Questões de Concurso Público MPU 2010 para Analista - Engenharia Civil

Foram encontradas 25 questões

Q2776350 Português

1 Hipermodernidade é o termo usado para denominar a

realidade contemporânea, caracterizada pela cultura do

excesso, do acréscimo sempre quantitativo de bens materiais,

4 de coisas consumíveis e descartáveis. Dentro desse contexto,

todas as interações humanas, marcadas pela doença crônica da

falta de tempo disponível e da ausência de autêntica integração

7 existencial, se tornam intensas e urgentes. O movimento da

vida passa a ser uma efervescência constante e as mudanças a

ocorrer em ritmo quase esquizofrênico, determinando os

10 valores fugidios de uma ordem temporal marcada pela

efemeridade. Como tentativas de acompanhar essa velocidade

vertiginosa que marca o processo de constituição da sociedade

13 hipermoderna, surge a flexibilidade do mundo do trabalho e a

fluidez das relações interpessoais. O indivíduo da “cultura”

tecnicista vivencia uma situação paradoxal: ao mesmo tempo

16 em que lhe são ofertados continuamente os recursos para

que possa gozar efetivamente as dádivas materiais da vida,

ocorre, no entanto, a impossibilidade de se desfrutar

19 plenamente desses recursos.


Renato Nunes Bittencourt. Consumo para o vazio existencial. In: Filosofia, ano V, n. 48, p. 46-8 (com adaptações).


Julgue os itens a seguir, com relação às ideias e aspectos linguísticos do texto.

O uso da preposição "em", na linha 16, é obrigatório para marcar a relação estabelecida com a forma verbal "vivencia" (l.15); por isso, a omissão dessa preposição provocaria erro gramatical e impossibilitaria a retomada do referente do pronome "que" (l.16).

Alternativas
Q2776352 Português

1 Hipermodernidade é o termo usado para denominar a

realidade contemporânea, caracterizada pela cultura do

excesso, do acréscimo sempre quantitativo de bens materiais,

4 de coisas consumíveis e descartáveis. Dentro desse contexto,

todas as interações humanas, marcadas pela doença crônica da

falta de tempo disponível e da ausência de autêntica integração

7 existencial, se tornam intensas e urgentes. O movimento da

vida passa a ser uma efervescência constante e as mudanças a

ocorrer em ritmo quase esquizofrênico, determinando os

10 valores fugidios de uma ordem temporal marcada pela

efemeridade. Como tentativas de acompanhar essa velocidade

vertiginosa que marca o processo de constituição da sociedade

13 hipermoderna, surge a flexibilidade do mundo do trabalho e a

fluidez das relações interpessoais. O indivíduo da “cultura”

tecnicista vivencia uma situação paradoxal: ao mesmo tempo

16 em que lhe são ofertados continuamente os recursos para

que possa gozar efetivamente as dádivas materiais da vida,

ocorre, no entanto, a impossibilidade de se desfrutar

19 plenamente desses recursos.


Renato Nunes Bittencourt. Consumo para o vazio existencial. In: Filosofia, ano V, n. 48, p. 46-8 (com adaptações).


Julgue os itens a seguir, com relação às ideias e aspectos linguísticos do texto.

Entende-se da leitura do texto que a "realidade contemporânea" (l.2) caracteriza-se pela velocidade vertiginosa e pelo acúmulo de bens materiais, assim como pela ausência de integração existencial e falta de tempo para usufruir "as dádivas materiais da vida" (l.17).

Alternativas
Q2776355 Português

1 Hipermodernidade é o termo usado para denominar a

realidade contemporânea, caracterizada pela cultura do

excesso, do acréscimo sempre quantitativo de bens materiais,

4 de coisas consumíveis e descartáveis. Dentro desse contexto,

todas as interações humanas, marcadas pela doença crônica da

falta de tempo disponível e da ausência de autêntica integração

7 existencial, se tornam intensas e urgentes. O movimento da

vida passa a ser uma efervescência constante e as mudanças a

ocorrer em ritmo quase esquizofrênico, determinando os

10 valores fugidios de uma ordem temporal marcada pela

efemeridade. Como tentativas de acompanhar essa velocidade

vertiginosa que marca o processo de constituição da sociedade

13 hipermoderna, surge a flexibilidade do mundo do trabalho e a

fluidez das relações interpessoais. O indivíduo da “cultura”

tecnicista vivencia uma situação paradoxal: ao mesmo tempo

16 em que lhe são ofertados continuamente os recursos para

que possa gozar efetivamente as dádivas materiais da vida,

ocorre, no entanto, a impossibilidade de se desfrutar

19 plenamente desses recursos.


