Questões de Concurso Público Câmara de Presidente Prudente - SP 2026 para Controlador Interno

Foram encontradas 13 questões

Q4395353 Português
Atenção: Considere o trecho de uma carta do escritor latino Sêneca para responder à questão.


    Em primeiro lugar, é preciso dizer que a morte está sempre presente, quer para o velho ou para o jovem. Depois ninguém é tão velho que não possa reivindicar para si mais um dia. Um dia é um degrau na vida. Toda vida consta de partes, e elas formam círculos concêntricos maiores e menores. Há um que abraça a todos e os fecha: é o círculo do dia do nosso nascimento até a morte. Outro compreende apenas os anos da juventude; há o que abarca toda a infância. Finalmente há o ano que por si só e em si contém um ciclo completo de tempo a partir do qual contamos a vida. Um círculo menor contém os meses. A rotação de um dia constitui o menor círculo que passa, como os outros, do seu início ao fim, da aurora ao ocaso. Portanto, todo dia deve ser ordenado como encerrando uma marcha, como se fosse o último e supremo dia de nossa vida.

   Marco Pacúvio costumava realizar um sacrifício fúnebre para si mesmo, com as libações e os famosos banquetes funerários. Em seguida, fazia-se levar da sala ao seu quarto enquanto os criados cantavam em grego com acompanhamento musical: “Ele está morto! Sua vida já passou!” Pacúvio não passava um só dia sem realizar esse ritual. Façamos, no entanto, e com intenções honestas, o que aquele desabusado fazia como espetáculo. Ao dormir, digamos com alegria e contentamento: “Vivi. Percorri o curso que a fortuna traçou para mim.” Se Deus nos conceber um dia a mais de acréscimo, recebamos com alegria. É um homem muito feliz e com plena posse de si mesmo aquele que espera o amanhã sem inquietude. Todo aquele que diz “já vivi” recebe cotidianamente mais um dia como lucro.

    Mas já devo concluir esta carta. “Então irás terminá-la desse modo, sem nenhum acréscimo para mim?”, é o que me dirias. Nada temas, pois ela nos dá algo. Por que disse “algo”? Ela nos dá muito. Há, com efeito, algo mais belo do que aquilo que te darei agora? “É um mal viver sob o jugo das necessidades, mas não é necessário viver sob a necessidade.”


(Adaptado de: Sêneca. Sobre os enganos do mundo. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2011, p. 9-11) 
Em relação ao ritual diário realizado por Marco Pacúvio, Sêneca critica explicitamente seu caráter 
Alternativas
Q4395354 Não definido
Atenção: Considere o trecho de uma carta do escritor latino Sêneca para responder à questão.


    Em primeiro lugar, é preciso dizer que a morte está sempre presente, quer para o velho ou para o jovem. Depois ninguém é tão velho que não possa reivindicar para si mais um dia. Um dia é um degrau na vida. Toda vida consta de partes, e elas formam círculos concêntricos maiores e menores. Há um que abraça a todos e os fecha: é o círculo do dia do nosso nascimento até a morte. Outro compreende apenas os anos da juventude; há o que abarca toda a infância. Finalmente há o ano que por si só e em si contém um ciclo completo de tempo a partir do qual contamos a vida. Um círculo menor contém os meses. A rotação de um dia constitui o menor círculo que passa, como os outros, do seu início ao fim, da aurora ao ocaso. Portanto, todo dia deve ser ordenado como encerrando uma marcha, como se fosse o último e supremo dia de nossa vida.

   Marco Pacúvio costumava realizar um sacrifício fúnebre para si mesmo, com as libações e os famosos banquetes funerários. Em seguida, fazia-se levar da sala ao seu quarto enquanto os criados cantavam em grego com acompanhamento musical: “Ele está morto! Sua vida já passou!” Pacúvio não passava um só dia sem realizar esse ritual. Façamos, no entanto, e com intenções honestas, o que aquele desabusado fazia como espetáculo. Ao dormir, digamos com alegria e contentamento: “Vivi. Percorri o curso que a fortuna traçou para mim.” Se Deus nos conceber um dia a mais de acréscimo, recebamos com alegria. É um homem muito feliz e com plena posse de si mesmo aquele que espera o amanhã sem inquietude. Todo aquele que diz “já vivi” recebe cotidianamente mais um dia como lucro.

