Questões de Concurso Público SEED-PR 2021 para Professor - Língua Portuguesa

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Q1689726 Português
Texto 5A2-II



Quino. Mafalda.
No texto 5A2-II, a sintaxe dos períodos constitui um recurso que estabelece determinado efeito de sentido entre as falas das personagens na tirinha. Um dos principais contrastes morfossintáticos entre as falas das personagens no texto 5A2-II é dado
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Q1689727 Português
Texto 5A2-II



Quino. Mafalda.
Nos períodos correspondentes às falas das personagens no texto 5A2-II, predominam orações
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Q1689729 Português

Texto 5A3-I


Banzo


Visões que n'alma o céu do exílio incuba,

Mortais visões! Fuzila o azul infando...

Coleia, basilisco de ouro, ondeando

O Níger... Bramem leões de fulva juba...


Uivam chacais... Ressoa a fera tuba

Dos cafres, pelas grotas retumbando,

E a estralada das árvores, que um bando

De paquidermes colossais derruba...


Como o guaraz nas rubras penas dorme,

Dorme em nimbos de sangue o sol oculto...

Fuma o saibro africano incandescente...


Vai co'a sombra crescendo o vulto enorme

Do baobá... E cresce n'alma o vulto

De uma tristeza, imensa, imensamente..


Raimundo Correia. Banzo. In: Massaud Moisés. A literatura brasileira

através dos textos. São Paulo: Cultrix, 1981. p. 212.

O texto 5A3-I é um poema escrito em uma forma fixa comum nas literaturas de língua portuguesa, denominada
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Q1689730 Português

Texto 5A3-I


Banzo


Visões que n'alma o céu do exílio incuba,

Mortais visões! Fuzila o azul infando...

Coleia, basilisco de ouro, ondeando

O Níger... Bramem leões de fulva juba...


Uivam chacais... Ressoa a fera tuba

Dos cafres, pelas grotas retumbando,

E a estralada das árvores, que um bando

De paquidermes colossais derruba...


Como o guaraz nas rubras penas dorme,

Dorme em nimbos de sangue o sol oculto...

Fuma o saibro africano incandescente...


Vai co'a sombra crescendo o vulto enorme

Do baobá... E cresce n'alma o vulto

De uma tristeza, imensa, imensamente..


Raimundo Correia. Banzo. In: Massaud Moisés. A literatura brasileira

através dos textos. São Paulo: Cultrix, 1981. p. 212.

O título do texto 5A3-I faz referência a um sentimento comum no Brasil nos períodos colonial e imperial, relacionado à violência da escravidão. Infere-se do poema em apreço que esse sentimento corresponde
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Q1689731 Português
Texto 5A3-II

Capítulo CXXXV
Otelo


    Jantei fora. De noite fui ao teatro. Representava-se justamente Otelo, que eu não vira nem lera nunca; sabia apenas o assunto, e estimei a coincidência. Vi as grandes raivas do mouro, por causa de um lenço, — um simples lenço! — e aqui dou matéria à meditação dos psicólogos deste e de outros continentes, pois não me pude furtar à observação de que um lenço bastou a acender os ciúmes de Otelo e compor a mais sublime tragédia deste mundo. Os lenços perderam-se, hoje são precisos os próprios lençóis; alguma vez nem lençóis há, e valem só as camisas. Tais eram as ideias que me iam passando pela cabeça, vagas e turvas, à medida que o mouro rolava convulso, e Iago destilava a sua calúnia. Nos intervalos não me levantava da cadeira; não queria expor-me a encontrar algum conhecido. As senhoras ficavam quase todas nos camarotes, enquanto os homens iam fumar. Então eu perguntava a mim mesmo se alguma daquelas não teria amado alguém que jazesse agora no cemitério, e vinham outras incoerências, até que o pano subia e continuava a peça. O último ato mostrou-me que não eu, mas Capitu devia morrer. Ouvi as súplicas de Desdêmona, as suas palavras amorosas e puras, e a fúria do mouro, e a morte que este lhe deu entre aplausos frenéticos do público.
     — E era inocente, vinha eu dizendo rua abaixo; — que faria o público, se ela deveras fosse culpada, tão culpada como Capitu? E que morte lhe daria o mouro? Um travesseiro não bastaria; era preciso sangue e fogo, um fogo intenso e vasto, que a consumisse de todo, e a reduzisse a pó, e o pó seria lançado ao vento, como eterna extinção... 