Renato Nunes Bittencourt. Consumo para o vazio existencial. In: Filosofia, ano V, n. 48, p. 46-8 (com adaptações).


Julgue os itens a seguir, com relação às ideias e aspectos linguísticos do texto.

A ausência de vírgula depois de "vertiginosa" (l.12) indica que a oração iniciada por "que marca" (l.12) restringe a ideia de "velocidade vertiginosa" (l.11-12).

Alternativas
Q2776357 Português

1 Hipermodernidade é o termo usado para denominar a

realidade contemporânea, caracterizada pela cultura do

excesso, do acréscimo sempre quantitativo de bens materiais,

4 de coisas consumíveis e descartáveis. Dentro desse contexto,

todas as interações humanas, marcadas pela doença crônica da

falta de tempo disponível e da ausência de autêntica integração

7 existencial, se tornam intensas e urgentes. O movimento da

vida passa a ser uma efervescência constante e as mudanças a

ocorrer em ritmo quase esquizofrênico, determinando os

10 valores fugidios de uma ordem temporal marcada pela

efemeridade. Como tentativas de acompanhar essa velocidade

vertiginosa que marca o processo de constituição da sociedade

13 hipermoderna, surge a flexibilidade do mundo do trabalho e a

fluidez das relações interpessoais. O indivíduo da “cultura”

tecnicista vivencia uma situação paradoxal: ao mesmo tempo

16 em que lhe são ofertados continuamente os recursos para

que possa gozar efetivamente as dádivas materiais da vida,

ocorre, no entanto, a impossibilidade de se desfrutar

19 plenamente desses recursos.


Renato Nunes Bittencourt. Consumo para o vazio existencial. In: Filosofia, ano V, n. 48, p. 46-8 (com adaptações).


Julgue os itens a seguir, com relação às ideias e aspectos linguísticos do texto.

A forma verbal "surge" (l.13) está flexionada no singular porque estabelece relação de concordância com o conjunto das ideias que compõem a oração anterior.

Alternativas
Q2792975 Português

1 Inovar é recriar de modo a agregar valor e incrementar

a eficiência, a produtividade e a competitividade nos processos

gerenciais e nos produtos e serviços das organizações. Ou seja,

4 é o fermento do crescimento econômico e social de um país.

Para isso, é preciso criatividade, capacidade de inventar e

coragem para sair dos esquemas tradicionais. Inovador é o

7 indivíduo que procura respostas originais e pertinentes em

situações com as quais ele se defronta. É preciso uma atitude

de abertura para as coisas novas, pois a novidade é catastrófica

10 para os mais céticos. Pode-se dizer que o caminho da inovação

é um percurso de difícil travessia para a maioria das

instituições. Inovar significa transformar os pontos frágeis de

13 um empreendimento em uma realidade duradoura e lucrativa.

A inovação estimula a comercialização de produtos ou serviços

e também permite avanços importantes para toda a sociedade.

16 Porém, a inovação é verdadeira somente quando está

fundamentada no conhecimento. A capacidade de inovação

depende da pesquisa, da geração de conhecimento.

19 É necessário investir em pesquisa para devolver resultados

satisfatórios à sociedade. No entanto, os resultados desse tipo

de investimento não são necessariamente recursos financeiros

22 ou valores econômicos, podem ser também a qualidade de vida

com justiça social.


Luís Afonso Bermúdez. O fermento tecnológico. In: Darcy. Revista de jornalismo científico e cultural da Universidade de Brasília, novembro e dezembro de 2009, p. 37 (com adaptações).


Considerando a organização das ideias e estruturas linguísticas do texto, julgue os seguintes itens.

O período sintático iniciado por “Inovar significa” (l.12) estabelece, com o período anterior, relação semântica que admite ser explicitada pela expressão Por conseguinte, escrevendo-se: Por conseguinte, inovar significa (...).

Alternativas
Q2793250 Português

1 Inovar é recriar de modo a agregar valor e incrementar

a eficiência, a produtividade e a competitividade nos processos

gerenciais e nos produtos e serviços das organizações. Ou seja,

4 é o fermento do crescimento econômico e social de um país.

