Questões de Concurso Público MPE-PI 2018 para Analista Ministerial - Medicina

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Q936480 Medicina

CASO CLÍNICO                                                          Idade: 47 anos / Sexo: masculino


Queixa principal: Rinossinusite crônica e asma há cinco anos, sob investigação para doença respiratória exacerbada por aspirina.


Sinais e sintomas: Entorse três dias antes da admissão na unidade, medicado com naproxeno. Crise de asma, com chiado no peito, dispneia leve e desconforto subesternal, descrito como um aperto irradiado para a mandíbula. Desconforto incômodo, com duração de 10 min a 15 min, acompanhado de sudorese e náuseas, embora não incapacitante. Esse desconforto iniciou-se 1 h após a ingestão do naproxeno e prosseguiu nos três dias de uso dessa medicação.


Exames gerais de rastreamento: Exames cardiológicos, radiografia de tórax, eletrocardiograma, teste ergométrico, tomografia de seios da face, exames laboratoriais; testes alérgicos cutâneos e exames de IgE específica para os alérgenos mais comuns. O exame de tomografia identificou polipose nasal em seios paranasais e o leucograma mostrou contagem de eosinófilos de 520/mm3 . Demais exames realizados foram normais.


Exame físico: Frequência respiratória = 18 irpm; PA = 138 mmHg × 88 mmHg; FC = 92 bpm; oximetria de pulso com saturação periférica de oxigênio = 97% em ar ambiente; hiperemia da mucosa nasal e rinorreia clara abundante; ausculta pulmonar: alguns sibilos expiratórios; ausculta cardíaca e exame do abdome normais.


Exames complementares: Eletrocardiograma: elevação do segmento ST de 1,0 mm nas derivações de V1 a V3; leucograma: contagem total de eosinófilos de 700/mm3 ; marcadores de necrose miocárdica seriados: normais. Outro eletrocardiograma, realizado 6 h após a admissão, não mostrou alterações do segmento ST, mas o desconforto não desapareceu com a administração de nitratos. Em seguida, o paciente foi submetido ao exame de cineangiocoronariografia, que mostrou espasmo coronariano.


Procedimento inicial: Medicação com diltiazem, lisinopril e mononitrato de isossorbida, sem resolução completa do desconforto.

A respeito do caso clínico precedente, julgue o item a seguir.


O uso de prednisolona poderá contribuir para o controle da dor torácica do paciente.

Alternativas
Q936481 Medicina

CASO CLÍNICO                                                          Idade: 47 anos / Sexo: masculino


Queixa principal: Rinossinusite crônica e asma há cinco anos, sob investigação para doença respiratória exacerbada por aspirina.


Sinais e sintomas: Entorse três dias antes da admissão na unidade, medicado com naproxeno. Crise de asma, com chiado no peito, dispneia leve e desconforto subesternal, descrito como um aperto irradiado para a mandíbula. Desconforto incômodo, com duração de 10 min a 15 min, acompanhado de sudorese e náuseas, embora não incapacitante. Esse desconforto iniciou-se 1 h após a ingestão do naproxeno e prosseguiu nos três dias de uso dessa medicação.


Exames gerais de rastreamento: Exames cardiológicos, radiografia de tórax, eletrocardiograma, teste ergométrico, tomografia de seios da face, exames laboratoriais; testes alérgicos cutâneos e exames de IgE específica para os alérgenos mais comuns. O exame de tomografia identificou polipose nasal em seios paranasais e o leucograma mostrou contagem de eosinófilos de 520/mm3 . Demais exames realizados foram normais.


Exame físico: Frequência respiratória = 18 irpm; PA = 138 mmHg × 88 mmHg; FC = 92 bpm; oximetria de pulso com saturação periférica de oxigênio = 97% em ar ambiente; hiperemia da mucosa nasal e rinorreia clara abundante; ausculta pulmonar: alguns sibilos expiratórios; ausculta cardíaca e exame do abdome normais.


