Questões de Concurso Público EBSERH 2025 para Área de Atuação - Infectologia Pediátrica
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Foi documentado que houve infecção pregressa por citomegalovírus. Receptores de alto risco, soropositivos para CMV que recebem transplante alogênicos são potencialmente susceptíveis e devem receber profilaxia até o dia 100 após o transplante.
O medicamento de primeira linha mais indicado é
Ao exame, a paciente se encontrava emagrecida, hipocorada, desidratada, acianótica, anictérica, afebril, com dispneia e esforço respiratório. Candidíase oral e leões múltiplas por molusco contagioso em região genital. Diarreia. PA 90 x 55 mmHg, FC 110 bpm, FR 22 irpm, sat. O2 70. Gasometria revelou acidose metabólica. A paciente foi submetida à sedação, TOT e acoplada à VM. Toda medicação de suporte foi instituída, em especial a fenitoína venosa. Hemograma revelou anemia e linfopenia.
A imagem da tomografia de crânio com contraste revelou lesão anelar captante de contraste com edema perilesional e efeito de massa apagando parcialmente o ventrículo esquerdo e leve desvio da linha média.
O teste rápido para detecção do HIV foi reator. A mãe relatou que a paciente é alérgica à sulfa.
Baseado no relato, na imagem da tomografia computadorizada do crânio, e considerando a infecção oportunista neurológica grave mais comum na aids, assinale a opção que apresenta o diagnóstico e o tratamento específico mais indicado para o caso.
Os escorpiões estão “tomando conta” das grandes cidades brasileiras, advertiram os pesquisadores em um artigo científico publicado recentemente na revista “Frontiers in Public Health”. Ele informa que mais de 1,1 milhão de picadas foram registradas entre 2014 e 2023, de acordo com dados do Ministério da Saúde do Brasil, o que significa um aumento de 155% nos relatos de picadas de 2014 a 2023. A rápida urbanização e as mudanças climáticas estão provocando um aumento no número de aparecimento de escorpiões em grandes centros urbanos em geral e, consequentemente, o perigo de picadas desse aracnídeo muitas vezes venenoso.
O envenenamento por picada de escorpião (escorpionismo) é um problema global atual, afetando várias regiões do mundo, incluindo a África, o Oriente Médio, o sul da Índia e América Latina. Nas Américas, o Brasil, o Paraguai, a Bolívia, o México, as Guianas e a Venezuela testemunharam um aumento alarmante do escorpionismo nas últimas décadas, evoluindo para uma crise de saúde pública significativa”, diz o artigo.
Estudos em animais mostram evidências do envolvimento de mediadores da inflamação, como interleucina-1 beta, prostaglandina-2, e muitos outros, por meio de uma reação neuroimune sistêmica, que seria responsável tanto pelo envolvimento do coração quanto do pulmão, sendo causador do edema agudo (Reis et al., 2020).
Após intervalo de minutos até poucas horas podem surgir, principalmente em crianças, os seguintes sintomas: sudorese profusa, agitação psicomotora, tremores, náuseas, vômitos, sialorréia, hipertensão ou hipotensão arterial, arritmia cardíaca, insuficiência cardíaca congestiva, edema pulmonar agudo e choque. A presença dessas manifestações indica a suspeita do diagnóstico de escorpionismo, mesmo na ausência de história de picada ou de identificação do animal. Apesar de a intensidade das manifestações clínicas depender da quantidade de peçonha inoculada, os adultos apresentam quadro local benigno, enquanto crianças constituem o grupo mais suscetível ao envenenamento sistêmico grave.
Entre a espécies listadas a seguir, assinale a que apresenta maior risco de complicações sistêmicas e óbitos de acordo com o Ministério da Saúde.
Dessa forma, a análise laboratorial do líquor de um paciente com doença do sistema nervoso central que mostrou contagem de polimorfonucleares acima de 10.000 células/mm3 , glicose 30 mg/dL, proteínas 140 mg/dL e pressão liquórica elevada é mais compatível com
Essas células são denominadas
O exame físico detectou aumento do volume, sensibilidade dolorosa à palpação superficial, coloração avermelhada e calor. Relatou ainda dor epigástrica. Outro achado nessa paciente foi dor, aumento da sensibilidade e aumento de volume da glândula parótida, apenas do lado direito.
