Questões de Concurso Público SEE-PE 2022 para Professor - Artes

Foram encontradas 8 questões

Q1967923 Artes Visuais
Há exatos cem anos, um grupo de artistas ocupou o Teatro Municipal de São Paulo com uma programação de pintura, escultura, poesia, literatura e música. Essa ação ficou conhecida como a Semana de Arte Moderna ou Semana de 22, cuja intenção foi apresentar uma ruptura dos protocolos de representação, a partir da experimentação formal e da liberdade criadora. Seis anos mais tarde, um desses agitadores culturais (como seriam chamados nos dias de hoje), Oswald de Andrade (1890-1954), publica no primeiro número da Revista de Antropofagia o Manifesto que assim começa:

Só a antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.
•
Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz.
•
Tupy, or not tupy, that is the question.
•
Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.
•

A revisão histórica desse marcante evento cultural de uma determinada elite intelectual paulistana indica um duplo vértice de ambiguidade. Por um lado, a Semana de 22 contribuiu para a convergência de ideias estéticas do passado, no intuito de consolidar um marco para uma tradição brasileira de artes. Por outro lado, foi uma ação que ficou restrita a um grupo pequeno de pessoas, cuja ruptura formal com as circunstâncias da produção artística não causou impacto significativo na estrutura da fruição e circulação de conteúdos estéticos de outras realidades sociais brasileiras, como ainda pode ser identificado nos dias de hoje. 

A partir do texto apresentado, julgue o item subsequente. 


O Modernismo é uma tendência estética de vanguarda artística, mas, no Brasil, caracterizou-se como uma manifestação conservadora em função das heranças coloniais escravocratas. 

Alternativas
Q1967924 Artes Visuais
Há exatos cem anos, um grupo de artistas ocupou o Teatro Municipal de São Paulo com uma programação de pintura, escultura, poesia, literatura e música. Essa ação ficou conhecida como a Semana de Arte Moderna ou Semana de 22, cuja intenção foi apresentar uma ruptura dos protocolos de representação, a partir da experimentação formal e da liberdade criadora. Seis anos mais tarde, um desses agitadores culturais (como seriam chamados nos dias de hoje), Oswald de Andrade (1890-1954), publica no primeiro número da Revista de Antropofagia o Manifesto que assim começa:

Só a antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.
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Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz.
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Tupy, or not tupy, that is the question.
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Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.
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A revisão histórica desse marcante evento cultural de uma determinada elite intelectual paulistana indica um duplo vértice de ambiguidade. Por um lado, a Semana de 22 contribuiu para a convergência de ideias estéticas do passado, no intuito de consolidar um marco para uma tradição brasileira de artes. Por outro lado, foi uma ação que ficou restrita a um grupo pequeno de pessoas, cuja ruptura formal com as circunstâncias da produção artística não causou impacto significativo na estrutura da fruição e circulação de conteúdos estéticos de outras realidades sociais brasileiras, como ainda pode ser identificado nos dias de hoje. 

A partir do texto apresentado, julgue o item subsequente. 


O Modernismo paulista é uma exceção entre os movimentos artísticos brasileiros do século XX, pois rompeu com todas as tradições.  

Alternativas
Q1967925 Artes Visuais
Há exatos cem anos, um grupo de artistas ocupou o Teatro Municipal de São Paulo com uma programação de pintura, escultura, poesia, literatura e música. Essa ação ficou conhecida como a Semana de Arte Moderna ou Semana de 22, cuja intenção foi apresentar uma ruptura dos protocolos de representação, a partir da experimentação formal e da liberdade criadora. Seis anos mais tarde, um desses agitadores culturais (como seriam chamados nos dias de hoje), Oswald de Andrade (1890-1954), publica no primeiro número da Revista de Antropofagia o Manifesto que assim começa:

Só a antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.
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Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz.
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Tupy, or not tupy, that is the question.
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Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.
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A revisão histórica desse marcante evento cultural de uma determinada elite intelectual paulistana indica um duplo vértice de ambiguidade. Por um lado, a Semana de 22 contribuiu para a convergência de ideias estéticas do passado, no intuito de consolidar um marco para uma tradição brasileira de artes. Por outro lado, foi uma ação que ficou restrita a um grupo pequeno de pessoas, cuja ruptura formal com as circunstâncias da produção artística não causou impacto significativo na estrutura da fruição e circulação de conteúdos estéticos de outras realidades sociais brasileiras, como ainda pode ser identificado nos dias de hoje. 