    Mas já devo concluir esta carta. “Então irás terminá-la desse modo, sem nenhum acréscimo para mim?”, é o que me dirias. Nada temas, pois ela nos dá algo. Por que disse “algo”? Ela nos dá muito. Há, com efeito, algo mais belo do que aquilo que te darei agora? “É um mal viver sob o jugo das necessidades, mas não é necessário viver sob a necessidade.”


(Adaptado de: Sêneca. Sobre os enganos do mundo. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2011, p. 9-11) 
Está empregado em sentido conotativo o verbo sublinhado em: 
Alternativas
Q4395355 Não definido
Atenção: Considere o trecho de uma carta do escritor latino Sêneca para responder à questão.


    Em primeiro lugar, é preciso dizer que a morte está sempre presente, quer para o velho ou para o jovem. Depois ninguém é tão velho que não possa reivindicar para si mais um dia. Um dia é um degrau na vida. Toda vida consta de partes, e elas formam círculos concêntricos maiores e menores. Há um que abraça a todos e os fecha: é o círculo do dia do nosso nascimento até a morte. Outro compreende apenas os anos da juventude; há o que abarca toda a infância. Finalmente há o ano que por si só e em si contém um ciclo completo de tempo a partir do qual contamos a vida. Um círculo menor contém os meses. A rotação de um dia constitui o menor círculo que passa, como os outros, do seu início ao fim, da aurora ao ocaso. Portanto, todo dia deve ser ordenado como encerrando uma marcha, como se fosse o último e supremo dia de nossa vida.

   Marco Pacúvio costumava realizar um sacrifício fúnebre para si mesmo, com as libações e os famosos banquetes funerários. Em seguida, fazia-se levar da sala ao seu quarto enquanto os criados cantavam em grego com acompanhamento musical: “Ele está morto! Sua vida já passou!” Pacúvio não passava um só dia sem realizar esse ritual. Façamos, no entanto, e com intenções honestas, o que aquele desabusado fazia como espetáculo. Ao dormir, digamos com alegria e contentamento: “Vivi. Percorri o curso que a fortuna traçou para mim.” Se Deus nos conceber um dia a mais de acréscimo, recebamos com alegria. É um homem muito feliz e com plena posse de si mesmo aquele que espera o amanhã sem inquietude. Todo aquele que diz “já vivi” recebe cotidianamente mais um dia como lucro.

    Mas já devo concluir esta carta. “Então irás terminá-la desse modo, sem nenhum acréscimo para mim?”, é o que me dirias. Nada temas, pois ela nos dá algo. Por que disse “algo”? Ela nos dá muito. Há, com efeito, algo mais belo do que aquilo que te darei agora? “É um mal viver sob o jugo das necessidades, mas não é necessário viver sob a necessidade.”


(Adaptado de: Sêneca. Sobre os enganos do mundo. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2011, p. 9-11) 
Sêneca inclui-se no próprio texto, valendo-se para tanto de pronome na primeira pessoa do plural, em: 
Alternativas
Q4395356 Não definido
Atenção: Considere o trecho de uma carta do escritor latino Sêneca para responder à questão.


    Em primeiro lugar, é preciso dizer que a morte está sempre presente, quer para o velho ou para o jovem. Depois ninguém é tão velho que não possa reivindicar para si mais um dia. Um dia é um degrau na vida. Toda vida consta de partes, e elas formam círculos concêntricos maiores e menores. Há um que abraça a todos e os fecha: é o círculo do dia do nosso nascimento até a morte. Outro compreende apenas os anos da juventude; há o que abarca toda a infância. Finalmente há o ano que por si só e em si contém um ciclo completo de tempo a partir do qual contamos a vida. Um círculo menor contém os meses. A rotação de um dia constitui o menor círculo que passa, como os outros, do seu início ao fim, da aurora ao ocaso. Portanto, todo dia deve ser ordenado como encerrando uma marcha, como se fosse o último e supremo dia de nossa vida.

