Questões de Concurso Público Prefeitura de Paranaguá - PR 2021 para Enfermeiro
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A partir do caso acima, assinale a alternativa INCORRETA:
I - O sangramento no pós-parto, cujo nome técnico é lóquio, é normal e dura em média seis meses, sendo caracterizado pela saída de sangue vermelho escuro com consistência espessa e que, por vezes, apresenta coágulos.
II - O lóquio é composto por sangue, muco e restos de tecido do útero e à medida que o útero contrai e volta ao tamanho normal, a quantidade de sangue que se perde vai diminuindo e a sua cor vai se tornando cada vez mais clara até que desapareça completamente.
III - Na primeira semana, tem aspecto vermelho escuro, depois passa a ser serossanguinolento, mais rosado, e depois seroso, um pouco rosado e bege.
IV - O odor é de sangue menstrual. Se houver cheiro forte e fétido pode indicar sinal de infecção.
V - Caracteriza-se como hemorragia puerperal a perda de sangue ≥ 2500ml independentemente do tipo de parto ou se a paciente apresentar sinais de hipovolemia associada a qualquer volume de perda sanguínea. Entretanto, vale ressaltar que a perda sanguínea superior a 200ml em um parto vaginal deve ser considerada anormal e deve ser investigada.
VI - A hemorragia puerperal é dividida em duas categorias - primária e secundária, sendo a primária definida como uma perda de sangue excessiva nas primeiras 72 horas, enquanto a secundária é classificada como a perda de sangue de 72 horas a 12 semanas após o parto.
VII - A atonia uterina não está entre as possíveis causas de hemorragia pós-parto.
Quanto às condições clínicas da paciente L.G.C.S. assinale a alternativa que descreve a telangiectasia:
I - As hepatites virais são doenças causadas por diferentes vírus hepatotrópicos que apresentam características epidemiológicas, clínicas e laboratoriais distintas. Possuem distribuição universal e são observadas diferenças regionais de acordo com o agente etiológico.
II - O homem é o reservatório de maior importância epidemiológica.
III - As hepatites virais A e E são transmitidas pela via fecal-oral e estão relacionadas às condições de saneamento básico, higiene pessoal, relação sexual desprotegida (contato boca-ânus), e qualidade da água e dos alimentos.
IV - As hepatites virais B, C e D são transmitidas pelo sangue (via parenteral, percutânea e vertical), esperma e secreção vaginal (via sexual). A transmissão pode ocorrer pelo compartilhamento de objetos contaminados, como lâminas de barbear e de depilar, escovas de dente, alicates e acessórios de manicure e pedicure, materiais para colocação de piercing e para confecção de tatuagens, materiais para escarificação da pele para rituais, instrumentos para uso de substâncias injetáveis, inaláveis (cocaína) e pipadas (crack). Pode ocorrer a transmissão também em acidentes com exposição a material biológico, procedimentos cirúrgicos, odontológicos, hemodiálise, transfusão, endoscopia, entre outros, quando as normas de biossegurança não são aplicadas.
V - Os casos crônicos das hepatites virais B, C e D podem evoluir com o desenvolvimento de fibrose, cirrose hepática e suas complicações. As pessoas com hepatites virais crônicas também tem risco aumentado para o desenvolvimento de carcinoma hepatocelular.
VI - A anamnese do paciente é fundamental para estabelecer as hipóteses diagnósticas e direcionar a investigação laboratorial na suspeita de hepatites virais. Deve ser realizada avaliando-se a faixa etária, a história pregressa e a presença de fatores de risco, como o compartilhamento de instrumentos para o uso de drogas injetáveis, inaladas ou pipadas, prática sexual não segura, convivência intradomiciliar e intrainstitucional com pacientes portadores de hepatite, condições sanitárias, ambientais e de higiene, entre outros. Contudo, não é possível determinar a etiologia de uma hepatite aguda apenas com base em dados clínicos e epidemiológicos, exceto em casos e surtos de hepatite A.
VII - O objetivo da vigilância epidemiológica é monitorar o comportamento das hepatites virais e seus fatores condicionantes e determinantes, com a finalidade de recomendar, adotar medidas de prevenção e controle, e avaliar o seu impacto.
A Neuroartropatia de Charcot (NAC) é uma deformidade osteoarticular do pé neuropático causada predominantemente pela ocorrência de _____________. O atraso no diagnóstico e tratamento da NAC pode conduzir à ulceração e amputação do pé, daí a importância de um diagnóstico e tratamento precoce. O mecanismo exato da patogênese da NAC ainda não está estabelecido, considerando-se que quer a teoria neurotraumática quer a neurovascular poderão ter um papel importante. O diagnóstico da NAC aguda é predominantemente clínico: pé afetado com hiperemia, edema e elevação da temperatura; na fase crónica o pé não apresenta sinais inflamatórios mas mantém o edema e apresenta várias deformidades resultantes do comprometimento osteoarticular e muscular.
( ) A imunização protege o indivíduo contra difteria, tétano e escarlativa.
( ) A gestante não deve ser vacinada, para evitar a associação entre a vacinação e possíveis complicações gestacionais, incluindo aborto espontâneo ou malformação congênita no recém-nascido por outras causas não associadas à vacina. Caso a gestante seja inadvertidamente vacinada, não está indicada a interrupção da gravidez.
( ) O esquema básico da vacina é de dose única, administrada aos 60 dias após o nascimento.
( ) Mulheres em idade fértil devem evitar a gravidez até um mês após a vacinação.
( ) Não deve ser administrada simultaneamente com a vacina Febre Amarela (atenuada), estabelecendo o intervalo mínimo de 30 dias, salvo em situações especiais que impossibilitem manter o intervalo indicado.
( ) O volume a ser administrado é de 0,5 ml, por via intramuscular.
( ) A imunização protege o indivíduo contra sarampo, rubéola e difteria.
( ) O diluente, no momento da reconstituição, deve estar na mesma temperatura da vacina, ou seja, entre +2ºC a +8ºC.
A sequência correta de cima para baixo é:
I - Manutenção da linha infusional fechada.
II - Estabilizar e fixar cateteres para evitar complicações e perda de acesso não intencional.
III - Realizar desinfecção das conexões antes da entrada nos dispositivos.
IV - Métodos de fixação não devem interferir na avaliação e monitoramento do local de acesso e não devem impedir a circulação vascular e/ou a entrega da terapia prescrita.
V - Os dispositivos devem ser lavados antes, entre e após cada infusão medicamentosa, a fim de avaliar o funcionamento do cateter e evitar complicações.
VI - Não usar cateteres periféricos para terapia contínua com solução vesicante, nutrição parenteral ou drogas com alta osmolaridade.
VII - Realizar higienização das mãos sempre que houver manipulação do cateter, respeitando os 05 momentos.