Para isso, é preciso criatividade, capacidade de inventar e

coragem para sair dos esquemas tradicionais. Inovador é o

7 indivíduo que procura respostas originais e pertinentes em

situações com as quais ele se defronta. É preciso uma atitude

de abertura para as coisas novas, pois a novidade é catastrófica

10 para os mais céticos. Pode-se dizer que o caminho da inovação

é um percurso de difícil travessia para a maioria das

instituições. Inovar significa transformar os pontos frágeis de

13 um empreendimento em uma realidade duradoura e lucrativa.

A inovação estimula a comercialização de produtos ou serviços

e também permite avanços importantes para toda a sociedade.

16 Porém, a inovação é verdadeira somente quando está

fundamentada no conhecimento. A capacidade de inovação

depende da pesquisa, da geração de conhecimento.

19 É necessário investir em pesquisa para devolver resultados

satisfatórios à sociedade. No entanto, os resultados desse tipo

de investimento não são necessariamente recursos financeiros

22 ou valores econômicos, podem ser também a qualidade de vida

com justiça social.


Luís Afonso Bermúdez. O fermento tecnológico. In: Darcy. Revista de jornalismo científico e cultural da Universidade de Brasília, novembro e dezembro de 2009, p. 37 (com adaptações).


Considerando a organização das ideias e estruturas linguísticas do texto, julgue os seguintes itens.

Subentende-se da argumentação do texto que o pronome demonstrativo, no trecho “desse tipo de investimento” (l.20-21), refere-se à ideia de “fermento do crescimento econômico e social de um país” (l.4).

Alternativas
Q2793252 Português

1 Inovar é recriar de modo a agregar valor e incrementar

a eficiência, a produtividade e a competitividade nos processos

gerenciais e nos produtos e serviços das organizações. Ou seja,

4 é o fermento do crescimento econômico e social de um país.

Para isso, é preciso criatividade, capacidade de inventar e

coragem para sair dos esquemas tradicionais. Inovador é o

7 indivíduo que procura respostas originais e pertinentes em

situações com as quais ele se defronta. É preciso uma atitude

de abertura para as coisas novas, pois a novidade é catastrófica

10 para os mais céticos. Pode-se dizer que o caminho da inovação

é um percurso de difícil travessia para a maioria das

instituições. Inovar significa transformar os pontos frágeis de

13 um empreendimento em uma realidade duradoura e lucrativa.

A inovação estimula a comercialização de produtos ou serviços

e também permite avanços importantes para toda a sociedade.

16 Porém, a inovação é verdadeira somente quando está

fundamentada no conhecimento. A capacidade de inovação

depende da pesquisa, da geração de conhecimento.

19 É necessário investir em pesquisa para devolver resultados

satisfatórios à sociedade. No entanto, os resultados desse tipo

de investimento não são necessariamente recursos financeiros

22 ou valores econômicos, podem ser também a qualidade de vida

com justiça social.


Luís Afonso Bermúdez. O fermento tecnológico. In: Darcy. Revista de jornalismo científico e cultural da Universidade de Brasília, novembro e dezembro de 2009, p. 37 (com adaptações).


Considerando a organização das ideias e estruturas linguísticas do texto, julgue os seguintes itens.

A forma verbal “é” (l.4) está flexionada no singular porque, na oração em que ocorre, subentende-se “Inovar” (l.1) como sujeito.

Alternativas
Q2793257 Português

1 Inovar é recriar de modo a agregar valor e incrementar

a eficiência, a produtividade e a competitividade nos processos

gerenciais e nos produtos e serviços das organizações. Ou seja,

4 é o fermento do crescimento econômico e social de um país.

Para isso, é preciso criatividade, capacidade de inventar e

coragem para sair dos esquemas tradicionais. Inovador é o

7 indivíduo que procura respostas originais e pertinentes em

situações com as quais ele se defronta. É preciso uma atitude

de abertura para as coisas novas, pois a novidade é catastrófica

10 para os mais céticos. Pode-se dizer que o caminho da inovação

é um percurso de difícil travessia para a maioria das

instituições. Inovar significa transformar os pontos frágeis de

13 um empreendimento em uma realidade duradoura e lucrativa.

A inovação estimula a comercialização de produtos ou serviços

e também permite avanços importantes para toda a sociedade.

16 Porém, a inovação é verdadeira somente quando está

fundamentada no conhecimento. A capacidade de inovação

depende da pesquisa, da geração de conhecimento.

19 É necessário investir em pesquisa para devolver resultados

satisfatórios à sociedade. No entanto, os resultados desse tipo

de investimento não são necessariamente recursos financeiros

22 ou valores econômicos, podem ser também a qualidade de vida

com justiça social.


