Questões de Concurso Público UEPB 2026 para Museólogo
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No Estatuto Nacional de Museus, lei nº 11.904, de 14 de janeiro de 2009, temos que:
Art. 2º São princípios fundamentais dos museus:
I- a valorização da dignidade humana;
II- a promoção da cidadania;
III- o cumprimento da função social;
IV- a valorização e preservação do patrimônio cultural e ambiental;
V- a universalidade do acesso, o respeito e a valorização à diversidade cultural;
VI- o intercâmbio institucional.
A partir da leitura e análise deste trecho, é CORRETO afirmar que:
No Rio de Janeiro, no início do século XX, um novo projeto desembocaria na criação de um museu voltado para a História Nacional, como instituição de prestação de serviço público buscando, em primeiro plano, a educação cívica da Nação (Burlon, 2018, p.21).
Fonte: Brulon, B. Pensar o pensamento museológico brasileiro um olhar retrospecto para a Museologia. Costa, A.L.A.; Lemos, E.B.R. (Org ).: in . Anais 200 anos de museus no Brasil: desafios e perspectivas. Brasília, DF: Ibram, 2018. p. 21.
O trecho acima faz referência à criação de qual museu fundamental na história dos museus brasileiros?
Sobre o Sistema Brasileiro de Museus (SBM) é CORRETO afirmar que:
O Código de Ética do ICOM (International Council of Museums) para Museus, ao abordar conduta profissional e conflitos de interesse, traz recomendações bastante específicas ao contexto do trabalho com acervos museológicos. Marque a alternativa que descreve uma atuação ética de um profissional de museu no tratamento de informações e relações com terceiros.
Leia e analise as seguintes orientações para desenvolvimento de Planos Museológicos:
I- Recomenda-se a avaliação permanente e a revisão periódica, com a temporalidade definida no regimento interno. A legislação, no entanto, não especifica o período a ser abrangido pelo plano, embora se sugira o prazo de dez anos como um prazo razoável para implementação das ações.
II- É recomendado que o Plano Museológico seja elaborado de forma participativa, envolvendo os funcionários do museu e outros atores relevantes, como representantes da comunidade, associação de amigos, professores ou representantes de atividades econômicas que se relacionem com o museu, por exemplo.
III- Os programas delimitam grandes áreas e os projetos que os compõem indicam o que fazer para que os objetivos estratégicos sejam atingidos. Os programas correspondem às áreas de trabalho do museu e o conjunto não pode ser alterado.
IV- Os projetos componentes dos Programas do Plano Museológico caracterizar-se-ão pela exequibilidade, adequação às especificações dos distintos programas, apresentação de cronograma de execução, a explicitação da metodologia adotada, a descrição das ações planejadas e a implantação de um sistema de avaliação permanente.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
A partir das diretrizes para diagnóstico institucional sistematizadas na publicação “Subsídios para a Elaboração de Planos Museológicos do Instituto Brasileiro de Museus", principalmente quando aborda a análise dos ambientes interno e externo e a utilização da matriz SWOT, qual das alternativas está CORRETA ao apontar uma aplicação adequada dentro do planejamento estratégico no Plano Museológico?
Para que se desenvolvam ações preventivas dentro de um Plano de Gestão de Riscos em museus, o primeiro passo é a identificação de quais são os agentes de risco.
Considerando esse contexto, analise as afirmações a seguir:
I- Forças físicas e dissociação.
II- Furto, roubo e vandalismo.
III- Fogo, água, pragas e poluentes.
IV- Luz e radiação ultravioleta e infravermelha.
V- Temperatura e umidade adequadas.
São agentes de risco o que se afirma apenas em:
As reservas técnicas devem ser espaços seguros e adequados à guarda e manipulação do acervo, seguindo recomendações das melhores práticas da conservação preventiva temos que:
I- O mobiliário deve ser distribuído de maneira que permita a ventilação e manutenção do edifício, sendo aconselhável manter um corredor, quando possível, entre as estantes e as paredes.
II- As esculturas devem ser mantidas em mobiliários de metal, fechados ou abertos, com as prateleiras revestidas com material para proteção e acomodação.
III- Os quadros devem ser mantidos na posição horizontal e em trainéis. Quando forem encostados a uma parede, os maiores ficam posicionados atrás e os menores na frente e intercalados com alguma proteção. Devem ser colocados face com verso.
IV- Os têxteis devem ser guardados em sacos plásticos. Recomenda-se que sejam acondicionados na horizontal e dobrados, envolvidos em papel adequado ou tecidos de algodão branco, sem goma, armazenado em gavetas ou em estantes de metal.
V- Cada fotografia deve ter uma proteção individual, sendo que o material de proteção da imagem deve ser de papel alcalino ou neutro ou em plástico de alta qualidade.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
É papel do museólogo orientar a equipe de serviços gerais acerca da limpeza e manutenção das salas de exposição, reservas técnicas, salas de conservação e de restauração. Neste sentido, qual o procedimento adotado está CORRETO?
Museus tem várias formas de aquisição de acervo e é necessário conhecê-las para adequar sua documentação de entrada e prevê-las em sua Política de Aquisição e Descarte. Dentre as principais formas de aquisição, estão:
I- PRODUÇÃO INTERNA: retirada de um bem do seu lugar de origem ou descoberta, com a finalidade de estudo e preservação, a qual inclui a coleta de material biológico, botânico, arqueológico, entre outros.
