Questões de Concurso Público EBSERH 2025 para Área de Atuação - Endoscopia Digestiva

Foram encontradas 80 questões

Q3724587 Medicina
Um homem de 39 anos procura avaliação para cirurgia bariátrica. Refere ser obeso desde a adolescência, com múltiplas tentativas frustradas de perda de peso com dieta e atividade física. Relata histórico de refluxo gastroesofágico intenso, diagnosticado por endoscopia há 2 anos como esofagite grau C (Los Angeles). Também tem diabetes mellitus tipo 2 há 6 anos, atualmente mal controlado com metformina e insulina. Apresenta IMC de 42 kg/m², sem uso de álcool ou tabagismo. Nega sintomas depressivos ou compulsão alimentar grave.
Os exames complementares:

• Endoscopia: Esofagite grau C, sem hérnia hiatal;
• HbA1c: 9,2%;
• Eletrocardiograma e avaliação cardiológica pré-operatória: sem contraindicações;
• Avaliação psicológica: apto à cirurgia;
• Ultrassonografia abdominal: fígado esteatótico, sem litíase biliar.

A melhor técnica de cirurgia bariátrica indicada, nesse caso, é 
Alternativas
Q3724588 Medicina
Paciente do sexo feminino, 52 anos, com antecedente de histerectomia total por via abdominal há 5 anos, dá entrada no pronto-socorro com dor abdominal difusa em cólica, iniciada há 24 horas, associada a náuseas, vômitos biliosos e ausência de eliminação de flatos e fezes desde então. Refere episódios semelhantes mais leves nos últimos dois anos, resolvidos espontaneamente. Ao exame físico, apresenta abdome distendido, ruídos hidroaéreos aumentados em timbre metálico, dor difusa à palpação, sem sinais de peritonite. O toque retal sem sangue ou massas.
Uma radiografia de abdome em pé mostra níveis hidroaéreos em alças de delgado com padrão em “pilha de moedas”. A tomografia computadorizada (TC) confirma obstrução de delgado com ponto de transição único, presença de alças distendidas, sem pneumoperitônio ou sinais de isquemia. Exames laboratoriais com leucócitos de 11.000/mm³ e lactato normal.

O diagnóstico mais provável e a melhor conduta terapêutica inicial, para essa paciente, são
Alternativas
Q3724589 Medicina
Mulher de 63 anos, menopausada há 10 anos, procura atendimento por aumento progressivo do volume abdominal, distensão e sensação de plenitude pós-prandial nos últimos 3 meses. Refere perda ponderal involuntária, episódios de náusea e alteração do hábito intestinal (alternância entre constipação e evacuações amolecidas). Nega sangramentos genitais.
Ao exame físico, apresenta abdome globoso, com ascite moderada, sinal de macicez móvel e presença de nódulos duros em flanco direito (Sinal de Blumer). Ao toque vaginal, palpa-se massa anexial esquerda de consistência pétrea.
Exames laboratoriais revelam: CA-125: 640 U/m; Hemoglobina: 10,2 g/d; Albumina: 2,8 g/d; Creatinina: 1,1 mg/dL Uma tomografia computadorizada de abdome/pelve evidencia: massa anexial sólida e cística à esquerda (6,5 cm), espessamento difuso do peritônio com implantes nodulares, ascite volumosa e linfonodomegalia retroperitoneal.

O diagnóstico mais provável, a preparação adequada do paciente e o tratamento de escolha são, respectivamente, 
Alternativas
Q3724590 Medicina
Homem de 58 anos, com anemia ferropriva e fadiga, realizou endoscopia que evidenciou gastrite atrófica com três lesões polipoides pequenas (< 1 cm) em fundo gástrico. As biópsias revelaram tumores neuroendócrinos bem diferenciados, positivos para cromogranina A, Ki-67 <2%. A dosagem de gastrina sérica foi de 1200 pg/mL. Tomografia e octreoscan sem metástases.

O diagnóstico e a conduta cirúrgica mais adequada são
Alternativas
Q3724591 Medicina
Um paciente de 46 anos, realizou exame de US de próstata, que revelou pequena hérnia inguinal D. O paciente é assintomático. O exame clínico não demonstra qualquer protusão em região inguinal D.

