Questões de Concurso Público AL-SP 2012 para Analista Legislativo - Taquígrafo

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Q853268 Português

      A carta-testamento deixada por Getúlio Vargas no dia de sua morte, a 24 de agosto de 1954, vem a ser a peça retórica mais contundente que o então denominado “Pai dos Pobres” terá produzido durante toda a sua vida política. Contrapartida dramática da sua morte, seria ela a arma pela qual o polêmico e contraditório político iria tentar revolver a encenação de seus últimos dias.

      Postos assim, nesses termos, parecerá ao leitor que estou reduzindo os últimos dias de Vargas a uma simples manifestação histriônica. Em termos, sim. Mas não se trata de uma simplificação. A teatralidade a que esse fato remete tem um significado que transcende seu aparente artifício.

      Pensada na função, digamos, psicológica que aquela missiva poderia vir a ter sobre seus destinatários, ela não difere muito do que são, em sua grande maioria, as cartas dos suicidas. Resultado aparente de um esforço de explicitação das causas que teriam levado o autor ao ato definitivo, na verdade, ela tenta fazer cair sobre os agentes da morte o peso de seus próprios atos. É uma peça que, valendo-se desse processo de culpabilização, tenta dar um sentido e uma fecundidade ao autoaniquilamento (via de regra, o indivíduo que comete, junto com a própria morte, uma carta “aos que ficam”, deve acreditar no poder transfigurador de seu próprio ato). Pensando dessa forma, é que dá para admitir a aproximação entre esse tipo de suicídio e a cena teatral. A morte para o seu “sujeito” não é o fim, mas sim, é parte decisiva de uma vida que continua, e sobre a qual fatalmente seu ato incidirá. A vida continuará, mas será outra.

(Haquira Osakabe, A carta-testamento ou a cena final de Getúlio Vargas. In: Prezado senhor, prezada senhora: estudos sobre cartas. Org. Walnice Galvão, Nádia Battella Gotlib. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. p.373 e 374) 

É correta a seguinte assertiva:
Alternativas
Q853272 Português

      A carta-testamento deixada por Getúlio Vargas no dia de sua morte, a 24 de agosto de 1954, vem a ser a peça retórica mais contundente que o então denominado “Pai dos Pobres” terá produzido durante toda a sua vida política. Contrapartida dramática da sua morte, seria ela a arma pela qual o polêmico e contraditório político iria tentar revolver a encenação de seus últimos dias.

      Postos assim, nesses termos, parecerá ao leitor que estou reduzindo os últimos dias de Vargas a uma simples manifestação histriônica. Em termos, sim. Mas não se trata de uma simplificação. A teatralidade a que esse fato remete tem um significado que transcende seu aparente artifício.

      Pensada na função, digamos, psicológica que aquela missiva poderia vir a ter sobre seus destinatários, ela não difere muito do que são, em sua grande maioria, as cartas dos suicidas. Resultado aparente de um esforço de explicitação das causas que teriam levado o autor ao ato definitivo, na verdade, ela tenta fazer cair sobre os agentes da morte o peso de seus próprios atos. É uma peça que, valendo-se desse processo de culpabilização, tenta dar um sentido e uma fecundidade ao autoaniquilamento (via de regra, o indivíduo que comete, junto com a própria morte, uma carta “aos que ficam”, deve acreditar no poder transfigurador de seu próprio ato). Pensando dessa forma, é que dá para admitir a aproximação entre esse tipo de suicídio e a cena teatral. A morte para o seu “sujeito” não é o fim, mas sim, é parte decisiva de uma vida que continua, e sobre a qual fatalmente seu ato incidirá. A vida continuará, mas será outra.

(Haquira Osakabe, A carta-testamento ou a cena final de Getúlio Vargas. In: Prezado senhor, prezada senhora: estudos sobre cartas. Org. Walnice Galvão, Nádia Battella Gotlib. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. p.373 e 374) 

O segmento do texto que, alterado, preserva a correção gramatical é:
Alternativas
Q853280 Português
Está INCORRETO o seguinte comentário sobre relação sintático-semântica estabelecida no texto:
Alternativas
Q853281 Português

A pergunta com que se inicia o texto – Qual o papel social e histórico da tradução? – admite as seguintes variantes:


I. Qual é o papel social e histórico da tradução?

II. O papel social e histórico da tradução é qual?

III. Qual que é o papel social e histórico da tradução? (informal)


Considere as frases abaixo como equivalentes à frase I. Assinale a alternativa em que é admitida uma única reestruturação: ou a correspondente à frase II ou a correspondente à frase III.

Alternativas
Q853284 Português

Considere as seguintes afirmações a respeito do último parágrafo do texto:


I. Remetendo a eventos do passado, as formas verbais relata e chama presentificam as ações de Gaspar de Carvajal.

II. As formas verbais recorreram, reduziram, simplificaram, deformaram situam os eventos que descrevem num tempo passado, pontual e concluído.

III. A seguinte reformulação de segmento do texto (linhas 25 a 27) preservaria o sentido original: “Por isso, missionários e viajantes recorriam a imagens inteligíveis para o seu próprio universo cultural e, por não conseguirem transferir toda a carga de significados de uma cultura a outra, reduziam, simplificavam e até deformavam a diversidade cultural e ambiental”.


Está correto o que se afirma APENAS em

Alternativas
Respostas
1: B
2: E
3: C
4: D
5: D