Questões de Concurso Público MPU 2025 para Analista do MPU - Perito em Antropologia

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Q3337469 Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
O juiz deferiu, de ofício, a produção de prova pericial em uma demanda previdenciária. Para cumprir o encargo, o perito designou dia, hora e local para colher o depoimento do autor e de testemunhas, comunicando às partes e aos assistentes técnicos que realizaria uma teleperícia (perícia virtual). Apresentado o laudo pericial no processo, é correto afirmar que essa prova:
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Q3337470 Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
Em um processo que admitia autocomposição, as partes, plenamente capazes, escolheram de comum acordo o perito da causa. Outrossim, ainda indicaram seus assistentes técnicos para acompanhar a realização da perícia. Nesse cenário, é correto afirmar que essa perícia consensual:
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Q3337471 Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
Determinado perito elaborou seu laudo pericial de forma incorreta. Informou no processo um valor aquém do devido. O perito, de forma negligente, não percebeu a metragem correta do imóvel objeto da perícia. Com base nessa prova, o juiz condenou a parte no valor afirmado no laudo pericial. Nesse cenário, é correto afirmar que o perito:
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Q3337472 Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
Maria não concordou com as conclusões da perícia realizada em um processo, que afirmara que não havia compatibilidade genética entre ela e o réu. Concluiu-se que estava afastada a paternidade alegada, uma vez que as informações genéticas dos envolvidos eram incompatíveis. Desse modo, Maria requereu ao juiz que fosse determinada outra perícia, já que afirmou não concordar com o resultado do laudo pericial, pois acreditava ser filha do réu. Sobre a possibilidade da realização dessa segunda perícia, é correto afirmar que:
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Q3337473 Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
No julgamento de um processo, em que a questão controvertida era a extensão de um dano, o juiz acolheu como fundamento de sua sentença, a conclusão do parecer do assistente técnico do autor, que afirmava ser devido o valor do ressarcimento de 100 mil reais. Todavia, o perito judicial apontava para um dano de 70 mil reais, enquanto o parecer do assistente técnico do réu dizia ser o valor de 30 mil reais. Em grau de recurso, foi arguido que o autor e o seu assistente técnico eram irmãos, pelo que havia um impedimento para este atuar no processo. Logo, requereu-se que a prova fosse desconsiderada e desentranhada dos autos do processo. Nesse cenário, é correto afirmar que: 
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Q3337474 Antropologia
Roy Wagner é um antropólogo estadunidense notabilizado por seus estudos sobre parentesco na Melanésia. Em seu livro A invenção da cultura (1975), Wagner apresentou o conceito de “antropologia reversa”, que deu significativas contribuições para as teorias da cultura na antropologia. Nessa obra, o autor argumenta que: 
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Q3337475 Antropologia
Clifford Geertz foi um expoente da antropologia estadunidense do século XX. Em seu livro de 1973, o autor define cultura como uma "teia de significados”. Para o autor, a antropologia deve ser entendida como: 
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Q3337476 Antropologia
O antropólogo britânico Victor Turner dedicou-se ao estudo dos rituais. Em seu livro O processo ritual (1969), ele desenvolveu o conceito de “liminaridade”. Para o autor, durante a fase liminar de um rito de passagem, o indivíduo se encontra: 
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Q3337477 Antropologia
Bruno Latour foi um importante antropólogo para a consolidação da chamada antropologia simétrica. Para Latour, entre outras características, esse tipo de antropologia busca descrever e analisar as redes de relações que conectam humanos e não humanos, sem privilegiar um polo em detrimento do outro. A perspectiva teórico-metodológica difundida por Bruno Latour para essas análises é chamada de: 
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Q3337478 Antropologia
Entre o final do século XIX e início do século XX, o antropólogo Franz Boas deu ênfase à pesquisa de campo e ao estudo detalhado de culturas específicas. Ao contrário do método dedutivo proposto pelos antropólogos evolucionistas, Boas defendia: 
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Q3337479 Antropologia
Em As estruturas elementares do parentesco (1949), Claude Lévi-Strauss desenvolveu uma teoria sobre a proibição do incesto e suas implicações para a estruturação das sociedades humanas. Conforme a proposta do autor, a proibição do incesto não é nem puramente de origem cultural nem puramente de origem natural, e também não é uma dosagem de elementos variados tomados de empréstimo parcialmente à natureza e parcialmente à cultura. Segundo Lévi-Strauss, a proibição do incesto:
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Q3337480 Sociologia
Em As formas elementares da vida religiosa, Émile Durkheim definiu religião da seguinte forma: ”Um sistema solidário de crenças e de práticas relativas a coisas sagradas, isto é, separadas, proibidas, crenças e práticas que reúnem numa mesma comunidade moral, chamada igreja, todos aqueles que a ela aderem” (Durkheim, 1912/2003, p. 32). É correto afirmar que, para Durkheim, a religião: 