Exames complementares: Eletrocardiograma: elevação do segmento ST de 1,0 mm nas derivações de V1 a V3; leucograma: contagem total de eosinófilos de 700/mm3 ; marcadores de necrose miocárdica seriados: normais. Outro eletrocardiograma, realizado 6 h após a admissão, não mostrou alterações do segmento ST, mas o desconforto não desapareceu com a administração de nitratos. Em seguida, o paciente foi submetido ao exame de cineangiocoronariografia, que mostrou espasmo coronariano.


Procedimento inicial: Medicação com diltiazem, lisinopril e mononitrato de isossorbida, sem resolução completa do desconforto.

A respeito do caso clínico precedente, julgue o item a seguir.


Não havia indicação de realização de cateterismo cardíaco nesse caso.

Alternativas
Q936482 Medicina

CASO CLÍNICO                                                         Idade: 55 anos / Sexo: masculino


Sinais e sintomas: Obesidade e hipertensão. Mal-estar, náuseas e plenitude gástrica há vinte dias. Sem antecedentes patológicos pregressos. Não vacinado contra hepatite B. Na revisão de sistemas, referiu etilismo, com consumo de três a quatro doses de destilados por dia. Não faz uso de medicações e de outras substâncias de abuso.


Exame clínico: Paciente consciente, sonolento, ictérico, com abdome distendido; baço palpável no rebordo costal esquerdo; fígado não palpável; PA = 88 mmHg × 56 mmHg; FC = 88 bpm. Tomografia computadorizada apontou para doença hepática avançada, com hipertensão portal, esplenomegalia discreta e ascite moderada.


Exames laboratoriais: Bilirrubina total = 3,2 mg/dL (VR 0,30 mg/dL a 1,20 mg/dL); bilirrubina direta = 2,6 mg/dL (VR até 0,30 mg/dL); ALT = 61,0 U/L (VR 10 U/L a 45 U/L); AST = 129 U/L (VR inferior a 35 U/L); fosfatase alcalina = 230 U/L (VR 46 U/L a 116 U/L); INR = 1,48 (VR 1,0 a 1,2); atividade do fator V mensurada = 28% (VR 50% a 150%).


Exame complementar: Varizes esofágicas de grau II/III por endoscopia.


Procedimento inicial: Medicação com pantoprazol, tiamina, ácido ursodesoxicólico, furosemida, lactulose e vitamina K intravenosa.

Com relação a esse quadro clínico, julgue o próximo item.


O sintoma de plenitude gástrica pode relacionar-se tanto à presença de ascite quanto à dilatação dos vasos da mucosa gástrica.

Alternativas
Q936483 Medicina

CASO CLÍNICO                                                         Idade: 55 anos / Sexo: masculino


Sinais e sintomas: Obesidade e hipertensão. Mal-estar, náuseas e plenitude gástrica há vinte dias. Sem antecedentes patológicos pregressos. Não vacinado contra hepatite B. Na revisão de sistemas, referiu etilismo, com consumo de três a quatro doses de destilados por dia. Não faz uso de medicações e de outras substâncias de abuso.


Exame clínico: Paciente consciente, sonolento, ictérico, com abdome distendido; baço palpável no rebordo costal esquerdo; fígado não palpável; PA = 88 mmHg × 56 mmHg; FC = 88 bpm. Tomografia computadorizada apontou para doença hepática avançada, com hipertensão portal, esplenomegalia discreta e ascite moderada.


Exames laboratoriais: Bilirrubina total = 3,2 mg/dL (VR 0,30 mg/dL a 1,20 mg/dL); bilirrubina direta = 2,6 mg/dL (VR até 0,30 mg/dL); ALT = 61,0 U/L (VR 10 U/L a 45 U/L); AST = 129 U/L (VR inferior a 35 U/L); fosfatase alcalina = 230 U/L (VR 46 U/L a 116 U/L); INR = 1,48 (VR 1,0 a 1,2); atividade do fator V mensurada = 28% (VR 50% a 150%).


Exame complementar: Varizes esofágicas de grau II/III por endoscopia.


