Questões de Concurso Público Prefeitura de Pombal - PB 2025 para Professor de Educação Básica II (MAG II) - Português
Foram encontradas 29 questões
I- “Tenho a alma cheia de campo, depois de atravessar estas distâncias que levam ao Agro Romano” (Linha 1) e “Estas são criaturas que não podem ser separadas da terra. Aterra é o seu corpo, é sua alma”. (Linhas 4 e 5) (Essas passagens evidenciam o encantamento e a admiração do narrador em relação aos camponeses, pela maneira como eles concebem a natureza, considerada parte deles, sua essência).
II- “Os olhos dos camponeses são feitos de paisagens prósperas” (Linha 4) (Nesse trecho, revela-se uma metáfora, depreendida da associação entre “prosperidade” e “abundância”, revelando que os camponeses têm zelo pela terra, por ambicionarem grandes lucros a partir da extração de tudo que a terra lhes oferece).
III- “A menina que arregaça para o Sol a boca vermelha é irmã das papoulas e anêmonas (Linhas 5 e 6); e parece que a apanhará, agora mesmo, entre as ervas e as pedras, e a leva para enfeitar a casa, como em dia de festa”. (Linhas 6 e 7) (Esse trecho confirma a harmonia ou fusão entre o homem e a terra, pois essa imagem que vai se construindo progressivamente chega ao ápice quando se associa o vermelho da boca da menina ao das flores).
É CORRETO o que se afirma em:
I- Através de uma linguagem poética, a narradora expressa seu descontentamento em relação à decadência, na cidade, de certos costumes e atitudes das pessoas, fruto da ambição e da vaidade que levam ao empobrecimento da humanidade.
II- A narradora, ao buscar na memória, fatos e experiências vividos em sua cidade, manifesta sua revolta quanto ao desenvolvimento das cidades, uma vez que as pessoas se tornam insensíveis e ambição leva ao aumento da violência.
III- A narradora questiona certos valores cultivados na sociedade, como a mesquinhez, o individualismo, a indiferença, que vão ao encontro do que se espera de uma cidade desenvolvida – que seria o bem-estar e o equilíbrio social.
IV- Ao refletir sobre os impactos do progresso no modo de vida das pessoas, a narradora, movida por um saudosismo, revela o desejo de restauração de alguns comportamentos perdidos, como a cordialidade e a generosidade.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I- Do relato de fatos passados tomados como contínuos ou permanentes.
II- Do comentário que dá vivacidade a fatos concluídos no passado.
III- De uma narrativa em que se descrevem fatos habituais no passado.
IV- De dar destaque, entre fatos simultâneos, à ação em processo quando sobrevém outra ação.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I- “Minha querida cidade, QUE1 te aconteceu, QUE2 já não te reconheço? [...]”
II- “Bons tempos, minha querida cidade, em que éramos pobres e amáveis! Sabiam ser alegres, mas não tanto QUE3 ofendêssemos os tristes; [...]”
III- E eis que tudo isso, QUE4 era a tua virtude e o teu encanto, desapareceu de súbito, porque uma ambição de grandeza toldou a tua beleza tranquila.
Assinale a alternativa que apresenta a CORRETA classificação do item, na ordem de ocorrência.
“E assim, minha querida cidade, a juventude tem perdido a generosidade, a maturidade tem esquecido sua prudência, e a velhice, sua sabedoria: todos aqui têm ficado menores, e mais pobres, à medida que aumentam a tua riqueza e a tua grandeza.”
I- O uso do tempo composto (tem perdido; tem esquecido e têm ficado) serve para indicar que se trata de uma referência a fatos passados cujo desenrolar se dá progressivamente.
II- A vírgula empregada após o termo velhice é um indício de elipse da forma verbal “tem esquecido”, evitando repetição.
III- No período composto “todos aqui têm ficado menores, e mais pobres, à medida que aumentam a tua riqueza e a tua grandeza.”, deduz-se uma relação semântica de comparação entre a subordinada e a principal.
IV- Em: “... à medida que aumentam a tua riqueza e a tua grandeza.”, o sujeito é indeterminado, e os constituintes a tua riqueza e a tua grandeza correspondem ao objeto direto.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
(A) “E então sinto que deixaste de ser, que estás perdida”.
(B) “E então eu me pergunto que grandeza, que riqueza são essas que fazem diminuir e empobrecer os teus habitantes.
I- Tanto em (A) quanto em (B) as vírgulas são usadas para separar termos de mesma função: as orações substantivas ligadas ao verbo “sentir”, em (A); e os sujeitos do verbo “ser”, em (B), que na totalidade complementam o verbo “perguntar”.
