Questões de Concurso Público Prefeitura de Jeriquara - SP 2026 para Professor de Língua Portuguesa - Ensino Fundamental II

Foram encontradas 19 questões

Q3922271 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


A velocidade da história 


    Num de seus contos mais notáveis, Jorge Luis Borges fala de uma equipe de cartógrafos que imaginou um mapa tão perfeito e detalhado que, uma vez estendido sobre a plataforma geográfica, correspondia em extensão a cada milímetro da região cartografada. Ou seja, o gigantesco mapa era tão extraordinário quanto minucioso, mas não servia para grande coisa. 

    Era tão vasto que se tornava impraticável consultá-lo; e tão minudente que melhor seria percorrer a própria região a pé ou a cavalo, conferindo relevos, depressões, platôs e planícies.

    Borges não diz, mas é de se supor que durante a preparação do tal mapa passaram-se tantos e tantos anos que alguns dos cartógrafos terão sido surpreendidos pela morte; que os demais envelheceram a ponto de serem substituídos por cartógrafos da nova geração; que os estudantes que aguardavam a espantosa novidade concluíram seus cursos, receberam seus diplomas e decidiram conhecer a geografia que lhes era possível sem o concurso do mapa.

    Mas, principalmente, nesse entretempo, havia acontecido um sem número de revoluções e a geografia já era outra. As fronteiras tinham-se alargado aqui e estreitado ali, novas cidades haviam surgido, rios tinham sido desviados e grandes represas construídas na esteira da expansão industrial e da demanda urbana.

    Enfim, antes mesmo de dar-se por terminado e impresso, o grande mapa já era um documento de arquivo, uma relíquia do passado.

    Se tivesse sobrevivido à derrocada do sistema soviético a partir de 1989, Borges teria talvez sorrido à ideia quase surreal de que todos os mapas-múndi se desatualizavam de uma só vez, como o fantástico (porém inútil) mapa de seus cartógrafos. (...)

    A velocidade da história parece sugerir, muito borgianamente, que os novos mapas cheguem a seu destino – isto é, a seus leitores – no bojo de veículos que demonstrem ser tão rápidos quanto a própria história. (...)


MARTINS FILHO, José. A velocidade da história. Folha de S. Paulo. Disponível em <https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/8/14/painel/2.ht
ml>. 
De acordo com o texto “A velocidade da história”, a ideia de construir um mapa que “correspondia em extensão a cada milímetro da região cartografada” era:
Alternativas
Q3922272 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


A velocidade da história 


    Num de seus contos mais notáveis, Jorge Luis Borges fala de uma equipe de cartógrafos que imaginou um mapa tão perfeito e detalhado que, uma vez estendido sobre a plataforma geográfica, correspondia em extensão a cada milímetro da região cartografada. Ou seja, o gigantesco mapa era tão extraordinário quanto minucioso, mas não servia para grande coisa. 

    Era tão vasto que se tornava impraticável consultá-lo; e tão minudente que melhor seria percorrer a própria região a pé ou a cavalo, conferindo relevos, depressões, platôs e planícies.

    Borges não diz, mas é de se supor que durante a preparação do tal mapa passaram-se tantos e tantos anos que alguns dos cartógrafos terão sido surpreendidos pela morte; que os demais envelheceram a ponto de serem substituídos por cartógrafos da nova geração; que os estudantes que aguardavam a espantosa novidade concluíram seus cursos, receberam seus diplomas e decidiram conhecer a geografia que lhes era possível sem o concurso do mapa.

    Mas, principalmente, nesse entretempo, havia acontecido um sem número de revoluções e a geografia já era outra. As fronteiras tinham-se alargado aqui e estreitado ali, novas cidades haviam surgido, rios tinham sido desviados e grandes represas construídas na esteira da expansão industrial e da demanda urbana.

    Enfim, antes mesmo de dar-se por terminado e impresso, o grande mapa já era um documento de arquivo, uma relíquia do passado.

