Questões de Concurso Público Polícia Federal 2025 para Perito Criminal Federal - Área 21: Antropologia Forense
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Na busca da estatura por meio do método anatômico de Raxter, aplica-se uma fórmula predefinida, que se restringe à medida da altura do crânio, do somatório da altura das vértebras, da altura do sacro, do comprimento fisiológico do fêmur e do comprimento total da tíbia.
O método de Suchey & Brooks é o mais comumente utilizado na sínfise púbica, uma das áreas com melhor relação entre idade cronológica e idade biológica; nesse caso, faz-se necessário o conhecimento prévio do sexo, sendo a ocorrência de um hiato na borda ventral superior característica típica da fase 3 do método.
Para se estimar a idade de indivíduos adultos nos casos em que apenas o crânio tenha sido recuperado, recomenda-se o método de Nawrocki revisado por Zambrano, técnica baseada na análise de três regiões das suturas sagital, frontal e temporoparietal; apesar de as suturas cranianas não serem as estruturas mais confiáveis, sua utilização se justifica quando nenhum outro meio é aplicável.
Para a obtenção da idade por meio da técnica óssea dos dois passos (two steps procedure), aplica-se inicialmente o método de Suchey & Brooks; em seguida, obtido o resultado das fases 4, 5 ou 6, aplica-se a técnica de Lamendin; por fim, recomenda-se a análise da união epifisária da clavícula e da crista ilíaca.
A técnica de estimativa de idade proposta por Lamendin é realizada a partir da avaliação da transparência radicular e da periodontose, definida como uma área amarelada, mais escura que o esmalte, porém mais clara que o restante da raiz do dente, e que representa a distância máxima entre a junção cemento-esmalte e a linha de inserção dos tecidos moles.
Não se recomenda a aplicação em crianças e adolescentes dos métodos de estimativa de idade a partir dos elementos dentários desenvolvidos por AlQahtani e Kvaal.
Para a verificação da maioridade penal, pode-se fazer uso do método de Cameriere, que, baseado na análise radiográfica do fechamento radicular dos terceiros molares, consiste na verificação do índice de maturação do terceiro molar inferior esquerdo.
No cadáver encontrado ao ar livre, observa-se, mais frequentemente, a seguinte sequência de decomposição: primeiramente se decompõem a pele e órgãos internos; em seguida, os ligamentos e tendões e articulações mais frágeis, como a temporomandibular e cintura pélvica; a seguir, as articulações mais fortes como as das mãos, dos pés e das articulações vertebrais; e, por fim, a óssea.
Segundo entendimento já consolidado na literatura científica a respeito da decomposição de cadáveres carbonizados, o calor, ao eliminar grande parte das bactérias, diminui a velocidade de decomposição e gera uma sobreestimativa do intervalo post-mortem.
Na diogênese do osso, existem dois mecanismos predominantes que podem ocorrer de forma isolada ou simultânea: a ação bacteriana e a ação química.
A tortura pode ser identificada pela evidência de múltiplas fraturas em diferentes fases de evolução, situação equivalente à encontrada na síndrome da criança sacudida.
As lesões peri mortem ocorrem no osso biomecanicamente fresco e sempre estão relacionadas à causa da morte.
A regra de Puppe auxilia a verificação da sequência de golpes ao analisar os traços de fratura que se interrompem em fraturas preexistentes.
O biselamento é o melhor indicativo para a determinação da direção do projétil.
Objetos desvinculados dos corpos devem ser vinculados ao corpo mais próximo ainda na cena, para que não seja perdida a referência do local onde foi encontrado.
Em tragédias de massa, a equipe de perícia deve iniciar seu trabalho antes do início dos trabalhos da equipe de resgate.
Os métodos primários, realizados apenas pela equipe de antropologia forense, são utilizados para identificar, de forma inequívoca, vítimas de tragédia de massa.
A classificação do tipo de desastre é fundamental para avaliar se existe número fixo, identificável e confiável de vítimas.
A antropologia forense é frequentemente utilizada na exumação de fossas comuns e na identificação de vítimas de regimes autoritários.
Todos os centros de perícias e institutos médico-legais brasileiros dispõem de laboratórios dedicados a análises em antropologia forense, o que possibilita que as instituições estatais atuem em contextos de violações aos direitos humanos.