Questões de Concurso Público Prefeitura de São Francisco - PB 2025 para Professor P2

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Q3693384 Português
O Texto I deve ser lido para responder à questão.


Texto I


PAÍSES PRECISAM TRATAR A SOLIDÃO COMO UM PROBLEMA PÚBLICO

Sucesso de uma nação não é apenas produzir mais, é perder menos gente para o silêncio


Waldemar Magaldi Filho

20 set. 2025 às 10h10 


    Quando a vida perde o fio do sentido, até um simples resfriado pode derrubar. Não é exagero poético, é uma descrição precisa do que acontece quando o organismo psíquico se vê sem horizonte, sem pertencimento, sem uma razão que amarre as horas do dia.

    Longe de um misticismo nebuloso, essa "tarefa" é o nome clássico de uma experiência cotidiana, a sensação de ter valor para alguém, de que o esforço tem direção, de que o mundo ainda nos pede algo. Quando esse chamado some, o corpo registra, a imunidade cede, a mente fecha e ficamos "bloqueados". O destino de pessoas e de sociedades muda quando o sentido deixa de existir.

    É aí que entra um termo incômodo, nascido do esforço de dois economistas, Anne Case e Angus Deaton: "mortes por desespero". A expressão reúne três causas de morte que se expandiram em certas populações ao longo das últimas décadas: suicídio, overdose de drogas e doenças hepáticas relacionadas ao álcool. 

    Por trás dos números o desenho social de isolamento, perda de propósito, empregos que somem, comunidades que se desfazem, dor crônica tratada como mercadoria. O fenômeno foi fotografado com nitidez em partes dos Estados Unidos. Mas não se trata de um destino americano, é um alerta universal. Quando vínculos esgarçam e perspectivas encolhem, a curva do desespero sobe. E desespero não é só um afeto, é uma política do corpo.

    A literatura de saúde pública insiste que o sentido é também um determinante social. Não basta aconselhar resiliência individual quando as estruturas que sustentam a vida comum – trabalho digno, moradia, transporte, escola, cuidado – estão corroídas.

     Não se trata de eleger um culpado único – crises têm múltiplas causas, da inovação tecnológica aos choques geopolíticos –, mas de notar um padrão, quando políticas públicas passam a tratar a segurança econômica, a saúde, a educação e o cuidado como linhas de custo a serem comprimidas, a conta aparece em outro lugar.

    Aparece na sobrecarga das famílias, na precarização silenciosa de territórios, na medicalização do sofrimento social, na anestesia como resposta. A retórica da meritocracia sem freios é psicologicamente tóxica porque produz um tipo de vergonha que isola. E isolamento é adubo para o desespero.

    Dizer que "a matéria ganhou primazia sobre a alma" não é uma oposição simplista entre economia má e espiritualidade boa. É uma constatação sobre prioridades, quando o preço vira a linguagem, perde estatuto de valor. O resultado é uma sociedade eficiente para produzir coisas e inábil para acolher pessoas. E, no entanto, não há contradição entre prosperidade e sentido, há desordem de metas.

    O desafio é civilizatório, alinhar incentivos econômicos a finalidades humanas. Isso significa cinco linhas de ação que cabem na pauta pública e na vida miúda: políticas de emprego que recompensem o trabalho decente; um sistema de saúde que integre cuidado mental desde a atenção primária; regulação e responsabilidade corporativa em mercados que lidam com dor e dependência; investimento em educação continuada e requalificação que devolvam horizonte a trabalhadores em transição; e, por fim, uma agenda de convivência que trate a solidão como problema público, promovendo espaços, tempos e serviços que refaçam a comunidade.

Fonte: MAGALDI FILHO, Waldemar. Países precisam tratar a solidão como um problema público. Folha de São Paulo, 20 set. 2025. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2025/09/uma-sociedade-eficiente-para-produzir-coisas-e-inabil-em-acolher-pessoas.shtml. Acesso em: 20 set. 2025. Adaptado. 
Acerca do Texto I, analise as seguintes assertivas.

I- A falta de horizontes, a solidão, não se sentir importante para alguém ou para o mundo são fatores que influenciam a saúde orgânica – e isso pode impactar a economia de uma nação.
II- As chamadas “mortes por desespero”, cada vez mais comuns nas últimas décadas em algumas populações, incluem o suicídio, a overdose por drogas e doenças hepáticas devido ao uso abusivo de álcool.
III- A saúde pública não pode ser considerada um determinante social porque não afeta o equilíbrio econômico de um país.
IV- A primazia da matéria sobre a alma é vista pelo autor como uma questão de prioridades.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3693385 Português
O Texto I deve ser lido para responder à questão.