Luís Afonso Bermúdez. O fermento tecnológico. In: Darcy. Revista de jornalismo científico e cultural da Universidade de Brasília, novembro e dezembro de 2009, p. 37 (com adaptações).


Considerando a organização das ideias e estruturas linguísticas do texto, julgue os seguintes itens.

Na linha 8, o segmento “as quais” remete a “situações” e, por isso, admite a substituição pelo pronome que; no entanto, nesse contexto, tal substituição provocaria ambiguidade.

Alternativas
Q2793258 Português

1 Nós, seres humanos, somos seres sociais: vivemos

nosso cotidiano em contínua imbricação com o ser de outros.

Isso, em geral, admitimos sem reservas. Ao mesmo tempo,

4 seres humanos, somos indivíduos: vivemos nosso ser cotidiano

como um contínuo devir de experiências individuais

intransferíveis. Isso admitimos como algo indubitável. Ser

7 social e ser individual parecem condições contraditórias da

existência. De fato, boa parte da história política, econômica e

cultural da humanidade, particularmente durante os últimos

10 duzentos anos no ocidente, tem a ver com esse dilema. Assim,

distintas teorias políticas e econômicas, fundadas em diferentes

ideologias do humano, enfatizam um aspecto ou outro dessa

13 dualidade, seja reclamando uma subordinação dos interesses

individuais aos interesses sociais, ou, ao contrário, afastando o

ser humano da unidade de sua experiência cotidiana. Além

16 disso, cada uma das ideologias em que se fundamentam essas

teorias políticas e econômicas constitui uma visão dos

fenômenos sociais e individuais que pretende firmar-se em uma

19 descrição verdadeira da natureza biológica, psicológica ou

espiritual do humano.


Humberto Maturana. Biologia do fenômeno social: a ontologia da realidade. Miriam Graciano (Trad.). Belo Horizonte: UFMG, 2002, p. 195 (com adaptações).


A respeito da organização das estruturas linguísticas e das ideias do texto, julgue os itens a seguir.

Nas relações de coesão do texto, as expressões “esse dilema” (l.10) e “dessa dualidade” (l.12-13) remetem à condição do ser humano: unitário em “sua experiência cotidiana” (l.15), mas imbricado “com o ser de outros” (l.2).

Alternativas
Q2793261 Português

1 Nós, seres humanos, somos seres sociais: vivemos

nosso cotidiano em contínua imbricação com o ser de outros.

Isso, em geral, admitimos sem reservas. Ao mesmo tempo,

4 seres humanos, somos indivíduos: vivemos nosso ser cotidiano

como um contínuo devir de experiências individuais

intransferíveis. Isso admitimos como algo indubitável. Ser

7 social e ser individual parecem condições contraditórias da

existência. De fato, boa parte da história política, econômica e

cultural da humanidade, particularmente durante os últimos

10 duzentos anos no ocidente, tem a ver com esse dilema. Assim,

distintas teorias políticas e econômicas, fundadas em diferentes

ideologias do humano, enfatizam um aspecto ou outro dessa

13 dualidade, seja reclamando uma subordinação dos interesses

individuais aos interesses sociais, ou, ao contrário, afastando o

ser humano da unidade de sua experiência cotidiana. Além

16 disso, cada uma das ideologias em que se fundamentam essas

teorias políticas e econômicas constitui uma visão dos

fenômenos sociais e individuais que pretende firmar-se em uma

19 descrição verdadeira da natureza biológica, psicológica ou

espiritual do humano.


Humberto Maturana. Biologia do fenômeno social: a ontologia da realidade. Miriam Graciano (Trad.). Belo Horizonte: UFMG, 2002, p. 195 (com adaptações).


A respeito da organização das estruturas linguísticas e das ideias do texto, julgue os itens a seguir.

Na linha 16, na concordância com “cada uma das ideologias”, a flexão de plural em “fundamentam” reforça a ideia de pluralidade de “ideologias”; mas estaria gramaticalmente correto e textualmente coerente enfatizar “cada uma”, empregando-se o referido verbo no singular.

Alternativas
Q2793267 Português

1 Nós, seres humanos, somos seres sociais: vivemos

nosso cotidiano em contínua imbricação com o ser de outros.

