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Questões de Concurso Público Prefeitura de São Francisco - MG 2026 para Fonoaudiólogo

Foram encontradas 30 questões

Q4263023 Psicologia

Um menino de 6 anos é encaminhado por queixa de “dificuldade de atenção e comportamento agitado em sala de aula”.


Durante a avaliação, observa-se que a criança apresenta contato de olhar variável, dificuldade em compartilhar interesses espontaneamente com os colegas, uso de linguagem restrita a temas específicos de seu interesse e resistência marcante a mudanças na rotina escolar. A professora relata ainda que ele se levanta com frequência e tem dificuldade em aguardar sua vez nas atividades.


Com base no caso descrito e nos critérios diagnósticos vigentes, assinale a alternativa que apresenta corretamente o elemento clínico mais indicativo de TEA, em diferenciação ao quadro de TDAH. 

Alternativas
Q4263024 Fonoaudiologia

Uma professora de 42 anos, com jornada diária de 6 horas em sala de aula, procura atendimento fonoaudiológico relatando piora progressiva da voz ao longo do dia, fadiga vocal, esforço para falar e episódios recorrentes de rouquidão nos últimos oito meses. À avaliação perceptivo-auditiva, observam-se soprosidade e tensão, com pistas sugestivas de fechamento glótico incompleto à fonação. A avaliação laringológica evidencia lesão organofuncional em prega vocal, compatível com o quadro de uso vocal intenso relatado.


Considerando o quadro clínico apresentado e os critérios que fundamentam a tomada de decisão terapêutica em disfonias, assinale a alternativa que apresenta o julgamento mais adequado quanto à conduta fonoaudiológica prioritária.

Alternativas
Q4263025 Fonoaudiologia

Analise o caso clínico a seguir para responder a esta questão.


Recém-nascido do sexo masculino, com 36 horas de vida, nascido a termo, por parto vaginal, com peso adequado para a idade gestacional e índices de Apgar 9, no primeiro minuto, e 10 no quinto minuto, apresentou boa adaptação neonatal, sem intercorrências clínicas e sem indicadores de risco para deficiência auditiva. Antes da alta da maternidade, foi submetido à Triagem Auditiva Neonatal (TAN) por meio das Emissões Otoacústicas Evocadas por Transientes (EOAT).

No teste, o recém-nascido apresentou resultado “falha” em ambas as orelhas.


Considerando as recomendações atuais do Ministério da Saúde para a TAN, assinale a alternativa que apresenta corretamente a conduta a ser assumida no caso descrito.

Alternativas
Q4263026 Fonoaudiologia

Uma criança de 5 anos é encaminhada ao fonoaudiólogo com queixa de fala pouco inteligível. Durante a avaliação, solicita-se que ela repita três vezes a mesma palavra dissílaba. Observa-se que, a cada tentativa, a criança produz a palavra de forma diferente, ora omitindo a sílaba final, ora trocando o ponto articulatório da consoante inicial, sem um padrão fixo de substituição. Além disso, a fala apresenta acentuação silábica inadequada e pausas perceptíveis entre os segmentos da palavra.


Considerando os marcadores diagnósticos centrais que diferenciam a Apraxia de Fala na Infância (AFI) de outros transtornos dos sons da fala, assinale a alternativa que apresenta corretamente o achado clínico mais determinante para essa diferenciação. 

Alternativas
Q4263027 Fonoaudiologia

O laudo audiológico é um documento formal emitido por um fonoaudiólogo que resume os resultados da avaliação audiológica. Ele detalha a integridade do seu sistema auditivo e diagnostica a presença, o tipo, o grau e a configuração de possíveis perdas auditivas. O laudo audiológico do adulto deve seguir critérios técnicos específicos para sua elaboração.


Assinale a alternativa que apresenta corretamente um dos critérios recomendados para a elaboração do laudo audiológico do adulto.

Alternativas
Q4263028 Fonoaudiologia

Um paciente de 68 anos, três semanas após um acidente vascular encefálico (AVE) isquêmico, é encaminhado para avaliação fonoaudiológica da deglutição. Durante a avaliação clínica, observa-se tosse frequente durante a ingestão de líquidos finos, voz molhada após a deglutição, e ausência de tosse ou de qualquer outro sinal de alerta na deglutição de alimentos pastosos homogêneos.


Com base no quadro clínico apresentado, assinale a alternativa que indica a conduta fonoaudiológica mais adequada para esse paciente.

Alternativas
Q4263029 Fonoaudiologia

A atuação fonoaudiológica no contexto escolar não se limita à identificação e ao encaminhamento de alunos com dificuldades de comunicação e aprendizagem, mas pressupõe uma articulação contínua com professores, coordenadores e demais profissionais da equipe pedagógica, com foco na promoção da saúde comunicativa de toda a comunidade escolar.


Considerando os fundamentos da atuação fonoaudiológica educacional em parceria com os agentes do ambiente escolar, assinale a alternativa que apresenta corretamente o papel do fonoaudiólogo nesse contexto.

Alternativas
Q4263030 Fonoaudiologia

Uma criança de 7 anos é encaminhada para avaliação fonoaudiológica com histórico de rinite alérgica não tratada há mais de dois anos. Ao exame clínico, observam-se lábios entreabertos em repouso, tônus diminuído de orbicular da boca, palato ogival, mordida aberta anterior, olheiras e postura de cabeça anteriorizada. A criança refere preferência por alimentos pastosos e apresenta relato escolar de sonolência diurna e dificuldade de atenção em sala de aula.