Texto I


PAÍSES PRECISAM TRATAR A SOLIDÃO COMO UM PROBLEMA PÚBLICO

Sucesso de uma nação não é apenas produzir mais, é perder menos gente para o silêncio


Waldemar Magaldi Filho

20 set. 2025 às 10h10 


    Quando a vida perde o fio do sentido, até um simples resfriado pode derrubar. Não é exagero poético, é uma descrição precisa do que acontece quando o organismo psíquico se vê sem horizonte, sem pertencimento, sem uma razão que amarre as horas do dia.

    Longe de um misticismo nebuloso, essa "tarefa" é o nome clássico de uma experiência cotidiana, a sensação de ter valor para alguém, de que o esforço tem direção, de que o mundo ainda nos pede algo. Quando esse chamado some, o corpo registra, a imunidade cede, a mente fecha e ficamos "bloqueados". O destino de pessoas e de sociedades muda quando o sentido deixa de existir.

    É aí que entra um termo incômodo, nascido do esforço de dois economistas, Anne Case e Angus Deaton: "mortes por desespero". A expressão reúne três causas de morte que se expandiram em certas populações ao longo das últimas décadas: suicídio, overdose de drogas e doenças hepáticas relacionadas ao álcool. 

    Por trás dos números o desenho social de isolamento, perda de propósito, empregos que somem, comunidades que se desfazem, dor crônica tratada como mercadoria. O fenômeno foi fotografado com nitidez em partes dos Estados Unidos. Mas não se trata de um destino americano, é um alerta universal. Quando vínculos esgarçam e perspectivas encolhem, a curva do desespero sobe. E desespero não é só um afeto, é uma política do corpo.

    A literatura de saúde pública insiste que o sentido é também um determinante social. Não basta aconselhar resiliência individual quando as estruturas que sustentam a vida comum – trabalho digno, moradia, transporte, escola, cuidado – estão corroídas.

     Não se trata de eleger um culpado único – crises têm múltiplas causas, da inovação tecnológica aos choques geopolíticos –, mas de notar um padrão, quando políticas públicas passam a tratar a segurança econômica, a saúde, a educação e o cuidado como linhas de custo a serem comprimidas, a conta aparece em outro lugar.

    Aparece na sobrecarga das famílias, na precarização silenciosa de territórios, na medicalização do sofrimento social, na anestesia como resposta. A retórica da meritocracia sem freios é psicologicamente tóxica porque produz um tipo de vergonha que isola. E isolamento é adubo para o desespero.

    Dizer que "a matéria ganhou primazia sobre a alma" não é uma oposição simplista entre economia má e espiritualidade boa. É uma constatação sobre prioridades, quando o preço vira a linguagem, perde estatuto de valor. O resultado é uma sociedade eficiente para produzir coisas e inábil para acolher pessoas. E, no entanto, não há contradição entre prosperidade e sentido, há desordem de metas.

    O desafio é civilizatório, alinhar incentivos econômicos a finalidades humanas. Isso significa cinco linhas de ação que cabem na pauta pública e na vida miúda: políticas de emprego que recompensem o trabalho decente; um sistema de saúde que integre cuidado mental desde a atenção primária; regulação e responsabilidade corporativa em mercados que lidam com dor e dependência; investimento em educação continuada e requalificação que devolvam horizonte a trabalhadores em transição; e, por fim, uma agenda de convivência que trate a solidão como problema público, promovendo espaços, tempos e serviços que refaçam a comunidade.

Fonte: MAGALDI FILHO, Waldemar. Países precisam tratar a solidão como um problema público. Folha de São Paulo, 20 set. 2025. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2025/09/uma-sociedade-eficiente-para-produzir-coisas-e-inabil-em-acolher-pessoas.shtml. Acesso em: 20 set. 2025. Adaptado. 
Sobre o propósito comunicativo do Texto I, é CORRETO afirmar que se trata de:
Alternativas
Q3693386 Português
O Texto I deve ser lido para responder à questão.


Texto I


PAÍSES PRECISAM TRATAR A SOLIDÃO COMO UM PROBLEMA PÚBLICO

Sucesso de uma nação não é apenas produzir mais, é perder menos gente para o silêncio


Waldemar Magaldi Filho

20 set. 2025 às 10h10 


    Quando a vida perde o fio do sentido, até um simples resfriado pode derrubar. Não é exagero poético, é uma descrição precisa do que acontece quando o organismo psíquico se vê sem horizonte, sem pertencimento, sem uma razão que amarre as horas do dia.

