Questões de Concurso Público SESAU-AL 2021 para Médico - Especialidade: Hemodinâmica
Foram encontradas 120 questões
Uma paciente de 78 anos de idade, com antecedentes de
hipertensão arterial, queixava-se de cefaleia e mialgia havia três
semanas. No exame físico, ela se encontrava eupneica, com
pressão arterial de 136 mmHg × 82 mmHg, frequência cardíaca
de 64 bpm e ritmo cardíaco regular, em três tempos (quarta
bulha), com sopro diastólico (++/4) no segundo espaço
intercostal à direita, sem clique ou atrito. O restante do exame
físico foi normal. A velocidade de hemossedimentação foi de 78
mm/h. O eletrocardiograma não revelou anormalidades
significativas. O ecocardiograma demonstrou derrame
pericárdico leve e dimensão aórtica de 4 cm (seio de Valsalva),
4,4 cm (junção sinotubular) e 4,5 cm (aorta proximal
ascendente). A janela acústica não permitiu uma adequada
visualização da valva aórtica.
A respeito do caso clínico hipotético apresentado, julgue o item subsequente.
Degeneração das fibras elásticas, perda de células
musculares lisas e aumento da deposição de colágeno são
mecanismos envolvidos na condição clínica apresentada pela
paciente.
Uma paciente de 78 anos de idade, com antecedentes de
hipertensão arterial, queixava-se de cefaleia e mialgia havia três
semanas. No exame físico, ela se encontrava eupneica, com
pressão arterial de 136 mmHg × 82 mmHg, frequência cardíaca
de 64 bpm e ritmo cardíaco regular, em três tempos (quarta
bulha), com sopro diastólico (++/4) no segundo espaço
intercostal à direita, sem clique ou atrito. O restante do exame
físico foi normal. A velocidade de hemossedimentação foi de 78
mm/h. O eletrocardiograma não revelou anormalidades
significativas. O ecocardiograma demonstrou derrame
pericárdico leve e dimensão aórtica de 4 cm (seio de Valsalva),
4,4 cm (junção sinotubular) e 4,5 cm (aorta proximal
ascendente). A janela acústica não permitiu uma adequada
visualização da valva aórtica.
A respeito do caso clínico hipotético apresentado, julgue o item subsequente.
A paciente deverá ser submetida a angiorressonância
magnética de aorta torácica.
Uma paciente de 78 anos de idade, com antecedentes de
hipertensão arterial, queixava-se de cefaleia e mialgia havia três
semanas. No exame físico, ela se encontrava eupneica, com
pressão arterial de 136 mmHg × 82 mmHg, frequência cardíaca
de 64 bpm e ritmo cardíaco regular, em três tempos (quarta
bulha), com sopro diastólico (++/4) no segundo espaço
intercostal à direita, sem clique ou atrito. O restante do exame
físico foi normal. A velocidade de hemossedimentação foi de 78
mm/h. O eletrocardiograma não revelou anormalidades
significativas. O ecocardiograma demonstrou derrame
pericárdico leve e dimensão aórtica de 4 cm (seio de Valsalva),
4,4 cm (junção sinotubular) e 4,5 cm (aorta proximal
ascendente). A janela acústica não permitiu uma adequada
visualização da valva aórtica.
A respeito do caso clínico hipotético apresentado, julgue o item subsequente.
A etiologia mais provável do sopro descrito é a presença de
disfunção de válvula aórtica bicúspede.
Com relação à MINOCA (myocardial infarction with nonobstructive coronary arteries), julgue o item a seguir.
A síndrome de Takotsubo é um modelo de MINOCA que
ocorre principalmente em mulheres com histórico de estresse
emocional recente.
Com relação à MINOCA (myocardial infarction with nonobstructive coronary arteries), julgue o item a seguir.
A maioria dos pacientes com MINOCA tem apresentação
clínica de infarto agudo do miocárdio sem supradesnível do
segmento ST.
Uma paciente de 58 anos de idade, tabagista, apresentava epigastralgia em queimação havia 2 horas, iniciada após o almoço e acompanhada de náuseas e sudorese fria. No exame físico, ela apresentava palidez cutâneo-mucosa, saturação de oxigênio de 90% (em ar ambiente), pressão arterial de 88 mmHg × 56 mmHg (média de três medidas), frequência cardíaca de 76 bpm e ritmo cardíaco regular em três tempos (B4), sem sopros. O restante do exame físico foi normal. A troponina T ultrassensível e a CKMB massa foram normais. A paciente realizou eletrocardiograma (com calibração padrão), cujo resultado foi o seguinte.


