Questões de Concurso Público Prefeitura de São Francisco - MG 2026 para Técnico em Higiene Dental
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Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?
Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser
motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que
(des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore,
encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de
rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo
que ele revela.
Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo
substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer
como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se
fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.
Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não
é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto
que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si.
Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.
O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de
floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais,
especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do
sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.
No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de
“estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma
que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar
uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e
reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]
Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.
I- produtividade. II- tecnologia. III- desempenho IV- resultado. V- excentricidade.
Estão CORRETOS os itens
Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?
Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser
motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que
(des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore,
encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de
rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo
que ele revela.
Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo
substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer
como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se
fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.
Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não
é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto
que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si.
Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.
O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de
floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais,
especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do
sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.
No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de
“estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma
que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar
uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e
reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]
Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.
I- estabelece relação entre o ser humano e o meio ambiente. II- postula que basta estar na natureza para se integrar a ela. III- relaciona a saúde emocional à integração com a natureza. IV- defende que o ser humano e o ambiente são inseparáveis. V- gera a interdisciplinaridade, pois une ecologia e psicologia.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas
Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?
Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser
motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que
(des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore,
encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de
rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo
que ele revela.
Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo
substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer
como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se
fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.
Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não
é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto
que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si.
Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.
O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de
floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais,
especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do
sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.
No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de
“estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma
que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar
uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e
reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]
Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.
I- a substituição do natural pelo artificial. II- a visão negativa do descanso. III- o hábito dos “banhos de floresta”. IV- a desconexão com a natureza. V- o ritmo acelerado da vida.
Estão CORRETOS apenas os itens
Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?
Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser
motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que
(des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore,
encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de
rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo
que ele revela.
Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo
substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer
como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se
fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.
Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não
é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto
que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si.
Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.
O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de
floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais,
especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do
sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.
No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de
“estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma
que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar
uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e
reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]
Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.
Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?
Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser
motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que
(des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore,
encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de
rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo
que ele revela.
Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo
substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer
como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se
fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.
Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não
é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto
que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si.
Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.
O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de
floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais,
especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do
sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.
No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de
“estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma
que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar
uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e
reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]
Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.
Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?
Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser
motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que
(des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore,
encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de
rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo
que ele revela.
Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo
substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer
como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se
fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.
Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não
é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto
que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si.
Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.
O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de
floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais,
especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do
sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.
No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de
“estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma
que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar
uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e
reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]
Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.
Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?
Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser
motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que
(des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore,
encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de
rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo
que ele revela.
Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo
substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer
como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se
fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.
Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não
é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto
que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si.
Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.
O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de
floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais,
especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do
sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.
No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de
“estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma
que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar
uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e
reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]
Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.
Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?
Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser
motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que
(des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore,
encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de
rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo
que ele revela.
Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo
substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer
como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se
fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.
Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não
é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto
que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si.
Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.
O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de
floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais,
especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do
sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.
No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de
“estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma
que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar
uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e
reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]
Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.
Leia, com atenção, o texto 02:
Assinale a passagem do texto 1 que estabelece relação discursiva com o texto 02.
Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?
Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser
motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que
(des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore,
encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de
rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo
que ele revela.
Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo
substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer
como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se
fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.
Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não
é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto
que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si.
Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.
O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de
floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais,
especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do
sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.
No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de
“estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma
que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar
uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e
reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]
Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura linguística de composição das falas que compõem o texto 02.
I- A preposição “para” insere, nas falas dos quadros em que é usada, ideia de finalidade. II- A preposição “de”, usada na fala do quarto quadro, é exigida pelo verbo “lembrar”. III- O termo “ah”, presente na fala do terceiro quadro, pertence à classe das interjeições. IV- O verbo “lembrar”, presente na fala do terceiro quadro, foi usado como pronominal. V- O termo “se”, presente na fala do terceiro quadro, expressa uma ideia de condição.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas
Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?
Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser
motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que
(des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore,
encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de
rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo
que ele revela.
Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo
substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer
como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se
fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.
Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não
é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto
que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si.
Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.
O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de
floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais,
especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do
sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.
No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de
“estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma
que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar
uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e
reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]
Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.
Leia, com atenção, o texto 02:

A forma verbal “estiverem”, usada na terceira fala, encontra-se conjugada no