    Se tivesse sobrevivido à derrocada do sistema soviético a partir de 1989, Borges teria talvez sorrido à ideia quase surreal de que todos os mapas-múndi se desatualizavam de uma só vez, como o fantástico (porém inútil) mapa de seus cartógrafos. (...)

    A velocidade da história parece sugerir, muito borgianamente, que os novos mapas cheguem a seu destino – isto é, a seus leitores – no bojo de veículos que demonstrem ser tão rápidos quanto a própria história. (...)


MARTINS FILHO, José. A velocidade da história. Folha de S. Paulo. Disponível em <https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/8/14/painel/2.ht
ml>. 
“Era (...) tão minudente que melhor seria percorrer a própria região a pé ou a cavalo”.

A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:
Alternativas
Q3922273 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


A velocidade da história 


    Num de seus contos mais notáveis, Jorge Luis Borges fala de uma equipe de cartógrafos que imaginou um mapa tão perfeito e detalhado que, uma vez estendido sobre a plataforma geográfica, correspondia em extensão a cada milímetro da região cartografada. Ou seja, o gigantesco mapa era tão extraordinário quanto minucioso, mas não servia para grande coisa. 

    Era tão vasto que se tornava impraticável consultá-lo; e tão minudente que melhor seria percorrer a própria região a pé ou a cavalo, conferindo relevos, depressões, platôs e planícies.

    Borges não diz, mas é de se supor que durante a preparação do tal mapa passaram-se tantos e tantos anos que alguns dos cartógrafos terão sido surpreendidos pela morte; que os demais envelheceram a ponto de serem substituídos por cartógrafos da nova geração; que os estudantes que aguardavam a espantosa novidade concluíram seus cursos, receberam seus diplomas e decidiram conhecer a geografia que lhes era possível sem o concurso do mapa.

    Mas, principalmente, nesse entretempo, havia acontecido um sem número de revoluções e a geografia já era outra. As fronteiras tinham-se alargado aqui e estreitado ali, novas cidades haviam surgido, rios tinham sido desviados e grandes represas construídas na esteira da expansão industrial e da demanda urbana.

    Enfim, antes mesmo de dar-se por terminado e impresso, o grande mapa já era um documento de arquivo, uma relíquia do passado.

    Se tivesse sobrevivido à derrocada do sistema soviético a partir de 1989, Borges teria talvez sorrido à ideia quase surreal de que todos os mapas-múndi se desatualizavam de uma só vez, como o fantástico (porém inútil) mapa de seus cartógrafos. (...)

    A velocidade da história parece sugerir, muito borgianamente, que os novos mapas cheguem a seu destino – isto é, a seus leitores – no bojo de veículos que demonstrem ser tão rápidos quanto a própria história. (...)


MARTINS FILHO, José. A velocidade da história. Folha de S. Paulo. Disponível em <https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/8/14/painel/2.ht
ml>. 
A visão sobre história repassada pelo texto “A velocidade da história” é a de que essa área do conhecimento humano:
Alternativas
Q3922274 Português
Assinale a alternativa em que a palavra “onda” está sendo empregada em sentido figurado.
Alternativas
Q3922275 Português
Assinale a alternativa cuja palavra destacada, de natureza pronominal, substitui algo apresentado posteriormente.
Alternativas
Q3922276 Português
Assinale a alternativa cujo termo destacado se refere ao agente, o ser que pratica a ação expressa pelo verbo.
Alternativas
Q3922277 Português
“Um bom livro é um diálogo ininterrupto(1) entre nós e o texto, entre nós e um autor que se torna real(2). Um livro bom é um diálogo sem fim(3).” (Antônio Lobo Antunes)

Considerando os elementos identificados por números no enunciado acima, assinale a afirmativa correta: 
Alternativas
Q3922280 Português

Q10.png (625×184)


BECK, Alexandre. Tiras de Armandinho. Disponível em .<https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-dearmandinho>. 


