Questões de Concurso Público Prefeitura de Paranaguá - PR 2021 para Médico - Coloproctologia
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I - São médicos personalizados, responsáveis principalmente pela prestação de cuidados abrangentes e continuados a todos os indivíduos que os procuram, independentemente da idade, sexo ou afecção. Prestam cuidados a indivíduos no contexto familiar, comunitário e cultural dos mesmos, respeitando sempre a sua autonomia. Reconhecem ter também uma responsabilidade profissional pela sua comunidade.
II - Ao negociarem os planos de ação com os seus pacientes, integram fatores físicos, psicológicos, sociais, culturais e existenciais, recorrendo ao conhecimento e à confiança resultante dos contatos repetidos.
III - A Medicina de Família e Comunidade (MFC) vem emergindo, em especial nas últimas décadas, como um campo discursivo relevante na organização dos modelos de atenção à saúde no Brasil. A partir de suas singularidades históricas na organização dos serviços de saúde, esta prática e especialidade médica recebe distintas adjetivações em outros países: “geral e familiar”, “familiar e comunitária”, “geral e integral”, “familiar”, “generalista”, “comunitária”.
IV - Os “médicos de família” marcam presença no imaginário social de várias épocas e costumam estar associados a uma prática menos tecnológica e mais interpessoal. Nos dias de hoje, estão no cotidiano de diversos serviços primários e públicos de saúde, atendendo populações historicamente marginalizadas. Tem atuado também no setor suplementar de saúde,1 sendo publicamente defendidos por grandes planos de saúde como um modelo de formação e atenção mais racional, qualificado e custo-efetivo.
I - A Estratégia Saúde da Família (ESF) visa à reorganização da atenção básica no País, de acordo com os preceitos do Sistema Único de Saúde, e é tida pelo Ministério da Saúde e gestores estaduais e municipais como estratégia de expansão, qualificação e consolidação da atenção básica por favorecer uma reorientação do processo de trabalho com maior potencial de aprofundar os princípios, diretrizes e fundamentos da atenção básica, de ampliar a resolutividade e impacto na situação de saúde das pessoas e coletividades, além de propiciar uma importante relação custo-efetividade.
II - Cada equipe de Saúde da Família (eSF) deve ser responsável por, no máximo, 4.000 pessoas, sendo a média recomendada de 3.000 pessoas, respeitando critérios de equidade para essa definição. Recomenda-se que o número de pessoas por equipe considere o grau de vulnerabilidade das famílias daquele território, sendo que, quanto maior o grau de vulnerabilidade, menor deverá ser a quantidade de pessoas por equipe.
III - Um ponto importante é o estabelecimento de uma equipe multiprofissional (equipe de Saúde da Família – ESF) composta por, no mínimo: (I) médico generalista, ou especialista em Saúde da Família, ou médico de Família e Comunidade; (II) enfermeiro generalista ou especialista em Saúde da Família; (III) auxiliar ou técnico de enfermagem; e (IV) agentes comunitários de saúde. Podem ser acrescentados a essa composição os profissionais de Saúde Bucal: cirurgiãodentista generalista ou especialista em Saúde da Família, auxiliar e/ou técnico em Saúde Bucal.
I - Manter via aérea pérvia.
II - Estabilizar coluna cervical se suspeita de trauma.
III - Oferecer O2 sob mascara não reinalante 10 a 15 l/min se SatO < 94%.
IV - Identificar e controlar sangramentos, se pertinente (considerar compressão, torniquete, imobilização de pelve e membros, se necessário).
V - Monitorar oximetria de pulso e sinais vitais.
VI - Avaliar a prevenção de hipotermia: manter temperatura adequada; Remover roupas molhadas e usar manta térmica ou cobertor.
I - Urgência hipertensiva: importante elevação da pressão arterial (em geral PA diastólica ≥ 120 mmHg), sem sintomas graves e sem risco imediato à vida ou de dano agudo a órgãosalvo (cérebro, coração, pulmões e rins) ou comprometimento vascular, mas que pode evoluir para complicações graves.
II - Emergência hipertensiva: quando existe evidente dano agudo e progressivo vascular e de órgãos-alvo, com rápida descompensação da função de órgãos vitais e com risco iminente de morte ou de lesão orgânica irreversível, demandando início imediato da redução dos níveis pressóricos.
III - Inclui os quadros de: encefalopatia hipertensa, AVC com hemorragia subcanóidea, complicações cardiovasculares (IAM, angina instável com dor, falência de ventrículo esquerdo, dissecção de aorta, edema agudo de pulmão), falência renal.
