Questões de Concurso Público EBSERH 2024 para Área de Atuação - Hansenologia

Foram encontradas 80 questões

Q3512136 Medicina
Uma estudante de 23 anos refere aparecimento de pápulas ceratóticas, amareladas, com depressão puntiforme, nas regiões palmares e nas margens laterais dos pés, há 2 anos. Nos últimos 6 meses, observou pápulas ceratóticas, crostosas, acastanhadas, localizadas nas regiões pré-esternal, supraclaviculares e frontal. A histopatologia de lesão do pé mostrou hiperceratose, paraceratose, grãos na córnea, acantose, corpos redondos, papilomatose e acantólise suprabasal. Constatou-se a presença de pápulas esbranquiçadas no palato. As unhas do 3º, 4º e 5º quirodáctilos da mão direita também estão acometidas de alterações.
As alterações ungueais presentes na doença são:
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Q3512137 Medicina
Considerando‐se o paradigma Th1/Th2 da hanseníase, o perfil de citocinas encontrado na pele difere em cada polo da doença. Análises de sangue periférico de pacientes com hanseníase mostraram que, após a estimulação com antígenos recombinantes de M. leprae, em pacientes paucibacilares, há indução predominante da secreção de citocinas como a interleucina:
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Q3512138 Medicina
Um jovem de 13 anos foi atendido com queixa de placa alopécica única, arredondada, de aproximadamente 4 cm, em vértice do couro cabeludo. O paciente usa cabelos compridos e observou a lesão há 3 semanas. Fez uso de xampu de cetoconazol e dipropionato de betametasona loção capilar por 7 dias, sem observar melhora. A mãe refere que o filho é introspectivo e não quer ir ao colégio nem sair de casa sem boné. À tricoscopia, observam-se pontos pretos, cabelo em vírgula, cabelo em sacarolhas, pelos fraturados, sinal do código de barra e descamação brilhante envolvendo a haste como uma bainha.
O exame confirmou a hipótese diagnóstica de: 
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Q3512139 Medicina
Um paciente de 29 anos, melanodérmica, com sobrepeso, apresenta queixa de “furúnculos” em regiões axilares. O quadro se iniciou há 3 anos com nódulo doloroso em região axilar, que evoluiu com drenagem de secreção purulenta e posterior cicatriz. Quadros idênticos com lesões recorrentes se sucederam, com média de 3 episódios em 6 meses. Fez uso de doxiciclina nos quadros agudos, com melhora parcial. Ao exame, observam-se, em região axilar direita, quatro nódulos inflamatórios, presença de comedão duplo e pequena cicatriz retrátil, e, em região axilar esquerda, um nódulo com sinais flogísticos e saída espontânea de secreção purulenta.
Conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hidradenite Supurativa do Ministério da Saúde (2020), para o Estágio de Hurley da paciente, está indicado tratamento medicamentoso com:
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Q3512140 Medicina
Uma mãe levou seu filho de 9 anos à consulta de dermatologia, com queixa de manchas de crescimento progressivo, assintomáticas, nas nádegas, com dois anos de evolução. Fez uso de hidratantes e antifúngicos, sem melhora. Ao exame, apresenta três máculas hipocrômicas, irregulares, mal delimitadas, sem alteração da sensibilidade, localizadas na região sacra e região glútea esquerda, a maior medindo cerca de 4 cm. Exames laboratoriais estavam sem alterações. Realizada biópsia da lesão, a histopatologia evidenciou focos de linfócitos permeando a epiderme, presença de linfócitos na derme com acometimento da junção dermoepidérmica e focos de borramento na camada basal. Foi solicitado estudo imuno-histoquímico complementar.
Nesse subtipo hipocromiante da doença, observa(m)-se:
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Q3512141 Medicina
Uma criança de 3 anos, sexo masculino, apresenta ressecamento e descamação da pele desde os 8 meses de idade. A mãe relata que o prurido é ocasional e que o quadro clínico fica atenuado no verão. Ao exame, observa-se xerodermia e descamação fina lamelar. Nas faces extensoras dos membros inferiores, as escamas são mais evidentes, losângicas e translúcidas. As margens se voltam para cima, conferindo sensação de aspereza. As pregas axilares, interglúteas, poplíteas e inguinais são poupadas. Presença de ceratose folicular, discreta hiperqueratose palmoplantar e acentuação dos sulcos palmares e plantares.
A dermatose descrita é decorrente de mutações no gene da:
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Q3512142 Medicina
O peeling de fenol é um procedimento que apresenta riscos e tempo de recuperação prolongado; contudo, quando criteriosamente indicado e executado, os resultados obtidos são incomparáveis a outros métodos esfoliativos, proporcionando uma renovação intensa da pele, estimulando a produção de colágeno e reduzindo significativamente rugas e manchas.