Exames laboratoriais foram realizados e o hemograma mostrou anemia discreta, leucocitose com linfocitose relativa, aumento da PCR, transaminases aumentadas em duas vezes o valor normal, creatinina normal e ureia com valor aumentado. Bilirrubinas normais. Amilase aumentada cinco vezes e lipase normal. EAS sem alterações.
Baseado no conjunto dos sintomas e nos exames laboratoriais a principal hipótese diagnóstica é
Nesse caso, o esquema antirretroviral para profilaxia pósexposição de risco (PEP) à infecção pelo HIV indicado pelo Ministério da Saúde é
Ao exame físico observou-se inflamação conjuntival, edema de mucosa nasal, eritema de arcos faríngeos e adenopatia discreta. Pulmão limpo na ausculta. O diagnóstico clinico foi o resfriado comum.
Assinale a opção que apresenta o agente mais frequentemente encontrado no resfriado comum e o principal tratamento indicado.
A agressão pulmonar é bifásica: primeiro pico (uma a duas horas após aspiração), resultado do efeito cáustico direto na interface alvéolo-capilar. Posteriormente, ocorre o segundo pico (quatro a seis horas), associado a infiltrado de neutrófilos no alvéolo e interstício pulmonar, com achados histológicos característicos de inflamação aguda. Em 48 horas pode haver a formação de membrana hialina.
Uma paciente com 28 anos de idade, frequentadora de academia há 10 anos, sem histórico de doenças, foi realizar cirurgia de mamoplastia e apresentou engasgo seguido de dispneia rapidamente progressiva, cianose e perda de consciência devido broncoaspiração durante procedimento de intubação orotraqueal. Foi verificado que o procedimento foi conduzido por um R2 de cirurgia plástica que além de não sedar adequadamente para o procedimento não elaborou uma simples pergunta sobre o jejum à paciente. O mesmo foi suspenso pois tomou medida sem aval do Staff e do anestesista que não estavam na sala cirúrgica na hora do procedimento.
Felizmente a paciente recuperou rapidamente o estado de consciência após aspiração de vias aéreas, sendo verificada a eliminação de corpo estranho (restos alimentares) após crise de tosse. Ao exame físico, apresentava dispneia, sons respiratórios reduzidos associados a roncos e crepitações difusas. Obviamente a cirurgia foi suspensa. Foi iniciado tratamento de suporte com O2 suplementar e nebulização. A radiografia de tórax mostrou infiltrado intersticial de padrão nodular confluente. TC de tórax com imagem em vidro fosco e nódulos centrolobulares de contornos indefinidos bilateralmente em segmentos basais posteriores, não houve febre ou leucocitose.
O infectologista chamado para dar um parecer sobre o uso de antibióticos nesse caso indicou corretamente
A investigação demonstrou que o caso se vinculava à mordida de morcego hematófago. Após confirmação diagnóstica laboratorial, foi iniciado o protocolo de tratamento de Milwaukee adaptado à realidade brasileira, denominado Protocolo de Recife, Protocolo de Tratamento da Raiva Humana no Brasil (Brasil, 2011), resultando no primeiro registro de cura de raiva humana no País. Em 2017, ocorreu o segundo caso de cura com sequelas neurológicas: um adolescente com histórico de espoliação de morcego hematófago, morador de área ribeirinha, no estado do Amazonas, com diagnóstico laboratorial para raiva (Brasil, 2011). Esse Protocolo pode ser aplicado frente a casos confirmados da doença e sob orientação da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (SVSA/MS).
O diagnóstico da raiva pode ser feito de diversas maneiras, entretanto, a técnica do RT‑hN-PCR (Reverse Transcription hemiNested PCR, ou em português: transcrição reversa seguida de PCR hemi-aninhada) foi aplicada em alguns estudos de diagnóstico ante‑mortem da raiva humana, aumentando em respectivamente 98% e 100% a sensibilidade e especificidade no diagnóstico.