I - Abertura cirúrgica da cavidade abdominal.
II- Exploração da cavidade abdominal para avaliar a extensão da patologia e para identificar outras possíveis patologias não diagnosticadas previamente.
III - Realização da cirurgia propriamente dita.
IV - Inventário ou revisão da cavidade abdominal para que se tenha certeza de que a cirurgia está completa e bem feita e para verificar se não foram esquecidos corpos estranhos na cavidade (compressas, gazes, agulhas, etc).
V - Fechamento da cavidade.
I - Pacientes com sintomas leves de dor abdominal, sem sinais sistêmicos (febre e queda do estado geral), com trânsito normal, e capazes de assumir dieta oral e com cognição razoável para entender as explicações sobre as indicações de sofrer reavaliação, podem ser tratados sem hospitalização.
II - A TC de multidetectores (MDCT) é um avanço tecnológico com utilização crescente nas condições de abdome agudo, tendo como principais vantagens a rapidez do exame e a possibilidade de reconstruções multiplanares de excelente resolução.
III - Devido ao risco de desbloqueio de um divertículo já perfurado ou mesmo de nova perfuração resultante da insuflação de ar ou progressão do aparelho, a endoscopia do sigmóide está historicamente contraindicada na suspeita de diverticulite aguda. No entanto, a sigmoidoscopia cuidadosa é útil para excluir a presença de câncer, colite inespecífica ou isquêmica.
I - A antibioticoterapia empírica deve ser dirigida contra bactérias gram-negativas e anaeróbias. Há evidência de que a monoterapia sistêmica seja igualmente eficaz às associações de antibióticos. A antibioticoterapia é usualmente mantida por sete a 10 dias. Melhora sintomática é esperada entre dois e três dias após a introdução do tratamento, após esse período a dieta pode ser progredida.
II - O risco de uma nova crise de diverticulite está estimado entre 26% e 30%21. Há evidência de que o emprego do antibiótico de largo espectro por via oral rifaximina, na dose de 800 mg, pelo período de uma semana a cada mês, seja superior à suplementação de fibras isoladamente na prevenção de uma nova crise de diverticulite aguda (RR = 2,4; p < 0,05).
III - Pacientes imunossuprimidos (transplantados, com insuficiência renal e com a síndrome da imunodeficiência adquirida) e aqueles com afecções do tecido conjuntivo são mais susceptíveis a infecção, têm deficiência do processo de cicatrização e maior incidência de complicações da diverticulite aguda. Para esses pacientes, o tratamento cirúrgico eletivo está indicado após o diagnóstico de uma crise de diverticulite aguda.
I - Se uma obstrução interromper o fornecimento de sangue para intestino, a condição é conhecida como estrangulamento. O estrangulamento ocorre em aproximadamente 25% das pessoas com obstrução do intestino delgado. Geralmente, o estrangulamento ocorre quando parte do intestino fica presa em uma abertura anormal (hérnia estrangulada), vólvulo ou intussuscepção. Pode ocorrer gangrena em cerca de seis horas. Com a gangrena, a parede intestinal gangrena, normalmente provocando uma ruptura que leva à peritonite, choque e, se não for tratada, morte.
II - Tratamento da obstrução intestinal: Sucção via sonda nasogástrica; líquidos administrados por via intravenosa; cirurgia para estrangulamento e algumas vezes uma colostomia.
III - O médico examina o abdômen para tentar encontrar zonas sensíveis, inchaço ou massas. Quando uma obstrução ocorre, o abdômen fica quase sempre inchado. Os sons normais provocados pelo funcionamento do intestino (ruídos intestinais), audíveis com a ajuda de um estetoscópio, podem aumentar muito de volume e ficar mais agudos ou podem não estar presentes. Normalmente, o abdômen não fica muito sensível quando o médico o pressiona, a menos que a ruptura tenha causado peritonite. Os médicos também costumam fazer exames de imagem do abdômen como, por exemplo, radiografia ou tomografia computadorizada.
I - Anormalidades metabólicas, incluindo insuficiência renal, hipotireoidismo e hipertireoidismo; Perturbações eletrolíticas, que podem alterar a função autonômica.
II - Causas obstétricas, geralmente associadas com cirurgia de cesariana, devido a alteração da inervação autonômica; Doença inflamatória intestinal, incluindo colite ulcerosa e doença de Crohn.
III - Infecções, incluindo vírus (herpes zoster, varicela zoster, citomegalovírus e dengue grave), Clostridium difficile (colite pseudomembranosa), Trypanosoma cruzi (doença de Chagas) e Entamoeba histolytica (disenteria amebiana).