Questões de Concurso Público Prefeitura de Balneário Camboriú - SC 2022 para Professor de Língua Portuguesa, Edital nº 005

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Q1994150 Português
No aeroporto

Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente.

É o seu sistema.

Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. Fornecedores, vizinhos e desconhecidos, gratificados com esse sorriso (encantador, apesar da falta de dentes), abonam a classificação.

Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. Recebia tudo com naturalidade, sabendo-se merecedor das distinções, e ninguém se lembraria de achá-lo egoísta ou importuno. Suas horas de sono - e lhe apraz dormir não só à noite como principalmente de dia - eram respeitadas como ritos sagrados, a ponto de não ousarmos erguer a voz para não acordá-lo. Acordaria sorrindo, como de costume, e não se zangaria com a gente, porém nós mesmos é que não nos perdoaríamos o corte de seus sonhos. Assim, por conta de Pedro, deixamos de ouvir muito concerto para violino e orquestra, de Bach, mas também nossos olhos e ouvidos se forraram à tortura da tevê. Andando na ponta dos pés, ou descalços, levamos tropeções no escuro, mas sendo por amor de Pedro não tinha importância.

Objetos que visse em nossa mão, requisitava-os. Gosta de óculos alheios (e não os usa), relógios de pulso, copos, xícaras e vidros em geral, artigos de escritório, botões simples ou de punho. Não é colecionador; gosta das coisas para pegá-las, mirá-las e (é seu costume ou sua mania, que se há de fazer) pô-las na boca. 

Quem não o conhecer dirá que é péssimo costume, porém duvido que mantenha este juízo diante de Pedro, de seu sorriso sem malícia e de suas pupilas azuis - porque me esquecia de dizer que tem olhos azuis, cor que afasta qualquer suspeita ou acusação apressada, sobre a razão íntima de seus atos.

Poderia acusá-lo de incontinência, porque não sabia distinguir entre os cômodos, e o que lhe ocorria fazer, fazia em qualquer parte. Zangar-me com ele porque destruiu a lâmpada do escritório? Não. Jamais me voltei para Pedro que ele não me sorrisse; tivesse eu um impulso de irritação, e me sentiria desarmado com a sua azul maneira de olhar-me. Eu sabia que essas coisas eram indiferentes à nossa amizade - e, até, que a nossa amizade lhes conferia caráter necessário de prova; ou gratuito, de poesia e jogo.

Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

Carlos Drummond de Andrade.
Assinale a alternativa correta de acordo com o texto, considerando o sinônimo colocado dentro dos parênteses para a palavra destacada.
Alternativas
Q1994151 Português
No aeroporto

Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente.

É o seu sistema.

Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. Fornecedores, vizinhos e desconhecidos, gratificados com esse sorriso (encantador, apesar da falta de dentes), abonam a classificação.

Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. Recebia tudo com naturalidade, sabendo-se merecedor das distinções, e ninguém se lembraria de achá-lo egoísta ou importuno. Suas horas de sono - e lhe apraz dormir não só à noite como principalmente de dia - eram respeitadas como ritos sagrados, a ponto de não ousarmos erguer a voz para não acordá-lo. Acordaria sorrindo, como de costume, e não se zangaria com a gente, porém nós mesmos é que não nos perdoaríamos o corte de seus sonhos. Assim, por conta de Pedro, deixamos de ouvir muito concerto para violino e orquestra, de Bach, mas também nossos olhos e ouvidos se forraram à tortura da tevê. Andando na ponta dos pés, ou descalços, levamos tropeções no escuro, mas sendo por amor de Pedro não tinha importância.

Objetos que visse em nossa mão, requisitava-os. Gosta de óculos alheios (e não os usa), relógios de pulso, copos, xícaras e vidros em geral, artigos de escritório, botões simples ou de punho. Não é colecionador; gosta das coisas para pegá-las, mirá-las e (é seu costume ou sua mania, que se há de fazer) pô-las na boca. 

Quem não o conhecer dirá que é péssimo costume, porém duvido que mantenha este juízo diante de Pedro, de seu sorriso sem malícia e de suas pupilas azuis - porque me esquecia de dizer que tem olhos azuis, cor que afasta qualquer suspeita ou acusação apressada, sobre a razão íntima de seus atos.

