Questões de Concurso Público Prefeitura de Vinhedo - SP 2025 para Especialista em Meio Ambiente - Biólogo

Foram encontradas 10 questões

Q3489072 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Meu celular, minha vida


    Há uma nova doença nos anais da medicina: a nomofobia, o medo de ficar sem celular. O termo foi cunhado no Reino Unido, e deriva de “no mobile phobia”.

  O fato é óbvio: para qualquer lugar que se olhe, as pessoas estão atentas ao celular – rua, restaurante, local de trabalho, ônibus, metrô, escola e até igreja.

   (...)

  Uma das anomalias de nossa época pós-moderna é o esgarçamento das relações pessoais e comunitárias. A família tradicional, que se reunia à mesa de refeições ou na sala para conversar, é hoje um bem escasso. As relações matrimoniais mal resistem à primeira crise. Segundo o IBGE, as uniões conjugais duram, em média, cerca de sete anos!

  Na opinião de Aristóteles, amizades são imprescindíveis à nossa felicidade. No entanto, nesse mundo competitivo, muitas andam contaminadas por inveja, ciúme, cobranças ou prejudicadas pela falta de tempo.

   Resta então, nesse mar revolto no qual naufragam antigos e saudáveis costumes, a ilha salvadora do celular! O aparelho corresponde muito bem às contradições da pós-modernidade: por ele me comunico, sem conversar; opino, sem me comprometer; me expresso, sem me envolver; troco mensagens e torpedos, sem me doar a ninguém e a nenhuma causa.

  O fascínio do celular consiste em amenizar minha solidão sem exigir solidarizar-me. Estou na rede,  interajo com inúmeras pessoas e, no entanto, fico na minha, olhando o meu umbigo, indiferente ao fato de algumas dessas pessoas estarem sofrendo ou, pelo menos, necessitando de minha presença física consoladora ou incentivadora.

  O celular faz de mim, Clark Kent, um Super-Homem. Eu, a quem quase ninguém presta atenção, agora gozo de um público multimídia ligado no que expresso. Em contrapartida, o celular me rouba tempo: de leituras, de trabalho, de convivência familiar e com amigos. Com ele ligado no bolso ou ao meu lado, fica cada vez mais difícil a concentração.

  O celular é um espelho mágico. Repare como as pessoas o fitam. É como se se vissem na tela. Por ser um equipamento eletrônico dotado de múltiplos recursos, ele me traz a sensação de que sou um Pequeno Príncipe capaz de visitar sucessivamente diferentes planetas.

  (...)

  Ah, como é saudável estar bem consigo mesmo e manter o celular desligado por um bom tempo, sobretudo à noite! Mas isso exige o que parece cada vez mais raro nos dias atuais: boa autoestima, falta de ansiedade, consistência subjetiva, gosto pelo silêncio e uma vida ancorada em um sentido altruísta.


FREI BETTO. Meu celular, minha vida. Correio da
cidadania. 06 dez. 2013. Disponível em
<https://www.correiocidadania.com.br/colunistas/fre
i-betto/9144-06-12-2013-meu-celular-minha-vida>.

Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação que está de acordo com as ideias apresentadas no texto “Meu celular, minha vida”.
Alternativas
Q3489073 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Meu celular, minha vida


    Há uma nova doença nos anais da medicina: a nomofobia, o medo de ficar sem celular. O termo foi cunhado no Reino Unido, e deriva de “no mobile phobia”.

  O fato é óbvio: para qualquer lugar que se olhe, as pessoas estão atentas ao celular – rua, restaurante, local de trabalho, ônibus, metrô, escola e até igreja.

   (...)

  Uma das anomalias de nossa época pós-moderna é o esgarçamento das relações pessoais e comunitárias. A família tradicional, que se reunia à mesa de refeições ou na sala para conversar, é hoje um bem escasso. As relações matrimoniais mal resistem à primeira crise. Segundo o IBGE, as uniões conjugais duram, em média, cerca de sete anos!