Procedimento inicial: Medicação com pantoprazol, tiamina, ácido ursodesoxicólico, furosemida, lactulose e vitamina K intravenosa.

Com relação a esse quadro clínico, julgue o próximo item.


Os valores quantitativos das aminotransferases e a relação AST/ALT encontrados nesse paciente costumam ser observados em indivíduos com hepatite aguda medicamentosa do tipo 1.

Alternativas
Q936484 Medicina

CASO CLÍNICO                                                         Idade: 55 anos / Sexo: masculino


Sinais e sintomas: Obesidade e hipertensão. Mal-estar, náuseas e plenitude gástrica há vinte dias. Sem antecedentes patológicos pregressos. Não vacinado contra hepatite B. Na revisão de sistemas, referiu etilismo, com consumo de três a quatro doses de destilados por dia. Não faz uso de medicações e de outras substâncias de abuso.


Exame clínico: Paciente consciente, sonolento, ictérico, com abdome distendido; baço palpável no rebordo costal esquerdo; fígado não palpável; PA = 88 mmHg × 56 mmHg; FC = 88 bpm. Tomografia computadorizada apontou para doença hepática avançada, com hipertensão portal, esplenomegalia discreta e ascite moderada.


Exames laboratoriais: Bilirrubina total = 3,2 mg/dL (VR 0,30 mg/dL a 1,20 mg/dL); bilirrubina direta = 2,6 mg/dL (VR até 0,30 mg/dL); ALT = 61,0 U/L (VR 10 U/L a 45 U/L); AST = 129 U/L (VR inferior a 35 U/L); fosfatase alcalina = 230 U/L (VR 46 U/L a 116 U/L); INR = 1,48 (VR 1,0 a 1,2); atividade do fator V mensurada = 28% (VR 50% a 150%).


Exame complementar: Varizes esofágicas de grau II/III por endoscopia.


Procedimento inicial: Medicação com pantoprazol, tiamina, ácido ursodesoxicólico, furosemida, lactulose e vitamina K intravenosa.

Com relação a esse quadro clínico, julgue o próximo item.


A diminuição da pressão arterial média nesse paciente relaciona-se com a progressão da cirrose hepática e contribuirá para o desenvolvimento da síndrome hepatorrenal, sendo importante preditor de sobrevida.

Alternativas
Q936485 Medicina

CASO CLÍNICO                                                         Idade: 55 anos / Sexo: masculino


Sinais e sintomas: Obesidade e hipertensão. Mal-estar, náuseas e plenitude gástrica há vinte dias. Sem antecedentes patológicos pregressos. Não vacinado contra hepatite B. Na revisão de sistemas, referiu etilismo, com consumo de três a quatro doses de destilados por dia. Não faz uso de medicações e de outras substâncias de abuso.


Exame clínico: Paciente consciente, sonolento, ictérico, com abdome distendido; baço palpável no rebordo costal esquerdo; fígado não palpável; PA = 88 mmHg × 56 mmHg; FC = 88 bpm. Tomografia computadorizada apontou para doença hepática avançada, com hipertensão portal, esplenomegalia discreta e ascite moderada.


Exames laboratoriais: Bilirrubina total = 3,2 mg/dL (VR 0,30 mg/dL a 1,20 mg/dL); bilirrubina direta = 2,6 mg/dL (VR até 0,30 mg/dL); ALT = 61,0 U/L (VR 10 U/L a 45 U/L); AST = 129 U/L (VR inferior a 35 U/L); fosfatase alcalina = 230 U/L (VR 46 U/L a 116 U/L); INR = 1,48 (VR 1,0 a 1,2); atividade do fator V mensurada = 28% (VR 50% a 150%).


Exame complementar: Varizes esofágicas de grau II/III por endoscopia.


Procedimento inicial: Medicação com pantoprazol, tiamina, ácido ursodesoxicólico, furosemida, lactulose e vitamina K intravenosa.

Com relação a esse quadro clínico, julgue o próximo item.


Espera-se que a administração de vitamina K possa reduzir o INR, mas isso não interferirá na atividade do fator V nesse paciente.

Alternativas
Q936486 Medicina

CASO CLÍNICO                                                     Idade: 43 anos / Sexo: feminino


Relato da paciente: Queixa de fraqueza progressiva nos membros inferiores há dez meses, com predomínio no membro inferior direito. Diagnóstico de hipotireoidismo, dislipidemia e diabetes melito do tipo 2 desde a gestação do primeiro filho, aos trinta e um anos de idade. Uso de levotiroxina 50 mcg no café da manhã, metformina 1.000 mg após almoço e jantar e sinvastatina 20 mg antes de deitar. Ingestão de suplementação de sulfato ferroso e omeprazol 20 mg no café da manhã há seis meses. Quinze dias antes da consulta, apresentou paraparesia incapacitante que a impedia de deambular em médias distâncias e de se exercitar. Referiu constipação, queda de cabelo, pele e boca secas.


Exame neurológico: Força muscular diminuída (grau 2 a 3 em escala normal de 5) em ambas as pernas; reflexos tendinosos profundos lentificados; sinal de Tinel positivo em ambas as mãos.


Exames laboratoriais: Hemoglobina = 10,0 g/dL (VR 12,0 g/dL a 15,8 g/dL); TSH = 24,7 mcU/L (VR 0,4 mcU/mL e 4,5 mcU/mL), T4 livre de 0,64 ng/dL (VR 0,74 ng/dL a 1,72 ng/dL); ferro sérico = 52 µg/dL (VR 50 µg/dL a 170 µg/dL); índice de saturação de transferrina = 15% (VR 16% a 50%); vitamina B12 = 498 pg/mL (VR 180 pg/mL a 900 pg/mL); creatinafosfoquinase (CPK) = 295 U/L (VR 33 U/L a 211 U/L), HbA1c = 8,2%.


Exames complementares: Ressonância magnética contrastada da coluna lombar: sem compressão medular nem áreas de desmielinização. Análise do líquido cefalorraquidiano: inconclusiva. Eletroneuromiografia: síndrome do túnel do carpo bilateral; sinais de miopatia e polineuropatia sensoriomotora.


Conduta: Aumento da dosagem da levotiroxina para 100 mcg e encaminhamento para acompanhamento nutricional de diabetes.


Evolução do quadro: Resolução quase total da paraparesia seis semanas após o ajuste medicamentoso.


Resultado dos exames de controle doze semanas após a intervenção: TSH = 6,5 mcU/L (VR 0 ,55 mcU/mL a 4,78 mcU/mL); T4 livre = 1,14 ng/dL; HbA1C = 8,0%.

Julgue o item seguinte, relativo ao caso clínico precedente.


A polineuropatia periférica sensoriomotora deve ser atribuída à diabetes, pois, raramente, ela ocorre no hipotireoidismo.

Alternativas
Q936487 Medicina

CASO CLÍNICO                                                     Idade: 43 anos / Sexo: feminino


Relato da paciente: Queixa de fraqueza progressiva nos membros inferiores há dez meses, com predomínio no membro inferior direito. Diagnóstico de hipotireoidismo, dislipidemia e diabetes melito do tipo 2 desde a gestação do primeiro filho, aos trinta e um anos de idade. Uso de levotiroxina 50 mcg no café da manhã, metformina 1.000 mg após almoço e jantar e sinvastatina 20 mg antes de deitar. Ingestão de suplementação de sulfato ferroso e omeprazol 20 mg no café da manhã há seis meses. Quinze dias antes da consulta, apresentou paraparesia incapacitante que a impedia de deambular em médias distâncias e de se exercitar. Referiu constipação, queda de cabelo, pele e boca secas.


Exame neurológico: Força muscular diminuída (grau 2 a 3 em escala normal de 5) em ambas as pernas; reflexos tendinosos profundos lentificados; sinal de Tinel positivo em ambas as mãos.


Exames laboratoriais: Hemoglobina = 10,0 g/dL (VR 12,0 g/dL a 15,8 g/dL); TSH = 24,7 mcU/L (VR 0,4 mcU/mL e 4,5 mcU/mL), T4 livre de 0,64 ng/dL (VR 0,74 ng/dL a 1,72 ng/dL); ferro sérico = 52 µg/dL (VR 50 µg/dL a 170 µg/dL); índice de saturação de transferrina = 15% (VR 16% a 50%); vitamina B12 = 498 pg/mL (VR 180 pg/mL a 900 pg/mL); creatinafosfoquinase (CPK) = 295 U/L (VR 33 U/L a 211 U/L), HbA1c = 8,2%.


Exames complementares: Ressonância magnética contrastada da coluna lombar: sem compressão medular nem áreas de desmielinização. Análise do líquido cefalorraquidiano: inconclusiva. Eletroneuromiografia: síndrome do túnel do carpo bilateral; sinais de miopatia e polineuropatia sensoriomotora.


Conduta: Aumento da dosagem da levotiroxina para 100 mcg e encaminhamento para acompanhamento nutricional de diabetes.


Evolução do quadro: Resolução quase total da paraparesia seis semanas após o ajuste medicamentoso.


Resultado dos exames de controle doze semanas após a intervenção: TSH = 6,5 mcU/L (VR 0 ,55 mcU/mL a 4,78 mcU/mL); T4 livre = 1,14 ng/dL; HbA1C = 8,0%.

Julgue o item seguinte, relativo ao caso clínico precedente.


A suplementação de ferro oral e o inibidor da bomba de prótons não interferiram na absorção do hormônio tireoidiano no caso dessa paciente.

Alternativas
Q936488 Medicina

CASO CLÍNICO                                                     Idade: 43 anos / Sexo: feminino


Relato da paciente: Queixa de fraqueza progressiva nos membros inferiores há dez meses, com predomínio no membro inferior direito. Diagnóstico de hipotireoidismo, dislipidemia e diabetes melito do tipo 2 desde a gestação do primeiro filho, aos trinta e um anos de idade. Uso de levotiroxina 50 mcg no café da manhã, metformina 1.000 mg após almoço e jantar e sinvastatina 20 mg antes de deitar. Ingestão de suplementação de sulfato ferroso e omeprazol 20 mg no café da manhã há seis meses. Quinze dias antes da consulta, apresentou paraparesia incapacitante que a impedia de deambular em médias distâncias e de se exercitar. Referiu constipação, queda de cabelo, pele e boca secas.


Exame neurológico: Força muscular diminuída (grau 2 a 3 em escala normal de 5) em ambas as pernas; reflexos tendinosos profundos lentificados; sinal de Tinel positivo em ambas as mãos.


Exames laboratoriais: Hemoglobina = 10,0 g/dL (VR 12,0 g/dL a 15,8 g/dL); TSH = 24,7 mcU/L (VR 0,4 mcU/mL e 4,5 mcU/mL), T4 livre de 0,64 ng/dL (VR 0,74 ng/dL a 1,72 ng/dL); ferro sérico = 52 µg/dL (VR 50 µg/dL a 170 µg/dL); índice de saturação de transferrina = 15% (VR 16% a 50%); vitamina B12 = 498 pg/mL (VR 180 pg/mL a 900 pg/mL); creatinafosfoquinase (CPK) = 295 U/L (VR 33 U/L a 211 U/L), HbA1c = 8,2%.


Exames complementares: Ressonância magnética contrastada da coluna lombar: sem compressão medular nem áreas de desmielinização. Análise do líquido cefalorraquidiano: inconclusiva. Eletroneuromiografia: síndrome do túnel do carpo bilateral; sinais de miopatia e polineuropatia sensoriomotora.


Conduta: Aumento da dosagem da levotiroxina para 100 mcg e encaminhamento para acompanhamento nutricional de diabetes.


Evolução do quadro: Resolução quase total da paraparesia seis semanas após o ajuste medicamentoso.


Resultado dos exames de controle doze semanas após a intervenção: TSH = 6,5 mcU/L (VR 0 ,55 mcU/mL a 4,78 mcU/mL); T4 livre = 1,14 ng/dL; HbA1C = 8,0%.

Julgue o item seguinte, relativo ao caso clínico precedente.


Espera-se encontrar na história clínica e no exame físico dessa paciente queixa de formigamento e alteração da sensibilidade nos três primeiros dedos e na metade do quarto dedo das mãos.

Alternativas
Q936489 Medicina

CASO CLÍNICO                                                     Idade: 43 anos / Sexo: feminino


Relato da paciente: Queixa de fraqueza progressiva nos membros inferiores há dez meses, com predomínio no membro inferior direito. Diagnóstico de hipotireoidismo, dislipidemia e diabetes melito do tipo 2 desde a gestação do primeiro filho, aos trinta e um anos de idade. Uso de levotiroxina 50 mcg no café da manhã, metformina 1.000 mg após almoço e jantar e sinvastatina 20 mg antes de deitar. Ingestão de suplementação de sulfato ferroso e omeprazol 20 mg no café da manhã há seis meses. Quinze dias antes da consulta, apresentou paraparesia incapacitante que a impedia de deambular em médias distâncias e de se exercitar. Referiu constipação, queda de cabelo, pele e boca secas.


Exame neurológico: Força muscular diminuída (grau 2 a 3 em escala normal de 5) em ambas as pernas; reflexos tendinosos profundos lentificados; sinal de Tinel positivo em ambas as mãos.


Exames laboratoriais: Hemoglobina = 10,0 g/dL (VR 12,0 g/dL a 15,8 g/dL); TSH = 24,7 mcU/L (VR 0,4 mcU/mL e 4,5 mcU/mL), T4 livre de 0,64 ng/dL (VR 0,74 ng/dL a 1,72 ng/dL); ferro sérico = 52 µg/dL (VR 50 µg/dL a 170 µg/dL); índice de saturação de transferrina = 15% (VR 16% a 50%); vitamina B12 = 498 pg/mL (VR 180 pg/mL a 900 pg/mL); creatinafosfoquinase (CPK) = 295 U/L (VR 33 U/L a 211 U/L), HbA1c = 8,2%.


Exames complementares: Ressonância magnética contrastada da coluna lombar: sem compressão medular nem áreas de desmielinização. Análise do líquido cefalorraquidiano: inconclusiva. Eletroneuromiografia: síndrome do túnel do carpo bilateral; sinais de miopatia e polineuropatia sensoriomotora.


Conduta: Aumento da dosagem da levotiroxina para 100 mcg e encaminhamento para acompanhamento nutricional de diabetes.


Evolução do quadro: Resolução quase total da paraparesia seis semanas após o ajuste medicamentoso.


Resultado dos exames de controle doze semanas após a intervenção: TSH = 6,5 mcU/L (VR 0 ,55 mcU/mL a 4,78 mcU/mL); T4 livre = 1,14 ng/dL; HbA1C = 8,0%.

Julgue o item seguinte, relativo ao caso clínico precedente.


Os indivíduos com hipotireoidismo mais severo ou de duração mais longa, não adequadamente tratados, são mais propensos a desenvolver doença muscular clinicamente significativa.

Alternativas
Q936490 Medicina
    No seminário Tuberculose, álcool e tabaco: ligações perigosas, organizado pelo Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, em Portugal, a investigadora Raquel Duarte afirmou que o álcool e o tabaco estão associados ao aumento da incidência da tuberculose, a um pior resultado do tratamento e a um risco maior de recidiva após o seu término. Segundo ela, as pessoas que fumam têm maior risco de apresentar tuberculose e uma resposta pior ao tratamento.

Internet: <www.publico.pt> (com adaptações).
Acerca de aspectos diversos relacionados ao tema do texto precedente, julgue o item a seguir.
Não se pode afirmar que o tabagismo e o etilismo sejam fatores de risco para o desenvolvimento da tuberculose. O texto sugere uma associação observacional entre tabagismo, etilismo e tuberculose.
Alternativas
Q936491 Medicina
    No seminário Tuberculose, álcool e tabaco: ligações perigosas, organizado pelo Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, em Portugal, a investigadora Raquel Duarte afirmou que o álcool e o tabaco estão associados ao aumento da incidência da tuberculose, a um pior resultado do tratamento e a um risco maior de recidiva após o seu término. Segundo ela, as pessoas que fumam têm maior risco de apresentar tuberculose e uma resposta pior ao tratamento.

Internet: <www.publico.pt> (com adaptações).

Acerca de aspectos diversos relacionados ao tema do texto precedente, julgue o item a seguir.


Independente de ser fator de risco ou associação observacional, o planejamento de uma política de saúde pública voltada para a erradicação da tuberculose deveria incluir o tratamento do tabagismo e do etilismo.

Alternativas
Q936492 Segurança e Saúde no Trabalho
Tendo em vista que a dor crônica associada ao trabalho pode levar à incapacidade laboral, julgue o item a seguir.
Os tratamentos da dor crônica são mais eficazes quando enfatizam o controle álgico por meio de medicamentos, pois o autogerenciamento da dor pelo paciente dá a este a sensação de incapacidade de enfrentá-la.
Alternativas
Q936493 Segurança e Saúde no Trabalho
Tendo em vista que a dor crônica associada ao trabalho pode levar à incapacidade laboral, julgue o item a seguir.
Apesar de a intensidade da dor crônica ser um evento subjetivo, é importante que o médico responsável pela prescrição medicamentosa tenha uma técnica de medição objetiva para comprovar que a estratégia aplicada está realmente funcionando.
Alternativas
Q936494 Segurança e Saúde no Trabalho

Tendo em vista que a dor crônica associada ao trabalho pode levar à incapacidade laboral, julgue o item a seguir.


Quando agem de forma isolada no tratamento da dor crônica, as medicações reduzem em até 80% a intensidade da dor e atingem maior eficiência nas abordagens multimodais e multidisciplinares.

Alternativas
Q936495 Segurança e Saúde no Trabalho

Tendo em vista que a dor crônica associada ao trabalho pode levar à incapacidade laboral, julgue o item a seguir.


A terapia cognitivo-comportamental é uma medida de manejo do estresse comumente utilizada para permitir que o paciente tenha controle direto sobre a tensão muscular em músculo-alvo e sobre as frequências cardíaca e respiratória.
Alternativas
Q936496 Segurança e Saúde no Trabalho

Tendo em vista que a dor crônica associada ao trabalho pode levar à incapacidade laboral, julgue o item a seguir.


A polimialgia reumática é caracterizada por dor osteomuscular generalizada, principalmente em cintura escapular, em trabalhador idoso, associada ao aumento significativo dos marcadores inflamatórios VHS e PCR.

Alternativas
Q936497 Segurança e Saúde no Trabalho

Acerca do câncer relacionado ao trabalho, julgue o item subsequente.


Em relação à etiologia do câncer, os fatores genéticos e ambientais são equilibrados, sendo que, para estes últimos (ambientais), o ambiente ocupacional tem forte contribuição.

Alternativas
Q936498 Segurança e Saúde no Trabalho

Acerca do câncer relacionado ao trabalho, julgue o item subsequente.


No organismo, as substâncias orgânicas tóxicas são metabolizadas no sistema hepático para serem mais facilmente excretadas, mas isso pode originar compostos mais tóxicos do que a substância original, como é o caso do metabólito do benzeno, que pode causar câncer.

Alternativas
Q936499 Segurança e Saúde no Trabalho

Acerca do câncer relacionado ao trabalho, julgue o item subsequente.


Existem evidências suficientes de carcinogenicidade para o homem no que se refere a alguns metais, como, por exemplo, o arsênio, o berílio, o cádmio, o níquel e o cromo hexavalente; por outro lado, são registradas somente suspeitas de o chumbo e o mercúrio serem causadores de câncer.

Alternativas
Respostas
61: C
62: E
63: C
64: E
65: C
66: C
67: E
68: E
69: C
70: C
71: E
72: C
73: E
74: C
75: E
76: E
77: C
78: E
79: C
80: C