    Longe de um misticismo nebuloso, essa "tarefa" é o nome clássico de uma experiência cotidiana, a sensação de ter valor para alguém, de que o esforço tem direção, de que o mundo ainda nos pede algo. Quando esse chamado some, o corpo registra, a imunidade cede, a mente fecha e ficamos "bloqueados". O destino de pessoas e de sociedades muda quando o sentido deixa de existir.

    É aí que entra um termo incômodo, nascido do esforço de dois economistas, Anne Case e Angus Deaton: "mortes por desespero". A expressão reúne três causas de morte que se expandiram em certas populações ao longo das últimas décadas: suicídio, overdose de drogas e doenças hepáticas relacionadas ao álcool. 

    Por trás dos números o desenho social de isolamento, perda de propósito, empregos que somem, comunidades que se desfazem, dor crônica tratada como mercadoria. O fenômeno foi fotografado com nitidez em partes dos Estados Unidos. Mas não se trata de um destino americano, é um alerta universal. Quando vínculos esgarçam e perspectivas encolhem, a curva do desespero sobe. E desespero não é só um afeto, é uma política do corpo.

    A literatura de saúde pública insiste que o sentido é também um determinante social. Não basta aconselhar resiliência individual quando as estruturas que sustentam a vida comum – trabalho digno, moradia, transporte, escola, cuidado – estão corroídas.

     Não se trata de eleger um culpado único – crises têm múltiplas causas, da inovação tecnológica aos choques geopolíticos –, mas de notar um padrão, quando políticas públicas passam a tratar a segurança econômica, a saúde, a educação e o cuidado como linhas de custo a serem comprimidas, a conta aparece em outro lugar.

    Aparece na sobrecarga das famílias, na precarização silenciosa de territórios, na medicalização do sofrimento social, na anestesia como resposta. A retórica da meritocracia sem freios é psicologicamente tóxica porque produz um tipo de vergonha que isola. E isolamento é adubo para o desespero.

    Dizer que "a matéria ganhou primazia sobre a alma" não é uma oposição simplista entre economia má e espiritualidade boa. É uma constatação sobre prioridades, quando o preço vira a linguagem, perde estatuto de valor. O resultado é uma sociedade eficiente para produzir coisas e inábil para acolher pessoas. E, no entanto, não há contradição entre prosperidade e sentido, há desordem de metas.

    O desafio é civilizatório, alinhar incentivos econômicos a finalidades humanas. Isso significa cinco linhas de ação que cabem na pauta pública e na vida miúda: políticas de emprego que recompensem o trabalho decente; um sistema de saúde que integre cuidado mental desde a atenção primária; regulação e responsabilidade corporativa em mercados que lidam com dor e dependência; investimento em educação continuada e requalificação que devolvam horizonte a trabalhadores em transição; e, por fim, uma agenda de convivência que trate a solidão como problema público, promovendo espaços, tempos e serviços que refaçam a comunidade.

Fonte: MAGALDI FILHO, Waldemar. Países precisam tratar a solidão como um problema público. Folha de São Paulo, 20 set. 2025. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2025/09/uma-sociedade-eficiente-para-produzir-coisas-e-inabil-em-acolher-pessoas.shtml. Acesso em: 20 set. 2025. Adaptado. 
O Texto I é um artigo de opinião.

A respeito desse gênero textual, analise as assertivas a seguir.
I- A tipologia textual predominante em um artigo de opinião é a argumentação.
II- Num artigo de opinião, a descrição de um problema é mais importante do que a persuasão do público leitor/ouvinte.
III- O domínio dos elementos da situação comunicativa no texto envolve a compreensão do público-alvo, do contexto de circulação e das normas implícitas que regem o gênero.
IV- No artigo de opinião em análise, o público-alvo precisa dominar a norma padrão da linguagem para compreender o texto.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3693387 Português
O Texto I deve ser lido para responder à questão.


Texto I


PAÍSES PRECISAM TRATAR A SOLIDÃO COMO UM PROBLEMA PÚBLICO

Sucesso de uma nação não é apenas produzir mais, é perder menos gente para o silêncio


Waldemar Magaldi Filho

20 set. 2025 às 10h10 


    Quando a vida perde o fio do sentido, até um simples resfriado pode derrubar. Não é exagero poético, é uma descrição precisa do que acontece quando o organismo psíquico se vê sem horizonte, sem pertencimento, sem uma razão que amarre as horas do dia.

