Questões de Concurso Público SEDUC-PI 2026 para Professor da Educação Básica - Disciplina: Filosofia
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eorg Wilhelm Friedrich Hegel. Cursos de Estética, v. I. Tradução de Marco Aurélio Werle. São Paulo: EDUSP, 2001, p. 28.
Tendo como referência o fragmento de texto precedente e o contexto no qual ele aparece na obra de Hegel, assinale a opção correta.
Texto 5A2-V
Distanciemo-nos, enfim, do hábito de representar o elemento técnico apenas tecnicamente, isto é, a partir do ser humano e de suas máquinas. Ouçamos o apelo cujo alvo em nossa época não é apenas o ser humano, mas tudo o que é, natureza e história, sob o ponto de vista de seu ser.
Mas a que apelo nos referimos? Toda a nossa existência se sente — em toda parte, uma vez por diversão, outra vez por necessidade, ou incitada ou forçada — provocada a se dedicar ao planejamento e cálculo de tudo. O que fala nessa provocação? Ela emana apenas de um capricho arbitrário do ser humano? Ou nisso nos aborda já o próprio ente e justamente de tal modo que nos interpela na perspectiva de sua planificabilidade e calculabilidade? Então até mesmo o ser estaria sendo provocado a manifestar o ente no horizonte da calculabilidade? De fato. E não só isso. Na mesma medida que o ser, o homem é provocado, quer dizer, chamado à razão para abrigar em segurança o ente que se dirige a ele, como a base substancial de seu planificar e calcular, realizando indefinidamente essa exploração.
Martin Heidegger. O princípio da identidade. In: Conferências e escritos filosóficos.
Tradução de Ernildo Stein. São Paulo: Abril Cultural, 1973 [1957], p. 382 (com adaptações)
Texto 5A2-V
Distanciemo-nos, enfim, do hábito de representar o elemento técnico apenas tecnicamente, isto é, a partir do ser humano e de suas máquinas. Ouçamos o apelo cujo alvo em nossa época não é apenas o ser humano, mas tudo o que é, natureza e história, sob o ponto de vista de seu ser.
Mas a que apelo nos referimos? Toda a nossa existência se sente — em toda parte, uma vez por diversão, outra vez por necessidade, ou incitada ou forçada — provocada a se dedicar ao planejamento e cálculo de tudo. O que fala nessa provocação? Ela emana apenas de um capricho arbitrário do ser humano? Ou nisso nos aborda já o próprio ente e justamente de tal modo que nos interpela na perspectiva de sua planificabilidade e calculabilidade? Então até mesmo o ser estaria sendo provocado a manifestar o ente no horizonte da calculabilidade? De fato. E não só isso. Na mesma medida que o ser, o homem é provocado, quer dizer, chamado à razão para abrigar em segurança o ente que se dirige a ele, como a base substancial de seu planificar e calcular, realizando indefinidamente essa exploração.
Martin Heidegger. O princípio da identidade. In: Conferências e escritos filosóficos.
Tradução de Ernildo Stein. São Paulo: Abril Cultural, 1973 [1957], p. 382 (com adaptações)
Texto 5A2-VI
Abandonamos a expressão “cultura de massas” para substituí-la por “indústria cultural”, a fim de excluir de antemão a interpretação que agrada aos advogados da coisa; estes pretendem, com efeito, que se trata de algo como uma cultura surgindo espontaneamente das próprias massas, em suma, da forma contemporânea da arte popular. Ora, dessa parte a indústria cultural se distingue radicalmente. Ao juntar elementos de há muito correntes, ela atribui-lhes uma nova qualidade. Em todos os seus ramos fazem-se, mais ou menos segundo um plano, produtos adaptados ao consumo das massas e que em grande medida determinam esse consumo.
Theodor Adorno. A indústria cultural. In: Gabriel Cohn (org.).
Comunicação e indústria cultural. São Paulo: Nacional, 1978, p. 92 (com adaptações)
Texto 5A2-VII
Sob o poder do monopólio, toda cultura de massas é idêntica, e seu esqueleto, a ossatura conceitual fabricada por aquele, começa a se delinear. Os dirigentes não estão mais sequer muito interessados em encobri-lo, seu poder se fortalece quanto mais brutalmente ele se confessa de público. O cinema e o rádio não precisam mais se apresentar como arte. A verdade de que não passam de um negócio, eles a utilizam como uma ideologia destinada a legitimar o lixo que propositalmente produzem. Eles se definem a si mesmos como indústrias, e as cifras publicadas dos rendimentos de seus diretores gerais suprimem toda dúvida quanto à necessidade social de seus produtos.
Theodor Adorno e Max Horkheimer. Dialética do esclarecimento.
Tradução de Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Zahar, 1985, p. 114.
Texto 5A2-VI
Abandonamos a expressão “cultura de massas” para substituí-la por “indústria cultural”, a fim de excluir de antemão a interpretação que agrada aos advogados da coisa; estes pretendem, com efeito, que se trata de algo como uma cultura surgindo espontaneamente das próprias massas, em suma, da forma contemporânea da arte popular. Ora, dessa parte a indústria cultural se distingue radicalmente. Ao juntar elementos de há muito correntes, ela atribui-lhes uma nova qualidade. Em todos os seus ramos fazem-se, mais ou menos segundo um plano, produtos adaptados ao consumo das massas e que em grande medida determinam esse consumo.
Theodor Adorno. A indústria cultural. In: Gabriel Cohn (org.).
Comunicação e indústria cultural. São Paulo: Nacional, 1978, p. 92 (com adaptações)
Texto 5A2-VII
Sob o poder do monopólio, toda cultura de massas é idêntica, e seu esqueleto, a ossatura conceitual fabricada por aquele, começa a se delinear. Os dirigentes não estão mais sequer muito interessados em encobri-lo, seu poder se fortalece quanto mais brutalmente ele se confessa de público. O cinema e o rádio não precisam mais se apresentar como arte. A verdade de que não passam de um negócio, eles a utilizam como uma ideologia destinada a legitimar o lixo que propositalmente produzem. Eles se definem a si mesmos como indústrias, e as cifras publicadas dos rendimentos de seus diretores gerais suprimem toda dúvida quanto à necessidade social de seus produtos.
Theodor Adorno e Max Horkheimer. Dialética do esclarecimento.
Tradução de Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Zahar, 1985, p. 114.
Com relação a essa habilidade, assinale a opção correta.
Quanto a essa habilidade, é correto afirmar que aulas de filosofia permitem o trabalho acerca de distinções entre opinião (doxa) e conhecimento verificado (episteme) por meio de
Aristóteles. Meteorologia B 1, 354 a 28. In: Os filósofos pré-socráticos. Fundação Calouste Gulbenkian, p. 157.
A abordagem do excerto precedente, em uma aula de filosofia, possibilita
Friedrisch Nietzsche. Crepúsculo dos ídolos. 2000, p. 9.
É correto afirmar que, para investigar a complexidade das relações entre a humanidade e a natureza, a interpretação do aforismo do texto precedente suscita questionamentos sobre modos de vida, consumo e produção, porque ela permite
Hannah Arendt. A condição humana. 2007, p. 15.
Partindo do excerto acima e das ideias de Hannah Arendt, uma aula de filosofia na qual se problematizem os meios de produção e consumo, vinculando-os aos modos de vida, possibilita
Aílton Krenak. O futuro é ancestral. 2022, p.117-118.
Considerando-se o texto acima como referência inicial, é correto afirmar que o pensamento indígena possibilita ao ensino de filosofia