Questões de Concurso Público TCE-RN 2026 para Médico

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Q4120668 Segurança e Saúde no Trabalho
        João, 42 anos de idade, trabalha como gestor hospitalar há vários anos, submetido a modelo de gestão por resultados com alta fragmentação de tarefas e baixo suporte social. Compareceu ao serviço de saúde de seu órgão relatando episódios de taquicardia, anedonia e uso nocivo de álcool (padrão binge) há vários meses. Associa a ocorrência dos episódios aos períodos de fechamento de metas trimestrais. A anamnese ocupacional revelou que a organização do trabalho de João impede o gozo regular de intervalos e utiliza mecanismos de controle digital que estendem a jornada para o ambiente doméstico.

A partir dessa situação hipotética, julgue o item a seguir.


O quadro de abuso do álcool apresentado por João prescinde de nexo técnico-epidemiológico para ser classificado como doença profissional do grupo I de Schilling.

Alternativas
Q4120669 Segurança e Saúde no Trabalho
        Carlos, 38 anos de idade, opera perfuratriz pneumática em mina subterrânea há dez anos. Em atendimento com um médico do trabalho, ele relatou perda auditiva progressiva, zumbido constante e episódios de parestesia e de descoloração dos dedos das mãos quando exposto ao frio. A avaliação ambiental mais recente realizada na mina registrou nível de exposição normalizado (NEN) de 84 dB(A) e aceleração de vibração de mãos e braços com valor de exposição parcial de 4,8 m/s². A empresa não implanta ações de mudança estruturais do local de trabalho, uma vez que as avaliações quantitativas de riscos ocupacionais estão abaixo dos limites de tolerância da NR-15 para ruído e dentro da zona de precaução para vibração. No entanto, a empresa fornece protetores auriculares do tipo inserção e luvas comuns. O médico do trabalho, em obediência à política empresarial de redução do absenteísmo, hesitou em emitir a comunicação de acidente de trabalho (CAT) relativa ao caso de Carlos, seguindo o mesmo entendimento de que não há extrapolação dos níveis legais de riscos ocupacionais e que não há incapacidade para o trabalho.

Considerando a situação hipotética precedente, julgue o item a seguir.


A recusa do médico do trabalho com relação à emissão da CAT é eticamente justificada pelo princípio da autonomia profissional, uma vez que a ausência de extrapolação dos índices legais de ruído e de vibração descaracteriza o nexo causal presumido, devendo prevalecer o princípio da autonomia institucional para a gestão do absenteísmo.

Alternativas
Q4120670 Segurança e Saúde no Trabalho
        Carlos, 38 anos de idade, opera perfuratriz pneumática em mina subterrânea há dez anos. Em atendimento com um médico do trabalho, ele relatou perda auditiva progressiva, zumbido constante e episódios de parestesia e de descoloração dos dedos das mãos quando exposto ao frio. A avaliação ambiental mais recente realizada na mina registrou nível de exposição normalizado (NEN) de 84 dB(A) e aceleração de vibração de mãos e braços com valor de exposição parcial de 4,8 m/s². A empresa não implanta ações de mudança estruturais do local de trabalho, uma vez que as avaliações quantitativas de riscos ocupacionais estão abaixo dos limites de tolerância da NR-15 para ruído e dentro da zona de precaução para vibração. No entanto, a empresa fornece protetores auriculares do tipo inserção e luvas comuns. O médico do trabalho, em obediência à política empresarial de redução do absenteísmo, hesitou em emitir a comunicação de acidente de trabalho (CAT) relativa ao caso de Carlos, seguindo o mesmo entendimento de que não há extrapolação dos níveis legais de riscos ocupacionais e que não há incapacidade para o trabalho.

Considerando a situação hipotética precedente, julgue o item a seguir.


No que tange à higiene ocupacional e à gestão de riscos, a interpretação da empresa está tecnicamente equivocada, pois, embora o NEN de 84 dB(A) esteja abaixo do limite de tolerância, ele já ultrapassou o nível de ação estabelecido pela NR-9, o que impõe a obrigatoriedade de medidas preventivas e de monitoramento audiométrico sistemático, independentemente da eficácia declarada do equipamento de proteção individual (EPI).

Alternativas
Q4120671 Segurança e Saúde no Trabalho
        Carlos, 38 anos de idade, opera perfuratriz pneumática em mina subterrânea há dez anos. Em atendimento com um médico do trabalho, ele relatou perda auditiva progressiva, zumbido constante e episódios de parestesia e de descoloração dos dedos das mãos quando exposto ao frio. A avaliação ambiental mais recente realizada na mina registrou nível de exposição normalizado (NEN) de 84 dB(A) e aceleração de vibração de mãos e braços com valor de exposição parcial de 4,8 m/s². A empresa não implanta ações de mudança estruturais do local de trabalho, uma vez que as avaliações quantitativas de riscos ocupacionais estão abaixo dos limites de tolerância da NR-15 para ruído e dentro da zona de precaução para vibração. No entanto, a empresa fornece protetores auriculares do tipo inserção e luvas comuns. O médico do trabalho, em obediência à política empresarial de redução do absenteísmo, hesitou em emitir a comunicação de acidente de trabalho (CAT) relativa ao caso de Carlos, seguindo o mesmo entendimento de que não há extrapolação dos níveis legais de riscos ocupacionais e que não há incapacidade para o trabalho.

Considerando a situação hipotética precedente, julgue o item a seguir.


A síndrome de Raynaud relatada, associada à exposição à vibração de mãos e braços acima do nível de ação, caracteriza nexo técnico-epidemiológico para doença do trabalho, contudo a emissão da CAT pode ser dispensada na ausência de incapacidade laborativa total, visto que a legislação acidentária brasileira não pressupõe a notificação do agravamento da saúde decorrente da exposição crônica a agentes físicos.

Alternativas
Respostas
1: E
2: E
3: C
4: E