   Marco Pacúvio costumava realizar um sacrifício fúnebre para si mesmo, com as libações e os famosos banquetes funerários. Em seguida, fazia-se levar da sala ao seu quarto enquanto os criados cantavam em grego com acompanhamento musical: “Ele está morto! Sua vida já passou!” Pacúvio não passava um só dia sem realizar esse ritual. Façamos, no entanto, e com intenções honestas, o que aquele desabusado fazia como espetáculo. Ao dormir, digamos com alegria e contentamento: “Vivi. Percorri o curso que a fortuna traçou para mim.” Se Deus nos conceber um dia a mais de acréscimo, recebamos com alegria. É um homem muito feliz e com plena posse de si mesmo aquele que espera o amanhã sem inquietude. Todo aquele que diz “já vivi” recebe cotidianamente mais um dia como lucro.

    Mas já devo concluir esta carta. “Então irás terminá-la desse modo, sem nenhum acréscimo para mim?”, é o que me dirias. Nada temas, pois ela nos dá algo. Por que disse “algo”? Ela nos dá muito. Há, com efeito, algo mais belo do que aquilo que te darei agora? “É um mal viver sob o jugo das necessidades, mas não é necessário viver sob a necessidade.”


(Adaptado de: Sêneca. Sobre os enganos do mundo. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2011, p. 9-11) 
Há, com efeito, algo mais belo do que aquilo que te darei agora? (3o parágrafo)

A expressão sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido do texto, por: 
Alternativas
Q4395357 Português
Atenção: Considere o trecho de uma carta do escritor latino Sêneca para responder à questão.


    Em primeiro lugar, é preciso dizer que a morte está sempre presente, quer para o velho ou para o jovem. Depois ninguém é tão velho que não possa reivindicar para si mais um dia. Um dia é um degrau na vida. Toda vida consta de partes, e elas formam círculos concêntricos maiores e menores. Há um que abraça a todos e os fecha: é o círculo do dia do nosso nascimento até a morte. Outro compreende apenas os anos da juventude; há o que abarca toda a infância. Finalmente há o ano que por si só e em si contém um ciclo completo de tempo a partir do qual contamos a vida. Um círculo menor contém os meses. A rotação de um dia constitui o menor círculo que passa, como os outros, do seu início ao fim, da aurora ao ocaso. Portanto, todo dia deve ser ordenado como encerrando uma marcha, como se fosse o último e supremo dia de nossa vida.

   Marco Pacúvio costumava realizar um sacrifício fúnebre para si mesmo, com as libações e os famosos banquetes funerários. Em seguida, fazia-se levar da sala ao seu quarto enquanto os criados cantavam em grego com acompanhamento musical: “Ele está morto! Sua vida já passou!” Pacúvio não passava um só dia sem realizar esse ritual. Façamos, no entanto, e com intenções honestas, o que aquele desabusado fazia como espetáculo. Ao dormir, digamos com alegria e contentamento: “Vivi. Percorri o curso que a fortuna traçou para mim.” Se Deus nos conceber um dia a mais de acréscimo, recebamos com alegria. É um homem muito feliz e com plena posse de si mesmo aquele que espera o amanhã sem inquietude. Todo aquele que diz “já vivi” recebe cotidianamente mais um dia como lucro.

    Mas já devo concluir esta carta. “Então irás terminá-la desse modo, sem nenhum acréscimo para mim?”, é o que me dirias. Nada temas, pois ela nos dá algo. Por que disse “algo”? Ela nos dá muito. Há, com efeito, algo mais belo do que aquilo que te darei agora? “É um mal viver sob o jugo das necessidades, mas não é necessário viver sob a necessidade.”


