Questões de Concurso Público DPU 2016 para Sociólogo
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Georg Simmel entendia a sociologia como um estudo das formas de socialização.
Para Auguste Comte, em sua obra Discurso sobre o espírito positivo, a sociologia é o ponto de partida das ciências que identifica como as seis ciências fundamentais.
Com sua proposta metodológica, Georg Simmel visava contribuir para a constituição da sociologia como ciência.
Ao denominar o seu método dialético como materialista e histórico, Karl Marx indica que, anteriormente, pensadores ignoravam as dimensões materiais da existência social.
A perspectiva metodológica conhecida por crítica da economia política busca estabelecer os parâmetros para uma nova sociologia econômica.
Karl Marx denominou sua abordagem de crítica, tendo recorrido ao método dialético.
Em seu ensaio seminal Teoria tradicional e teoria crítica, Max Horkheimer refere-se à necessidade de a postura positivista compreender um método dialético e estruturalista e, assim, tornar-se uma teoria crítica.
O método sociológico de Niklas Luhmann é do tipo estrutural-funcionalista.
O método sociológico da teoria dos sistemas de Talcott Parsons é considerado um desenvolvimento lógico e consequente do método sociológico de Émile Durkheim.
A teoria crítica da sociedade é identificada com o método associado à assim chamada Escola de Frankfurt.
O sociólogo estadunidense Charles Wright Mills considera que é necessário atentar às especificidades do que ele chama de problemas privados e de questões públicas, buscando apontar a maneira como se distinguem e, assim, o modo como refletem no que se considera o objeto da sociologia.
A por vezes denominada sociologia do Sul global concebe uma metodologia que visa reequilibrar injustiças históricas ligadas ao passado colonial e, assim, permitir a dominação epistemológica do Sul global.
O método sociológico de Peter Berger e Thomas Luckmann busca distanciar-se de uma perspectiva teórica dialética.
O conceito de socialização trabalhado por Peter Berger e Thomas Luckmann é fortemente influenciado pela teoria sociológica de George Herbert Mead, conforme os próprios autores.
Os autores afirmam que a análise da construção social da realidade há de ser objeto da sociologia do conhecimento.
Ao criticar a noção de que a sociologia necessita de amadurecimento — noção trazida a partir de Robert Merton e fruto da influência exercida pela concepção das ciências naturais — o sociólogo Octávio Ianni expõe a ideia de que a comparação através do olhar ao longo do tempo é um elemento fundamental dessa perspectiva.
A dialética da ordem e da desordem é relevante na formulação da Dialética da malandragem, de Antônio Cândido, conforme revelam elementos da análise da obra Memórias de um sargento de milícias.
Roberto Schwarz, em Nacional por subtração, adverte para o uso da comparação: ele entende que o método de tipo comparativo apresenta sérias limitações sociológicas pelo fato de resultar na reversão de ideias estrangeiras em ideias nacionais.
Florestan Fernandes considera que o método genético-comparativo focaliza, entre outros problemas, os ontogenéticos e os filogenéticos.
No entendimento da socióloga Nadya Araujo Guimarães, a principal dificuldade da comparação como recurso metodológico reside no fato de por meio dela ser possível destacar, sobretudo, o que há de comum aos casos comparados, sendo necessário, entretanto, recorrer a outros métodos a fim de conseguir desvelar as especificidades.