  Na opinião de Aristóteles, amizades são imprescindíveis à nossa felicidade. No entanto, nesse mundo competitivo, muitas andam contaminadas por inveja, ciúme, cobranças ou prejudicadas pela falta de tempo.

   Resta então, nesse mar revolto no qual naufragam antigos e saudáveis costumes, a ilha salvadora do celular! O aparelho corresponde muito bem às contradições da pós-modernidade: por ele me comunico, sem conversar; opino, sem me comprometer; me expresso, sem me envolver; troco mensagens e torpedos, sem me doar a ninguém e a nenhuma causa.

  O fascínio do celular consiste em amenizar minha solidão sem exigir solidarizar-me. Estou na rede,  interajo com inúmeras pessoas e, no entanto, fico na minha, olhando o meu umbigo, indiferente ao fato de algumas dessas pessoas estarem sofrendo ou, pelo menos, necessitando de minha presença física consoladora ou incentivadora.

  O celular faz de mim, Clark Kent, um Super-Homem. Eu, a quem quase ninguém presta atenção, agora gozo de um público multimídia ligado no que expresso. Em contrapartida, o celular me rouba tempo: de leituras, de trabalho, de convivência familiar e com amigos. Com ele ligado no bolso ou ao meu lado, fica cada vez mais difícil a concentração.

  O celular é um espelho mágico. Repare como as pessoas o fitam. É como se se vissem na tela. Por ser um equipamento eletrônico dotado de múltiplos recursos, ele me traz a sensação de que sou um Pequeno Príncipe capaz de visitar sucessivamente diferentes planetas.

  (...)

  Ah, como é saudável estar bem consigo mesmo e manter o celular desligado por um bom tempo, sobretudo à noite! Mas isso exige o que parece cada vez mais raro nos dias atuais: boa autoestima, falta de ansiedade, consistência subjetiva, gosto pelo silêncio e uma vida ancorada em um sentido altruísta.


FREI BETTO. Meu celular, minha vida. Correio da
cidadania. 06 dez. 2013. Disponível em
<https://www.correiocidadania.com.br/colunistas/fre
i-betto/9144-06-12-2013-meu-celular-minha-vida>.

Assinale a alternativa que apresenta uma sequência de palavras sinônimas para a destacada no trecho correspondente.
Alternativas
Q3489074 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Meu celular, minha vida


    Há uma nova doença nos anais da medicina: a nomofobia, o medo de ficar sem celular. O termo foi cunhado no Reino Unido, e deriva de “no mobile phobia”.

  O fato é óbvio: para qualquer lugar que se olhe, as pessoas estão atentas ao celular – rua, restaurante, local de trabalho, ônibus, metrô, escola e até igreja.

   (...)

  Uma das anomalias de nossa época pós-moderna é o esgarçamento das relações pessoais e comunitárias. A família tradicional, que se reunia à mesa de refeições ou na sala para conversar, é hoje um bem escasso. As relações matrimoniais mal resistem à primeira crise. Segundo o IBGE, as uniões conjugais duram, em média, cerca de sete anos!

  Na opinião de Aristóteles, amizades são imprescindíveis à nossa felicidade. No entanto, nesse mundo competitivo, muitas andam contaminadas por inveja, ciúme, cobranças ou prejudicadas pela falta de tempo.

   Resta então, nesse mar revolto no qual naufragam antigos e saudáveis costumes, a ilha salvadora do celular! O aparelho corresponde muito bem às contradições da pós-modernidade: por ele me comunico, sem conversar; opino, sem me comprometer; me expresso, sem me envolver; troco mensagens e torpedos, sem me doar a ninguém e a nenhuma causa.