(Adaptado de: Sêneca. Sobre os enganos do mundo. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2011, p. 9-11) 
Retoma um termo mencionado anteriormente no texto a palavra sublinhada em: 
Alternativas
Q4395358 Português
Atenção: Considere o trecho de uma carta do escritor latino Sêneca para responder à questão.


    Em primeiro lugar, é preciso dizer que a morte está sempre presente, quer para o velho ou para o jovem. Depois ninguém é tão velho que não possa reivindicar para si mais um dia. Um dia é um degrau na vida. Toda vida consta de partes, e elas formam círculos concêntricos maiores e menores. Há um que abraça a todos e os fecha: é o círculo do dia do nosso nascimento até a morte. Outro compreende apenas os anos da juventude; há o que abarca toda a infância. Finalmente há o ano que por si só e em si contém um ciclo completo de tempo a partir do qual contamos a vida. Um círculo menor contém os meses. A rotação de um dia constitui o menor círculo que passa, como os outros, do seu início ao fim, da aurora ao ocaso. Portanto, todo dia deve ser ordenado como encerrando uma marcha, como se fosse o último e supremo dia de nossa vida.

   Marco Pacúvio costumava realizar um sacrifício fúnebre para si mesmo, com as libações e os famosos banquetes funerários. Em seguida, fazia-se levar da sala ao seu quarto enquanto os criados cantavam em grego com acompanhamento musical: “Ele está morto! Sua vida já passou!” Pacúvio não passava um só dia sem realizar esse ritual. Façamos, no entanto, e com intenções honestas, o que aquele desabusado fazia como espetáculo. Ao dormir, digamos com alegria e contentamento: “Vivi. Percorri o curso que a fortuna traçou para mim.” Se Deus nos conceber um dia a mais de acréscimo, recebamos com alegria. É um homem muito feliz e com plena posse de si mesmo aquele que espera o amanhã sem inquietude. Todo aquele que diz “já vivi” recebe cotidianamente mais um dia como lucro.

    Mas já devo concluir esta carta. “Então irás terminá-la desse modo, sem nenhum acréscimo para mim?”, é o que me dirias. Nada temas, pois ela nos dá algo. Por que disse “algo”? Ela nos dá muito. Há, com efeito, algo mais belo do que aquilo que te darei agora? “É um mal viver sob o jugo das necessidades, mas não é necessário viver sob a necessidade.”


(Adaptado de: Sêneca. Sobre os enganos do mundo. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2011, p. 9-11) 
Depois ninguém é tão velho que não possa reivindicar para si mais um dia. (1o parágrafo)

No contexto em que se insere, o termo sublinhado acima introduz uma oração que expressa ideia de 
Alternativas
Q4395359 Português
Atenção: Considere o trecho de uma carta do escritor latino Sêneca para responder à questão.


    Em primeiro lugar, é preciso dizer que a morte está sempre presente, quer para o velho ou para o jovem. Depois ninguém é tão velho que não possa reivindicar para si mais um dia. Um dia é um degrau na vida. Toda vida consta de partes, e elas formam círculos concêntricos maiores e menores. Há um que abraça a todos e os fecha: é o círculo do dia do nosso nascimento até a morte. Outro compreende apenas os anos da juventude; há o que abarca toda a infância. Finalmente há o ano que por si só e em si contém um ciclo completo de tempo a partir do qual contamos a vida. Um círculo menor contém os meses. A rotação de um dia constitui o menor círculo que passa, como os outros, do seu início ao fim, da aurora ao ocaso. Portanto, todo dia deve ser ordenado como encerrando uma marcha, como se fosse o último e supremo dia de nossa vida.