Com base nesse caso clínico hipotético, julgue o item subsequente.
Essa situação, quase invariavelmente, desenvolve-se em
associação com o infarto do septo e da parede inferior do
ventrículo esquerdo adjacente.
Uma paciente de 58 anos de idade, tabagista, apresentava epigastralgia em queimação havia 2 horas, iniciada após o almoço e acompanhada de náuseas e sudorese fria. No exame físico, ela apresentava palidez cutâneo-mucosa, saturação de oxigênio de 90% (em ar ambiente), pressão arterial de 88 mmHg × 56 mmHg (média de três medidas), frequência cardíaca de 76 bpm e ritmo cardíaco regular em três tempos (B4), sem sopros. O restante do exame físico foi normal. A troponina T ultrassensível e a CKMB massa foram normais. A paciente realizou eletrocardiograma (com calibração padrão), cujo resultado foi o seguinte.


Com base nesse caso clínico hipotético, julgue o item subsequente.
Nesse caso, são indicadas a expansão volêmica, com solução
salina fisiológica, e a intervenção coronária percutânea
primária.
Uma paciente de 58 anos de idade, tabagista, apresentava epigastralgia em queimação havia 2 horas, iniciada após o almoço e acompanhada de náuseas e sudorese fria. No exame físico, ela apresentava palidez cutâneo-mucosa, saturação de oxigênio de 90% (em ar ambiente), pressão arterial de 88 mmHg × 56 mmHg (média de três medidas), frequência cardíaca de 76 bpm e ritmo cardíaco regular em três tempos (B4), sem sopros. O restante do exame físico foi normal. A troponina T ultrassensível e a CKMB massa foram normais. A paciente realizou eletrocardiograma (com calibração padrão), cujo resultado foi o seguinte.


Com base nesse caso clínico hipotético, julgue o item subsequente.
As alterações hemodinâmicas estão associadas à extensão da
isquemia, ao efeito de contenção do pericárdio adjacente e à
interdependência interventricular decorrente do septo
interventricular.
Um paciente de 63 anos de idade, branco, com antecedente de insuficiência cardíaca e diabetes do tipo 2 havia dois anos, compareceu ao ambulatório com queixa de piora da dispneia. Havia três semanas, ele tinha iniciado um quadro de dispneia aos esforços menores que os habituais. Ele usava regularmente metformina, ivabradina, carvedilol, enalapril, furosemida e espironolactona, nas doses máximas preconizadas. No exame físico, apresentava-se com extremidades quentes, normocorado, com frequência cardíaca de 98 bpm, pressão arterial de 128 mmHg × 82 mmHg, turgência jugular a 30° e ausculta pulmonar normal. A ausculta cardíaca indicou ritmo cardíaco regular, em galope (presença de terceira bulha), sem sopros. Adicionalmente, observou-se hemoglobina glicada de 7,6 g/dL e glicemia de jejum 158 mg/dL. Os demais exames laboratoriais não revelaram outras anormalidades significativas. O ecocardiograma revelou hipocinesia difusa e fração de ejeção de 29%. O eletrocardiograma, realizado com a calibração normal, é mostrado a seguir.

Considerando o caso clínico hipotético apresentado, julgue o próximo item.
A terapia de ressincronização cardíaca está indicada nesse
caso.
Um paciente de 63 anos de idade, branco, com antecedente de insuficiência cardíaca e diabetes do tipo 2 havia dois anos, compareceu ao ambulatório com queixa de piora da dispneia. Havia três semanas, ele tinha iniciado um quadro de dispneia aos esforços menores que os habituais. Ele usava regularmente metformina, ivabradina, carvedilol, enalapril, furosemida e espironolactona, nas doses máximas preconizadas. No exame físico, apresentava-se com extremidades quentes, normocorado, com frequência cardíaca de 98 bpm, pressão arterial de 128 mmHg × 82 mmHg, turgência jugular a 30° e ausculta pulmonar normal. A ausculta cardíaca indicou ritmo cardíaco regular, em galope (presença de terceira bulha), sem sopros. Adicionalmente, observou-se hemoglobina glicada de 7,6 g/dL e glicemia de jejum 158 mg/dL. Os demais exames laboratoriais não revelaram outras anormalidades significativas. O ecocardiograma revelou hipocinesia difusa e fração de ejeção de 29%. O eletrocardiograma, realizado com a calibração normal, é mostrado a seguir.