    Longe de um misticismo nebuloso, essa "tarefa" é o nome clássico de uma experiência cotidiana, a sensação de ter valor para alguém, de que o esforço tem direção, de que o mundo ainda nos pede algo. Quando esse chamado some, o corpo registra, a imunidade cede, a mente fecha e ficamos "bloqueados". O destino de pessoas e de sociedades muda quando o sentido deixa de existir.

    É aí que entra um termo incômodo, nascido do esforço de dois economistas, Anne Case e Angus Deaton: "mortes por desespero". A expressão reúne três causas de morte que se expandiram em certas populações ao longo das últimas décadas: suicídio, overdose de drogas e doenças hepáticas relacionadas ao álcool. 

    Por trás dos números o desenho social de isolamento, perda de propósito, empregos que somem, comunidades que se desfazem, dor crônica tratada como mercadoria. O fenômeno foi fotografado com nitidez em partes dos Estados Unidos. Mas não se trata de um destino americano, é um alerta universal. Quando vínculos esgarçam e perspectivas encolhem, a curva do desespero sobe. E desespero não é só um afeto, é uma política do corpo.

    A literatura de saúde pública insiste que o sentido é também um determinante social. Não basta aconselhar resiliência individual quando as estruturas que sustentam a vida comum – trabalho digno, moradia, transporte, escola, cuidado – estão corroídas.

     Não se trata de eleger um culpado único – crises têm múltiplas causas, da inovação tecnológica aos choques geopolíticos –, mas de notar um padrão, quando políticas públicas passam a tratar a segurança econômica, a saúde, a educação e o cuidado como linhas de custo a serem comprimidas, a conta aparece em outro lugar.

    Aparece na sobrecarga das famílias, na precarização silenciosa de territórios, na medicalização do sofrimento social, na anestesia como resposta. A retórica da meritocracia sem freios é psicologicamente tóxica porque produz um tipo de vergonha que isola. E isolamento é adubo para o desespero.

    Dizer que "a matéria ganhou primazia sobre a alma" não é uma oposição simplista entre economia má e espiritualidade boa. É uma constatação sobre prioridades, quando o preço vira a linguagem, perde estatuto de valor. O resultado é uma sociedade eficiente para produzir coisas e inábil para acolher pessoas. E, no entanto, não há contradição entre prosperidade e sentido, há desordem de metas.

    O desafio é civilizatório, alinhar incentivos econômicos a finalidades humanas. Isso significa cinco linhas de ação que cabem na pauta pública e na vida miúda: políticas de emprego que recompensem o trabalho decente; um sistema de saúde que integre cuidado mental desde a atenção primária; regulação e responsabilidade corporativa em mercados que lidam com dor e dependência; investimento em educação continuada e requalificação que devolvam horizonte a trabalhadores em transição; e, por fim, uma agenda de convivência que trate a solidão como problema público, promovendo espaços, tempos e serviços que refaçam a comunidade.

Fonte: MAGALDI FILHO, Waldemar. Países precisam tratar a solidão como um problema público. Folha de São Paulo, 20 set. 2025. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2025/09/uma-sociedade-eficiente-para-produzir-coisas-e-inabil-em-acolher-pessoas.shtml. Acesso em: 20 set. 2025. Adaptado. 

No período retirado do Texto I: “Mas não se trata de um destino americano, é um alerta universal. Quando vínculos esgarçam e perspectivas encolhem, a curva do desespero sobe. E desespero não é só um afeto, é uma política do corpo”, do ponto de vista das relações semântico-pragmáticas, tem-se um exemplo de: 

Alternativas
Q3693388 Português
O Texto I deve ser lido para responder à questão.


Texto I


PAÍSES PRECISAM TRATAR A SOLIDÃO COMO UM PROBLEMA PÚBLICO

Sucesso de uma nação não é apenas produzir mais, é perder menos gente para o silêncio


Waldemar Magaldi Filho

20 set. 2025 às 10h10 


    Quando a vida perde o fio do sentido, até um simples resfriado pode derrubar. Não é exagero poético, é uma descrição precisa do que acontece quando o organismo psíquico se vê sem horizonte, sem pertencimento, sem uma razão que amarre as horas do dia.