   Marco Pacúvio costumava realizar um sacrifício fúnebre para si mesmo, com as libações e os famosos banquetes funerários. Em seguida, fazia-se levar da sala ao seu quarto enquanto os criados cantavam em grego com acompanhamento musical: “Ele está morto! Sua vida já passou!” Pacúvio não passava um só dia sem realizar esse ritual. Façamos, no entanto, e com intenções honestas, o que aquele desabusado fazia como espetáculo. Ao dormir, digamos com alegria e contentamento: “Vivi. Percorri o curso que a fortuna traçou para mim.” Se Deus nos conceber um dia a mais de acréscimo, recebamos com alegria. É um homem muito feliz e com plena posse de si mesmo aquele que espera o amanhã sem inquietude. Todo aquele que diz “já vivi” recebe cotidianamente mais um dia como lucro.

    Mas já devo concluir esta carta. “Então irás terminá-la desse modo, sem nenhum acréscimo para mim?”, é o que me dirias. Nada temas, pois ela nos dá algo. Por que disse “algo”? Ela nos dá muito. Há, com efeito, algo mais belo do que aquilo que te darei agora? “É um mal viver sob o jugo das necessidades, mas não é necessário viver sob a necessidade.”


(Adaptado de: Sêneca. Sobre os enganos do mundo. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2011, p. 9-11) 
Diferentemente dos processos de formação de palavras que consistem em acréscimo ou subtração de afixos a um radical, uma palavra também pode ser formada quando passa de uma classe gramatical a outra sem alterações formais. Tal processo é denominado conversão. Constitui exemplo de conversão a palavra sublinhada no seguinte trecho: 
Alternativas
Q4395360 Português
Atenção: Considere o texto a seguir para responder à questão.


   O cinema, que, evidentemente, sempre foi uma arte de entretenimento voltada para o grande público, teve também, às vezes como corrente marginal e outras como central, grandes talentos que, apesar das difíceis condições em que os cineastas sempre precisaram trabalhar por razões de orçamento e dependência das produtoras, foram capazes de realizar obras de grande riqueza, profundidade e originalidade, com inequívoca marca pessoal. Mas, nossa época, em conformidade com a inflexível pressão da cultura dominante, privilegia o engenho em vez da inteligência, as imagens em vez das ideias, o humor em vez da sisudez, o banal em vez do profundo e o frívolo em vez do sério.

   Não surpreende que, na era do espetáculo, no cinema os efeitos especiais tenham passado a ter um protagonismo que relega a segundo plano temas, diretores, roteiros e até atores. Pode-se alegar que isso se deve em boa parte à prodigiosa evolução tecnológica dos últimos anos, e que agora é possível fazer verdadeiros milagres no campo da simulação e da fantasia visuais. Em parte, sem dúvida. Mas, por outro lado, por acaso o principal, isso se deve a uma cultura que propicia o menor esforço intelectual, a ausência de preocupação, angústias e, em última instância, pensamento, em favor da entrega em atitude passiva àquilo que o agora esquecido Marshall McLuhan − sagaz profeta do caráter que a cultura de hoje adquiriria − chamava de “banho de imagens”, essa entrega submissa a emoções e sensações desencadeadas por um bombardeio inusitado e muitas vezes brilhantíssimo de imagens que chamam a atenção, embora, com sua natureza primária e passageira, embotem a sensibilidade e o intelecto do público.


(VARGAS LLOSA, Mario. A civilização do espetáculo: uma radiografia do nosso tempo e da nossa cultura. Trad: Ivone Benedetti. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013, edição eletrônica)
apesar das difíceis condições em que os cineastas sempre precisaram trabalhar (1o parágrafo)

Considerando o contexto, no trecho acima, a locução “apesar de” introduz uma 
Alternativas
Q4395361 Não definido
Atenção: Considere o texto a seguir para responder à questão.


   O cinema, que, evidentemente, sempre foi uma arte de entretenimento voltada para o grande público, teve também, às vezes como corrente marginal e outras como central, grandes talentos que, apesar das difíceis condições em que os cineastas sempre precisaram trabalhar por razões de orçamento e dependência das produtoras, foram capazes de realizar obras de grande riqueza, profundidade e originalidade, com inequívoca marca pessoal. Mas, nossa época, em conformidade com a inflexível pressão da cultura dominante, privilegia o engenho em vez da inteligência, as imagens em vez das ideias, o humor em vez da sisudez, o banal em vez do profundo e o frívolo em vez do sério.