Considerando os critérios que fundamentam o julgamento clínico fonoaudiológico diante do quadro apresentado, assinale a alternativa que indica a conduta mais adequada.

Alternativas
Q4263031 Fonoaudiologia

Um menino de 5 anos é encaminhado para avaliação fonoaudiológica por apresentar vocabulário reduzido para a idade, dificuldade na estruturação de frases e uso predominante de enunciados curtos e simplificados. Os exames audiológico e neurológico não evidenciam alterações. A criança apresenta desenvolvimento motor e cognitivo não verbal compatíveis com a idade, frequenta escola regular desde os 2 anos e não apresenta sinais de prejuízo na reciprocidade socioemocional ou de interesses restritos e repetitivos.


Considerando os elementos apresentados no caso e os critérios que fundamentam o diagnóstico diferencial do transtorno do desenvolvimento da linguagem (TDL), assinale a alternativa que identifica corretamente o conjunto de achados que sustenta essa hipótese diagnóstica em detrimento de outras condições.

Alternativas
Q4263032 Fonoaudiologia

Um menino de 4 anos é encaminhado para avaliação fonoaudiológica por apresentar interrupções na fala há cerca de seis meses. Durante a amostra de fala espontânea, observam-se repetições de partes de palavras (por exemplo, “ca-ca-casa”), bloqueios com tensão muscular visível na região perioral, prolongamentos de sons e presença de comportamentos secundários, como piscar os olhos e desviar o olhar durante os momentos de interrupção. Os pais relatam que a criança demonstra frustração crescente ao tentar se comunicar.


Considerando os elementos apresentados no caso e os critérios que permitem diferenciar as disfluências típicas do desenvolvimento da gagueira, assinale a alternativa que identifica corretamente o conjunto de achados que sustenta essa diferenciação.

Alternativas
Q4263033 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01


Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?


    Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.


    Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.


    Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.


    O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.


    No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]


Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.

De acordo com o texto, abraçar uma árvore causa estranheza porque “[...] rompe uma lógica dominante [...]” na atualidade, a qual está relacionada à


I- produtividade.

II- tecnologia.

III- desempenho

IV- resultado.

V- excentricidade.


Estão CORRETOS os itens

Alternativas
Q4263034 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01


Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?


    Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.


    Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.


    Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.


    O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.


    No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]


Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.

Considere a passagem “No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla.”

De acordo com o texto, a ecopsicologia é uma área que



I- estabelece relação entre o ser humano e o meio ambiente.


II- postula que basta estar na natureza para se integrar a ela.


III- relaciona a saúde emocional à integração com a natureza.


IV- defende que o ser humano e o ambiente são inseparáveis.


V- gera a interdisciplinaridade, pois une ecologia e psicologia.



Estão CORRETAS apenas as afirmativas 

Alternativas
Q4263035 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01


Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?


    Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.


    Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.


    Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.


    O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.


    No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]


Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.

Entre as críticas ao comportamento do homem presentes no texto, estão



I- a substituição do natural pelo artificial.


II- a visão negativa do descanso.


III- o hábito dos “banhos de floresta”.


IV- a desconexão com a natureza.


V- o ritmo acelerado da vida.



Estão CORRETOS apenas os itens 

Alternativas
Q4263036 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01


Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?


    Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.


    Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.


    Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.


    O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.


    No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]


Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.

Considere a passagem “Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos.”


É CORRETO afirmar que em “(des)organiza” o prefixo foi colocado entre parênteses com a intenção de criar sentido

Alternativas
Q4263037 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01


Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?


    Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.


    Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.


    Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.


    O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.


    No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]


Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.

Na passagem “As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais [...]”, o verbo “vêm” encontra-se acentuado, de acordo com a norma, porque se trata
Alternativas
Q4263038 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01


Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?


    Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.


    Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.


    Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.


    O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.


    No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]


Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.

Na passagem “Não se trata apenas de ‘estar na natureza’, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente.”, em relação ao uso do pronome “se”, é CORRETO afirmar que, de acordo com a norma, 
Alternativas
Q4263039 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01


Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?


    Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.


    Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.


    Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.


    O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.


    No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]


Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.

Na passagem “No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla.”, a vírgula foi usada, de acordo com a norma, para intercalar
Alternativas
Q4263040 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Assinale a passagem do texto 1 que estabelece relação discursiva com o texto 02.
Alternativas
Q4263041 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura linguística de composição das falas que compõem o texto 02.



I- A preposição “para” insere, nas falas dos quadros em que é usada, ideia de finalidade.


II- A preposição “de”, usada na fala do quarto quadro, é exigida pelo verbo “lembrar”.


III- O termo “ah”, presente na fala do terceiro quadro, pertence à classe das interjeições.


IV- O verbo “lembrar”, presente na fala do terceiro quadro, foi usado como pronominal.


V- O termo “se”, presente na fala do terceiro quadro, expressa uma ideia de condição.



Estão CORRETAS apenas as afirmativas 

Alternativas
Q4263042 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


A forma verbal “estiverem”, usada na terceira fala, encontra-se conjugada no
Alternativas
Respostas
1: E
2: A
3: C
4: B
5: C
6: A
7: D
8: E
9: B
10: D
11: A
12: B
13: B
14: E
15: D
16: C
17: E
18: C
19: A
20: D