Considerando o caso clínico hipotético apresentado, julgue o próximo item.
Nesse caso, é indicada a avaliação de isquemia miocárdica,
para elucidar a etiologia do quadro clínico.
Um paciente de 63 anos de idade, branco, com antecedente de insuficiência cardíaca e diabetes do tipo 2 havia dois anos, compareceu ao ambulatório com queixa de piora da dispneia. Havia três semanas, ele tinha iniciado um quadro de dispneia aos esforços menores que os habituais. Ele usava regularmente metformina, ivabradina, carvedilol, enalapril, furosemida e espironolactona, nas doses máximas preconizadas. No exame físico, apresentava-se com extremidades quentes, normocorado, com frequência cardíaca de 98 bpm, pressão arterial de 128 mmHg × 82 mmHg, turgência jugular a 30° e ausculta pulmonar normal. A ausculta cardíaca indicou ritmo cardíaco regular, em galope (presença de terceira bulha), sem sopros. Adicionalmente, observou-se hemoglobina glicada de 7,6 g/dL e glicemia de jejum 158 mg/dL. Os demais exames laboratoriais não revelaram outras anormalidades significativas. O ecocardiograma revelou hipocinesia difusa e fração de ejeção de 29%. O eletrocardiograma, realizado com a calibração normal, é mostrado a seguir.

Considerando o caso clínico hipotético apresentado, julgue o próximo item.
Recomenda-se a substituição do enalapril por
sacubitril/valsartana.
Um paciente de 63 anos de idade, branco, com antecedente de insuficiência cardíaca e diabetes do tipo 2 havia dois anos, compareceu ao ambulatório com queixa de piora da dispneia. Havia três semanas, ele tinha iniciado um quadro de dispneia aos esforços menores que os habituais. Ele usava regularmente metformina, ivabradina, carvedilol, enalapril, furosemida e espironolactona, nas doses máximas preconizadas. No exame físico, apresentava-se com extremidades quentes, normocorado, com frequência cardíaca de 98 bpm, pressão arterial de 128 mmHg × 82 mmHg, turgência jugular a 30° e ausculta pulmonar normal. A ausculta cardíaca indicou ritmo cardíaco regular, em galope (presença de terceira bulha), sem sopros. Adicionalmente, observou-se hemoglobina glicada de 7,6 g/dL e glicemia de jejum 158 mg/dL. Os demais exames laboratoriais não revelaram outras anormalidades significativas. O ecocardiograma revelou hipocinesia difusa e fração de ejeção de 29%. O eletrocardiograma, realizado com a calibração normal, é mostrado a seguir.