Sobre esse peeling, é correto afirmar que: 
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Q3512143 Medicina
Uma secundigesta de 32 anos, 35 semanas de idade gestacional, com parto normal anterior sem intercorrências, foi encaminhada à dermatologia com erupção cutânea e intenso prurido no abdômen. O acompanhamento pré-natal foi regular, sem qualquer queixa clínica ou obstétrica. Ao exame, presença de pápulas eritematosas que se confluem em placas edematosas em todo o abdômen, poupando a área do umbigo. Posteriormente, as lesões se estenderam às regiões glútea e proximal das coxas. Foram prescritos anti-histamínico oral, corticoide tópico e hidratantes, com melhora do quadro. A paciente evoluiu para parto cesariano devido a distocia de posição fetal. Em menos de 48 horas pós-parto, as lesões cutâneas regrediram, com resolução do quadro.
A afecção descrita no caso clínico:
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Q3512144 Medicina
Um homem de 34 anos encontra-se internado gravemente enfermo por doença infectocontagiosa sistêmica, de rápida evolução em poucos dias. Encontra-se toxêmico, hipoativo, queixando-se de dores disseminadas e com febre de 38,5 °C. A equipe clínica prescreveu tecovirimat parenteral.
A doença em questão é:
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Q3512145 Medicina
A febre maculosa é uma importante zoonose no Brasil. Transmitida por carrapatos, é uma doença infecciosa febril de gravidade variável. Em nosso país, a doença é causada pela bactéria Rickettsia rickettsii.
A outra espécie de riquétsia que também causa febre maculosa no Brasil é:
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Q3512146 Medicina
Hipertonias musculares mantidas, localizadas ou generalizadas, ausência de febre ou febre baixa, hiperreflexia profunda e contraturas paroxísticas que se manifestam à estimulação do paciente (estímulos táteis, sonoros, luminosos ou alta temperatura ambiente), são sintomas que, em geral, o paciente pode apresentar mantendo-se consciente e lúcido.
Os sintomas iniciais costumam ser relacionados com a dificuldade de abrir a boca e de deambular, devido à hipertonia muscular correspondente. Com a progressão da doença, outros grupos musculares são acometidos. Pode haver dificuldade de deglutição (disfagia), rigidez de nuca, rigidez paravertebral, hipertonia da musculatura torácica, de músculos abdominais e de membros inferiores. As contraturas paroxísticas ou os espasmos acontecem sob a forma de abalos tonicoclônicos, que variam em intensidade e intervalos, de acordo com a gravidade do quadro. A hipertonia torácica, a contração da glote e as crises espásticas podem determinar insuficiência respiratória, causa frequente de morte nesses enfermos. Nas formas mais graves, também pode ocorrer hiperatividade do sistema autônomo simpático (disautonomia), com taquicardia, sudorese profusa, hipertensão arterial, bexiga neurogênica e febre. Tais manifestações agravam o prognóstico da doença. Entretanto, devido às ações do Programa Nacional de Imunizações, essa doença, felizmente, não é mais tão comum como no passado.
A descrição acima se refere ao(à):
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Q3512147 Medicina
Um paciente de 22 anos apresentou quadro clínico com início abrupto de febre, cefaleia, mialgia, anorexia, náuseas e vômitos. Foi avaliado na UPA e liberado com prescrição de sintomáticos. Vinte e quatro horas depois, apresentou diarreia, artralgia, dor ocular, fotofobia e hemorragia conjuntival, além de tosse. Foi internado, recebendo hidratação venosa e sintomáticos venosos. Foram solicitados exames complementares, com os seguintes resultados: leucocitose, neutrofilia e desvio à esquerda, plaquetopenia, aumento de ureia e creatinina, CPK elevada, baixa densidade urinária, proteinúria, hematúria microscópica e leucocitúria.
Foi então iniciada antibioticoterapia com sulfametoxazol + trimetoprima. Logo a seguir, o paciente apresentou exantema, eritema macular, papular purpúrico, distribuídos no tronco ou na região pré-tibial. USG exibiu hepatomegalia, esplenomegalia e linfadenopatia. Na ocasião, reclamou de intensa mialgia, principalmente em região lombar e nas panturrilhas. Apesar do uso de antibiótico, não apresentou melhora, com evolução para tríade insuficiência renal, icterícia rubínica e hemorragia pulmonar discreta (síndrome de Weil). Foi intubado e no CTI iniciou penicilina G cristalina em dose plena e cuidados intensivos. Após 10 dias, apresentou melhora clínica, sendo transferido para enfermaria até concluir seu tratamento.