A técnica funciona da seguinte maneira: primeiro, extrai-se RNA viral da amostra, e utiliza-se a enzima transcriptase reversa para convertê-lo em DNA complementar (cDNA) por RT-PCR. Este cDNA é amplificado com um par de primers externos por PCR. A seguir, o produto da primeira PCR é submetido a uma segunda rodada de PCR usando um par de primers, dos quais um é interno (aninhado) em relação aos originais (Hemi‑nested PCR), isso aumenta significativamente a especificidade e a sensibilidade da detecção. Esse protocolo – exatamente esse tipo de combinação – pode ser usado para detectar o vírus rábico, empregando RT‑PCR com primers voltados ao gene da glicoproteína (G) e RT‑PCR seguido de hemi‑nested PCR (hnRT‑PCR) com primers para o gene da nucleoproteína (N) do vírus da raiva
Nesse caso, o seguinte material biológico deve ser preferencialmente coletado e encaminhado ao laboratório:
O patologista australiano R.D.K. Reye descreveu essa síndrome pela primeira vez em 1963. A síndrome de Reye geralmente se apresenta em crianças como vômitos e confusão mental com rápida progressão para coma e morte.
A fisiopatologia exata da síndrome de Reye não é conhecida com precisão; no entanto, parece envolver lesão mitocondrial no contexto de uma doença viral (em geral influenza ou varicela) associada ao uso de m medicamento que pode causar ou perpetuar danos às mitocôndrias celulares, resultando na inibição do metabolismo de ácidos graxos. As características neurológicas da síndrome de Reye provavelmente resultam da disfunção mitocondrial hepática que causa níveis elevados de amônia.
A hiperamonemia pode induzir edema cerebral difuso e subsequente pressão intracraniana elevada. Essa síndrome geralmente começa nos dias seguintes à recuperação de uma doença viral durante a qual um determinado medicamento foi administrado.
O diagnóstico é clínico e de exclusão, não há exames específicos. A vigilância nacional da síndrome de Reye começou nos Estados Unidos no início dos anos 1970 e levou a advertências estritas sobre o uso de certos medicamentos em crianças, tornando essa síndrome rara hoje em dia, porém não há uma sistematização de notificação desse diagnóstico bem como rede de vigilância sobre esta doença, de tal forma que pode haver casos atuais não diagnosticados.
Assim, a escolha deve ser o uso de
Esses fungos respondem ao tratamento antimicrobianos antimetabólitos antagonistas do folato, especificamente uma associação de sulfonamida (sulfametoxazol) com inibidor da dihidrofolato redutase (trimetoprima). Entretanto, ao se iniciar o tratamento dos enfermos é frequente a piora paradoxal, com exacerbação dos sinais clínicos e agravamento do quadro.
Para evitarmos essa piora, deve-se associar ao tratamento antimicrobiano
Entre essas lagartas peçonhentas, a mariposa brasileira Premolis semirufa (família Erebidae), conhecida como pararama em seu estágio larval, habita seringais encontrados na floresta amazônica e produz uma manifestação clínica singular de envenenamento nos trabalhadores que coletam a seiva das seringueiras. Por ano são notificados cerca de 60 novos casos, em especial no estado do Pará.
A pararamose (periartrite falangeana associada à pararama) é uma doença causada pelo contato com cerdas finas urticantes das lagartas. Esse contato causa uma sensação intensa de coceira, seguida de sintomas de inflamação aguda. Após contato repetido com essa lagarta, o processo inflamatório torna-se crônico, levando à imobilidade articular que se caracteriza pelo espessamento da membrana sinovial articular com deformidades articulares semelhantes à artrite reumatóide.
Entre as opções a seguir, a mais eficaz no combate à pararamose seria a
Diante desse quadro, assinale a opção que apresenta a conduta imediata mais adequada, o mais provável diagnóstico e o agente etiológico envolvido.
Analise as imagens a seguir.
