Questões de Concurso Público EBSERH 2025 para Ano Adicional - Ginecologia e Obstetrícia R4

Foram encontradas 80 questões

Q3719767 Medicina
Gestante de 27 anos, G2P1A0, com 9 semanas de gestação, comparece à consulta de primeira vez de pré-natal, quando recebe orientações sobre vacinação na gravidez. Ela está em boas condições clínicas, não tem comorbidades e refere já ter sido vacinada uma vez contra a covid-19, há 9 meses, ainda na gestação anterior.
Com relação à vacina contra a covid-19 na gestação atual, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3719768 Medicina
Gestante procurou a Clínica da Família para iniciar seu pré-natal. Trata-se de primigesta, 22 anos de idade, sem comorbidades.
Entre os exames de rotina pré-natal que foram solicitados para ela está a sorologia para
Alternativas
Q3719769 Medicina
Gestante a termo dá entrada em maternidade com queixas de contrações uterinas. Ao exame obstétrico, diagnosticou-se fase ativa do trabalho de parto.
Ao ser encaminhada para o centro de parto, recebeu a orientação correta do médico plantonista de que
Alternativas
Q3719770 Medicina
Durante o parto vaginal de uma paciente que optou por parir semissentada, após a saída da cabeça fetal, observou-se retração da cabeça contra o períneo (sinal da tartaruga) e falha na progressão do polo cefálico. Foi orientado o aumento do agachamento materno e realizada uma pressão suprapúbica, sem sucesso.
A manobra externa mais adequada para essa situação é realizar
Alternativas
Q3719771 Medicina
Parturiente sem comorbidades pré-gestacional ou durante o prénatal, encontra-se exausta após 12 horas de trabalho de parto. A última ultrassonografia mostrava um peso estimado fetal de 4.100 g. Para abreviar o período expulsivo, seu obstetra pretende aplicar um fórcipe de Simpson para alívio.
Para tal, a condição de praticabilidade do fórcipe deverá ser
Alternativas
Q3719772 Medicina
Parturiente de 18 anos, G1P0A0, apresentou quadro de pré-eclampsia durante a gestação, sem sinais de gravidade. No transcurso da 40ª semana de gestação, procurou a maternidade com forte dor pélvica que já durava 12 h e sangramento transvaginal de pequena monta, vermelho escuro. Foi imediatamente submetida à cesariana, estando a placenta inteiramente descolada na cavidade uterina e o feto morto.
Após 1 h da cesariana, ainda na recuperação pós-anestésica, ela evoluiu com sangramento transvaginal abundante e sinais de instabilidade hemodinâmica (PA 80 × 40 mmHg, FC 120 bpm, extremidades frias). Ao exame físico, o útero encontrava-se normotônico e localizado na altura esperada. A paciente recebeu 1.500 mL de cristaloide, duas unidades de concentrado de hemácias e ocitocina em bomba de infusão, com pouca resposta e persistência do sangramento.
Assinale a opção que indica o quadro dessa paciente e a melhor conduta para o caso.
Alternativas
Q3719773 Medicina
Nutriz de 28 anos, G2P2, comparece ao pronto-socorro no 4º dia do puerpério após cesariana por desproporção cefalopélvica. Queixa-se de febre diária (até 39,2 oC), com calafrios, dor abdominal difusa e loquiação fétida. Ao exame, encontra-se febril (38,9 oC), taquicárdica (112 bpm), com dor à palpação do hipogástrio. A ferida operatória está com bom aspecto. O útero encontrava-se aumentado e subinvoluído à palpação abdominal. Exames laboratoriais: leucograma: 18.500/mm³ com desvio à esquerda, PCR: 185 mg/L. Ultrassonografia abdominal pélvica mostrou útero aumentado com conteúdo heterogêneo intracavitário, sem gás, com espessamento endometrial, sem coleções abdominais. Foram colhidas urocultura e hemocultura e iniciada antibioticoterapia venosa com clindamicina e gentamicina. Após 72 h do antibiótico, a paciente mantinha febre, apesar de boa resposta hemodinâmica. Ambas as culturas vieram negativas.