Nesse caso, a conduta é
Alternativas
Q3724592 Medicina
No tratamento de uma hérnia femoral D, a técnica de escolha é a de
Alternativas
Q3724593 Medicina
Uma paciente de 25 anos, refere dor e abaulamento em região umbilical aos esforços. O diagnóstico de hérnia umbilical é feito.

Nesse caso, é correto afirmar que
Alternativas
Q3724594 Medicina
Paciente de 70 anos, programado para colectomia por câncer de cólon, apresenta sarcopenia, sedentarismo e anemia (Hb = 9,8 g/dL).

O principal objetivo da pré-habilitação nesse paciente é
Alternativas
Q3724595 Medicina
Homem de 68 anos, fratura de fêmur que necessita de artroplastia, com descondicionamento físico e desnutrição. O período mínimo recomendado para intervenções de pré-habilitação apresentarem benefício é de
Alternativas
Q3724596 Medicina
Paciente com câncer de pâncreas, programado para duodenopancreatectomia, apresenta risco elevado pelo escore ACS NSQIP.

A ferramenta mais adequada para avaliar sua capacidade funcional antes da pré-habilitação é
Alternativas
Q3724597 Medicina

Paciente com oclusão intestinal por hérnia estrangulada necessita de laparotomia emergencial. Tem histórico de IC (FE = 35%) e tabagismo ativo.


A seguinte estratégia de pré-habilitação é viável nesse cenário:

Alternativas
Q3724598 Medicina
Equipe cirúrgica prepara-se para herniorrafia inguinal eletiva em paciente colonizado por MRSA.

A seguinte medida é recomendada para reduzir a infecção do sítio cirúrgico.
Alternativas
Q3724599 Medicina
Na sala de parto de um hospital de grande porte, um pediatra presta assistência a um recém-nascido a termo com 3.100 kg, 49 cm, Apgar 4 no primeiro minuto e 3 segundos.
O profissional observa que o neonato está cianótico hiperpneico, o abdômen é escafoide, abolição do frêmito toracovocal à esquerda, desvio do ictus cordis para a direita. O RX de tórax revela a presença de alças intestinais no hemitórax esquerdo e desvio da silhueta cardíaca para direita.

Assinale a opção diagnóstica mais provável para o caso.
Alternativas
Q3724600 Medicina
Paciente, 78 anos, natural do Rio de Janeiro, apresenta dificuldade de deglutição. Endoscopia digestiva alta sem alteração estruturais. Exame baritado do esôfago revela ondas terciárias, aperistalse e redução do relaxamento do EEI com as deglutições.

Esse relato indica
Alternativas
Q3724601 Medicina
Homem, branco, 43 anos, natural de Goiás, pedreiro, atendido no ambulatório queixando-se de palpitação, dispneia aos esforços e desconforto precordial. Nos últimos seis meses, vinha apresentando dificuldade para deglutir, sintoma que se acompanhava de plenitude pós-prandial, eructações e constipação intestinal (algumas vezes passava toda semana sem evacuar). Emagreceu 10 kg nesse período.
Nas últimas quatro semanas, acordou no meio da noite duas vezes sufocado. HPP- doença febril na infância sendo hospitalizado em sua cidade natal (desconhece o diagnóstico). Pneumonia há quatro anos. HFS- nunca bebeu ou fumou. Morava em casa de madeira em Goiás, sem água encanada. Atualmente mora em São Gonçalo – RJ, em casa de tijolo com água encanada. Exame físico: fácies de doença crônica, emagrecido, hipertrofia da parótida, hipocorado +/4, eupneico, PA 110-80 mm Hg, FC 104 bpm, FC 22 irpm, TAX 37 oC, pulso irregular, tórax atípico, ictus sétimo EICE, 3 polpas digitais, linha axilar anterior, MV audível universalmente, crepitações inspiratórias iniciais nas bases pulmonares, abdômen atípico, flácido, indolor, fígado 1 dedo do RCD, hepatimetria 10 cm, traube livre, MMIIss- sem alterações.