    Longe de um misticismo nebuloso, essa "tarefa" é o nome clássico de uma experiência cotidiana, a sensação de ter valor para alguém, de que o esforço tem direção, de que o mundo ainda nos pede algo. Quando esse chamado some, o corpo registra, a imunidade cede, a mente fecha e ficamos "bloqueados". O destino de pessoas e de sociedades muda quando o sentido deixa de existir.

    É aí que entra um termo incômodo, nascido do esforço de dois economistas, Anne Case e Angus Deaton: "mortes por desespero". A expressão reúne três causas de morte que se expandiram em certas populações ao longo das últimas décadas: suicídio, overdose de drogas e doenças hepáticas relacionadas ao álcool. 

    Por trás dos números o desenho social de isolamento, perda de propósito, empregos que somem, comunidades que se desfazem, dor crônica tratada como mercadoria. O fenômeno foi fotografado com nitidez em partes dos Estados Unidos. Mas não se trata de um destino americano, é um alerta universal. Quando vínculos esgarçam e perspectivas encolhem, a curva do desespero sobe. E desespero não é só um afeto, é uma política do corpo.

    A literatura de saúde pública insiste que o sentido é também um determinante social. Não basta aconselhar resiliência individual quando as estruturas que sustentam a vida comum – trabalho digno, moradia, transporte, escola, cuidado – estão corroídas.

     Não se trata de eleger um culpado único – crises têm múltiplas causas, da inovação tecnológica aos choques geopolíticos –, mas de notar um padrão, quando políticas públicas passam a tratar a segurança econômica, a saúde, a educação e o cuidado como linhas de custo a serem comprimidas, a conta aparece em outro lugar.

    Aparece na sobrecarga das famílias, na precarização silenciosa de territórios, na medicalização do sofrimento social, na anestesia como resposta. A retórica da meritocracia sem freios é psicologicamente tóxica porque produz um tipo de vergonha que isola. E isolamento é adubo para o desespero.

    Dizer que "a matéria ganhou primazia sobre a alma" não é uma oposição simplista entre economia má e espiritualidade boa. É uma constatação sobre prioridades, quando o preço vira a linguagem, perde estatuto de valor. O resultado é uma sociedade eficiente para produzir coisas e inábil para acolher pessoas. E, no entanto, não há contradição entre prosperidade e sentido, há desordem de metas.

    O desafio é civilizatório, alinhar incentivos econômicos a finalidades humanas. Isso significa cinco linhas de ação que cabem na pauta pública e na vida miúda: políticas de emprego que recompensem o trabalho decente; um sistema de saúde que integre cuidado mental desde a atenção primária; regulação e responsabilidade corporativa em mercados que lidam com dor e dependência; investimento em educação continuada e requalificação que devolvam horizonte a trabalhadores em transição; e, por fim, uma agenda de convivência que trate a solidão como problema público, promovendo espaços, tempos e serviços que refaçam a comunidade.

Fonte: MAGALDI FILHO, Waldemar. Países precisam tratar a solidão como um problema público. Folha de São Paulo, 20 set. 2025. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2025/09/uma-sociedade-eficiente-para-produzir-coisas-e-inabil-em-acolher-pessoas.shtml. Acesso em: 20 set. 2025. Adaptado. 
Considerando o trecho retirado do Texto I: “Não se trata de eleger um culpado único – crises têm múltiplas causas, da inovação tecnológica aos choques geopolíticos –, mas de notar um padrão, quando políticas públicas passam a tratar a segurança econômica, a saúde, a educação e o cuidado como linhas de custo a serem comprimidas, a conta aparece em outro lugar”, analise as assertivas que seguem.

I- No aposto “crises têm múltiplas causas, da inovação tecnológica aos choques geopolíticos”, o substantivo crises oferece uma explicação sobre a quais culpados pelo quadro desanimador descrito no texto o autor poderia estar se referindo, enquanto o substantivo causas aponta para fatores que poderiam desencadear as crises, tais como a inovação tecnológica e os choques geopolíticos.
II- O referente do sujeito “a conta”, em “a conta aparece em outro lugar”, não pode ser recuperado no texto em si, mas na exterioridade do texto, o que acarreta um problema de coesão.
III- A classe de palavras substantivo é relevante para a coerência do período, uma vez que a intenção do autor é argumentar sobre uma situação, ou seja, sobre algo que está ocorrendo na sociedade, e que exige várias denominações, como ocorre em “múltiplas causas”, “políticas públicas”, “segurança econômica”, por exemplo.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3693389 Português
O Texto I deve ser lido para responder à questão.