Isso, em geral, admitimos sem reservas. Ao mesmo tempo,

4 seres humanos, somos indivíduos: vivemos nosso ser cotidiano

como um contínuo devir de experiências individuais

intransferíveis. Isso admitimos como algo indubitável. Ser

7 social e ser individual parecem condições contraditórias da

existência. De fato, boa parte da história política, econômica e

cultural da humanidade, particularmente durante os últimos

10 duzentos anos no ocidente, tem a ver com esse dilema. Assim,

distintas teorias políticas e econômicas, fundadas em diferentes

ideologias do humano, enfatizam um aspecto ou outro dessa

13 dualidade, seja reclamando uma subordinação dos interesses

individuais aos interesses sociais, ou, ao contrário, afastando o

ser humano da unidade de sua experiência cotidiana. Além

16 disso, cada uma das ideologias em que se fundamentam essas

teorias políticas e econômicas constitui uma visão dos

fenômenos sociais e individuais que pretende firmar-se em uma

19 descrição verdadeira da natureza biológica, psicológica ou

espiritual do humano.


Humberto Maturana. Biologia do fenômeno social: a ontologia da realidade. Miriam Graciano (Trad.). Belo Horizonte: UFMG, 2002, p. 195 (com adaptações).


A respeito da organização das estruturas linguísticas e das ideias do texto, julgue os itens a seguir.

A inserção de termo como antes de “seres humanos” (l.4) preservaria a coerência entre os argumentos bem como a correção gramatical do texto.

Alternativas
Q2793270 Português

1 Nós, seres humanos, somos seres sociais: vivemos

nosso cotidiano em contínua imbricação com o ser de outros.

Isso, em geral, admitimos sem reservas. Ao mesmo tempo,

4 seres humanos, somos indivíduos: vivemos nosso ser cotidiano

como um contínuo devir de experiências individuais

intransferíveis. Isso admitimos como algo indubitável. Ser

7 social e ser individual parecem condições contraditórias da

existência. De fato, boa parte da história política, econômica e

cultural da humanidade, particularmente durante os últimos

10 duzentos anos no ocidente, tem a ver com esse dilema. Assim,

distintas teorias políticas e econômicas, fundadas em diferentes

ideologias do humano, enfatizam um aspecto ou outro dessa

13 dualidade, seja reclamando uma subordinação dos interesses

individuais aos interesses sociais, ou, ao contrário, afastando o

ser humano da unidade de sua experiência cotidiana. Além

16 disso, cada uma das ideologias em que se fundamentam essas

teorias políticas e econômicas constitui uma visão dos

fenômenos sociais e individuais que pretende firmar-se em uma

19 descrição verdadeira da natureza biológica, psicológica ou

espiritual do humano.


Humberto Maturana. Biologia do fenômeno social: a ontologia da realidade. Miriam Graciano (Trad.). Belo Horizonte: UFMG, 2002, p. 195 (com adaptações).


A respeito da organização das estruturas linguísticas e das ideias do texto, julgue os itens a seguir.

Na linha 4, o sinal de dois-pontos tem a função de introduzir uma explicação para as orações anteriores; por isso, em seu lugar, poderia ser escrito porque, sem prejuízo para a correção gramatical do texto ou para sua coerência.

Alternativas
Q2793276 Português

1 Nós, seres humanos, somos seres sociais: vivemos

nosso cotidiano em contínua imbricação com o ser de outros.

Isso, em geral, admitimos sem reservas. Ao mesmo tempo,

4 seres humanos, somos indivíduos: vivemos nosso ser cotidiano

como um contínuo devir de experiências individuais

intransferíveis. Isso admitimos como algo indubitável. Ser

7 social e ser individual parecem condições contraditórias da

existência. De fato, boa parte da história política, econômica e

cultural da humanidade, particularmente durante os últimos

10 duzentos anos no ocidente, tem a ver com esse dilema. Assim,

distintas teorias políticas e econômicas, fundadas em diferentes

ideologias do humano, enfatizam um aspecto ou outro dessa

13 dualidade, seja reclamando uma subordinação dos interesses

individuais aos interesses sociais, ou, ao contrário, afastando o

ser humano da unidade de sua experiência cotidiana. Além

16 disso, cada uma das ideologias em que se fundamentam essas

teorias políticas e econômicas constitui uma visão dos

fenômenos sociais e individuais que pretende firmar-se em uma

19 descrição verdadeira da natureza biológica, psicológica ou

espiritual do humano.


Humberto Maturana. Biologia do fenômeno social: a ontologia da realidade. Miriam Graciano (Trad.). Belo Horizonte: UFMG, 2002, p. 195 (com adaptações).


A respeito da organização das estruturas linguísticas e das ideias do texto, julgue os itens a seguir.

