Questões de Concurso Público EBSERH 2024 para Área de Atuação - Psicoterapia
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Uma paciente de 71 anos relata que há 4 meses vem se sentindo "triste e sem esperança". Em associação com esse quadro, parou de sair com seus amigos e de frequentar a academia, pois diz não sentir mais prazer nessas atividades. Queixa-se também de fadiga e ganho ponderal de 7 kg no período (peso anterior: 63 kg), porém o sintoma que mais a incomoda é uma dificuldade de concentração, com relato de seus familiares de que ela está ficando "esquecida". Esses sintomas ocorreram na maior parte dos dias desse período.
Dentre as medicações a seguir, o tratamento mais adequado para esse caso é:
Um paciente de 54 anos foi atendido com queixa de lentidão e tremor nas mãos iniciado 7 meses antes. Ao exame, apresentava hipomimia facial, marcha em pequenos passos e quadro simétrico de rigidez em roda dentada, tremor de repouso e bradicinesia em membros superiores. Suspeitou-se de que o quadro poderia ter origem medicamentosa.
A medicação que mais provavelmente está associada a essa clínica é:
Uma paciente de 76 anos, em tratamento de longa data para diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia e hipertensão arterial sistêmica, procura consultório psiquiátrico queixando-se de que há 1 ano liga para seus filhos várias vezes por dia com medo de que "algo ruim possa acontecer a eles". Relata também que anda "com os nervos à flor da pele", irritada e com muita dor muscular. Aproveitando a consulta, também se queixa de formigamento e dor em queimação em seus pés iniciados há 2 anos, com piora progressiva.
Considerando as comorbidades da paciente, a melhor terapia medicamentosa nesse caso é:
Um paciente de 48 anos é levado pelos filhos ao Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) devido a quadro de etilismo. Os filhos relatam que o paciente bebe destilados quase diariamente e pouco se alimenta, e há 5 dias encontra-se caindo e confuso. Negam traumatismo cranioencefálico. Está sem fazer o uso de bebidas alcoólicas há 3 dias, sem melhora do quadro. Ao exame, o médico nota o paciente bastante emagrecido, desorientado no tempo e no espaço, desatento, com dificuldade de manter o equilíbrio, marcha instável e com nistagmo horizontal bilateral.
Frente a esse caso agudo, a principal hipótese diagnóstica é:
Um paciente dá entrada na emergência com quadro de redução do nível de consciência, mutismo, rigidez muscular generalizada (em "cano de chumbo") e tremor. Sinais vitais: temperatura axilar de 39,1 oC, FC de 112 bpm, FR de 26 irpm e PA de 172 x 100 mmHg. Há 1 semana iniciou haloperidol devido a surto psicótico. Faz uso ocasional de Cannabis.
A principal hipótese diagnóstica desse caso é:
Uma criança de 8 anos foi levada a consulta em uma unidade básica de saúde com queixa de baixo rendimento escolar e "apagões". Após colher a anamnese, e suspeitando de um diagnóstico, o médico fez a manobra de hiperventilação. Durante a manobra, a criança apresentou breves interrupções de consciência: ela ficava ausente e estática por alguns segundos e, em seguida, retornava ao ponto em que ocorrera a perda de consciência. Esses episódios breves eram acompanhados de discretos movimentos das pálpebras. Os pais relataram que esses episódios ocorriam várias vezes ao dia, mas que, devido à sua curta duração, tiveram dificuldade em observá-los. A paciente foi tratada com sucesso pelo médico da UBS com medicação antiepiléptica (etossuximida). No entanto, a mãe relatou a ocorrência de um fenômeno estranho após o início da medicação: a criança passou a ver coisas que não existiam e acreditava nessas coisas que só ela via.
A melhor conduta frente a esse caso é:
Após tentar vários antidepressivos, o médico optou por trocar o tratamento de paciente com episódio depressivo maior, substituindo um antidepressivo tricíclico por um inibidor irreversível da monoanina oxidase (IMAO).