Texto I


PAÍSES PRECISAM TRATAR A SOLIDÃO COMO UM PROBLEMA PÚBLICO

Sucesso de uma nação não é apenas produzir mais, é perder menos gente para o silêncio


Waldemar Magaldi Filho

20 set. 2025 às 10h10 


    Quando a vida perde o fio do sentido, até um simples resfriado pode derrubar. Não é exagero poético, é uma descrição precisa do que acontece quando o organismo psíquico se vê sem horizonte, sem pertencimento, sem uma razão que amarre as horas do dia.

    Longe de um misticismo nebuloso, essa "tarefa" é o nome clássico de uma experiência cotidiana, a sensação de ter valor para alguém, de que o esforço tem direção, de que o mundo ainda nos pede algo. Quando esse chamado some, o corpo registra, a imunidade cede, a mente fecha e ficamos "bloqueados". O destino de pessoas e de sociedades muda quando o sentido deixa de existir.

    É aí que entra um termo incômodo, nascido do esforço de dois economistas, Anne Case e Angus Deaton: "mortes por desespero". A expressão reúne três causas de morte que se expandiram em certas populações ao longo das últimas décadas: suicídio, overdose de drogas e doenças hepáticas relacionadas ao álcool. 

    Por trás dos números o desenho social de isolamento, perda de propósito, empregos que somem, comunidades que se desfazem, dor crônica tratada como mercadoria. O fenômeno foi fotografado com nitidez em partes dos Estados Unidos. Mas não se trata de um destino americano, é um alerta universal. Quando vínculos esgarçam e perspectivas encolhem, a curva do desespero sobe. E desespero não é só um afeto, é uma política do corpo.

    A literatura de saúde pública insiste que o sentido é também um determinante social. Não basta aconselhar resiliência individual quando as estruturas que sustentam a vida comum – trabalho digno, moradia, transporte, escola, cuidado – estão corroídas.

     Não se trata de eleger um culpado único – crises têm múltiplas causas, da inovação tecnológica aos choques geopolíticos –, mas de notar um padrão, quando políticas públicas passam a tratar a segurança econômica, a saúde, a educação e o cuidado como linhas de custo a serem comprimidas, a conta aparece em outro lugar.

    Aparece na sobrecarga das famílias, na precarização silenciosa de territórios, na medicalização do sofrimento social, na anestesia como resposta. A retórica da meritocracia sem freios é psicologicamente tóxica porque produz um tipo de vergonha que isola. E isolamento é adubo para o desespero.

    Dizer que "a matéria ganhou primazia sobre a alma" não é uma oposição simplista entre economia má e espiritualidade boa. É uma constatação sobre prioridades, quando o preço vira a linguagem, perde estatuto de valor. O resultado é uma sociedade eficiente para produzir coisas e inábil para acolher pessoas. E, no entanto, não há contradição entre prosperidade e sentido, há desordem de metas.

    O desafio é civilizatório, alinhar incentivos econômicos a finalidades humanas. Isso significa cinco linhas de ação que cabem na pauta pública e na vida miúda: políticas de emprego que recompensem o trabalho decente; um sistema de saúde que integre cuidado mental desde a atenção primária; regulação e responsabilidade corporativa em mercados que lidam com dor e dependência; investimento em educação continuada e requalificação que devolvam horizonte a trabalhadores em transição; e, por fim, uma agenda de convivência que trate a solidão como problema público, promovendo espaços, tempos e serviços que refaçam a comunidade.

Fonte: MAGALDI FILHO, Waldemar. Países precisam tratar a solidão como um problema público. Folha de São Paulo, 20 set. 2025. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2025/09/uma-sociedade-eficiente-para-produzir-coisas-e-inabil-em-acolher-pessoas.shtml. Acesso em: 20 set. 2025. Adaptado. 
Considerando a coesão do texto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3693390 Português
No Texto II:
Q7.png (224×265)
Fonte: DICAS HISTÓRICAS. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DOIzO8GjpHC/. Acesso em: 2 out. 2025.

Os substantivos Biologia, Medicina, Jornalismo e História, que nomeiam cursos e compõem as orações que formam a tira, do ponto de vista sintático são todos exemplos de:
Alternativas
Q3693391 Português
Para responder à questão, leia o Texto III.