Depreende-se do texto que as “condições contraditórias” mencionadas na linha 7 decorrem da dificuldade que o ser humano tem em admitir que suas experiências são intransferíveis porque surgem de “um contínuo devir” (l.5).

Alternativas
Q2793280 Português

1 As diferenças de classes vão ser estabelecidas em dois

níveis polares: classe privilegiada e classe não privilegiada.

Nessa dicotomia, um leitor crítico vai perceber que se trata de

4 um corte epistemológico, na medida em que fica óbvio que

classificar por extremos não reflete a complexidade de classes

da sociedade brasileira, apesar de indicar os picos. Em cada um

7 dos polos, outras diferenças se fazem presentes, mas

preferimos alçar a dicotomia maior que tanto habita o mundo

das estatísticas quanto, e principalmente, o mundo do

10 imaginário social. Estudos a respeito de riqueza e pobreza ora

dão quitação a classes pela forma quantitativa da ordem do

ganho econômico, ora pelo grau de consumo na sociedade

13 capitalista, ora pela forma de apresentação em vestuário, ora

pela violência de quem não tem mais nada a perder e assim por

diante. O imaginário, em sua organização dinâmica e com sua

16 capacidade de produzir imagens simbólicas e estereótipos,

maneja representações que possibilitam pôr ordem no caos.

O imaginário, acionado pela imaginação individual, é

19 pluriespacial e, na interação social, constrói a memória, a

história museológica. Mesmo que possamos pensar que

estereótipos são resultado de matrizes, a cultura é dinâmica,

22 porquanto símbolos e estereótipos são olhados e

ressignificados em determinado instante social.



Dina Maria Martins Ferreira. Não pense, veja. São

Paulo: Fapesp&Annablume, p. 62 (com adaptações).


Com base na organização das ideias e nos aspectos gramaticais do texto acima, julgue os itens que se seguem.

O uso da forma verbal "se trata" (l.3), no singular, atende às regras de concordância com o termo "um corte epistemológico" (l.4) e seriam mantidas a coerência entre os argumentos e a correção gramatical do texto se fosse usado o termo no plural, cortes epistemológicos, desde que o verbo fosse flexionado no plural: se tratam.

Alternativas
Q2793283 Português

1 As diferenças de classes vão ser estabelecidas em dois

níveis polares: classe privilegiada e classe não privilegiada.

Nessa dicotomia, um leitor crítico vai perceber que se trata de

4 um corte epistemológico, na medida em que fica óbvio que

classificar por extremos não reflete a complexidade de classes

da sociedade brasileira, apesar de indicar os picos. Em cada um

7 dos polos, outras diferenças se fazem presentes, mas

preferimos alçar a dicotomia maior que tanto habita o mundo

das estatísticas quanto, e principalmente, o mundo do

10 imaginário social. Estudos a respeito de riqueza e pobreza ora

dão quitação a classes pela forma quantitativa da ordem do

ganho econômico, ora pelo grau de consumo na sociedade

13 capitalista, ora pela forma de apresentação em vestuário, ora

pela violência de quem não tem mais nada a perder e assim por

diante. O imaginário, em sua organização dinâmica e com sua

16 capacidade de produzir imagens simbólicas e estereótipos,

maneja representações que possibilitam pôr ordem no caos.

O imaginário, acionado pela imaginação individual, é

19 pluriespacial e, na interação social, constrói a memória, a

história museológica. Mesmo que possamos pensar que

estereótipos são resultado de matrizes, a cultura é dinâmica,

22 porquanto símbolos e estereótipos são olhados e

ressignificados em determinado instante social.



Dina Maria Martins Ferreira. Não pense, veja. São

Paulo: Fapesp&Annablume, p. 62 (com adaptações).


Com base na organização das ideias e nos aspectos gramaticais do texto acima, julgue os itens que se seguem.

Na linha 4, para se evitar a repetição de "que", seria adequado substituir o trecho "que classificar" (l.4-5) por ao classificar, preservando-se tanto a coerência textual quanto a correção gramatical do texto.

Alternativas
Q2793285 Português

1 As diferenças de classes vão ser estabelecidas em dois

níveis polares: classe privilegiada e classe não privilegiada.