Machado de Assis. Dom Casmurro. In: Massaud Moisés.
A literatura brasileira através dos textos.
São Paulo: Cultrix, 1981. p. 257-258.
O texto 5A3-II apresenta um trecho de Dom Casmurro no qual se evidencia o tema que gera o conflito desenvolvido no enredo da obra. O tema em questão é
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Q1689732 Português
Texto 5A3-II

Capítulo CXXXV
Otelo


    Jantei fora. De noite fui ao teatro. Representava-se justamente Otelo, que eu não vira nem lera nunca; sabia apenas o assunto, e estimei a coincidência. Vi as grandes raivas do mouro, por causa de um lenço, — um simples lenço! — e aqui dou matéria à meditação dos psicólogos deste e de outros continentes, pois não me pude furtar à observação de que um lenço bastou a acender os ciúmes de Otelo e compor a mais sublime tragédia deste mundo. Os lenços perderam-se, hoje são precisos os próprios lençóis; alguma vez nem lençóis há, e valem só as camisas. Tais eram as ideias que me iam passando pela cabeça, vagas e turvas, à medida que o mouro rolava convulso, e Iago destilava a sua calúnia. Nos intervalos não me levantava da cadeira; não queria expor-me a encontrar algum conhecido. As senhoras ficavam quase todas nos camarotes, enquanto os homens iam fumar. Então eu perguntava a mim mesmo se alguma daquelas não teria amado alguém que jazesse agora no cemitério, e vinham outras incoerências, até que o pano subia e continuava a peça. O último ato mostrou-me que não eu, mas Capitu devia morrer. Ouvi as súplicas de Desdêmona, as suas palavras amorosas e puras, e a fúria do mouro, e a morte que este lhe deu entre aplausos frenéticos do público.
     — E era inocente, vinha eu dizendo rua abaixo; — que faria o público, se ela deveras fosse culpada, tão culpada como Capitu? E que morte lhe daria o mouro? Um travesseiro não bastaria; era preciso sangue e fogo, um fogo intenso e vasto, que a consumisse de todo, e a reduzisse a pó, e o pó seria lançado ao vento, como eterna extinção... 

Machado de Assis. Dom Casmurro. In: Massaud Moisés.
A literatura brasileira através dos textos.
São Paulo: Cultrix, 1981. p. 257-258.
A narração do texto 5A3-II se dá em
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Q1689733 Português
Texto 5A3-II

Capítulo CXXXV
Otelo


    Jantei fora. De noite fui ao teatro. Representava-se justamente Otelo, que eu não vira nem lera nunca; sabia apenas o assunto, e estimei a coincidência. Vi as grandes raivas do mouro, por causa de um lenço, — um simples lenço! — e aqui dou matéria à meditação dos psicólogos deste e de outros continentes, pois não me pude furtar à observação de que um lenço bastou a acender os ciúmes de Otelo e compor a mais sublime tragédia deste mundo. Os lenços perderam-se, hoje são precisos os próprios lençóis; alguma vez nem lençóis há, e valem só as camisas. Tais eram as ideias que me iam passando pela cabeça, vagas e turvas, à medida que o mouro rolava convulso, e Iago destilava a sua calúnia. Nos intervalos não me levantava da cadeira; não queria expor-me a encontrar algum conhecido. As senhoras ficavam quase todas nos camarotes, enquanto os homens iam fumar. Então eu perguntava a mim mesmo se alguma daquelas não teria amado alguém que jazesse agora no cemitério, e vinham outras incoerências, até que o pano subia e continuava a peça. O último ato mostrou-me que não eu, mas Capitu devia morrer. Ouvi as súplicas de Desdêmona, as suas palavras amorosas e puras, e a fúria do mouro, e a morte que este lhe deu entre aplausos frenéticos do público.
     — E era inocente, vinha eu dizendo rua abaixo; — que faria o público, se ela deveras fosse culpada, tão culpada como Capitu? E que morte lhe daria o mouro? Um travesseiro não bastaria; era preciso sangue e fogo, um fogo intenso e vasto, que a consumisse de todo, e a reduzisse a pó, e o pó seria lançado ao vento, como eterna extinção... 

Machado de Assis. Dom Casmurro. In: Massaud Moisés.
A literatura brasileira através dos textos.
São Paulo: Cultrix, 1981. p. 257-258.
No texto 5A3-II, o protagonista assiste a uma peça de teatro. Embora haja menção ao enredo da peça, esta passagem foi utilizada, principalmente, como mote para a personagem
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Q1689734 Português
Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente; é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer.
Luís de Camões. In: Massaud Moisés. A literatura portuguesa através dos textos. São Paulo: Cultrix, 1968. p. 85.

Assinale a opção que apresenta a figura de linguagem presente em todos os versos da estrofe do poema apresentado.
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Q1689735 Português
Texto 5A3-III

Poesia

Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.  

Carlos Drummond de Andrade. Poesia 1930-62.
São Paulo: Cosac & Naify, 2012. p. 104.
Com relação ao uso de figuras de linguagem no texto 5A3-III, assinale a opção que apresenta um verso do poema no qual ocorre metonímia.
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Q1689736 Português
Texto 5A3-III

Poesia

Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.  

Carlos Drummond de Andrade. Poesia 1930-62.
São Paulo: Cosac & Naify, 2012. p. 104.
O texto 5A3-III é um poema no qual ocorre deslocamento dos sentidos de algumas palavras relacionadas à escrita, como verso, pena e poesia. Considerando-se esse aspecto, é correto afirmar que o tema desse poema é a relação entre
Alternativas
Respostas
11: B
12: D
13: A
14: D
15: C
16: A
17: A
18: C
19: A
20: E