Q8_10.png (246×301)

Fonte: GONSALES, Fernando. Níquel Náusea. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DO-wPeVDngk/?img_index=1. Acesso em: 2 out. 2025.
Acerca do Texto III, analise as assertivas a seguir.

I- O substantivo “monstro” é empregado na tira de forma ambígua.
II- A frustração dos monstros é importante para o estabelecimento da coerência do texto.
III- O humor da tira gira em torno de uma quebra de expectativa.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3693392 Português
Para responder à questão, leia o Texto III.


Q8_10.png (246×301)

Fonte: GONSALES, Fernando. Níquel Náusea. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DO-wPeVDngk/?img_index=1. Acesso em: 2 out. 2025.
No período composto retirado do Texto III: “Se vocês não se comportarem, o monstro come vocês!”, a oração em destaque se classifica como:
Alternativas
Q3693393 Português
Para responder à questão, leia o Texto III.


Q8_10.png (246×301)

Fonte: GONSALES, Fernando. Níquel Náusea. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DO-wPeVDngk/?img_index=1. Acesso em: 2 out. 2025.
Caso a voz verbal da oração “o monstro come vocês!” fosse alterada, o resultado seria: “vocês serão comidos pelo monstro!”. Sobre isso, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3693394 Português
O Texto IV se refere à questão.


Texto IV- Blanco
Marisa Monte


Me vejo no que vejo
Como entrar por meus olhos
Em um olho mais límpido
Me olha o que eu olho
É minha criação
Isto que vejo
Perceber é conceber
Águas de pensamentos
Sou a criatura do que vejo


Fonte: PAZ, Octavio. Blanco. Intérprete: Marisa Monte. Barulhinho Bom. Londres: EMI, 1996. Letra disponível em: https://www.letras.mus.br/marisamonte/47272/. Acesso em: 4 out. 2025.
No verso “Sou a criatura do que vejo”, o processo de formação da palavra em destaque é:
Alternativas
Q3693395 Português
O Texto IV se refere à questão.


Texto IV- Blanco
Marisa Monte


Me vejo no que vejo
Como entrar por meus olhos
Em um olho mais límpido
Me olha o que eu olho
É minha criação
Isto que vejo
Perceber é conceber
Águas de pensamentos
Sou a criatura do que vejo


Fonte: PAZ, Octavio. Blanco. Intérprete: Marisa Monte. Barulhinho Bom. Londres: EMI, 1996. Letra disponível em: https://www.letras.mus.br/marisamonte/47272/. Acesso em: 4 out. 2025.
Ainda considerando o verso “Sou a criatura do que vejo”, é CORRETO afirmar que se trata de uma:
Alternativas
Q3693396 Português
O Texto IV se refere à questão.


Texto IV- Blanco
Marisa Monte


Me vejo no que vejo
Como entrar por meus olhos
Em um olho mais límpido
Me olha o que eu olho
É minha criação
Isto que vejo
Perceber é conceber
Águas de pensamentos
Sou a criatura do que vejo


Fonte: PAZ, Octavio. Blanco. Intérprete: Marisa Monte. Barulhinho Bom. Londres: EMI, 1996. Letra disponível em: https://www.letras.mus.br/marisamonte/47272/. Acesso em: 4 out. 2025.
A função da linguagem predominante no Texto IV é:
Alternativas
Q3693397 Português
O Texto IV se refere à questão.


Texto IV- Blanco
Marisa Monte


Me vejo no que vejo
Como entrar por meus olhos
Em um olho mais límpido
Me olha o que eu olho
É minha criação
Isto que vejo
Perceber é conceber
Águas de pensamentos
Sou a criatura do que vejo


Fonte: PAZ, Octavio. Blanco. Intérprete: Marisa Monte. Barulhinho Bom. Londres: EMI, 1996. Letra disponível em: https://www.letras.mus.br/marisamonte/47272/. Acesso em: 4 out. 2025.
Ao colocar na ordem direta os versos 5 e 6 do Texto IV, tem-se o seguinte período composto: 

Q14.png (273×65)

É CORRETO afirmar que a oração em destaque se classifica como uma oração:
Alternativas
Q3693398 Português
O Texto IV se refere à questão.