   Não surpreende que, na era do espetáculo, no cinema os efeitos especiais tenham passado a ter um protagonismo que relega a segundo plano temas, diretores, roteiros e até atores. Pode-se alegar que isso se deve em boa parte à prodigiosa evolução tecnológica dos últimos anos, e que agora é possível fazer verdadeiros milagres no campo da simulação e da fantasia visuais. Em parte, sem dúvida. Mas, por outro lado, por acaso o principal, isso se deve a uma cultura que propicia o menor esforço intelectual, a ausência de preocupação, angústias e, em última instância, pensamento, em favor da entrega em atitude passiva àquilo que o agora esquecido Marshall McLuhan − sagaz profeta do caráter que a cultura de hoje adquiriria − chamava de “banho de imagens”, essa entrega submissa a emoções e sensações desencadeadas por um bombardeio inusitado e muitas vezes brilhantíssimo de imagens que chamam a atenção, embora, com sua natureza primária e passageira, embotem a sensibilidade e o intelecto do público.


(VARGAS LLOSA, Mario. A civilização do espetáculo: uma radiografia do nosso tempo e da nossa cultura. Trad: Ivone Benedetti. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013, edição eletrônica)
Retoma uma expressão empregada anteriormente no texto o termo sublinhado em: 
Alternativas
Q4395362 Não definido
Atenção: Considere o texto a seguir para responder à questão.


   O cinema, que, evidentemente, sempre foi uma arte de entretenimento voltada para o grande público, teve também, às vezes como corrente marginal e outras como central, grandes talentos que, apesar das difíceis condições em que os cineastas sempre precisaram trabalhar por razões de orçamento e dependência das produtoras, foram capazes de realizar obras de grande riqueza, profundidade e originalidade, com inequívoca marca pessoal. Mas, nossa época, em conformidade com a inflexível pressão da cultura dominante, privilegia o engenho em vez da inteligência, as imagens em vez das ideias, o humor em vez da sisudez, o banal em vez do profundo e o frívolo em vez do sério.

   Não surpreende que, na era do espetáculo, no cinema os efeitos especiais tenham passado a ter um protagonismo que relega a segundo plano temas, diretores, roteiros e até atores. Pode-se alegar que isso se deve em boa parte à prodigiosa evolução tecnológica dos últimos anos, e que agora é possível fazer verdadeiros milagres no campo da simulação e da fantasia visuais. Em parte, sem dúvida. Mas, por outro lado, por acaso o principal, isso se deve a uma cultura que propicia o menor esforço intelectual, a ausência de preocupação, angústias e, em última instância, pensamento, em favor da entrega em atitude passiva àquilo que o agora esquecido Marshall McLuhan − sagaz profeta do caráter que a cultura de hoje adquiriria − chamava de “banho de imagens”, essa entrega submissa a emoções e sensações desencadeadas por um bombardeio inusitado e muitas vezes brilhantíssimo de imagens que chamam a atenção, embora, com sua natureza primária e passageira, embotem a sensibilidade e o intelecto do público.


(VARGAS LLOSA, Mario. A civilização do espetáculo: uma radiografia do nosso tempo e da nossa cultura. Trad: Ivone Benedetti. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013, edição eletrônica)
Para expressar uma ideia, o autor recorre a uma hipérbole no trecho: 
Alternativas
Q4395363 Português
Atenção: Considere o texto a seguir para responder à questão.


   O cinema, que, evidentemente, sempre foi uma arte de entretenimento voltada para o grande público, teve também, às vezes como corrente marginal e outras como central, grandes talentos que, apesar das difíceis condições em que os cineastas sempre precisaram trabalhar por razões de orçamento e dependência das produtoras, foram capazes de realizar obras de grande riqueza, profundidade e originalidade, com inequívoca marca pessoal. Mas, nossa época, em conformidade com a inflexível pressão da cultura dominante, privilegia o engenho em vez da inteligência, as imagens em vez das ideias, o humor em vez da sisudez, o banal em vez do profundo e o frívolo em vez do sério.