As imagens acima foram obtidas por intermédio de Rx e tomografia computadorizada de tórax de dois pacientes: as imagens A e B são de um homem de 45 anos, morador de rua, alcoólatra, usuário de crack, vivendo com HIV em tratamento irregular e várias passagens na clínica da família sem segmento adequado, pois somente procura atendimento em unidade de saúde quando a falta de ar se torna intensa. Tanto o Rx quanto a tomografia de tórax exibem sinais de alta suspeição para tuberculose pulmonar.
As fotos C e D representam a tomografia de tórax de uma paciente com 35 anos, técnica de enfermagem, com tosse, febre e sudorese, mas que se automedicava com sintomáticos, até que resolveu procurar atendimento, observe que não está tão emagrecida quanto o outro paciente. O achado das cavernas em ápice (foto C) e a didática imagem em “árvore em brotamento” (foto B) são quase patognomônicas da tuberculose pulmonar.
Em ambos os casos, as amostras de escarro foram submetidas ao exame Xpert MTB/RIF (GeneXpert®) que é um ensaio de PCR (reação em cadeia da polimerase) em tempo real automatizado que detecta simultaneamente presença do Mycobacterium tuberculosis complexo e resistência à rifampicina. A detecção de fluorescência ao longo da reação de PCR confirma a presença do DNA de M. tuberculosis. Nestes casos, o paciente morador de rua apresentou resistência à rifampicina.
O teste amplifica segmentos específicos do gene que codifica a subunidade β da RNA polimerase. Ele utiliza sondas moleculares (“molecular beacons”) que se ligam a regiões altamente conservadas do gene.
Com relação à resistência à rifampicina, o seguinte gene é detectado pelo método:
Analise a telerradiografia a seguir.
A telerradiografia de tórax acima é de um paciente do sexo masculino, diabético controlado, 45 anos de idade, que estava há uma semana com tosse produtiva, febre 39ºC, dor torácica à esquerda. Exames de sangue com os seguintes resultados: hemograma exibindo 14.480 leucócitos/mm3 , proteína C reativa 9,8mg/L, velocidade de hemossedimentação 80 mm/h, glicose 150mg/dL, lactato desidrogenase sérico 1.280 U/L, proteínas totais 14g/dL, ureia e creatinina normais.
O líquido pleural foi coletado e análise laboratorial revelou: líquido turvo, adenosina deaminase negativo, incontáveis polimorfonucleares, alguns mononucleares, proteína 9g/dL, glicose 40mg/dL, lactato desidrogenase 900 U/L.
Com base nessas informações, assinale a opção que melhor responde, respectivamente, às seguintes questões: o líquido pleural do paciente se caracteriza como exudato ou transudato? Qual o diagnóstico mais plausível e razoável? Como tratar?
Nesse caso específico, assinale a opção que apresenta a classe do antibiótico a ser administrado como opção terapêutica.
O teste para Zika vírus foi reagente. Procurou emergência de um hospital porque estava com fraqueza ascendente em membros inferiores, arreflexia e disautonomia. A eletroneuromiografia detectou diminuição da velocidade de condução nervosa e evidências de desmielinização segmentar (polirradiculopatia desmielinizante). LCR mostrou dissociação albuminocitológica (aumento de proteínas com contagem de leucócitos normal).
O diagnóstico mais provável e o tratamento indicado são:
Tomografia computadorizada do crânio revelou múltiplas lesões calcificadas corticais e a ressonância Magnética mostrou lesões císticas viáveis com presença de escólex. Sorologia positiva para Taenia solium.
O hospedeiro intermediário e a terapêutica específica mais adequada são, respectivamente,
Nos últimos 10 dias, evoluiu com quadro de linfonodomegalia generalizada, hepatoesplenomegalia, derrame pleural, febre, mal estar, hipotensão, taquicardia, sudorese, configurando uma forma agressiva e de rápida evolução. Exames complementares apresentando linfocitose acentuada, elevação da lactato desidrogenase 9x o normal, aumento do cálcio sérico e leões cutâneas.
O técnico de laboratório contactou o médico assistente pois no sangue periférico haviam as células atípicas exibidas abaixo, e que definiram o diagnóstico da enfermidade da paciente.
O diagnóstico da doença em questão e o agente etiológico são, respectivamente,