Nessa dicotomia, um leitor crítico vai perceber que se trata de

4 um corte epistemológico, na medida em que fica óbvio que

classificar por extremos não reflete a complexidade de classes

da sociedade brasileira, apesar de indicar os picos. Em cada um

7 dos polos, outras diferenças se fazem presentes, mas

preferimos alçar a dicotomia maior que tanto habita o mundo

das estatísticas quanto, e principalmente, o mundo do

10 imaginário social. Estudos a respeito de riqueza e pobreza ora

dão quitação a classes pela forma quantitativa da ordem do

ganho econômico, ora pelo grau de consumo na sociedade

13 capitalista, ora pela forma de apresentação em vestuário, ora

pela violência de quem não tem mais nada a perder e assim por

diante. O imaginário, em sua organização dinâmica e com sua

16 capacidade de produzir imagens simbólicas e estereótipos,

maneja representações que possibilitam pôr ordem no caos.

O imaginário, acionado pela imaginação individual, é

19 pluriespacial e, na interação social, constrói a memória, a

história museológica. Mesmo que possamos pensar que

estereótipos são resultado de matrizes, a cultura é dinâmica,

22 porquanto símbolos e estereótipos são olhados e

ressignificados em determinado instante social.



Dina Maria Martins Ferreira. Não pense, veja. São

Paulo: Fapesp&Annablume, p. 62 (com adaptações).


Com base na organização das ideias e nos aspectos gramaticais do texto acima, julgue os itens que se seguem.

Subentende-se da argumentação do texto que "os picos" (l.6) correspondem aos mais salientes indicadores de classes — a privilegiada e a não privilegiada —, referidos no texto também como "extremos" (l.5) e "polos" (l.7).

Alternativas
Q2793288 Português

1 As diferenças de classes vão ser estabelecidas em dois

níveis polares: classe privilegiada e classe não privilegiada.

Nessa dicotomia, um leitor crítico vai perceber que se trata de

4 um corte epistemológico, na medida em que fica óbvio que

classificar por extremos não reflete a complexidade de classes

da sociedade brasileira, apesar de indicar os picos. Em cada um

7 dos polos, outras diferenças se fazem presentes, mas

preferimos alçar a dicotomia maior que tanto habita o mundo

das estatísticas quanto, e principalmente, o mundo do

10 imaginário social. Estudos a respeito de riqueza e pobreza ora

dão quitação a classes pela forma quantitativa da ordem do

ganho econômico, ora pelo grau de consumo na sociedade

13 capitalista, ora pela forma de apresentação em vestuário, ora

pela violência de quem não tem mais nada a perder e assim por

diante. O imaginário, em sua organização dinâmica e com sua

16 capacidade de produzir imagens simbólicas e estereótipos,

maneja representações que possibilitam pôr ordem no caos.

O imaginário, acionado pela imaginação individual, é

19 pluriespacial e, na interação social, constrói a memória, a

história museológica. Mesmo que possamos pensar que

estereótipos são resultado de matrizes, a cultura é dinâmica,

22 porquanto símbolos e estereótipos são olhados e

ressignificados em determinado instante social.



Dina Maria Martins Ferreira. Não pense, veja. São

Paulo: Fapesp&Annablume, p. 62 (com adaptações).


Com base na organização das ideias e nos aspectos gramaticais do texto acima, julgue os itens que se seguem.

Na linha 11, a ausência de sinal indicativo de crase no segmento "a classes" indica que foi empregada apenas a preposição a, exigida pelo verbo dar, sem haver emprego do artigo feminino.

Alternativas
Q2793291 Português

1 As diferenças de classes vão ser estabelecidas em dois

níveis polares: classe privilegiada e classe não privilegiada.

Nessa dicotomia, um leitor crítico vai perceber que se trata de

4 um corte epistemológico, na medida em que fica óbvio que

classificar por extremos não reflete a complexidade de classes

da sociedade brasileira, apesar de indicar os picos. Em cada um

7 dos polos, outras diferenças se fazem presentes, mas

preferimos alçar a dicotomia maior que tanto habita o mundo

das estatísticas quanto, e principalmente, o mundo do

10 imaginário social. Estudos a respeito de riqueza e pobreza ora

dão quitação a classes pela forma quantitativa da ordem do

ganho econômico, ora pelo grau de consumo na sociedade

13 capitalista, ora pela forma de apresentação em vestuário, ora

pela violência de quem não tem mais nada a perder e assim por

diante. O imaginário, em sua organização dinâmica e com sua

16 capacidade de produzir imagens simbólicas e estereótipos,

maneja representações que possibilitam pôr ordem no caos.

O imaginário, acionado pela imaginação individual, é

19 pluriespacial e, na interação social, constrói a memória, a

história museológica. Mesmo que possamos pensar que

estereótipos são resultado de matrizes, a cultura é dinâmica,

22 porquanto símbolos e estereótipos são olhados e

ressignificados em determinado instante social.