   Não surpreende que, na era do espetáculo, no cinema os efeitos especiais tenham passado a ter um protagonismo que relega a segundo plano temas, diretores, roteiros e até atores. Pode-se alegar que isso se deve em boa parte à prodigiosa evolução tecnológica dos últimos anos, e que agora é possível fazer verdadeiros milagres no campo da simulação e da fantasia visuais. Em parte, sem dúvida. Mas, por outro lado, por acaso o principal, isso se deve a uma cultura que propicia o menor esforço intelectual, a ausência de preocupação, angústias e, em última instância, pensamento, em favor da entrega em atitude passiva àquilo que o agora esquecido Marshall McLuhan − sagaz profeta do caráter que a cultura de hoje adquiriria − chamava de “banho de imagens”, essa entrega submissa a emoções e sensações desencadeadas por um bombardeio inusitado e muitas vezes brilhantíssimo de imagens que chamam a atenção, embora, com sua natureza primária e passageira, embotem a sensibilidade e o intelecto do público.


(VARGAS LLOSA, Mario. A civilização do espetáculo: uma radiografia do nosso tempo e da nossa cultura. Trad: Ivone Benedetti. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013, edição eletrônica)
embora, com sua natureza primária e passageira, embotem a sensibilidade e o intelecto do público. (2o parágrafo)

Na frase acima, o verbo “embotar” está empregado com sentido semelhante ao do verbo 
Alternativas
Q4395364 Não definido
Atenção: Considere o texto a seguir para responder à questão.


   O cinema, que, evidentemente, sempre foi uma arte de entretenimento voltada para o grande público, teve também, às vezes como corrente marginal e outras como central, grandes talentos que, apesar das difíceis condições em que os cineastas sempre precisaram trabalhar por razões de orçamento e dependência das produtoras, foram capazes de realizar obras de grande riqueza, profundidade e originalidade, com inequívoca marca pessoal. Mas, nossa época, em conformidade com a inflexível pressão da cultura dominante, privilegia o engenho em vez da inteligência, as imagens em vez das ideias, o humor em vez da sisudez, o banal em vez do profundo e o frívolo em vez do sério.

   Não surpreende que, na era do espetáculo, no cinema os efeitos especiais tenham passado a ter um protagonismo que relega a segundo plano temas, diretores, roteiros e até atores. Pode-se alegar que isso se deve em boa parte à prodigiosa evolução tecnológica dos últimos anos, e que agora é possível fazer verdadeiros milagres no campo da simulação e da fantasia visuais. Em parte, sem dúvida. Mas, por outro lado, por acaso o principal, isso se deve a uma cultura que propicia o menor esforço intelectual, a ausência de preocupação, angústias e, em última instância, pensamento, em favor da entrega em atitude passiva àquilo que o agora esquecido Marshall McLuhan − sagaz profeta do caráter que a cultura de hoje adquiriria − chamava de “banho de imagens”, essa entrega submissa a emoções e sensações desencadeadas por um bombardeio inusitado e muitas vezes brilhantíssimo de imagens que chamam a atenção, embora, com sua natureza primária e passageira, embotem a sensibilidade e o intelecto do público.


(VARGAS LLOSA, Mario. A civilização do espetáculo: uma radiografia do nosso tempo e da nossa cultura. Trad: Ivone Benedetti. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013, edição eletrônica)
Encontra-se adjetivo formado com prefixo de negação no trecho: 
Alternativas
Q4395365 Não definido
O comentário escrito com correção gramatical, considerando a norma-padrão, está em: 
Alternativas
Respostas
1: D
2: C
3: E
4: A
5: E
6: B
7: C
8: D
9: B
10: A
11: E
12: D
13: A