A principal hipótese diagnóstica e a melhor conduta para esta paciente neste momento são, respectivamente,
Alternativas
Q3719774 Medicina
Gestante de 31 anos, G2P1, com 30 semanas de gestação, procura atendimento com história de febre alta há 3 dias, cefaleia, dor retro-orbital, mialgia intensa e náuseas. Relata diminuição da movimentação fetal nas últimas 12 horas.
Ao exame, apresenta-se febril (38,5 oC), com pressão arterial de 80 × 50 mmHg, pulso 108 bpm, frequência respiratória de 30 irpm, presença de petéquias em membros inferiores e dor à palpação do hipocôndrio direito. Exames laboratoriais: hematócrito: 42% (aumento em relação ao basal de 35%), plaquetas: 85.000/mm³, TGO: 145 U/L, TGP: 130 U/L, teste rápido NS1 positivo, proteinúria ausente. Doppler obstétrico: mostrou centralização da circulação fetal e a cardiotocografia mostrou reatividade ausente, variabilidade mínima.
Considerando a condição apresentada pela gestante, a sua classificação da dengue segundo o Ministério da Saúde e a melhor conduta obstétrica neste momento são
Alternativas
Q3719775 Medicina
Adolescente de 13 anos, acompanhada da mãe, procura a emergência obstétrica relatando ter sido vítima de estupro por um conhecido da família há cerca de 2 meses. Refere atraso menstrual de 5 dias, náuseas e desconforto abdominal.
O teste rápido de gravidez é positivo, mas a idade gestacional da ultrassonografia não bate com a data do relato do estupro. Ao ser acolhida por equipe multiprofissional, a adolescente manifesta expressamente o desejo de interromper a gestação.
A mãe também concorda com o procedimento. Todavia, a diretora técnica da unidade alega que o aborto não tem respaldo legal uma vez que a data relatada da violência não bate com a idade gestacional. Além disso, a diretora refere também objeção de consciência institucional e diz que o procedimento não será realizado ali.
Com base na legislação brasileira e nas diretrizes técnicas do Ministério da Saúde, a conduta mais adequada nesse caso é 
Alternativas
Q3719776 Medicina
Gestante de 35 anos, G4P2A1, com 38 semanas de gestação, dá entrada em fase ativa de trabalho de parto com 6 cm de dilatação, bolsa íntegra, e feto único em apresentação pélvica. Durante o exame vaginal, ocorre ruptura acidental da bolsa amniótica com saída de líquido claro.
Imediatamente após o exame, a paciente refere sensação súbita de pressão perineal intensa. Ao toque, o obstetra identifica uma estrutura pulsátil no canal vaginal, e a cardiotocografia mostra bradicardia fetal sustentada (FCF 80 bpm) por mais de 5 minutos.
A conduta adequada nesse momento é
Alternativas
Q3719777 Medicina
Gestante de 28 anos, G2P1, com 30 semanas de gestação e diagnóstico de diabetes mellitus tipo 1 desde a infância, dá entrada no pronto atendimento com queixa de náuseas, vômitos, fraqueza intensa e redução da movimentação fetal nas últimas 24 horas. Relata infecção urinária em tratamento com antibiótico há 2 dias. Ao exame: PA 100 × 70 mmHg, FC 122 bpm, FR 26 irpm, temperatura 37,8 oC, desidratada, soporosa e taquipneica (respiração de Kussmaul). A palpação obstétrica revelou ausência de atividade uterina. Ausculta fetal com BCF 160 bpm. Exames laboratoriais: glicemia capilar: 260 mg/dL, gasometria venosa: pH 7,18; HCO₃⁻: 11 mEq/L; pCO₂: 28 mmHg, cetonemia positiva (+++), potássio sérico: 4,5 mEq/L, creatinina: 1,3 mg/dL, EAS: piúria (++), nitrito positivo. Ultrassonografia obstétrica mostrava feto único, BCF presente, movimento fetal discreto, líquido amniótico normal.
