Questões de Concurso Público AgSUS 2026 para Assistente de Projeto - Perfil 1 - UEP
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O controle social possui mecanismos de salvaguarda contra a omissão do Poder Executivo: caso o gestor não convoque a conferência de saúde no prazo estabelecido, o próprio conselho de saúde tem a prerrogativa legal de convocá-la extraordinariamente.
A participação nas Conferências de Saúde é restrita a cidadãos com formação acadêmica na área da saúde ou ciências sociais, com vistas a garantir que as propostas de diretrizes tenham rigor científico.
A conferência de saúde é a instância de controle social que se reúne a cada quatro anos com a representação dos vários segmentos sociais para avaliar a situação de saúde e propor as diretrizes que servirão de base para o plano de saúde da respectiva esfera.
O conselho de saúde é uma instância colegiada obrigatoriamente paritária, que deve contar com 40% dos membros entre os usuários.
O Ministério da Saúde exerce um papel de coordenação normativa e financiamento indutor: o repasse de recursos funciona como ferramenta de adesão dos municípios às políticas nacionais.
Nas relações institucionais, a autonomia municipal no SUS é absoluta.
Lideranças comunitárias devem ser vistas pelo gestor de saúde como receptores passivos de informações, devendo ser consultadas somente após a implementação de uma nova unidade de saúde.
O matriciamento, estratégia de coordenação técnica entre especialistas e equipes de referência, funciona como uma ferramenta de articulação entre diferentes níveis de atenção.
A criação de conselhos locais de saúde, dentro de cada unidade básica, fortalece a governança e aproxima a gestão das demandas específicas de cada microterritório.
Pajés, raizeiros, benzedeiras e parteiras tradicionais são reconhecidos pela antropologia da saúde como autoridades sanitárias em seus territórios, atuando como mediadores entre a cultura local e as instituições de saúde oficiais.
A implementação de políticas de saúde referentes a vacinas em comunidades tradicionais dispensa a adaptação cultural, uma vez que a eficácia biológica de vacinas é universal e independe das crenças ou práticas rituais do grupo assistido.
A integralidade na atenção primária envolve articulação entre ações individuais, coletivas, preventivas, promocionais e assistenciais, considerados o contexto territorial e as necessidades da população local.
A vigilância em saúde interligada à atenção primária permite a identificação precoce de mudanças no perfil epidemiológico e a reorganização das intervenções locais.
Na formulação de estratégias de atenção primária, devem ser consideradas a mobilidade social e a informalidade laboral, adaptando-se horários e formatos de atendimento às rotinas da população.
O acompanhamento de famílias deve ser interrompido quando não há demanda espontânea, independentemente de risco social ou ambiental.
É desnecessária a adaptação dos protocolos clínicos padrão a contextos socioambientais, pois a uniformidade é garantia de equidade.
A linguagem técnica deve ser priorizada, independentemente do perfil sociocultural do público, de forma a garantir a fidelidade conceitual do conteúdo transmitido.
O planejamento educativo pode ser realizado sem participação da equipe multiprofissional, visto que a transmissão de informação é uma atividade individual.
A definição de objetivos educacionais mensuráveis permite que se avalie o impacto da capacitação sobre as práticas profissionais.
Em oficinas técnicas, deve-se priorizar a transmissão unilateral de conteúdo para evitar a dispersão de discussões.