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Q3337481 Antropologia
Em Genealogias da religião (1993), Talal Asad critica concepções essencialistas das religiões. Asad argumenta que a categoria "religião", tal como compreendida no Ocidente moderno, não pode ser aplicada indiscriminadamente a outras culturas e contextos históricos. Para esse autor, a religião não possui uma essência universal a-histórica. Ela deve ser, em vez disso, entendida como um conceito historicamente produzido. A proposta de Asad está alinhada à: 
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Q3337482 Antropologia
Os laudos antropológicos, em especial aqueles relacionados à efetivação de direitos territoriais, impõem desafios particulares aos praticantes da antropologia. Como apontado por Ilka Boaventura Leite, na introdução do livro Laudos periciais antropológicos em debate: “Os laudos são, portanto, documentos produzidos com finalidades previamente estabelecidas, dirigidos a uma audiência restrita, dotados de regras determinadas pelas instâncias onde irão tramitar e podem ser submetidos a análises e avaliações bastante específicas” (Leite, 2005, p. 25). A elaboração de um laudo antropológico:
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Q3337483 Antropologia
Em seu estudo de grupos étnicos, Fredrik Barth critica definições que se baseiam apenas em características culturais compartilhadas, como língua, religião ou ancestralidade comum. Para o autor, elencar tais traços culturais, ainda que seja relevante, não explica a persistência e a dinâmica dos grupos étnicos em contextos de mudança e interação social. O problema desse tipo de definição, argumenta Barth, está justamente no seu caráter concreto e substantivo. Para o autor, é importante elaborar uma definição conceitual da etnicidade com base em certos critérios analíticos. Para Barth, a compreensão da etnicidade exige:
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Q3337484 Antropologia
No artigo Atualização e contraefetuação do virtual: o processo do parentesco, o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro propõe o conceito de "afinidade potencial" para explicar as complexas relações entre grupos e entidades nos sistemas de parentesco ameríndios. O autor afirma que: "A afinidade potencial, valor genérico, não é um componente do parentesco (como o é a afinidade matrimonial, efetiva), mas sua condição exterior. Ela é a dimensão de virtualidade de que o parentesco é o processo de atualização” (Viveiros de Castro, 2000, p. 412). Em diversas sociedades amazônicas, a afinidade potencial:
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Q3337485 Antropologia
A partir da década de 1970, o conceito de patrimônio cultural passou por significativas transformações. Seu escopo foi alargado para além da valorização de bens materiais de caráter monumental. Essa mudança de perspectiva refletiu-se na inclusão de novas categorias de patrimônio, como o patrimônio imaterial. No Brasil, um marco desse alargamento de sentido foi o tombamento do terreiro de candomblé Casa Branca, na Bahia, em 1984. No Brasil, o patrimônio imaterial permite: 
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Q3337486 Sociologia
Stuart Hall dedicou grande parte de sua obra à análise da cultura e da identidade em sociedades multiculturais. No livro Pensando a diáspora, Hall examina as identidades caribenhas diaspóricas em condições contemporâneas de globalização. O autor argumenta a favor da "impureza" cultural, considerando a forma como o “velho” é transformado no “novo” e a forma como o “exterior” se torna parte constitutiva da “cultura nacional”. Para analisar as interações entre culturas e a impureza cultural, Hall propõe o conceito de:
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Q3337487 Antropologia
Em seu texto Esboço de uma teoria da prática, Pierre Bourdieu escreve o seguinte: "O caráter primordial da experiência do dom é, sem dúvida, sua ambiguidade: de um lado, essa experiência é (ou pretende ser) vivida como rejeição do interesse, do cálculo egoísta, como exaltação da generosidade, do dom gratuito e sem retribuição; de outro, nunca exclui completamente a consciência da lógica da troca, nem mesmo a confissão de pulsões recalcadas ou, por éclairs, a denúncia de uma outra verdade, denegada, da troca generosa, seu caráter impositivo e custoso (‘o presente é uma infelicidade’)” (Bourdieu, 1996, p. 7). A ambiguidade da experiência que Bourdieu descreve está embasada em:
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Q3337488 Antropologia
Para Gilberto Velho, a antropologia urbana é uma antropologia das sociedades complexas. Em seu artigo Estilo de vida urbano e modernidade, o antropólogo escreve o seguinte: “A metrópole moderna oferece a possibilidade de transitar entre vários mundos e esferas diferenciadas. A fragmentação do trabalho tem, como outro lado da moeda, o desenvolvimento de áreas e domínios especializados de sociabilidade, lazer, crença religiosa, atividade política etc.” (Velho, 1995, p. 229). A antropologia urbana de Gilberto Velho tem um dos seus fundamentos teóricos na produção de:
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Respostas
41: E
42: D
43: A
44: B
45: C
46: E
47: B
48: E
49: E
50: B
51: E
52: E
53: E
54: D
55: B
56: A
57: E
58: B
59: B
60: B