Questões de Concurso Público Prefeitura de Santo Antônio de Posse - SP 2026 para Assistente Social

Foram encontradas 8 questões

Q3965610 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Eu sei, mas não devia


    Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

    A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

    A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. (...)

    A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. (...)

    A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.


COLASANTI, Marina. Eu sei, mas não devia. Cultura genial. Disponível em . <https://www.culturagenial.com/eu-sei-mas-nao-deviamarina-colasanti/>. 
No texto “Eu sei, mas não devia”, o uso repetitivo da expressão “a gente se acostuma” reforça o sentido de: 
Alternativas
Q3965611 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Eu sei, mas não devia


    Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

    A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

    A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. (...)

    A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. (...)

    A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.


COLASANTI, Marina. Eu sei, mas não devia. Cultura genial. Disponível em . <https://www.culturagenial.com/eu-sei-mas-nao-deviamarina-colasanti/>. 
“A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.”

A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:
Alternativas
Q3965612 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Eu sei, mas não devia


    Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

    A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

    A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. (...)

    A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. (...)

    A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.


COLASANTI, Marina. Eu sei, mas não devia. Cultura genial. Disponível em . <https://www.culturagenial.com/eu-sei-mas-nao-deviamarina-colasanti/>. 
Assinale a alternativa em que a palavra ou expressão destacada no trecho possui o sentido de finalidade.
Alternativas
Q3965613 Português
Assinale a alternativa cuja palavra destacada está sendo empregada em sentido próprio.
Alternativas
Q3965614 Português
“Mística e poesia são braços do mesmo rio.” (Adélia Prado)

No pensamento acima, o rio é apresentado como um corpo que possui dois braços. Essa imagem remete à seguinte figura de linguagem: 
Alternativas
Q3965615 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas de acordo com as normas vigentes em Língua Portuguesa.
Alternativas
Q3965616 Português
Assinale a alternativa cujo termo destacado corresponde ao ser que pratica a ação:
Alternativas
Q3965617 Português

Q8.png (320×236)


MOLINA, Pedro. Geovest. Disponível em .<https://geovest.wordpress.com/2021/07/21/o-clima-estalouco/>.


Na charge acima, o uso das aspas na expressão “o clima”, na fala do menino, significa que:

Alternativas
Respostas
1: E
2: D
3: C
4: A
5: A
6: E
7: B
8: B