Texto IV- Blanco
Marisa Monte


Me vejo no que vejo
Como entrar por meus olhos
Em um olho mais límpido
Me olha o que eu olho
É minha criação
Isto que vejo
Perceber é conceber
Águas de pensamentos
Sou a criatura do que vejo


Fonte: PAZ, Octavio. Blanco. Intérprete: Marisa Monte. Barulhinho Bom. Londres: EMI, 1996. Letra disponível em: https://www.letras.mus.br/marisamonte/47272/. Acesso em: 4 out. 2025.
Observe os seguintes versos da canção:

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É CORRETO afirmar sobre a palavra em destaque que é uma palavra:
Alternativas
Q3693399 Pedagogia
Considerando a discussão feita por Libâneo (2017) sobre a prática educativa e a sociedade, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
Fonte: Libâneo, J. C. Didática (Livro Eletrônico). São Paulo: Cortez, 2017.

I- As finalidades e meios da Educação subordinam-se à estrutura social e às formas pelas quais a sociedade se organiza, sendo, portanto, socialmente determinada.

PORQUE

II- A prática educativa, incluindo seus objetivos, conteúdos e o trabalho docente, é orientada por finalidades e demandas de ordem social, política e ideológica. Assim, a educação que se desenvolve em diferentes contextos da sociedade reflete os valores, as normas e as características da estrutura social na qual está inserida.

A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3693400 Pedagogia
Um grupo de professores de uma escola pública municipal de Ensino Fundamental se reuniu para propor um projeto interdisciplinar a ser desenvolvido na escola. O tema do projeto era “Planeta Água: a cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território”, conforme sugerido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Assim, foram propostos os seguintes objetivos para o projeto:

1. Valorizar e utilizar o conhecimento científico historicamente construído sobre os oceanos para compreender e explicar a sua importância no equilíbrio climático.
2. Utilizar somente a linguagem verbal científica para se expressar e partilhar informações e experiências nas atividades promovidas pelo projeto , evitando outros tipos de linguagens.
3. Participar de atividades artístic o-culturais que valorizem a água como bem essencial à vida promovidas no âmbito do projeto .
4. Valorizar e respeitar diferentes saberes culturais sobre o uso sustentável da água.
5. Evitar a utilização de tecnologias digitais para produzir conhecimentos e disseminar informações sobre o tema e as atividades do projeto.
6. Desenvolver a empatia e a responsabilidade coletiva em relação aos impactos das ações humanas nos oceanos.
A partir deste contexto, à luz da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e da tipologia dos conteúdos utilizada por Zabala (1998), analise as assertivas a seguir. Fonte: ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.

I- Os objetivos 1, 3 e 4 foram inspirados em competências que integram as dez competências gerais da Educação Básica, conforme a versão atual da BNCC.
II- Os objetivos 2 e 5 não dialogam com nenhuma das dez competências gerais da Educação Básica previstas na BNCC.
III- Os objetivos 3 e 4 contribuem para a aprendizagem de conteúdos atitudinais, por estarem diretamente relacionados ao desenvolvimento de valores e atitudes.
IV- O objetivo 6 favorece a aprendizagem de conteúdos procedimentais, pois envolve o desenvolvimento de um conjunto de ações organizadas e orientadas para uma finalidade específica.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3693401 Pedagogia
Segundo Zabala (1998), ao pensar no que os alunos devem aprender, é preciso considerar diferentes tipos de conteúdos. Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta apenas exemplos de conteúdos factuais.
Fonte: ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.
Alternativas
Q3693402 Pedagogia

Um pesquisador social investigou como professores da Educação Básica compreendem a relação entre prática educativa e sociedade. O estudo buscou revelar os repertórios de concepções desses docentes, em atuação nas escolas públicas municipais da Paraíba, sobre o tema “Educação como fenômeno social”. Para isso, foram realizadas entrevistas nas quais os professores expressaram suas primeiras ideias sobre o tema.



A partir deste contexto, à luz da discussão de Libâneo (2017) sobre o tema da pesquisa, assinale a alternativa que evidencia CORRETAMENTE, de forma explícita, uma concepção docente que reflete um entendimento adequado da Educação como fenômeno social.

Fonte: Libâneo, J. C. Didática (Livro Eletrônico). São Paulo: Cortez, 2017.

Alternativas
Q3693403 Pedagogia
Considerando os dados apresentados na Tabela 01, marque a alternativa CORRETA.

Tabela 01:Taxa de analfabetismo (%), por grupos de idade, segundo as Grandes Regiões

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Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Pesquisas por Amostra de Domicílios, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua 2016/2024.
Alternativas
Respostas
1: C
2: B
3: D
4: E
5: E
6: C
7: B
8: C
9: A
10: B
11: A
12: E
13: D
14: A
15: D
16: A
17: D
18: A
19: B
20: E