No capítulo conclusivo de Tempo Comprado (2018),
Wolfgang Streeck avança, de forma deliberadamente
cautelosa, um horizonte normativo para a reconstrução
da democracia diante de sua subordinação crescente
aos mercados financeiros globais. Apoiando-se na noção
polanyiana de reencaixe (embeddedness) dos mercados
em instituições políticas capazes de discipliná-los, o autor
sugere que a escala nacional permanece, em sua análise,
o espaço mais viável de recuperação do controle
democrático sobre a economia – posição que o leva a
questionar os termos da integração monetária europeia
e que gerou reação crítica de outros autores do campo
da teoria social e política contemporânea.
Considerando esse debate, assinale a alternativa
correta.