II- Em (A), a vírgula é necessária para separar oração adjetiva explicativa; enquanto em (B), para marcar a elipse do verbo “perguntar”.
III- Em (A), a vírgula é usada para separar a segunda oração, ligada pela conjunção coordenativa “que”, que denota uma conclusão; e em (B), para separar um aposto em relação ao termo antecedente.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
. I- Na construção “Ah! cidade querida, bem sei que tudo isto foi feito por aqueles que não te amaram [...]”, o agente da passiva está representado por uma expressão generalizadora, cuja paráfrase seria: “[...] bem sei que tudo isto foi feito por quem não te amou [...].”
II- Nas duas orações seguintes, a partícula SE apresenta comportamento semelhante, sendo classificado como partícula apassivadora: “De janela a janela, cumprimentavam-se os vizinhos”; e “ [...]à sua sombra, homens se tornam mesquinhos, perversos[...]”
III- Como a língua é passível de mudança, a estrutura “E então eu me pergunto que grandeza, que riqueza são essas que fazem diminuir e empobrecer os teus habitantes” apresenta, na modalidade oral do português brasileiro, a variante: “[...] que grandeza, que riqueza são essas que fazem os teus habitantes diminuírem e empobrecerem [...].”
É CORRETO o que se afirma em
I- De janela a janela, cumprimentavam-se os vizinhos; os vendedores, pelas ruas, PASSAVAM a cantar; as crianças eram felizes em seus quintais, entre as grandes árvores; [...]
II- Mesmo quando não tínhamos muito, sabíamos partilhar o que tivéssemos com amor e delicadeza. PASSÁVAMOS pelo povo mais hospitaleiro do mundo, mas esquecíamos a fama para não nos envaidecer com ela.
Em I, com o sentido de “percorrer”, o verbo é transitivo indireto; e em II, com sentido de “ser tido na conta de”, é transitivo predicativo. Diante disso, a função do constituinte “pelo povo mais hospitaleiro do mundo” na ocorrência II, é de:
Analise as proposições abaixo, acerca das possíveis razões do estranhamento.
I- A ausência de assinatura do remetente, que é uma exigência do gênero, para que o destinatário/interlocutor retorne o contato.
II- A vagueza do texto, que não esclarece o motivo do agradecimento, tornando a informação confusa para o leitor.
III- O destinatário da mensagem de agradecimento. A atitude de referir-se à Nossa Senhora denuncia a omissão dos órgãos responsáveis pela segurança e bem-estar dos moradores, a quem os moradores pediriam medidas protetivas.
IV- O teor conteudístico do texto, pois o evento comunicativo relatado não se adequa ao suporte de circulação em que o anuncio é exibido.
As razões do estranhamento estão indicadas CORRETAMENTE apenas em:
“Imagino o que a mulher padeceu. A metralhadora cantava na rua, o guarda da esquina tinha sido assassinado, ouviam-se gritos, apitos, correrias, buzinar de automóveis, e os vidros da janela avermelhavam-se com um clarão de incêndio. A infeliz acordou sobressaltada, tropeçou nos lençóis e bateu com a testa numa quina da mesa da cabeceira.[...]”
I- O verbo OUVIR empregado na 3ª pessoa do plural se justifica porque o sujeito classifica-se como indeterminado, sendo o SE um índice de indeterminação.
II- A forma verbal mista em destaque salienta duas informações: o tempo composto “tinha sido” sinaliza a descrição de um fato passado; e a opção pela estrutura passiva “sido assassinado” põe em destaque o paciente e não o agente do processo verbal.
III- O adjetivo INFELIZ foi substantivado e apresenta-se ao mesmo tempo como um recurso de coesão lexical, caracterizando a mulher, personagem em destaque na narrativa.
É CORRETO o que se afirma em:
“Realmente muitas pessoas que dormiam e não pensaram, portanto, em Nossa Senhora deixaram de morrer na madrugada horrível de 11 de maio. Essas não receberam nenhuma graça: com certeza escaparam por outros motivos”.
I- O texto traz uma crítica à personagem, dada a ingenuidade de pensar em milagre, pois estes não existem.
II- No momento de desespero, movida pela fé, a personagem faz um apelo e é atendida; e, atribuindo o estado de calmaria a uma concessão divina, agradece à Nossa Senhora.
III- Há um aviso às pessoas que não acreditam em milagres de que podem vir a ser punidas e morrerem, caso se exponham a situações de perigo, como a descrita no texto.