A conduta adequada para essa gestante é 
Alternativas
Q3719778 Medicina
Paciente de 26 anos, G1P0, com história de ciclos regulares e sem uso de contraceptivo, procura atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento com dor pélvica leve e discreto sangramento transvaginal há 4 dias. Relata atraso menstrual de 6 semanas.
Ao exame físico: encontra-se hemodinamicamente estável, sem dor à palpação profunda e sem sinais de irritação peritoneal. O toque vaginal evidencia útero de tamanho normal e ausência de dor em sua mobilização. A ultrassonografia pélvica-transvaginal mostra endométrio fino, ausência de saco gestacional intrauterino e imagem anexial à direita de 18 mm, sem líquido livre em fundo de saco.
Exames laboratoriais: gonadotrofina coriônica humana (hCG) inicial: 870 UI/L, hemograma: normal, tipagem sanguínea: O Rh positivo, função hepática e renal: normais. A paciente foi internada para observação e repetiu o hCG em 48 h, cujo resultado foi 690 UI/L.
Diante desse cenário, a melhor conduta para essa paciente é
Alternativas
Q3719779 Medicina
Gestante de 29 anos, G2P1, com 39 semanas, deu entrada em uma maternidade em trabalho de parto. Por discinesia uterina, o obstetra prescreveu ocitocina venosa em bomba infusora.
Durante o preparo, a técnica de enfermagem retira da bandeja o frasco de ocitocina, mas, por engano, conecta uma ampola de cloreto de potássio na bomba de infusão.
A infusão é iniciada, mas o erro é percebido por uma enfermeira cerca de 3 minutos após o início, antes de qualquer sintoma. A bomba é imediatamente desligada e o medicamento é descartado. A paciente permaneceu assintomática durante toda a internação e o parto evoluiu sem intercorrências.
Com base na Classificação Nacional de Segurança do Paciente (MS/ANVISA) e nas definições da Organização Mundial da Saúde, o evento descrito é mais bem caracterizado como
Alternativas
Q3719780 Medicina
Gestante G2P1, 28 anos, com tipo sanguíneo O Rh negativo, comparece ao pré-natal com 26 semanas de gestação. Relata primeiro parto há 2 anos, com recém-nascido internado por icterícia intensa, mas sem investigação detalhada na época.
Não houve uso documentado de imunoglobulina anti-D no puerpério anterior. Na avaliação atual, observa-se tipo sanguíneo do parceiro: A Rh positivo, Coombs indireto: 1:128. Ultrassonografia obstétrica: feto único, bem desenvolvido, batimentos cardíacos presentes, sem hidropisia. Avaliação morfológica normal. Doppler de artéria cerebral média (ACM): 1,6 MoM.
Com base nesse cenário, a conduta mais apropriada para esse caso é
Alternativas
Q3719781 Medicina
Gestante de 33 anos, G3P2, com 28 semanas de gestação, previamente hígida, procura emergência obstétrica com febre alta (38,7 °C), tosse seca, mialgia intensa e cefaleia há 36 horas. Refere também dispneia leve em repouso. Nega vacinas recentes. Está em uso de paracetamol, sem melhora. Ao exame: PA 100 × 60 mmHg, FC 100 bpm, FR 22 irpm, SpO₂ 97% em ar ambiente. Pulmões limpos à ausculta, sem sinais de desconforto respiratório. Diante da suspeita de síndrome gripal durante uma epidemia sazonal confirmada de Influenza A, a equipe médica opta por tratamento empírico.