Poderia acusá-lo de incontinência, porque não sabia distinguir entre os cômodos, e o que lhe ocorria fazer, fazia em qualquer parte. Zangar-me com ele porque destruiu a lâmpada do escritório? Não. Jamais me voltei para Pedro que ele não me sorrisse; tivesse eu um impulso de irritação, e me sentiria desarmado com a sua azul maneira de olhar-me. Eu sabia que essas coisas eram indiferentes à nossa amizade - e, até, que a nossa amizade lhes conferia caráter necessário de prova; ou gratuito, de poesia e jogo.

Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

Carlos Drummond de Andrade.

Assinale a alternativa correta, considerando o texto.

Alternativas
Q1994152 Português
No aeroporto

Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente.

É o seu sistema.

Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. Fornecedores, vizinhos e desconhecidos, gratificados com esse sorriso (encantador, apesar da falta de dentes), abonam a classificação.

Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. Recebia tudo com naturalidade, sabendo-se merecedor das distinções, e ninguém se lembraria de achá-lo egoísta ou importuno. Suas horas de sono - e lhe apraz dormir não só à noite como principalmente de dia - eram respeitadas como ritos sagrados, a ponto de não ousarmos erguer a voz para não acordá-lo. Acordaria sorrindo, como de costume, e não se zangaria com a gente, porém nós mesmos é que não nos perdoaríamos o corte de seus sonhos. Assim, por conta de Pedro, deixamos de ouvir muito concerto para violino e orquestra, de Bach, mas também nossos olhos e ouvidos se forraram à tortura da tevê. Andando na ponta dos pés, ou descalços, levamos tropeções no escuro, mas sendo por amor de Pedro não tinha importância.

Objetos que visse em nossa mão, requisitava-os. Gosta de óculos alheios (e não os usa), relógios de pulso, copos, xícaras e vidros em geral, artigos de escritório, botões simples ou de punho. Não é colecionador; gosta das coisas para pegá-las, mirá-las e (é seu costume ou sua mania, que se há de fazer) pô-las na boca. 

Quem não o conhecer dirá que é péssimo costume, porém duvido que mantenha este juízo diante de Pedro, de seu sorriso sem malícia e de suas pupilas azuis - porque me esquecia de dizer que tem olhos azuis, cor que afasta qualquer suspeita ou acusação apressada, sobre a razão íntima de seus atos.

Poderia acusá-lo de incontinência, porque não sabia distinguir entre os cômodos, e o que lhe ocorria fazer, fazia em qualquer parte. Zangar-me com ele porque destruiu a lâmpada do escritório? Não. Jamais me voltei para Pedro que ele não me sorrisse; tivesse eu um impulso de irritação, e me sentiria desarmado com a sua azul maneira de olhar-me. Eu sabia que essas coisas eram indiferentes à nossa amizade - e, até, que a nossa amizade lhes conferia caráter necessário de prova; ou gratuito, de poesia e jogo.

Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

Carlos Drummond de Andrade.
Observe as frases e a análise sintática posta entre parênteses.
1. Viajou meu amigo Pedro. (O sujeito é simples e está posposto ao verbo.) 2. Fui levá-lo ao Galeão. (O pronome “lo” exerce a função sintática de objeto direto.) 3. Jamais me voltei para Pedro que ele não me sorrisse. (O período é composto e o sujeito das duas orações está representado pela mesma pessoa gramatical.) 4. De repente o aeroporto ficou vazio. (A expressão “de repente” é um adjunto adverbial deslocado e uma vírgula poderia ser colocada posposta e ele.) 5. Recebia tudo com naturalidade. (A expressão “com naturalidade” é um objeto direto do verbo “receber”.)

Assinale a alternativa que indica todas as análises corretas.
Alternativas
Q1994153 Português
No aeroporto

Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente.

É o seu sistema.

Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. Fornecedores, vizinhos e desconhecidos, gratificados com esse sorriso (encantador, apesar da falta de dentes), abonam a classificação.

Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. Recebia tudo com naturalidade, sabendo-se merecedor das distinções, e ninguém se lembraria de achá-lo egoísta ou importuno. Suas horas de sono - e lhe apraz dormir não só à noite como principalmente de dia - eram respeitadas como ritos sagrados, a ponto de não ousarmos erguer a voz para não acordá-lo. Acordaria sorrindo, como de costume, e não se zangaria com a gente, porém nós mesmos é que não nos perdoaríamos o corte de seus sonhos. Assim, por conta de Pedro, deixamos de ouvir muito concerto para violino e orquestra, de Bach, mas também nossos olhos e ouvidos se forraram à tortura da tevê. Andando na ponta dos pés, ou descalços, levamos tropeções no escuro, mas sendo por amor de Pedro não tinha importância.

Objetos que visse em nossa mão, requisitava-os. Gosta de óculos alheios (e não os usa), relógios de pulso, copos, xícaras e vidros em geral, artigos de escritório, botões simples ou de punho. Não é colecionador; gosta das coisas para pegá-las, mirá-las e (é seu costume ou sua mania, que se há de fazer) pô-las na boca. 

Quem não o conhecer dirá que é péssimo costume, porém duvido que mantenha este juízo diante de Pedro, de seu sorriso sem malícia e de suas pupilas azuis - porque me esquecia de dizer que tem olhos azuis, cor que afasta qualquer suspeita ou acusação apressada, sobre a razão íntima de seus atos.

Poderia acusá-lo de incontinência, porque não sabia distinguir entre os cômodos, e o que lhe ocorria fazer, fazia em qualquer parte. Zangar-me com ele porque destruiu a lâmpada do escritório? Não. Jamais me voltei para Pedro que ele não me sorrisse; tivesse eu um impulso de irritação, e me sentiria desarmado com a sua azul maneira de olhar-me. Eu sabia que essas coisas eram indiferentes à nossa amizade - e, até, que a nossa amizade lhes conferia caráter necessário de prova; ou gratuito, de poesia e jogo.

Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

Carlos Drummond de Andrade.
Analise as frases abaixo quanto ao uso da crase:
1. A professora mostrou-se favorável a medida que foi implantada naquela escola. 2. Não me refiro a esta pessoa, mas a que está junto daquele rapaz. 3. As ações as quais nos dedicamos não foram devidamente reconhecidas. 4. Era um caso semelhante a ódio, aquele episódio relatado a mim. 5. Não deram valor a nossa proposta, quero que a devolvam.
Assinale a alternativa que indica todas as frases em que a crase acontece obrigatoriamente pelo menos uma vez.
Alternativas
Q1994154 Português
No aeroporto

Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente.

É o seu sistema.

Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. Fornecedores, vizinhos e desconhecidos, gratificados com esse sorriso (encantador, apesar da falta de dentes), abonam a classificação.

Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. Recebia tudo com naturalidade, sabendo-se merecedor das distinções, e ninguém se lembraria de achá-lo egoísta ou importuno. Suas horas de sono - e lhe apraz dormir não só à noite como principalmente de dia - eram respeitadas como ritos sagrados, a ponto de não ousarmos erguer a voz para não acordá-lo. Acordaria sorrindo, como de costume, e não se zangaria com a gente, porém nós mesmos é que não nos perdoaríamos o corte de seus sonhos. Assim, por conta de Pedro, deixamos de ouvir muito concerto para violino e orquestra, de Bach, mas também nossos olhos e ouvidos se forraram à tortura da tevê. Andando na ponta dos pés, ou descalços, levamos tropeções no escuro, mas sendo por amor de Pedro não tinha importância.

Objetos que visse em nossa mão, requisitava-os. Gosta de óculos alheios (e não os usa), relógios de pulso, copos, xícaras e vidros em geral, artigos de escritório, botões simples ou de punho. Não é colecionador; gosta das coisas para pegá-las, mirá-las e (é seu costume ou sua mania, que se há de fazer) pô-las na boca. 

Quem não o conhecer dirá que é péssimo costume, porém duvido que mantenha este juízo diante de Pedro, de seu sorriso sem malícia e de suas pupilas azuis - porque me esquecia de dizer que tem olhos azuis, cor que afasta qualquer suspeita ou acusação apressada, sobre a razão íntima de seus atos.