Em relação a esse caso, é correto afirmar que:
Um paciente de 20 anos, estudante universitário, reside com os pais. Não tem histórico de problemas clínicos ou neurológicos significativos. É tabagista e faz uso eventual de bebidas alcoólicas. Nega uso de drogas ilícitas. Seus pais começaram a ficar preocupados com ele, especialmente nos últimos 6 meses, quando começou a ter comportamentos estranhos. Dizia que estava sendo seguido por agentes secretos e começou a passar cada vez mais tempo sozinho, fechado no seu quarto. Perguntado sobre o que lhe estava ocorrendo, disse que ouvia vozes comentando seus atos ou o insultando. Disse também que seus professores da universidade estavam conspirando para prejudicar sua carreira.
O diagnóstico mais provável e o tratamento mais adequado são, respectivamente:
Uma paciente de 47 anos relata preocupação constante com a sua saúde, tendo receio de que algo ruim aconteça. Quando está pior, relata dor precordial, que atribui ao coração “disparado”, e tem sensações de “morte iminente”, tonteira e parestesias. Geralmente esses sintomas duram apenas alguns minutos, mas são bastante desconfortáveis. A paciente já compareceu várias vezes à unidade de pronto atendimento durante as crises mais graves. Em geral é liberada para casa com a justificativa de que não apresentava nenhuma doença. Nega outras patologias ou o uso de drogas.
O diagnóstico mais provável é:
Um paciente de 37 anos é encontrado inconsciente no chão de sua casa, pela sua mãe, às 11h da manhã. A última vez que tiveram contato foi por ligação telefônica às 16h do dia anterior. Ao seu lado, sua mãe encontrou cartelas vazias de clonazepam 2 mg. Ela estimou que o filho tenha ingerido entre 15 a 25 comprimidos. O paciente foi levado à unidade de saúde, onde acordou após a aplicação de flumazenil. Ao acordar, confirmou tentativa de autoextermínio e notou que o seu pé esquerdo estava caído e formigando. O exame físico confirmou dificuldade em realizar a dorsiflexão do pé e parestesia em dorso do pé, com o restante do exame sem outra alteração.
A provável causa dessa alteração é:
Um paciente jovem de 20 anos deu entrada no serviço de emergência psiquiátrica com o seguinte quadro: síndrome de psicose aguda (delírios e alucinações), hipertensão, hipertermia, taquicardia, midríase e diaforese. Seu pai relatou que o filho tinha uma alteração genética que causava a diminuição sérica da colinesterase e que usava álcool.
A provável etiologia é:
Um paciente de 47 anos afirma que há uma cobra em seu abdômen. Apesar de os exames objetivos mostrarem total normalidade, o paciente mantém sua crença inabalável na presença da cobra dentro de seu corpo.
Esse episódio pode ser descrito como:
Quando ocorrem alterações na percepção, o indivíduo interpreta algo inexistente como parte da realidade.
Quando uma pessoa afirma ouvir vozes conversando com elas, embora não haja ninguém presente, está-se diante do sintoma conhecido como:
Um paciente de 50 anos apresentou inicialmente os seguintes sintomas: sensação de exploração, preocupação com a lealdade ou confiança de amigos e frequentes interpretações de comentários como ameaças. O comportamento não era evidentemente bizarro ou estranho. Passou a ter problemas conjugais, pois estava convencido de que seu cônjuge o estava traindo. Essa convicção era baseada em interpretações incorretas apoiadas em evidências duvidosas. Foi descartado o transtorno por uso de substâncias, porque não havia relato do uso de drogas ou álcool.
O provável diagnóstico é:
Um adolescente de 15 anos apresentou deterioração do desempenho escolar concomitante com o surgimento de sintomas como ouvir vozes identificadas como "um computador na minha cabeça". Outras vezes, relatou ter falado com um marciano e acreditava que faria uma missão espacial. Foi se distanciando dos amigos.Esses sintomas se iniciaram 8 meses antes.
O provável diagnóstico é:
O transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) pode ser analisado por instrumentos como a escala de impacto de evento revisada (IES-R). Essa escala permite identificar várias dimensões do TEPT.
As dimensões avaliadas por essa escala são: