Questões de Concurso Público CODEBA 2006 para Administrador
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Darcy Ribeiro criou um dos projetos intelectuais mais ousados do pensamento brasileiro porquanto defendeu que o mercado interno deveria ser uma das prioridades da política econômica.
De acordo com o segundo parágrafo do texto, o escravismo em Roma contou com configurações históricas distintas das do escravismo brasileiro.
Conforme o terceiro parágrafo do texto, Darcy Ribeiro acredita que o Brasil não deu certo por não ter uma “teoria própria”.
Segundo o penúltimo parágrafo do texto, a auto-suficiência energética é o único caminho para o desenvolvimento brasileiro.
O sentido do texto não seria prejudicado ao se transformar o último parágrafo em um único período sintático, mediante o uso de doispontos em vez de ponto logo após “sonhamos” e de inicial minúscula na palavra seguinte.
“Darcy (...) americano” (l.3-5): Darcy elabora uma teoria inovadora da evolução histórica da humanidade à luz dos contextos social, político, econômico e cultural americano.
“Para Darcy (...) classes” (l.10-12): Acreditar que o motor da história é a tecnologia não implica desconhecer ou ignorar a relação da luta de classes.
“Existiu (...) diferentes” (l.10-11): Houve escravidão em Roma e no Brasil; todavia apresentaram perceptíveis alterações conjunturais.
“O problema (...) de alhures” (l.18-19): O problema brasileiro somos nós, pois queremos imitar os modelos energético e tecnológico dos outros.
“Com a biomassa (...) brasileira” (l.20-22): O Brasil pode se livrar da condição de dependência absurda, por intermédio da biomassa, que é uma fonte energética limpa e renovável.
A colocação de vírgula logo após “isso” (l.7) não acarreta erro de pontuação.
Há erros de concordância e de regência na seguinte reescrita de trechos do texto: Para Darcy, um pensador marxista, o motor da história é a tecnologia, embora aplicada com desconhecimento ou ignorância dos problemas sociais derivados da desigualdade entre as classes.
Atende à norma gramatical a substituição do período “E a singularidade brasileira está na abundância energética de nossa natureza” por: E a nossa singularidade está na abundância energética da natureza brasileira.
A correção da grafia do texto seria mantida, caso se invertesse a indagação no terceiro parágrafo da seguinte forma: O Brasil não deu certo por que?
A seguinte reescrita de passagem do texto apresenta erros de pontuação e de grafia: Sem energia, não ha tecnologia, que funcione: de maneira que a energia importa tanto quanto, ou mais do que, a tecnologia.
O emprego do negrito nas primeiras linhas do texto deve-se ao fato de se tratar do título de uma obra, cujo autor é Darcy Ribeiro.
Por abordar, principalmente, a marcha histórica da tecnologia, em relação à energia, o texto classifica-se como narrativo.
São acentuados em função da mesma regra, apesar de levarem diferentes tipos de acento, os vocábulos “histórico”, “econômico”, “tecnológico” e “autônoma”.
Em “a singularidade brasileira está na abundância energética de nossa natureza”, há apenas dois adjetivos e três substantivos abstratos.
Em “Não é possível ficarmos só na esperança de aumento das exportações, sem atentarmos ao fato de que a ampliação do nosso mercado interno deveria ser uma das prioridades da política econômica brasileira”, a substituição de “na esperança de” por a esperar pelo e de “ao fato de que a ampliação” por que a ampliação não provocará necessariamente o fenômeno da crase.