A partir do texto apresentado, julgue o item subsequente. 


O Manifesto Antropófago ignora a tradição dos povos indígenas como referência cultural para a consolidação de uma estética nacional brasileira.

Alternativas
Q1967927 Artes Visuais
Há exatos cem anos, um grupo de artistas ocupou o Teatro Municipal de São Paulo com uma programação de pintura, escultura, poesia, literatura e música. Essa ação ficou conhecida como a Semana de Arte Moderna ou Semana de 22, cuja intenção foi apresentar uma ruptura dos protocolos de representação, a partir da experimentação formal e da liberdade criadora. Seis anos mais tarde, um desses agitadores culturais (como seriam chamados nos dias de hoje), Oswald de Andrade (1890-1954), publica no primeiro número da Revista de Antropofagia o Manifesto que assim começa:

Só a antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.
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Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz.
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Tupy, or not tupy, that is the question.
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Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.
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A revisão histórica desse marcante evento cultural de uma determinada elite intelectual paulistana indica um duplo vértice de ambiguidade. Por um lado, a Semana de 22 contribuiu para a convergência de ideias estéticas do passado, no intuito de consolidar um marco para uma tradição brasileira de artes. Por outro lado, foi uma ação que ficou restrita a um grupo pequeno de pessoas, cuja ruptura formal com as circunstâncias da produção artística não causou impacto significativo na estrutura da fruição e circulação de conteúdos estéticos de outras realidades sociais brasileiras, como ainda pode ser identificado nos dias de hoje. 

A partir do texto apresentado, julgue o item subsequente. 


A Semana de 22 inspira até hoje artistas contemporâneos, de forma desatualizada e anacrônica, em um saudosismo desnecessário e contraproducente às pesquisas artísticas de inovação e experimentação de linguagem.

Alternativas
Q1967928 Artes Visuais
O Movimento Armorial consolidou um repertório de expressões artísticas que envolve música, dança, teatro, literatura e artes plásticas. Segundo Ariano Suassuna (1927-2014), “a Arte Armorial Brasileira é aquela que tem como traço comum principal a ligação com o espírito mágico dos folhetos do romance popular do Nordeste (literatura de cordel), com a música de viola, rabeca ou pífano que acompanha seus cantares e com a xilogravura que ilustra suas capas”. Na intenção de consolidar uma circularidade cultural entre manifestações artísticas para a valorização das tradições de raiz popular, as diferentes expressões foram convocadas a compor um novo acervo de verdades estéticas a partir do Nordeste. Aquilo que já emanava da experiência estética cotidiana, a arte do povo feita pelo povo para o povo, foi alçado para um lugar de destaque e participação em outros circuitos culturais de visibilidade social e valorização institucional: desde o boi-bumbá ser apresentado em palcos e foyers de teatro até o cordel transformar-se em minisséries televisionadas. 

Ariano Suassuna. Movimento Armorial. In: Jornal da Semana, 20/5/1970 (com adaptações). 

Tendo como referência o texto precedente, julgue o item a seguir. 


A definição de “arte” leva em consideração atualidade, ineditismo, autenticidade e originalidade.

Alternativas
Q1967929 Artes Visuais
O Movimento Armorial consolidou um repertório de expressões artísticas que envolve música, dança, teatro, literatura e artes plásticas. Segundo Ariano Suassuna (1927-2014), “a Arte Armorial Brasileira é aquela que tem como traço comum principal a ligação com o espírito mágico dos folhetos do romance popular do Nordeste (literatura de cordel), com a música de viola, rabeca ou pífano que acompanha seus cantares e com a xilogravura que ilustra suas capas”. Na intenção de consolidar uma circularidade cultural entre manifestações artísticas para a valorização das tradições de raiz popular, as diferentes expressões foram convocadas a compor um novo acervo de verdades estéticas a partir do Nordeste. Aquilo que já emanava da experiência estética cotidiana, a arte do povo feita pelo povo para o povo, foi alçado para um lugar de destaque e participação em outros circuitos culturais de visibilidade social e valorização institucional: desde o boi-bumbá ser apresentado em palcos e foyers de teatro até o cordel transformar-se em minisséries televisionadas. 

