Questões de Concurso Público Prefeitura de Santa Fé - PR 2022 para Médico Clínico Geral
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I - A rinite alérgica sazonal (febre do feno) é mais frequentemente causada por alérgenos vegetais, que variam entre uma estação e outra. Alérgenos vegetais comuns incluem: Primavera: pólen de árvores (p. ex., carvalho, olmo, bordo, amieiro, vidoeiro, zimbro, oliveira); Verão: pólen de gramíneas (p. ex., Bermudas, Timóteo, sweetia vernal, pomar, Johnson) e pólen de ervas daninhas (p. ex., cardo russo, tanchagem inglesa); Outono: pólen de outras ervas daninhas (p. ex., ambrósia).
II - A rinite perene é causada pela exposição durante o ano todo a alérgenos inalados em ambientes internos (p. ex., fezes de ácaros, baratas, pelos de animais) ou por reatividade forte ao pólen de plantas nas sucessivas estações.
III - A rinite alérgica frequentemente coexiste com asma; porém, está claro que rinite e asma resultam do mesmo processo alérgico (hipótese de uma única via respiratória) ou se a rinite é um gatilho distinto da asma.
I - A causa mais comum da hipoglicemia são os medicamentos tomados para controlar o diabetes. Causas muito menos comuns da hipoglicemia incluem outros medicamentos, doença crítica ou insuficiência de órgão, uma reação a carboidratos (em pessoas suscetíveis), um tumor produtor de insulina no pâncreas e alguns tipos de cirurgia bariátrica (para perda de peso).
II - O organismo mantém o nível de glicose no sangue dentro do intervalo de 70 a 110 miligramas por decilitro (mg/dl) ou 3,9 a 6,1 milimoles por litro (mmol/l) de sangue. Na hipoglicemia, o nível de glicose se torna muito baixo. Embora o diabetes mellitus, uma doença envolvendo os níveis de glicose no sangue, se caracterize por um valor de glicemia elevado (hiperglicemia), muitos diabéticos periodicamente apresentam hipoglicemia devido aos efeitos colaterais do tratamento do diabetes. A hipoglicemia não é comum entre pessoas sem diabetes.
III - Após a ingestão de uma dose de medicamento para diabetes, a pessoa comer menos que o normal ou estiver mais ativa fisicamente que o normal, é possível que o medicamento diminua excessivamente o nível de glicose no sangue. Pessoas com diabetes de longa data estão particularmente propensas à hipoglicemia nessas situações, pois talvez não produzam uma quantidade suficiente de glucagon ou adrenalina para compensar o baixo nível de glicose no sangue.
Assinale a alternativa correta:
Há restrições para a profilaxia antimicrobiana?
I - As cefalosporinas de 3ª e 4ª gerações devem ser utilizadas em todos os casos de infecção.
II - Os aminoglicosídeos não devem ser utilizados para profilaxia.
III - O cloranfenicol não deve ser utilizado para profilaxia porque sua mais grave complicação (aplasia medular) não é dose-dependente e o seu custo é similar ao de outras drogas de menor toxicidade (ex: metronidazol).
I - Cefaleia, torcicolo e exantema petequial ou purpúreo sugerem meningite.
II - Taquicardia (além da elevação modesta normalmente presente com febre) e taquipneia, com ou sem hipotensão ou alteração do estado mental, sugerem sepse.
III - Deve-se suspeitar de malária em pacientes que viajaram recentemente para uma região endêmica.
I - Definição do QRS anorma: O complexo QRS é dito normal quando a duração for inferior a 120 ms e a amplitude estiver entre 5 mm e 20 mm nas derivações do plano frontal e entre 10 mm e 30 mm nas derivações precordiais, com orientação normal do eixo elétrico.
II - Eixo elétrico normal no plano horizontal: Os limites normais do eixo elétrico do coração no plano frontal situam-se entre –30° e +90°.
III - Ativação ventricular normal no plano frontal: Tem como característica a transição da morfologia rS, característico de V1, para o padrão qR típico do V6, com o r aumentando progressivamente de tamanho até o máximo em V5 e o S progressivamente se reduzindo até V6. Os padrões intermediários de RS (zona de transição) habitualmente ocorrem em V3 e V4.
I - A dor é comum em razão de distensão da bexiga, do sistema coletor (ureter, pelve renal e cálices renais) ou da cápsula renal. Lesões na porção superior do ureter ou na pelve renal causam dor no flanco, ao passo que a obstrução na porção inferior do ureter causa dor que pode se irradiar para o testículo ou para os grandes lábios ipsilaterais.
II - A dor é tipicamente mínima ou ausente na uropatia obstrutiva parcial ou de desenvolvimento lento (p. ex. obstrução da junção ureteropiélica, tumor pélvico). A hidronefrose pode causar uma massa palpável no flanco, particularmente na hidronefrose severa na infância.
III - O volume urinário diminui na obstrução unilateral, aumentando quando ocorre em um único rim funcionante (rim solitário). A anúria absoluta ocorre com a obstrução completa ao nível da bexiga ou da uretra. A obstrução parcial nesse nível pode causar dificuldade para urinar ou anormalidades no jato de urina.