Na oração “Preconceito se trata com educação!”, empregada na charge acima, é correto afirmar que:

Alternativas
Q3925106 Português
O Novo Acordo Ortográfico estabeleceu regras específicas para o uso do hífen com prefixos. No entanto, há um prefixo específico que constitui uma exceção à regra geral das "vogais iguais separam-se", aglutinando-se mesmo quando a segunda palavra inicia com a mesma vogal com a qual ele termina, sendo ele o prefixo: 
Alternativas
Q3925107 Português
Na sintaxe de concordância verbal, o sujeito partitivo seguido de substantivo no plural admite dupla concordância. Quando o verbo concorda no plural com o núcleo do adjunto adnominal e não com o núcleo sintático do sujeito, ocorre uma concordância atrativa ou: 
Alternativas
Q3925108 Português
Na sintaxe de colocação pronominal, a tradição normativa clássica e a eufonia prescrevem tendências específicas para o uso de pronomes átonos com infinitivos. Em estruturas onde a preposição "para" antecede um verbo no infinitivo, a preferência culta, visando evitar a cacofonia ou quebra rítmica, recai sobre a: 
Alternativas
Q3925109 Português
Na teoria da formação de palavras, é crucial distinguir a Derivação Prefixal e Sufixal da Derivação Parassintética. O critério estrutural definitivo que identifica a Parassíntese é a impossibilidade de a palavra existir caso seja retirado apenas um dos afixos, fenômeno de interdependência morfológica observado no vocábulo:
Alternativas
Q3925110 Português
Segundo a Linguística Textual (Koch; Marcuschi), a distinção entre Gênero Textual e Tipo Textual (ou Sequência Tipológica) é fundamental para o planejamento didático. O conceito que se refere a estruturas linguísticas relativamente estáveis, caracterizadas por marcas linguísticas específicas como tempos verbais e relações lógicas, define o:
Alternativas
Q3925111 Português
No estudo da Modalização, o falante imprime marcas de sua atitude frente ao conteúdo proposicional do enunciado. Os modalizadores que indicam o grau de comprometimento do falante com a verdade do que é dito, expressando certeza, dúvida ou probabilidade, são classificados como modalizadores: 
Alternativas
Q3925112 Português
A Coesão Referencial utiliza mecanismos para retomar ou antecipar elementos no texto. O termo técnico para o mecanismo de coesão em que o elemento coesivo antecede o referente, introduzindo uma informação que ainda será apresentada no texto (ex: "Ele queria isto: a paz mundial"), é a: 
Alternativas
Q3925113 Português
Nas orações subordinadas substantivas, a classificação depende da função sintática exercida em relação à oração principal. A oração destacada no período "Tenho a impressão de que ele mentiu", que completa o sentido de um nome abstrato da oração principal exigindo preposição, classifica-se como: 
Alternativas
Q3925114 Português
A Estilística classifica as figuras de linguagem conforme o mecanismo de produção de sentido. A figura de construção (sintaxe) que consiste na omissão de um termo que já foi expresso anteriormente na oração ou em oração precedente, para evitar a repetição (ex: "Eu prefiro cinema; ela, teatro"), é especificamente o(a):
Alternativas
Q3925117 Português
A Lexicologia estrutural distingue fenômenos de significação baseando-se na etimologia e na extensão semântica. Quando uma única forma fonológica realiza múltiplos sentidos que mantêm entre si um traço sêmico comum ou uma relação de derivação conceitual, constituindo uma única entrada no verbete dicionarizado por compartilharem a mesma origem etimológica, configura-se o fenômeno da: 
Alternativas
Q3925119 Português
A Teoria da Enunciação e a Análise do Discurso, fundamentadas em Bakhtin e Ducrot, rompem com a visão de unicidade do sujeito falante. A propriedade constitutiva da linguagem que reconhece a presença simultânea e o entrecruzamento de diversas vozes, perspectivas ou discursos no interior de um único enunciado, revelando a natureza dialógica da construção do sentido, é a: 
Alternativas
Respostas
1: A
2: B
3: C
4: D
5: E
6: C
7: E
8: D
9: D
10: A
11: B
12: C
13: D
14: B
15: C
16: B
17: C
18: B
19: E