Com base nas diretrizes do Ministério da Saúde, a conduta terapêutica mais adequada nesse caso é
Alternativas
Q3719782 Psiquiatria
Puérpera de 30 anos, G1P1, foi submetida a cesariana há 3 dias. O recém-nascido encontra-se em aleitamento exclusivo e em alojamento conjunto. A equipe de enfermagem relata que, nas últimas 24 horas, a puérpera vem apresentando insônia persistente, fala desconexa, períodos de agitação psicomotora, além de delírios religiosos e recusa a alimentar-se. Hoje, afirmou que o bebê é um “anjo que precisa ser purificado”. Nega antecedentes psiquiátricos. A família está preocupada e relata que a puérpera está apresentando comportamento “fora da realidade”.
Com base no quadro clínico, a conduta mais apropriada para esse caso é
Alternativas
Q3719783 Medicina
Gestante de 27 anos, G2P1 (parto vaginal pré-termo anterior), com 30 semanas e 4 dias de gestação, procura a maternidade com queixas de contrações uterinas regulares há cerca de 4 horas. No cartão pré-natal há a informação de que ela tem miastenia gravis. Ao exame obstétrico: colo apagado 60%, com 2 cm de dilatação, bolsa íntegra e apresentação cefálica. Não há sinais clínicos de infecção urinária ou corioamnionite. BCF 145 bpm, feto único, bem desenvolvido e com líquido amniótico normal. A gestante está hemodinamicamente estável.
A conduta mais adequada, nesse momento, para o caso apresentado, é 
Alternativas
Q3719784 Medicina
Gestante de 32 anos, G2P1, com 26 semanas de gestação, realiza curva glicêmica (TOTG 75g) com os seguintes resultados: jejum: 96 mg/dL, 1 hora: 190 mg/dL, 2 horas: 160 mg/dL. Após o resultado, iniciou acompanhamento com equipe multiprofissional, incluindo plano alimentar individualizado e orientações sobre atividade física.
Após 10 dias de monitoramento, apresenta os seguintes registros capilares: glicemias de jejum: entre 95 e 99 mg/dL e pós-prandiais de 1 hora: entre 140 e 155 mg/dL. Sua gestação evoluía com feto único, bem desenvolvido, em apresentação cefálica, sem sinais de sofrimento ou macrossomia. Gestante sem comorbidades adicionais.
A conduta mais apropriada para esse caso é
Alternativas
Q3719785 Medicina
Em uma maternidade pública certificada como "Hospital Amigo da Criança", uma equipe multiprofissional realiza treinamento periódico sobre boas práticas em aleitamento materno. Durante uma visita à enfermaria pós-parto, um residente observa que uma puérpera, com parto vaginal há 16 horas, está com o recémnascido em berço separado, usando fórmula láctea. A mãe relata que o bebê "chorava muito" e a equipe de enfermagem orientou o uso de complemento até o leite “descer”. A mãe ainda não foi orientada formalmente sobre amamentação.
A conduta mais alinhada aos princípios e diretrizes dos Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno é 
Alternativas
Q3719786 Medicina
Puérpera de 24 anos, G1P1, deu à luz há 2 dias por parto vaginal, sem complicações aparentes. Não havia história prévia de hipertensão durante o pré-natal e o parto transcorreu sem intercorrências. No alojamento conjunto, evolui com episódio tônico-clônico generalizado, de cerca de 90 segundos, presenciado pela equipe. No pós-crise, apresenta rebaixamento do nível de consciência. Exame físico revela PA 150 × 110 mmHg, reflexos tendinosos vivos, sem rigidez de nuca. Temperatura 36,8 oC, sem queixas respiratórias ou sinais de infecção.
Diante do quadro clínico apresentado, a conduta inicial mais apropriada é
Alternativas
Respostas
1: D
2: C
3: E
4: A
5: B
6: C
7: D
8: B
9: E
10: B
11: A
12: A
13: A
14: D
15: C
16: D
17: D
18: E
19: B
20: E