I - O hiato aniônico sempre deve ser calculado; seu aumento quase sempre indica acidose metabólica. Um hiato aniônico normal com HCO3− baixo (p. ex., < 24 mEq/L [< 24 mmol/L]) com cloro (Cl−) sérico elevado indica acidose metabólica sem intervalo de ânions (hiperclorêmica). Em caso de acidose metabólica, calcular a variação da diferença (delta gap) para identificar alcalose metabólica concomitante e usar a fórmula de Winters para determinar se a compensação respiratória está adequada ou se reflete um 2º desequilíbrio ácido-base (PCO2 prevista = 1,5 (HCO3−) + 8 ± 2; se a PCO2 estiver mais elevada, significa acidose respiratória concomitante — se estiver mais baixa, alcalose respiratória).
II - A acidose respiratória é sugerida por uma Pco2> 40 mmHg; o HCO3− deve compensar de maneira precisa, aumentando de 3 a 4 mEq/L (3 a 4 mmol/L) para cada 10 mmHg de elevação da Pco2 sustentada por 4 a 12 h [pode não ocorrer aumento ou elevação de apenas 1 a 2 mEq/L, que aumenta lentamente até 3 a 4 mEq/L (3 to 4 mmol/L) ao longo de dias]. Elevações maiores de HCO3− implicam em alcalose metabólica primária; aumentos menores sugerem que não houve tempo para compensação ou que há acidose metabólica primária coexistente.
III - Alcalose respiratória é sugerida por Pco2< 38 mmHg. O HCO3− deve compensar ao longo de 4 a 12 h reduzindo 4 a 5 mEq/L (4 a 5 mmol/L) para cada diminuição de 10 mmHg na Pco2. Diminuições menores significam que não houve tempo para compensação ou que uma alcalose metabólica primária coexiste. Diminuições mais acentuadas implicam em acidose metabólica primária.
I - A colite fulminante ou tóxica ocorre quando ulcerações transmurais causam íleo e peritonite localizados. Dentro de horas ou dias, o cólon perde seu tônus muscular e começa a dilatar-se.
II - Os termos megacólon tóxico e dilatação tóxica são desencorajados porque o estado inflamatório tóxico e suas complicações podem ocorrer sem um megacólon evidente (definido quando o diâmetro do cólon transverso > 6 cm durante uma exacerbação).
III - A colite tóxica é uma emergência médica que costuma aparecer de modo espontâneo durante o curso da colite muito grave, mas pode ser precipitada por opioides ou fármacos antidiarreicos e anticolinérgicos. A perfuração do cólon aumenta a mortalidade de maneira significativa.
IV - Em geral, uma crise começa discretamente, com urgência evacuatória crescente, discretas cólicas em hipogástrio e sangue e muco nas fezes. Alguns casos aparecem após uma infecção (p. ex., amebíase, disenteria bacilar).
I - O vírus A é a causa mais freqüente de hepatite viral aguda no mundo. A transmissão é mais comum quando há contato pessoal íntimo e prolongado dos doentes com indivíduos suscetíveis à infecção. Observa-se a presença do vírus A no sangue e nas fezes dos indivíduos infectados duas a três semanas antes do início dos sintomas e, nas fezes, por cerca de duas semanas após a infecção.
II - A vacinação contra o VHB é a maneira mais eficaz na prevenção de infecção aguda ou crônica, e também na eliminação da transmissão do vírus em todas as faixas etárias.
III - O vírus C (VHC) seja transmitido por contato direto, percutâneo ou através de sangue contaminado, em percentual significativo de casos não se identifica a via de infecção. Pertence ao gênero Hepacivirus da família Flaviridae, e seu genoma é constituído por uma fita simples de RNA.
I - Em crianças: Anormalidades estruturais – por exemplo, defeitos congênitos como válvulas na parte interna posterior da uretra (denominadas válvulas uretrais posteriores - consulte Defeitos da uretra) e outras constrições que estreitam ou bloqueiam o ureter ou a uretra.
II - Os sintomas dependem da causa, da localização da obstrução e da sua duração. Quando a obstrução começa rapidamente e dilata a bexiga, ureter e/ou os rins, normalmente causa dor. Se o rim estiver dilatado, podem ocorrer cólicas renais. A cólica renal é uma dor excruciante entre as costelas e o quadril no lado afetado que vem e vai a cada poucos minutos. A dor pode estender-se para os testículos ou área vaginal. As pessoas podem ter náusea e vômito.
III - Coágulo sanguíneo no ureter e Pólipos no ureter.
IV - Uma grande massa de fezes presa no reto (impactação retal).
I - Contagem de plaquetas < 70.000 ou contagem de neutrófilos < 1.500/mm3; pacientes com parâmetros hematológicos iguais ou inferiores deverão ser encaminhados para avaliação em Serviços de Referência.
II - Neoplasias.
III - Diabetes melittus tipo 1, de difícil controle.
IV - Cirrose hepática descompensada (ChildPugh B ou C).
V - Cardiopatia grave.