Questões de Concurso Público Prefeitura de Vargem Grande Paulista - SP 2026 para Pedreiro

Foram encontradas 10 questões

Q4286866 Não definido

Leia o texto a seguir para responder à questão.


O homem no orelhão


        Muitas vezes já se decretou a inutilidade dos orelhões em tempos de telefonia móvel e a maioria já foi inclusive retirada das ruas, mas a verdade é que aqueles que existem ainda são bastante utilizados - às vezes, tem até fila diante deles.


        Eu mesmo fiz muito uso desse tipo de serviço há poucos anos, logo que me mudei para Brasília e não tinha dinheiro para comprar um celular. Com um cartão de 20 ligações, eu telefonava para a minha mãe em Curitiba, o que me garantia uns cinco minutos de conversa, se o horário fosse bom.


        Isto é, eu telefonava, mas apenas quando encontrava um orelhão que funcionasse. Por vezes, era preciso andar até duas quadras para conseguir um que estivesse em condições de uso. Depois que arrumei um celular, não precisei mais de orelhão, a não ser no dia em que perdi meu aparelho e precisei telefonar para mim mesmo. Com essas experiências, de toda forma, eu não estranhei nem um pouco quando vi que estava ocupado o orelhão logo ao lado da parada em que eu esperava pelo meu ônibus.


        Um pouco menos normal eu achei quando o homem que lá estava aumentou o tom de voz, contrariado com alguma coisa que havia acabado de ouvir do outro lado da linha. Mas, bastante incomum mesmo foi quando ele começou a gritar, visivelmente alterado.


        Pelo que entendi, a pessoa com quem conversava era uma mulher que havia prometido alguma coisa e depois não cumpriu. Seja lá o que tenha prometido a mulher, o fato é que o homem precisava muito daquilo, muito mesmo. E por isso ele não conseguia aceitar de jeito nenhum a explicação que ela lhe dava e nem as sugestões que fazia para remediar a situação.


        Sua raiva foi crescendo e dali a pouco disparou a xingar a mulher, que imagino ter então desligado, pois ele começou a dizer “Alô? Alô?". Bateu o gancho com força, e só então deve ter visto que da parada de ônibus eu o observava.


        Não pareceu ter se importado muito com a minha presença e saiu de lá bufando. Passou por mim cheio de fúria, mas logo adiante parou e gritou: "Ah, meu Deus!". Deu meia volta, tornou a passar por mim e foi pegar o cartão, que havia esquecido dentro do orelhão. 


FENDRICH, Henrique. O homem no orelhão. Escotilha. Disponível em .

A partir do segundo parágrafo, o texto "О homem no orelhão" se desenvolve de forma predominantemente:
Alternativas
Q4286867 Não definido

Leia o texto a seguir para responder à questão.


O homem no orelhão


        Muitas vezes já se decretou a inutilidade dos orelhões em tempos de telefonia móvel e a maioria já foi inclusive retirada das ruas, mas a verdade é que aqueles que existem ainda são bastante utilizados - às vezes, tem até fila diante deles.


        Eu mesmo fiz muito uso desse tipo de serviço há poucos anos, logo que me mudei para Brasília e não tinha dinheiro para comprar um celular. Com um cartão de 20 ligações, eu telefonava para a minha mãe em Curitiba, o que me garantia uns cinco minutos de conversa, se o horário fosse bom.


        Isto é, eu telefonava, mas apenas quando encontrava um orelhão que funcionasse. Por vezes, era preciso andar até duas quadras para conseguir um que estivesse em condições de uso. Depois que arrumei um celular, não precisei mais de orelhão, a não ser no dia em que perdi meu aparelho e precisei telefonar para mim mesmo. Com essas experiências, de toda forma, eu não estranhei nem um pouco quando vi que estava ocupado o orelhão logo ao lado da parada em que eu esperava pelo meu ônibus.


        Um pouco menos normal eu achei quando o homem que lá estava aumentou o tom de voz, contrariado com alguma coisa que havia acabado de ouvir do outro lado da linha. Mas, bastante incomum mesmo foi quando ele começou a gritar, visivelmente alterado.


        Pelo que entendi, a pessoa com quem conversava era uma mulher que havia prometido alguma coisa e depois não cumpriu. Seja lá o que tenha prometido a mulher, o fato é que o homem precisava muito daquilo, muito mesmo. E por isso ele não conseguia aceitar de jeito nenhum a explicação que ela lhe dava e nem as sugestões que fazia para remediar a situação.


        Sua raiva foi crescendo e dali a pouco disparou a xingar a mulher, que imagino ter então desligado, pois ele começou a dizer “Alô? Alô?". Bateu o gancho com força, e só então deve ter visto que da parada de ônibus eu o observava.