Dina Maria Martins Ferreira. Não pense, veja. São

Paulo: Fapesp&Annablume, p. 62 (com adaptações).


Com base na organização das ideias e nos aspectos gramaticais do texto acima, julgue os itens que se seguem.

Preservam-se as relações argumentativas do texto bem como sua correção gramatical, caso se inicie o último período por Ainda, em lugar de "Mesmo" (l.20).

Alternativas
Q2793294 Português

1 As diferenças de classes vão ser estabelecidas em dois

níveis polares: classe privilegiada e classe não privilegiada.

Nessa dicotomia, um leitor crítico vai perceber que se trata de

4 um corte epistemológico, na medida em que fica óbvio que

classificar por extremos não reflete a complexidade de classes

da sociedade brasileira, apesar de indicar os picos. Em cada um

7 dos polos, outras diferenças se fazem presentes, mas

preferimos alçar a dicotomia maior que tanto habita o mundo

das estatísticas quanto, e principalmente, o mundo do

10 imaginário social. Estudos a respeito de riqueza e pobreza ora

dão quitação a classes pela forma quantitativa da ordem do

ganho econômico, ora pelo grau de consumo na sociedade

13 capitalista, ora pela forma de apresentação em vestuário, ora

pela violência de quem não tem mais nada a perder e assim por

diante. O imaginário, em sua organização dinâmica e com sua

16 capacidade de produzir imagens simbólicas e estereótipos,

maneja representações que possibilitam pôr ordem no caos.

O imaginário, acionado pela imaginação individual, é

19 pluriespacial e, na interação social, constrói a memória, a

história museológica. Mesmo que possamos pensar que

estereótipos são resultado de matrizes, a cultura é dinâmica,

22 porquanto símbolos e estereótipos são olhados e

ressignificados em determinado instante social.



Dina Maria Martins Ferreira. Não pense, veja. São

Paulo: Fapesp&Annablume, p. 62 (com adaptações).


Com base na organização das ideias e nos aspectos gramaticais do texto acima, julgue os itens que se seguem.

De acordo com a argumentação do texto, a diferenciação das classes em "dois níveis polares" (l.1-2), como dois extremos, não atende à complexidade de classes da sociedade brasileira, mas é comum ao "mundo das estatísticas" (l.8-9) e ao "mundo do imaginário social" (l.9-10).

Alternativas
Q2793297 Português
1     A característica central da modernidade, não seria
       demais repetir, é a institucionalização do universalismo — e
       seu duplo, a igualdade — como princípio organizador da esfera
4     pública. Com base nesse pressuposto, argumento que, em nossa
       sociedade, na esfera pública, duas formas de particularismo —
       o das diferenças e o das relações pessoais — se reforçam e se
7     articulam em diversas arenas e situações, na produção e
       reprodução de desigualdades sociais e simbólicas.
       O particularismo das diferenças produz exclusão social e
10   simbólica, dificultando os sentimentos de pertencimento e
       interdependência social, necessários para a efetiva
       institucionalização do universalismo na esfera pública.
13  O particularismo das relações pessoais atravessa os novos
      arranjos institucionais que vêm sendo propostos como
      mecanismos de construção de novas formas de sociabilidade e
16  ação coletiva na esfera pública. Finalmente, considero que,
      embora a formação de novos sujeitos sociais e políticos e de
     arenas de participação da sociedade na formulação e gestão das
19 políticas públicas traga as marcas de nossa trajetória histórica,
    constitui, ao mesmo tempo, possibilidade aberta para outra
    equação entre universalismo e particularismo na sociedade
22 brasileira.

Jeni Vaitsman. Desigualdades sociais e particularismos na sociedade brasileira. In: Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, n.º 18 (Suplemento), p. 38 (com adaptações). 


Julgue o seguinte item, a respeito dos sentidos e da organização do texto acima.

Por meio da conjunção “e”, empregada duas vezes na linha 17 e uma vez na linha 18, é estabelecida a seguinte organização de ideias: a primeira ocorrência liga duas características de “novos sujeitos” (l.17); a segunda liga dois complementos de “formação” (l.17); a terceira, dois complementos de “arenas de participação da sociedade” (l.18).

Alternativas
Respostas
1: E
2: C
3: C
4: E
5: E
6: E
7: C
8: E
9: C
10: E
11: C
12: C
13: E
14: E
15: E
16: C
17: C
18: C
19: C
20: C