preto representam a topografia (altitude em metros).

Com base nas informações fornecidas e nos princípios de dispersão atmosférica, analise os itens a seguir:

I. Os maiores valores de χ/Q ocorrem nas áreas próximas à fonte emissora e indicam maior potencial de dose para receptores localizados a jusante da direção do vento predominante.
II. O formato alongado das regiões hachuradas sugere vento predominante de sudeste e noroeste durante o período simulado.
III. A presença de relevo mais elevado, destacado pelo forte gradiente das isoípsas, pode influenciar a dispersão, canalizando ou bloqueando parcialmente a pluma de poluentes.
IV. A norma CNEN NN 1.22 e o Regulatory Guide 1.145 recomendam o uso de dados meteorológicos locais e modelagem de dispersão em função da estabilidade atmosférica e da topografia local.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Respostas
41: B
42: C
43: E
44: A
45: B
46: E
47: C
48: D
49: B
50: E
51: A
52: D
53: A
54: C
55: E
56: D
57: D
58: B
59: A
60: B