        Não pareceu ter se importado muito com a minha presença e saiu de lá bufando. Passou por mim cheio de fúria, mas logo adiante parou e gritou: "Ah, meu Deus!". Deu meia volta, tornou a passar por mim e foi pegar o cartão, que havia esquecido dentro do orelhão. 


FENDRICH, Henrique. O homem no orelhão. Escotilha. Disponível em .

"E por isso ele não conseguia aceitar de jeito nenhum a explicação que ela lhe dava e nem as sugestões que fazia para remediar a situação."
As preposições destacadas no trecho acima, nessa mesma ordem, têm os sentidos de:
Alternativas
Q4286868 Não definido

Leia o texto a seguir para responder à questão.


O homem no orelhão


        Muitas vezes já se decretou a inutilidade dos orelhões em tempos de telefonia móvel e a maioria já foi inclusive retirada das ruas, mas a verdade é que aqueles que existem ainda são bastante utilizados - às vezes, tem até fila diante deles.


        Eu mesmo fiz muito uso desse tipo de serviço há poucos anos, logo que me mudei para Brasília e não tinha dinheiro para comprar um celular. Com um cartão de 20 ligações, eu telefonava para a minha mãe em Curitiba, o que me garantia uns cinco minutos de conversa, se o horário fosse bom.


        Isto é, eu telefonava, mas apenas quando encontrava um orelhão que funcionasse. Por vezes, era preciso andar até duas quadras para conseguir um que estivesse em condições de uso. Depois que arrumei um celular, não precisei mais de orelhão, a não ser no dia em que perdi meu aparelho e precisei telefonar para mim mesmo. Com essas experiências, de toda forma, eu não estranhei nem um pouco quando vi que estava ocupado o orelhão logo ao lado da parada em que eu esperava pelo meu ônibus.


        Um pouco menos normal eu achei quando o homem que lá estava aumentou o tom de voz, contrariado com alguma coisa que havia acabado de ouvir do outro lado da linha. Mas, bastante incomum mesmo foi quando ele começou a gritar, visivelmente alterado.


        Pelo que entendi, a pessoa com quem conversava era uma mulher que havia prometido alguma coisa e depois não cumpriu. Seja lá o que tenha prometido a mulher, o fato é que o homem precisava muito daquilo, muito mesmo. E por isso ele não conseguia aceitar de jeito nenhum a explicação que ela lhe dava e nem as sugestões que fazia para remediar a situação.


        Sua raiva foi crescendo e dali a pouco disparou a xingar a mulher, que imagino ter então desligado, pois ele começou a dizer “Alô? Alô?". Bateu o gancho com força, e só então deve ter visto que da parada de ônibus eu o observava.


        Não pareceu ter se importado muito com a minha presença e saiu de lá bufando. Passou por mim cheio de fúria, mas logo adiante parou e gritou: "Ah, meu Deus!". Deu meia volta, tornou a passar por mim e foi pegar o cartão, que havia esquecido dentro do orelhão. 


FENDRICH, Henrique. O homem no orelhão. Escotilha. Disponível em .

"Pelo que entendi, a pessoa com quem conversava era uma mulher que havia prometido alguma coisa e depois não cumpriu."
A forma verbal destacada no trecho acima indica uma ação que:
Alternativas
Q4286869 Não definido
Marque a alternativa que apresenta uma expressão escrita corretamente.
Alternativas
Q4286870 Não definido
Marque a alternativa que apresenta as palavras que completam corretamente os espaços em branco abaixo, na mesma ordem:
Ela me perguntou ______ eu morava. - Na escola estudo tenho ótimos amigos. - A cidade fui no ano passado é muito fria. - Sei muito bem _______ você quer chegar.
Alternativas
Q4286871 Não definido
Marque a alternativa que apresenta as palavras que completam corretamente os espaços em branco abaixo, na mesma ordem:
Eu o convidaria se você _____ muito. Esteja aqui quando eu _____ para casa. Quando você _____ à padaria, chame-nos.
Alternativas
Q4286872 Não definido
Marque a alternativa em que a frase apresenta um numeral multiplicativo. 
Alternativas
Q4286873 Não definido
"_____ muitas coisas que o guarda queria me falar, mas deixou para me dizer daqui _____ algum tempo, certo de que _____ muitas oportunidades para isso."
Marque a alternativa em que as palavras completam corretamente os espaços em branco acima, na mesma ordem.
Alternativas
Q4286874 Não definido
9.png (310×431)
A expressão "esticar as pernas", em Língua Portuguesa, possui vários sentidos. Na tirinha acima, ela tem o mesmo sentido de:
Alternativas
Q4286875 Não definido
Marque a alternativa em que a preposição destacada apresenta o sentido de assunto.
Alternativas
Respostas
1: B
2: D
3: C
4: B
5: A
6: D
7: E
8: C
9: A
10: E