Ariano Suassuna. Movimento Armorial. In: Jornal da Semana, 20/5/1970 (com adaptações). 

Tendo como referência o texto precedente, julgue o item a seguir. 


O Movimento Armorial congrega importantes nomes da cultura artística da cena pernambucana, como o músico Francisco Brennand e o teatrólogo Gilvan Samico.

Alternativas
Q1967930 Artes Visuais
O Movimento Armorial consolidou um repertório de expressões artísticas que envolve música, dança, teatro, literatura e artes plásticas. Segundo Ariano Suassuna (1927-2014), “a Arte Armorial Brasileira é aquela que tem como traço comum principal a ligação com o espírito mágico dos folhetos do romance popular do Nordeste (literatura de cordel), com a música de viola, rabeca ou pífano que acompanha seus cantares e com a xilogravura que ilustra suas capas”. Na intenção de consolidar uma circularidade cultural entre manifestações artísticas para a valorização das tradições de raiz popular, as diferentes expressões foram convocadas a compor um novo acervo de verdades estéticas a partir do Nordeste. Aquilo que já emanava da experiência estética cotidiana, a arte do povo feita pelo povo para o povo, foi alçado para um lugar de destaque e participação em outros circuitos culturais de visibilidade social e valorização institucional: desde o boi-bumbá ser apresentado em palcos e foyers de teatro até o cordel transformar-se em minisséries televisionadas. 

Ariano Suassuna. Movimento Armorial. In: Jornal da Semana, 20/5/1970 (com adaptações). 

Tendo como referência o texto precedente, julgue o item a seguir. 


A distinção entre arte erudita e arte popular é uma convenção social, porque, além de expressar uma diferença de forma ou conteúdo, indica um julgamento estético com relação ao padrão de gosto e de reconhecimento social daqueles que produzem e(ou) apreciam determinadas manifestações artísticas. 

Alternativas
Q1967931 Artes Visuais
O Movimento Armorial consolidou um repertório de expressões artísticas que envolve música, dança, teatro, literatura e artes plásticas. Segundo Ariano Suassuna (1927-2014), “a Arte Armorial Brasileira é aquela que tem como traço comum principal a ligação com o espírito mágico dos folhetos do romance popular do Nordeste (literatura de cordel), com a música de viola, rabeca ou pífano que acompanha seus cantares e com a xilogravura que ilustra suas capas”. Na intenção de consolidar uma circularidade cultural entre manifestações artísticas para a valorização das tradições de raiz popular, as diferentes expressões foram convocadas a compor um novo acervo de verdades estéticas a partir do Nordeste. Aquilo que já emanava da experiência estética cotidiana, a arte do povo feita pelo povo para o povo, foi alçado para um lugar de destaque e participação em outros circuitos culturais de visibilidade social e valorização institucional: desde o boi-bumbá ser apresentado em palcos e foyers de teatro até o cordel transformar-se em minisséries televisionadas. 

Ariano Suassuna. Movimento Armorial. In: Jornal da Semana, 20/5/1970 (com adaptações). 

Tendo como referência o texto precedente, julgue o item a seguir. 


Um notável desdobramento do Movimento Armorial, no campo da dança, deu-se com o Balé Armorial do Nordeste e o Balé Popular do Recife, que trazem, nos próprios nomes, a confluência de uma duplicidade: por um lado, a formação erudita de um corpo, de acordo com técnicas de um repertório formal (o “Balé”); por outro, as nominações “Armorial” e “Popular” como formas de adjetivação e referência. 

Alternativas
Respostas
1: E
2: E
3: E
4: E
5: C
6: E
7: C
8: C