A doença descrita acima é:
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Q3512148 Medicina
Um paciente de 45 anos, sem doenças prévias, desenvolveu enfermidade de instalação súbita e progressiva com quadro de náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Logo após, queixou-se de cefaleia, vertigem e tontura. Foi internado na emergência, onde foi iniciada hidratação venosa e administração de sintomáticos. Entretanto, 3 horas depois começou a apresentar visão turva, ptose palpebral, diplopia, disfagia, disartria, boca seca e fraqueza muscular simétrica, acometendo com maior intensidade os membros superiores, sem perda da sensibilidade. Notaram-se hipotensão sem taquicardia e retenção urinária. Cerca de 6 horas após a internação, evoluiu para paralisia flácida motora descendente, associada a comprometimento autonômico disseminado. Durante todo esse período, o paciente se manteve consciente. A fraqueza muscular descendente afetou os músculos do tronco e dos membros, levando a dispneia, insuficiência respiratória e tetraplegia flácida. Foi necessária a transferência do paciente para o CTI, com instalação de tubo orotraqueal e ventilação mecânica, além de rotinas terapêuticas para pacientes graves.
O diagnóstico mais provável é:
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Q3512149 Medicina
Uma paciente de 35 anos apresentou exantema não pruriginoso e eritema conjuntival, febre, mialgia e mal-estar. O exame sorológico mostrou tratar-se de infecção pelo vírus Zika. Evoluiu com enfermidade neurológica.
Em relação a essa arbovirose, além da microcefalia congênita, a manifestação neurológica mais comumente encontrada é:
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Q3512150 Medicina
Um homem de 50 anos em tratamento para hepatite C, com cirrose hepática compensada CHILD PUGH A, tem histórico de falha terapêutica com uso prévio de antivirais de ação direta. O médico assistente do serviço de atenção especializada prescreveu um novo esquema terapêutico, recomendado pelo Ministério da Saúde.
O esquema prescrito foi:
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Q3512151 Medicina
Uma mulher de 56 anos apresenta diagnóstico de hepatite B em teste de rotina realizado há 9 meses. Não realizou tratamento e no momento encontra-se assintomática. Apresenta os seguintes marcadores virais:
• Anti-HBs negativo
• HBsAg positivo
• Anti-HBc total positivo
• AntiHBc IgM negativo
• HBe Ag positivo
A principal indicação para o início de tratamento antiviral específico é:
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Q3512152 Medicina
Um jovem de 20 anos de idade, trabalhador rural no interior do estado de São Paulo, é admitido no hospital com quadro de dispneia intensa, tosse seca e febre. Foi hospitalizado, evoluindo para edema agudo de pulmão não cardiogênico e choque, sendo necessária prótese respiratória. Após 5 dias de permanência na UTI, foi extubado e apresentou melhora clínica. Desenvolveu intenso aumento da diurese espontânea nessa fase (fase diurética da doença), que durou cerca de 1 semana. Recebeu alta hospitalar após 35 dias de internação, apesar de dispneia leve e astenia moderada persistente.
O quadro infeccioso, que acometeu o paciente foi:
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Q3512153 Medicina
Jovem com 22 anos de idade manteve relação sexual sem preservativos. Desenvolveu uretrite. Realizou exame da reação em cadeia da polimerase, que diagnosticou Mycoplasma genitalium.
Com relação a esse patógeno, o tratamento de escolha é:
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Q3512154 Técnicas em Laboratório
Na hanseníase, o teste de biologia molecular q-PCR para a detecção do Micobacteryum leprae utiliza amostras de: 
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Q3512155 Medicina
A poliquimioterapia (PQT-U), um esquema de primeira linha para o tratamento farmacológico da hanseníase, é recomendado pela OMS desde 1982 e adotado no Brasil como único esquema terapêutico desde o início da década de 1990. Consiste na associação de três antimicrobianos (rifampicina, dapsona e clofazimina), que leva à cura em até 98% dos casos tratados, com baixa taxa de recidiva, estimada internacionalmente em torno de 1% dos casos tratados em um período de 5 a 10 anos (Lockwood, 2019).
O esquema farmacológico para tratamento de primeira linha, na infecção pelo M. leprae, para um paciente adulto, com 37 anos, peso corporal de 70 kg, com infecção paucibacilar, é:
Alternativas
Respostas
21: D
22: D
23: C
24: B
25: B
26: A
27: E
28: E
29: E
30: E
31: E
32: C
33: D
34: C
35: C
36: A
37: B
38: A
39: C
40: A