Poderia acusá-lo de incontinência, porque não sabia distinguir entre os cômodos, e o que lhe ocorria fazer, fazia em qualquer parte. Zangar-me com ele porque destruiu a lâmpada do escritório? Não. Jamais me voltei para Pedro que ele não me sorrisse; tivesse eu um impulso de irritação, e me sentiria desarmado com a sua azul maneira de olhar-me. Eu sabia que essas coisas eram indiferentes à nossa amizade - e, até, que a nossa amizade lhes conferia caráter necessário de prova; ou gratuito, de poesia e jogo.

Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

Carlos Drummond de Andrade.
Analise o texto abaixo:
Nunca esquecerá daquele sorriso, nem de seu egocentrismo. Nunca gastou um centavo sequer de seu bolso para suas despesas no armazém. Me impressiona o fato de que nem o dono da casa nem o hóspede se desentenderam em nada. Ninguém entendeu. Algum de nós falhou nessa impressão? Por outro lado creio, que pelas circunstâncias e características do hóspede, nosso julgamento foi precipitado.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação ao texto.
( ) Há no texto erro de regência verbal. ( ) Um vício de linguagem foi empregado. ( ) Não há problemas quanto à concordância verbal. ( ) A colocação pronominal obedece à norma padrão da língua. ( ) O uso da pontuação está adequado.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q2013284 Português
Leia o texto.

Mas, quando [Ambrósio] lia, os olhos divagavam pelas páginas e o coração penetrava-lhe o sentido, enquanto a voz e a língua descansavam. Nas muitas vezes em que me achei presente – a ninguém era proibida a entrada, nem havia o costume de lhe anunciarem quem vinha -, sempre o via ler em silêncio e nunca doutro modo. Assentava-me e permanecia em longo silêncio – quem é que ousaria interrompê-lo no seu trabalho tão aplicado? -, afastando-me finalmente. Imaginava que, nesse curto espaço de tempo, em que, livre do bulício dos cuidados alheios, se entregava a aliviar a sua inteligência, não se queria ocupar de mais nada. Lia em silêncio, para se precaver, talvez, contra a eventualidade de lhe ser necessário explicar a qualquer discípulo, suspenso e atento, alguma passagem que se oferecesse mais obscura no livro que lia. Vinha assim a gastar mais tempo neste trabalho e a ler menos tratados do que desejaria. Ainda que a razão mais provável de ler em silêncio poderia ser para conservar a voz, que facilmente lhe enrouquecia. Mas, fosse qual fosse a intenção com que o fazia, só podia ser boa, como feita por tal homem.
Santo Agostinho – Confissões (excerto)
Analise as afirmativas abaixo feitas sobre o texto, considerando a autoria e, portanto, a época em que foi escrito.
1. O texto mostra o prazer da leitura silenciosa.
2. O personagem descrito costumava ler em voz alta para outrem.
3. A leitura silenciosa mostrada no texto era feita longe de outros.
4. O narrador afirma que a leitura em silêncio era feita para poupar a voz.
5. O narrador julga que a leitura silenciosa feita pelo personagem descrito funcionava como um lenitivo para a inteligência que possuía.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q2013285 Português
Leia o texto.

Mas, quando [Ambrósio] lia, os olhos divagavam pelas páginas e o coração penetrava-lhe o sentido, enquanto a voz e a língua descansavam. Nas muitas vezes em que me achei presente – a ninguém era proibida a entrada, nem havia o costume de lhe anunciarem quem vinha -, sempre o via ler em silêncio e nunca doutro modo. Assentava-me e permanecia em longo silêncio – quem é que ousaria interrompê-lo no seu trabalho tão aplicado? -, afastando-me finalmente. Imaginava que, nesse curto espaço de tempo, em que, livre do bulício dos cuidados alheios, se entregava a aliviar a sua inteligência, não se queria ocupar de mais nada. Lia em silêncio, para se precaver, talvez, contra a eventualidade de lhe ser necessário explicar a qualquer discípulo, suspenso e atento, alguma passagem que se oferecesse mais obscura no livro que lia. Vinha assim a gastar mais tempo neste trabalho e a ler menos tratados do que desejaria. Ainda que a razão mais provável de ler em silêncio poderia ser para conservar a voz, que facilmente lhe enrouquecia. Mas, fosse qual fosse a intenção com que o fazia, só podia ser boa, como feita por tal homem.
Santo Agostinho – Confissões (excerto)
Assinale a alternativa correta em relação à análise morfossintática do termo, analisando o contexto em que se insere no texto.
Alternativas
Q2013286 Português
Leia o texto.