II- DOAÇÃO: contrato em que uma pessoa física ou jurídica, por liberalidade, transfere a posse e a propriedade de bens para o museu.
III- TRANSFERÊNCIA: empréstimo, de caráter precário e por tempo determinado, de bens culturais de instituições públicas ou de instituições privadas (ou indivíduos), para pessoas jurídicas de direito público ou privado sem fins lucrativos.
IV- PERMUTA: ato de troca permanente de um bem, com transferência de posse e propriedade entre instituições da sua mesma esfera, de um bem por outro, sem ônus para as partes envolvidas.
V- COMPRA: ato ou contrato pelo qual o museu adquire de pessoa física ou jurídica a propriedade e a posse de um bem, mediante o pagamento do preço convencionado ou prefixado, com dinheiro ou valor equivalente, à vista ou a prazo.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
A documentação museológica é uma atividade primordial na dinâmica entre pesquisa, conservação e extroversão dos acervos. “O preenchimento da ficha de catalogação é uma etapa complexa dentro desse processo, pois é a partir das informações nela inseridas que se criará uma imagem fiel sobre o objeto a ser estudado, estabelecendo, portanto, uma espécie de diálogo entre o acervo e o usuário. Por essa razão, é importante compreender, com base em alguns manuais de documentação, quais informações se espera que o documentalista insira em cada campo” (Subsídios para documentação museológica, p. 55).
Fonte: Instituto Brasileiro de Museus. Subsídios: documentação museológica. Brasília: IBRAM, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/museus/pt-br/centrais-de-c o n t e u d o / p u b l i c a c o e s - a c e s s i v e i s / l i v r o - d i g i t a l - a c e s s i b i l i d a d e - s u b s i d i o s - d o c u m e n t a c a o - m u s e o l o g i c a . p d f p . 5 5 - 5 6
Analise os seguintes campos e descritivos e em seguida responda ao que se pede:
I- DENOMINAÇÃO: nome das pessoas físicas (autores) ou jurídicas (fabricantes) que contribuíram para a criação/produção da peça.
II- NÚMERO DE TOMBO/REGISTRO: o número com o qual a obra foi tombada/registrada.
III- ESTADO DE CONSERVAÇÃO: indicar se o estado de conservação do objeto é bom, regular ou ruim. A especificação do grau de danos em cada um dos níveis deverá ser definida pela instituição com base em bibliografia da área.
IV- PROCEDÊNCIA: local de criação ou produção do objeto, escrito de forma completa e padronizada. Onde o objeto estava antes de ser adquirido pela instituição.
V- HISTÓRICO: descrição extrínseca do objeto, isto é, as informações que o contextualizam, considerando os aspectos históricos e simbólicos, bem como a sua trajetória.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
A exposição é o principal elemento de comunicação do museu: “para a maior parte dos visitantes as exposições são o museu. Elas fornecem o ponto principal de contato com as coleções do museu e as informações a elas associadas, oferecendo ao mesmo tempo diversão e esclarecimento” (Roteiros Práticos: Planejamento de Exposições, p. 11).
Fonte: MUSEUMS AND GALLERIES COMMISSION. Planejamento de exposições. Tradução de Maria Luiza Pacheco Fernandes. São Paulo: Editora da. Universidade de São Paulo; Vitae, 2001. p. 11. (Série Museologia, 2).
Sobre o desenvolvimento das exposições em museu analise as assertivas a seguir e responda ao que se pede:
I- A definição prévia do público-alvo é um elemento estruturador que influencia o conteúdo, bem como o design expositivo.
II- A avaliação da exposição deve ocorrer apenas ao final do processo, como principal elemento na etapa de conclusão.
III- A elaboração de uma política de exposições constitui base estratégica para decisões de curto e longo prazo.
IV- O planejamento de exposições deve ser feito exclusivamente por pesquisadores internos, a fim de garantir coerência institucional.
V- O Plano Museológico deve conter o Programa de Exposições, com as diretrizes para o desenvolvimento exposições de longa e curta duração, entre outras.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
A Resolução Normativa Ibram nº 40/2025, em seu art. 5º define educação museal como " função essencial dos museus e prática interdisciplinar que visa propiciar reflexão e formação integral a públicos visitantes, potenciais e não visitantes pela ativação do conteúdo museal em vivências culturais mediadas, dialógicas e acessíveis. É constituída pelo conjunto de abordagens teóricas, metodologias e instrumentos próprios à pesquisa, ao planejamento, desenvolvimento e avaliação de práticas educativas, em articulação permanente com comunidades, museus, centros culturais, pontos de memória e demais processos museológicos.”
Levando-se em conta as informações acima, qual alternativa expressa de forma mais adequada uma prática consistente de educação museal?
A partir dos princípios presentes no Programa Nacional de Acessibilidade em Museus e Pontos de Memória - Acesse Museus, bem como a Lei de Acessibilidade (Lei nº 10.098/2000) e a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), foram desenvolvidas recomendações e boas práticas para adequação da experiência museal para públicos diversos. Para o atendimento às pessoas com deficiência visual, por exemplo, marque a alternativa que representa uma prática conceitualmente consistente e tecnicamente adequada.