IV- Faz-se um alerta sobre a exposição à violência e, indiretamente, à falta de ações para proteger a sociedade, a ponto de as pessoas terem como alento a fé.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
“Em seguida vinha o 29766, EM QUE1 se ofereciam os lotes de um terreno, em prestações módicas.”
“A senhora A QUE2 me refiro podia ter ido à igreja e enviado ao céu uma composição redigida por outra pessoa.”
“[...] mas essa alma sacudida pelo espalhafato de 11 de maio reconhece a sua insuficiência e não se atreve a comunicar-se com a Virgem: fala a viventes ordinários, [...] e confessa a eles o seu agradecimento a Nossa Senhora, QUE3 lhe concedeu um favor em hora de aperto."
Leia os textos 1, 2 e 3 para responder a questão
TEXTO 1
[...] o objetivo do ensino tradicional na escola brasileira sempre foi transmitir aos alunos uma língua digna desse nome, uma NP[norma padrão] que é identificada com o nome de “português”. Para alcançar esse objetivo, a escola sempre se guiou pela ideia de que para alguém falar e escrever bem era necessário, previamente, adquirir um saber gramatical, um conhecimento integral dos mecanismos de funcionamento da língua, tal como codificado nas gramáticas normativas. Trata-se de um mito [...] (Bagno, 2002, p. 47-48, grifo do autor).
Fonte: BAGNO, Marcos. A inevitável travessia: da prescrição gramatical à educação linguística. In: BAGNO, Marcos; STUBBS, Michael; GAGNÉ, Giles. Língua materna: letramento, variação & ensino. São Paulo: Parábola, 2002.
TEXTO 2
[...] toda questão linguística vai além de constituir um simples rol de palavras e regras; é, portanto, mais que um inventário de erros e acertos. É algo que entra pelo terreno do social, do cultural, do político, do simbólico, de suas representações e valores. Não pode, pois, engessar-se na imobilidade de um tempo, de um grupo, de uma classe (Antunes, 2007, p. 91, grifos da autora).
Fonte: ANTUNES, Irandé. A norma socialmente privilegiada não é a única norma linguisticamente válida. In:ANTUNES, Irandé. Muito além da gramática: por um ensino de línguas sem pedras no caminho. São Paulo: Parábola, 2007 (Coleção Estratégias de Ensino; v. 5).
TEXTO 3
Tal proposta assume a centralidade do texto como unidade de trabalho e as perspectivas enunciativo-discursivas na abordagem, de forma a sempre relacionar os textos a seus contextos de produção e o desenvolvimento de habilidades ao uso significativo da linguagem em atividades de leitura, escuta e produção de textos em várias mídias e semioses. Ao componente Língua Portuguesa cabe, então, proporcionar aos estudantes experiências que contribuam para a ampliação dos letramentos, de forma a possibilitar a participação significativa e crítica nas diversas práticas sociais permeadas/constituídas pela oralidade, pela escrita e por outras linguagens (Brasil, 2017, p. 67-68).
Fonte: BRASIL. Base Nacional Comum Curricular: Língua Portuguesa: Ensino Fundamental II. Brasília: Ministério da Educação, 2017.
I- ABNCC endossa a diretriz do ensino de Língua Portuguesa tendo a gramática normativa ou tradicional como carro-chefe.
II- Saber gramática normativa não deve ser a única possibilidade para que os alunos aprendam português na escola.
III- O ensino tradicional de Língua Portuguesa tem suas atividades centradas no texto.
IV- Conforme preconiza a BNCC, o ensino de Língua Portuguesa deve partir do texto, levando em conta o desenvolvimento de habilidades com relação à leitura, escrita e escuta de gêneros diversos no âmbito das práticas sociais e linguístico-discursivas nas quais se inscreve.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Leia os textos 1, 2 e 3 para responder a questão
TEXTO 1
[...] o objetivo do ensino tradicional na escola brasileira sempre foi transmitir aos alunos uma língua digna desse nome, uma NP[norma padrão] que é identificada com o nome de “português”. Para alcançar esse objetivo, a escola sempre se guiou pela ideia de que para alguém falar e escrever bem era necessário, previamente, adquirir um saber gramatical, um conhecimento integral dos mecanismos de funcionamento da língua, tal como codificado nas gramáticas normativas. Trata-se de um mito [...] (Bagno, 2002, p. 47-48, grifo do autor).
Fonte: BAGNO, Marcos. A inevitável travessia: da prescrição gramatical à educação linguística. In: BAGNO, Marcos; STUBBS, Michael; GAGNÉ, Giles. Língua materna: letramento, variação & ensino. São Paulo: Parábola, 2002.