Mas, quando [Ambrósio] lia, os olhos divagavam pelas páginas e o coração penetrava-lhe o sentido, enquanto a voz e a língua descansavam. Nas muitas vezes em que me achei presente – a ninguém era proibida a entrada, nem havia o costume de lhe anunciarem quem vinha -, sempre o via ler em silêncio e nunca doutro modo. Assentava-me e permanecia em longo silêncio – quem é que ousaria interrompê-lo no seu trabalho tão aplicado? -, afastando-me finalmente. Imaginava que, nesse curto espaço de tempo, em que, livre do bulício dos cuidados alheios, se entregava a aliviar a sua inteligência, não se queria ocupar de mais nada. Lia em silêncio, para se precaver, talvez, contra a eventualidade de lhe ser necessário explicar a qualquer discípulo, suspenso e atento, alguma passagem que se oferecesse mais obscura no livro que lia. Vinha assim a gastar mais tempo neste trabalho e a ler menos tratados do que desejaria. Ainda que a razão mais provável de ler em silêncio poderia ser para conservar a voz, que facilmente lhe enrouquecia. Mas, fosse qual fosse a intenção com que o fazia, só podia ser boa, como feita por tal homem.
Santo Agostinho – Confissões (excerto)
Leia a frase abaixo:
“A ninguém era proibida a entrada, nem havia o costume de lhe anunciarem quem vinha”.
Analise as afirmativas abaixo, considerando a morfossintaxe da frase.
1. O sujeito da primeira oração está determinado por artigo. 2. O predicado da primeira oração é nominal. 3. É um período composto por coordenação, sendo a segunda oração uma coordenada aditiva. 4. O termo “lhe” é um adjunto adnominal, pois pode ser substituído por um pronome possessivo. 5. O pronome relativo “quem” exerce a função sintática de sujeito da oração a que pertence.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q2013289 Português
A escolha do gênero discursivo pelo sujeito advém de sua intenção comunicativa. Essa escolha é determinada em relação à esfera pela qual o discurso transitará, por seu conteúdo temático, pelas condições de produção e pela composição dos participantes.
Sobre a afirmação, é correto afirmar:
Alternativas
Q2013290 Português
Relacione as frases (coluna 2) com os tipos de coesão feitas (coluna 1) nas frases.
Coluna 1 Tipo de coesão
1. anafórica 2. catafórica 3. lexical 4. paralelismo
Coluna 2 Frases
( ) Ao acordar, ouvia o som de um sabiá em sua janela. Sabia que o pássaro lhe traria boas novas. ( ) Amar é isto: um som de pássaros, um olhar cúmplice e um ardor na alma. ( ) Desejo amar, comer e rezar. ( ) O rapaz foi laureado por seu trabalho. Isso sempre acontece, é excelente pesquisador.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q2013293 Português
Analise as afirmativas abaixo a respeito da regência verbal.
1. Em “Na tua comunidade não há quem ensine?“, a regência do verbo “ensinar” está correta como intransitivo. 2. Em “Ele percebeu, então, que falara demais a ponto de lhe interessar, e olhou-a rapidamente de lado.“, há problemas com a regência do verbo “interessar” já que no sentido usado deveria reger objeto direto obrigatoriamente 3. Em “Admiras-te, tu, de não seres obedecida? Ora, pois, obedeça ao amor e verás!“, o verbo “obedecer” está corretamente empregado nas duas vezes em que aparece, pois, embora seja transitivo indireto, admite voz passiva. 4. Em “Naquele momento, avisaram-no que chegaria mais merenda na escola. Ele esperou.“, os verbos “avisar” e “esperar” estão corretamente empregados, sendo que o último está em sua acepção intransitiva. 5. Em “O meio mais seguro que dispomos para viajar ainda é a bicicleta, quer queiram ou não!“, a regência do verbo “dispor” atende à norma- -padrão, já a do “querer”, por ter seu objeto direto implícito, apresenta erro.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q2013294 Português
Compare as frases abaixo:
    1. Estavas triste. / Estavas em casa.     2. Andei muito preocupado. / Andei muito hoje.     3. Fiquei pesaroso. / Fiquei na minha sala.
Assinale a alternativa correta em relação as frases.
Alternativas
Q2013295 Português
Analise as frases abaixo de acordo a concordância nominal e/ou verbal.
    1. Gente, venham para cá!     2. Algum de nós saímos.   3. As estrelas parecia brilharem, eu mesma presenciei – disse a garota entusiasmada.     4. Tratavam-se de questões fundamentais para o exercício da docência.     5. Mesmo a contragosto, envio anexo ao recibo solicitado, por esse belo portador, essa missiva cheia de promessas de amor.
Assinale a alternativa que indica todas as frases corretas.
Alternativas
Q2013296 Português
Sobre a Gramática e o ensino da língua, leia o que Mário Perini diz em uma de suas obras: “O professor e o aluno de geografia entendem a matéria como o estudo de um aspecto da organização do universo (…) mas o estudo da gramática não é, na cabeça deles, o estudo de um aspecto do universo: é apenas uma série de ordens a serem obedecidas, por que e assim que é certo. Será de espantar que pouca gente se interessa?”
Assinale a alternativa que corrobora o pensamento do referido autor.
Alternativas
Q2013297 Português
Sabe-se que os estudos linguísticos têm sido definidos por uma tendência centrada na língua como atuação social, como atividade e interação verbal de dois ou mais interlocutores e, assim, como “sistema- -em-função”, vinculado, portanto, às circunstâncias concretas e diversificadas de sua atualização.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) com base nessa afirmação.
( ) Os PCNs corroboram a visão apresentada, ou seja, dizem da necessidade de um ensino voltado para a tendência centrada na língua como atuação social.
( ) No trabalho com a Língua Portuguesa, a concepção de linguagem tem relativa importância já que seu reflexo é apenas um dos norteadores do trabalho docente.
( ) A concepção de linguagem adotada influencia o trabalho da relação português e o ensino da gramática normativa.
( ) A concepção de linguagem adotada influencia o trabalho com o texto e seu sentido, a leitura, a produção textual, a oralidade e a variedade linguística.
( ) No texto, há uma referência à concepção de linguagem como veículo de comunicação e expressão.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q2013298 Português
Suponha o texto abaixo escrito hipoteticamente por um aluno.
“Toda a humanidade estaria condenada ao sofrimento se houvesse um juízo para as vicissitudes do amor”. Assim, começou a carta que recebi de minha doce amada a quem havia feito sofrer recentemente. Não precisava ela de o lembrar a mim. Em nosso último encontro, às margens do Rio Ipiranga, gritei efusivamente: - Digo ao teu coração que parto agora! Ali naquela hora sei que o ferimento provocado interessou sua alma de tal modo que ela sucumbiu. A vida é suas decisões já me dizia meu velho pai! O que se há de fazer? Agora é deixar as lágrimas correrem e esperar outro amor se aproximar.
Analise as afirmativas abaixo feitas sobre o texto.
    1. O texto está coeso e é coerente.     2. O aluno possui bom vocabulário.     3. Há alguns desvios de regência verbal, mas que em nada prejudicam a mensagem do enunciador.     4. Não há erros de concordância verbal e/ou nominal.     5. O texto, fazendo referência irônica a fato histórico, faz uso inapropriado da língua e fere o princípio da autoria.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas. 
Alternativas
Respostas
1: E
2: A
3: D
4: C
5: A
6: E
7: A
8: D
9: C
10: D
11: D
12: E
13: A
14: C
15: B
16: E