Baseado nesses dados, o teste mais sensível para o diagnóstico etiológico do caso é
Alternativas
Q3724602 Medicina
Nos portadores de cirrose hepática, independentemente da etiologia, a melhor vigilância para hepatocarcinoma é feita por intermédio dos seguintes exames seriados:
Alternativas
Q3724603 Medicina
Uma mulher de 48 anos procurou o ambulatório de gastroenterologia queixando-se de pirose associada a disfagia intermitente para sólidos não progressiva nos últimos 8 meses. Trazia uma endoscopia digestiva alta feita cinco anos antes, a qual revelava múltiplas erosões em mais de uma prega esofageana longitudinal.
Esse exame demonstrou ainda que a junção escamocolunar (JEC) se localizava 30 mm acima do pinçamento diafragmático. Na época, fez uso de ranitidina 300 mg duas vezes ao dia por 60 dias e elevação de cabeceira da cama com melhora sintomática. Uma nova endoscopia alta demonstrou, além dos achados anteriores, a presença de anel esofageano próximo JEC.

Baseado nos dados fornecidos, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3724604 Medicina
Uma mulher de 47 anos foi internada para investigação de vários episódios de palidez e cianose seguidos de hiperemia das mãos. Vinha queixando-se, nos últimos oito meses, de dores nos punhos, tornozelos, joelhos e cotovelos e mãos inchadas. Referia também queimação retroesternal e sensação de “parada do alimento no esôfago”.
Ao exame: paciente hipocorada +/4, eupneica, presença de telangectasias na face e discreta microstomia. Havia edema das mãos e alterações da pigmentação da pele (lesões tipo vitiligo). Uma endoscopia realizada há 3 meses demonstrou erosões confluentes a partir do 1/3 distral do esôfago com discreta redução da luz do órgão. A paciente começou a fazer uso de ranitidina com melhora temporária do seu quadro clínico.

Assinale a opção que seria mais compatível com a manometria esofagena desse paciente.
Alternativas
Q3724605 Medicina
Um homem de 58 anos com passado de ingesta de 200 gramas de álcool há cerca de 30 anos, portador de asma brônquica, foi admitido na emergência com sangramento digestivo alto manifestado por hematêmese. Ele já possuía um diagnóstico anterior histopatológico de cirrose feito há seis anos, época em que se internou para esclarecimento de hepatomegalia e elevação de aminotransferases.
Após as medidas iniciais de estabilização cardiorrespiratória, foi submetido a endoscopia digestiva alta que revelou a presença de varizes esofágicas azuladas, com sinal da cor vermelha presente e em grande número, de grosso calibre maior que 1/3 da luz, tortuosas, a partir de terço proximal, sem esofagite e com varizes gástricas em cárdia.

Segundo a Sociedade Japonesa de Pesquisa em hipertensão portal, a classificação mais apropriada para as varizes quanto à cor e forma seria
Alternativas
Q3724606 Medicina
Um homem de 43 anos, pedreiro, procurou assistência médica queixando-se de dor epigástrica em queimação, plenitude pósprandial, fadiga e episódios diarreicos. A dor muitas vezes o despertava de madrugada melhorando com a alimentação e a ingestão de alcalinos. Emagreceu cerca de 5 kg desde o início da dor, há 2 meses. Submetido a endoscopia digestiva alta que revelou duas úlceras A2 Sakita na parede anterior do bulbo duodenal de cerca de 10 mm e uma terceira úlcera no antro de cerca de 8 mm. O teste rápido da urease foi negativo e os seis fragmentos colhidos das bordas da lesão ulcerada gástrica foram negativos para malignidade. O paciente não fazia uso de antinflamatórios não esteroides (AINE’s), não bebia ou fumava. Tomografia abdominal revela massa de 2 cm na porção cefálica do pâncreas.

Baseado nos dados fornecidos e na principal hipótese diagnóstica, a melhor abordagem diagnóstica é
Alternativas
Respostas
21: A
22: C
23: E
24: B
25: E
26: D
27: C
28: C
29: C
30: B
31: E
32: C
33: B
34: B
35: E
36: B
37: D
38: C
39: E
40: C