TEXTO 2
[...] toda questão linguística vai além de constituir um simples rol de palavras e regras; é, portanto, mais que um inventário de erros e acertos. É algo que entra pelo terreno do social, do cultural, do político, do simbólico, de suas representações e valores. Não pode, pois, engessar-se na imobilidade de um tempo, de um grupo, de uma classe (Antunes, 2007, p. 91, grifos da autora).
Fonte: ANTUNES, Irandé. A norma socialmente privilegiada não é a única norma linguisticamente válida. In:ANTUNES, Irandé. Muito além da gramática: por um ensino de línguas sem pedras no caminho. São Paulo: Parábola, 2007 (Coleção Estratégias de Ensino; v. 5).
TEXTO 3
Tal proposta assume a centralidade do texto como unidade de trabalho e as perspectivas enunciativo-discursivas na abordagem, de forma a sempre relacionar os textos a seus contextos de produção e o desenvolvimento de habilidades ao uso significativo da linguagem em atividades de leitura, escuta e produção de textos em várias mídias e semioses. Ao componente Língua Portuguesa cabe, então, proporcionar aos estudantes experiências que contribuam para a ampliação dos letramentos, de forma a possibilitar a participação significativa e crítica nas diversas práticas sociais permeadas/constituídas pela oralidade, pela escrita e por outras linguagens (Brasil, 2017, p. 67-68).
Fonte: BRASIL. Base Nacional Comum Curricular: Língua Portuguesa: Ensino Fundamental II. Brasília: Ministério da Educação, 2017.
I- A Linguística, assim como a BNCC, preconiza um ensino de português que não privilegia apenas uma forma de usar a língua, proveniente de uma classe social específica.
II- A Linguística e o discurso oficial discordam sobre como a língua materna deve ser ensinada nas escolas.
III- A dicotomia certo e errado, tão em voga no ensino tradicional, não dá conta da complexidade que caracteriza a relação do sujeito aluno com a Língua Portuguesa.
É CORRETO o que se afirma em:
[...] qualquer prática de linguagem pressupõe uma situação de comunicação específica que se constitui de acordo com a esfera de produção, circulação e recepção a que está ligada. Essas esferas são espaços sócio-históricos e ideológicos de recorte do mundo onde se dão as relações discursivas entre os sujeitos.
Fonte: MIGUEL, Ely Alves; FERREIRA, Jefferson; CAMPOS, Jucelina Ferreira de; LEMES, Lezinete Regina; BENEVIDES, Louredir Rodrigues; SANTOS, Shirlei Neves dos. As múltiplas faces do Brasil em curta metragem. In: ROJO, Roxane; MOURA, Eduardo (Orgs.). Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola Editorial, 2012 (Coleção Estratégias de Ensino; v. 29).
Acerca da leitura na perspectiva dos gêneros textuais/discursivos, considere as seguintes assertivas.
I- A leitura é uma capacidade a ser desenvolvida através do trabalho com gêneros textuais/discursivos na sala de aula, conforme assinala, inclusive, a BNCC.
II- As condições de produção dos textos são fundamentais para a compreensão dos sentidos que eles mobilizam.
III- A esfera da interação entre os sujeitos não participa da interpretação dos sentidos do texto.
É CORRETO o que se afirma em:
A leitura não é uma atividade exclusivamente linguística. A escrita também não é. E isso tem de ficar claro para o professor de português. Afinal, para escrever, necessitamos de conhecimentos linguísticos, mas também precisamos ter conhecimentos enciclopédicos e textuais. Se não possuirmos esses conhecimentos, nossa tarefa de escrever se torna muito difícil e, às vezes, impossível.
Fonte: OLIVEIRA, Luciano Amaral. O ensino pragmático da escrita. In: OLIVEIRA, Luciano Amaral. Coisas que todo professor de português precisa saber: a teoria na prática. São Paulo: Parábola Editorial, 2010 (Coleção Estratégias de Ensino, v. 17).
Acerca da habilidade da escrita, É CORRETO afirmar que:
I- Boa parte dos alunos de Pedagogia apresentam um desempenho insatisfatório com relação aos conhecimentos de Língua Portuguesa.
II- A pandemia de COVID-19 não teve relação com os resultados obtidos por alunos de Pedagogia ao se candidatarem a uma vaga de estágio.
III- Dificuldades de alunos e professores com relação ao ensino remoto contribuíram para o baixo desempenho dos alunos de Pedagogia em uma situação de avaliação que contemplava o conhecimento de Língua Portuguesa.
IV- Falhas no processo de alfabetização não acarretam problemas ao aluno que chega ao ensino superior.
V- O amplo acesso à escola não implica sucesso na aprendizagem.
É CORRETO o que se afirma apenas em: