Questões de Concurso Público TJ-SE 2014 para Analista Judiciário - Psicologia
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O processo saúde-doença se configura como condição disposta em um continuum de desenvolvimento do indivíduo, embora os conceitos de saúde e doença sejam compreendidos como qualitativamente diferentes pela psicologia da saúde.
A aplicação de metodologias de pesquisa em psicologia permite que sejam avaliados os indicadores e preditores das condições de saúde-doença e que sejam planejadas intervenções sistemáticas com objetivos específicos.
Na psicologia da saúde, a multidisciplinariedade é imprescindível, devido aos diferentes entendimentos a respeito de comportamentos. Diante disso, conclui-se que a fragmentação da psicologia enquanto ciência favorece a prática multidisciplinar.
A psicologia da saúde se destaca como uma área de conhecimento com ênfase no modo de conceber e investigar as relações entre comportamentos — individual e grupal — e saúde mental.
Uma das políticas de saúde promovidas pelo Ministério da Saúde que fornecem informações importantes para a atuação dos psicólogos no atendimento aos pacientes crônicos, é o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis, que aborda doenças circulatórias, doenças respiratórias crônicas, câncer e diabetes, além de seus fatores de risco em comum.
Nas teorias recentes do estresse, a dimensão microssocial do adoecimento é enfatizada, dado o entendimento de que os principais aspectos que interferem no enfrentamento de doenças crônicas dizem respeito às características individuais do sujeito.
O repasse de informações relacionado a fatores biológicos, psicológicos, sociais e culturais do processo de adoecimento auxilia na desmistificação de crenças errôneas difundidas pela cultura em que o indivíduo está inserido e que podem impactar no sucesso do tratamento das doenças crônicas não transmissíveis.
Práticas religiosas podem configurar estratégias de enfrentamento orientadas para o problema ou para a emoção, assim como podem influenciar positiva ou negativamente o tratamento de doenças crônicas.
A estratégia da redução de danos constitui prática emancipatória, uma vez que estimula o protagonismo e a autonomia do usuário para o resgate de sua condição de sujeito.
Por intermédio do modelo de atuação psicoeducativo, busca-se promover a compreensão do comportamento disfuncional do indivíduo, além de capacitar seus familiares para a identificação dos pródromos de um evento adverso.
As práticas socioassistencias corroboram com a perspectiva da tutela, haja vista que a proteção direcionada aos usuários de álcool e outras drogas, bem como aos seus familiares, é a melhor ação a ser realizada a curto prazo.
Na psicologia institucional, o trabalho é concebido como um fator etiológico importante no processo de saúde mental, haja vista que alguns problemas de saúde devem ser compreendidos à luz das condições e dos contextos do ambiente de trabalho.
O psicólogo institucional deve investigar o papel das instituições no desenvolvimento da personalidade dos indivíduos que nelas atuam.
Miguel, sessenta e oito anos de idade, divorciado, pai de três filhos, encontra-se prestes a adquirir aposentadoria compulsória, o que implicará diminuição da sua renda e a perda do status que o trabalho lhe confere. Há dois anos, encontra-se em processo terapêutico, iniciado após o casamento de sua ex-esposa. Relata que se sente derrotado e desonrado, sem ver sentido na vida, além de apresentar ideações suicidas. Ao perceber sintomas de depressão, o psicólogo o encaminhou para tratamento medicamentoso com psiquiatra e iniciou uma intervenção terapêutica denominada autópsia psicológica de Schneidman. Nesse caso clínico, a intervenção terapêutica foi bem empregada, uma vez que, por meio dela, utiliza-se a reconstrução narrativa e exalta-se o contexto sócio-histórico das pessoas com comportamentos depressivos e tendências suicidas, de modo a direcioná-las ao restabelecimento da saúde física e mental.
Joana, servidora pública de trinta e nove anos de idade, perdeu subitamente seu cônjuge devido a um acidente de trânsito. Após o retorno às atividades de trabalho, encontrava-se impaciente e agressiva com os colegas, além de sentir, diariamente, fortes dores de cabeça, o que afetou sua produtividade no trabalho. Orientada por seu diretor, procurou auxílio de um psicólogo, que lhe explicou os estágios do luto e informou-lhe que ela se encontrava na fase da raiva. Nesse caso clínico, a abordagem terapêutica foi adequada, pois, de acordo com Kubler Ross, o fornecimento de informações a respeito da situação vivida transmite maior segurança no enfrentamento da perda.
Segundo a teoria caminho-meta, para não gerar frustrações futuras, o líder deve motivar seus liderados, estimulando-os com expectativas positivas no que se refere aos objetivos da organização. Entretanto, é necessário que os subordinados confiem nos caminhos pelos quais os líderes os guiam, de modo que tais objetivos sejam alcançados.
A liderança transacional diz respeito ao carisma, à visão, à inspiração motivada por altas expectativas e ao estímulo intelectual, ao passo que a liderança transformacional diz respeito às recompensas atribuídas aos seguidores, a depender de seu desempenho nas tarefas.
Por meio da teoria contingencial, busca-se relacionar os estilos de liderança voltados para a tarefa e para o relacionamento, levando em consideração as relações entre líder e liderados, a estrutura da tarefa e o poder de posição.
De acordo com a teoria situacional, o líder deverá adotar um comportamento em função das condições ambientais em que estão inseridas as pessoas que ele deseja influenciar.
Nos grupos, os membros têm tarefas mais intercambiáveis e trabalham juntos por um objetivo preciso, entretanto, nas equipes, os membros têm funções mais bem estabelecidas e, juntos, constroem uma história e um futuro direcionado aos ambientes sociais e organizacionais.