Questões de Concurso Público SESAU-AL 2021 para Médico - Especialidade: Neuropediatria
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Os sintomas relacionados à hipernatremia geralmente ocorrem com concentrações superiores a 160 mEq/L e alterações de consciência, que variam de letargia a coma, além de rigidez de nuca, hipertonia, crises convulsivas e até coreia.
Embora seja um distúrbio genético que leva à fraqueza em pacientes com hipocalemia, a paralisia periódica hipocalêmica é a paralisia hereditária mais comum, com herança autossômica dominante, causada por mutação no gene CACNA1S (canal de cálcio) ou SCN4A (canal de sódio).
A hipercalemia é um distúrbio presente em 0,5% dos pacientes hospitalizados, com 80% dos casos representados por neoplasias e hiperparatireoidismo.
O sintoma periférico mais evidente da hipocalcemia é a tetania, que ocorre por aumento da excitabilidade neuronal, o que faz o potencial determinar a hiperpolarização dos axônios.
A transmissão vertical do vírus Zika ocorre em caso de infecção materna ao longo de toda a gestação, a uma taxa estimada superior a 40%, sendo o quadro clínico materno caracterizado por exantema, mais comumente do tipo macular ou maculopapular descendente, além de prurido, artralgia, fadiga e mialgia.
Manifestação clínica de cardiopatia congênita (duto arterioso patente, estenose valvular ou defeitos septais) associada à macrocefalia é geralmente relacionada à infecção congênita por herpes vírus.
Em se tratando dos estudos de neuroimagem nas infecções congênitas, calcificações intraparenquimatosas ou periventriculares são observadas comumente nas infecções por citomegalovírus, rubéola, herpes vírus e toxoplasmose, enquanto o complexo lisencefalia-paquigiria está relacionado principalmente à infecção pelo HIV.
A síndrome de Aicardi-Goutières, haja vista o quadro neurológico, liquórico e a presença de calcificações no exame de imagem, pode mimetizar infecção congênita e deve figurar entre os diagnósticos diferenciais.
O tratamento do recém-nascido com toxoplasmose congênita, sintomática ou assintomática, confirmada por meio de exame direto da placenta, do cordão umbilical ou do líquido amniótico, por detecção de IgM específica ou por título de IgG maior que o materno, deverá ser mantido durante todo o primeiro ano de vida da criança.
Na sífilis materna não tratada, a taxa de transmissão do Treponema pallidum é em torno de 30%, e cerca de 80% dos recém-nascidos são sintomáticos no primeiro mês de vida.