Considerando o caso clínico hipotético apresentado, julgue o próximo item.
A empagliflozina deverá ser associada ao esquema
terapêutico desse paciente.
Uma paciente do sexo feminino, de 25 anos de idade, cor branca, após três visitas ao ambulatório de cardiologia, recebeu o diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica estágio III, com início recente, havia cerca de 3 meses.
Considerando esse caso clínico, julgue o item a seguir, acerca da investigação e do tratamento de causas de hipertensão arterial sistêmica secundária.
A hipertensão renovascular é um dos prováveis diagnósticos
para essa paciente, sendo a displasia fibromuscular uma
possível causa principal do caso.
Uma paciente do sexo feminino, de 25 anos de idade, cor branca, após três visitas ao ambulatório de cardiologia, recebeu o diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica estágio III, com início recente, havia cerca de 3 meses.
Considerando esse caso clínico, julgue o item a seguir, acerca da investigação e do tratamento de causas de hipertensão arterial sistêmica secundária.
A possibilidade de hipertensão arterial sistêmica secundária é
contraindicação para iniciar o tratamento da paciente com
anti-hipertensivos, até o diagnóstico da causa secundária.
Uma paciente do sexo feminino, de 25 anos de idade, cor branca, após três visitas ao ambulatório de cardiologia, recebeu o diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica estágio III, com início recente, havia cerca de 3 meses.
Considerando esse caso clínico, julgue o item a seguir, acerca da investigação e do tratamento de causas de hipertensão arterial sistêmica secundária.
Na suspeita clínica de feocromocitoma como causa de
hipertensão secundária, a dosagem de ácido vanilmandélico
na urina é o teste mais sensível para o diagnóstico.
Uma paciente do sexo feminino, de 25 anos de idade, cor branca, após três visitas ao ambulatório de cardiologia, recebeu o diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica estágio III, com início recente, havia cerca de 3 meses.
Considerando esse caso clínico, julgue o item a seguir, acerca da investigação e do tratamento de causas de hipertensão arterial sistêmica secundária.
Umas das causas de hipertensão secundária é o uso de
medicações, sendo os inibidores da angiogênese os
quimioterápicos mais relacionados a hipertensão.
Uma paciente do sexo feminino, de 25 anos de idade, cor branca, após três visitas ao ambulatório de cardiologia, recebeu o diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica estágio III, com início recente, havia cerca de 3 meses.
Considerando esse caso clínico, julgue o item a seguir, acerca da investigação e do tratamento de causas de hipertensão arterial sistêmica secundária.
Enquanto um dos achados laboratoriais sugestivos de
hiperaldosteronismo primário é a hipocalemia, na síndrome
de Cushing de causa central, a hipercalemia é um achado
sugestivo.
Uma paciente do sexo feminino, de 25 anos de idade, cor branca, após três visitas ao ambulatório de cardiologia, recebeu o diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica estágio III, com início recente, havia cerca de 3 meses.
Considerando esse caso clínico, julgue o item a seguir, acerca da investigação e do tratamento de causas de hipertensão arterial sistêmica secundária.
Tanto o hipertireoidismo quanto o hipotireoidismo podem
ser causas de hipertensão arterial sistêmica.
Durante acompanhamento no ambulatório de cardiologia,
uma paciente do sexo feminino, de 64 anos de idade, com
diagnóstico de estenose aórtica por válvula aórtica bicúspide há
alguns anos, relatou que havia cerca de 2 meses apresentava
quadro de cansaço, que a impossibilitava de realizar sua atividade
habitual de hidroginástica. Ao exame físico, apresentou FC = 85
bpm, FR = 20 irpm, SatO2 = 97 %, com avaliação sistema
cardiovascular demonstrando sopro ejetivo sistólico em foco
aórtico com irradiação para carótida. Não houve outros achados
no exame físico, inclusive na ausculta respiratória. A paciente
afirmou ter antecedentes de hipertensão, diabetes e dislipidemia.
O resultado do eletrocardiograma evidenciou sobrecarga de átrio
e ventrículo esquerdos; e o raio X de tórax mostrou índice
cardiotorácico normal com leve ingurgitamento hilar bilateral.
A partir do caso clínico apresentado, julgue o item que se segue.
Caso apresentasse sintomatologia duvidosa, a paciente
poderia ser submetida a um teste ergométrico para avaliação
da dispneia aos esforços.
Durante acompanhamento no ambulatório de cardiologia,
uma paciente do sexo feminino, de 64 anos de idade, com
diagnóstico de estenose aórtica por válvula aórtica bicúspide há
alguns anos, relatou que havia cerca de 2 meses apresentava
quadro de cansaço, que a impossibilitava de realizar sua atividade
habitual de hidroginástica. Ao exame físico, apresentou FC = 85
bpm, FR = 20 irpm, SatO2 = 97 %, com avaliação sistema
cardiovascular demonstrando sopro ejetivo sistólico em foco
aórtico com irradiação para carótida. Não houve outros achados
no exame físico, inclusive na ausculta respiratória. A paciente
afirmou ter antecedentes de hipertensão, diabetes e dislipidemia.
O resultado do eletrocardiograma evidenciou sobrecarga de átrio
e ventrículo esquerdos; e o raio X de tórax mostrou índice
cardiotorácico normal com leve ingurgitamento hilar bilateral.
A partir do caso clínico apresentado, julgue o item que se segue.
Se após avaliação de risco cirúrgico por meio dos escores
STS e EuroScore II for detectado que a paciente é de baixo
risco cirúrgico, então, em caso de necessidade de abordagem
invasiva da valva aórtica, o procedimento de implante
transcateter de bioprótese aórtica (TAVI) deverá ser evitado.