Questões de Concurso Público SEDF 2006 para Professor - Sociologia
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A expansão da Revolução Industrial pela Europa consolida a nova sociedade capitalista baseada na indústria e na livre concorrência.
Na Inglaterra, o rápido processo de urbanização contribuiu para a criação de novos valores éticos e sociais.
A deterioração das condições de vida nas cidades contribuiu para a ampliação dos problemas sociais e de surtos de violência, doenças infectocontagiosas e prostituição.
A responsabilidade pela emergência da questão social pode ser atribuída, unicamente, à grande concentração de máquinas, terras e ferramentas sob o controle de uns poucos indivíduos, o que provocou a insatisfação das massas operárias.
Durkheim é considerado o criador da sociologia como ciência independente das demais ciências sociais.
A primeira grande contribuição de Durkheim à sociologia moderna foi a definição do método sociológico que estabelece regras a serem seguidas no estudo dos problemas da sociedade.
Segundo Durkheim, os fatos sociais devem ser considerados como coisas, por ser impossível individualizá-los e, portanto, submetê-los a rigorosa observação científica.
Durkheim acreditava que toda sociedade, assim como um organismo natural, por encontrar-se em contínuo processo de adaptação, apresenta estados de normalidade e de patologia.
Para Durkheim, o crime é um fato social patológico, não apenas por ocorrer em qualquer sociedade, mas por representar um elemento de integração das pessoas em torno de uma conduta valorativa ao punir o comportamento nocivo.
Para Weber, a relação entre ciência e sociedade não se dá pela via institucional e, sim, por meio dos valores, que, internalizados pelos indivíduos, se transformam em motivação para os fatos sociais.
Weber e Marx enxergam o capitalismo de formas diferentes. O primeiro o vê como uma organização econômica, racional, assentada no trabalho livre; o segundo o enxerga como uma forma de exploração do trabalho humano.
Weber rejeita, em suas construções teóricas, a maioria dos postulados positivistas e funcionalistas. Ele propõe que o cientista, guiado pelo interesse em conhecimento, desvincule-se de suas pré-noções e conduza com imparcialidade a análise científica.
Weber aponta, com o método compreensivo, para o fato de que todo cientista trabalha com informações fragmentadas e parciais da realidade, devendo, então, realizar um esforço de interpretação do passado e de sua repercussão nas características peculiares das sociedades contemporâneas.
Ao contrário do positivismo, que prenuncia a crença em uma evolução integral e universal do homem, Weber afirma que ao cientista cabe a captação do sentido das ações sociais em suas diversas instâncias políticas, econômicas e religiosas.
Marx aponta três esferas de alienação do trabalho humano: a da produção, que separa o homem do meio de produzir e do resultado de seu trabalho; a política, que o separa de seu direito de ação, com a idéia da democracia representativa; e a filosófica, que distingue as atividades de pensar, intelectuais, das de fazer, laborais.
Marx critica o entendimento dos liberais de que as desigualdades sociais eram construídas pelas relações de produção, o que mantinha preservados os direitos de igualdade, liberdade e justiça naturais, que eram os pilares do liberalismo.
A diferença entre o valor do trabalho humano, o salário, e o que este rende ao capitalista é o que Marx denomina mais- valia da produção, que pode ser dividida em mais-valia absoluta, resultado do aumento do trabalho humano, e mais- valia relativa, decorrente da aplicação de tecnologia à produção.
Para Marx, o estudo do modo de produção é elemento fundamental para a compreensão da organização e do funcionamento de uma sociedade, dado que todos os outros aspectos da vida social, tais como religião, legislação, idéias políticas e valores sociais, dependem, unicamente, de como se organiza a produção social de bens.
Marx afirma que o Estado não supera as contradições existentes no seio da sociedade civil, pois ele é o reflexo dessas contradições, e sua função, como instrumento da burguesia capitalista, é perpetuá-las.
Ao estimular a elaboração do pensamento abstrato, a Sociologia ajuda a promover a passagem do mundo infantil, marcado pelo egocentrismo, ao mundo adulto, que reconhece, na sociedade, a presença de outras consciências.