  O fascínio do celular consiste em amenizar minha solidão sem exigir solidarizar-me. Estou na rede,  interajo com inúmeras pessoas e, no entanto, fico na minha, olhando o meu umbigo, indiferente ao fato de algumas dessas pessoas estarem sofrendo ou, pelo menos, necessitando de minha presença física consoladora ou incentivadora.

  O celular faz de mim, Clark Kent, um Super-Homem. Eu, a quem quase ninguém presta atenção, agora gozo de um público multimídia ligado no que expresso. Em contrapartida, o celular me rouba tempo: de leituras, de trabalho, de convivência familiar e com amigos. Com ele ligado no bolso ou ao meu lado, fica cada vez mais difícil a concentração.

  O celular é um espelho mágico. Repare como as pessoas o fitam. É como se se vissem na tela. Por ser um equipamento eletrônico dotado de múltiplos recursos, ele me traz a sensação de que sou um Pequeno Príncipe capaz de visitar sucessivamente diferentes planetas.

  (...)

  Ah, como é saudável estar bem consigo mesmo e manter o celular desligado por um bom tempo, sobretudo à noite! Mas isso exige o que parece cada vez mais raro nos dias atuais: boa autoestima, falta de ansiedade, consistência subjetiva, gosto pelo silêncio e uma vida ancorada em um sentido altruísta.


FREI BETTO. Meu celular, minha vida. Correio da
cidadania. 06 dez. 2013. Disponível em
<https://www.correiocidadania.com.br/colunistas/fre
i-betto/9144-06-12-2013-meu-celular-minha-vida>.

“A família tradicional, que se reunia à mesa de refeições ou na sala para conversar, é hoje um bem escasso.”

Assinale a alternativa em que os elementos completam corretamente as lacunas do período seguinte, na mesma ordem, em relação à palavra destacada no trecho acima.

A palavra “para” pode ser substituída por “__________” e possui o sentido de __________. 
Alternativas
Q3489075 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Meu celular, minha vida


    Há uma nova doença nos anais da medicina: a nomofobia, o medo de ficar sem celular. O termo foi cunhado no Reino Unido, e deriva de “no mobile phobia”.

  O fato é óbvio: para qualquer lugar que se olhe, as pessoas estão atentas ao celular – rua, restaurante, local de trabalho, ônibus, metrô, escola e até igreja.

   (...)

  Uma das anomalias de nossa época pós-moderna é o esgarçamento das relações pessoais e comunitárias. A família tradicional, que se reunia à mesa de refeições ou na sala para conversar, é hoje um bem escasso. As relações matrimoniais mal resistem à primeira crise. Segundo o IBGE, as uniões conjugais duram, em média, cerca de sete anos!

  Na opinião de Aristóteles, amizades são imprescindíveis à nossa felicidade. No entanto, nesse mundo competitivo, muitas andam contaminadas por inveja, ciúme, cobranças ou prejudicadas pela falta de tempo.

   Resta então, nesse mar revolto no qual naufragam antigos e saudáveis costumes, a ilha salvadora do celular! O aparelho corresponde muito bem às contradições da pós-modernidade: por ele me comunico, sem conversar; opino, sem me comprometer; me expresso, sem me envolver; troco mensagens e torpedos, sem me doar a ninguém e a nenhuma causa.

  O fascínio do celular consiste em amenizar minha solidão sem exigir solidarizar-me. Estou na rede,  interajo com inúmeras pessoas e, no entanto, fico na minha, olhando o meu umbigo, indiferente ao fato de algumas dessas pessoas estarem sofrendo ou, pelo menos, necessitando de minha presença física consoladora ou incentivadora.

  O celular faz de mim, Clark Kent, um Super-Homem. Eu, a quem quase ninguém presta atenção, agora gozo de um público multimídia ligado no que expresso. Em contrapartida, o celular me rouba tempo: de leituras, de trabalho, de convivência familiar e com amigos. Com ele ligado no bolso ou ao meu lado, fica cada vez mais difícil a concentração.

  O celular é um espelho mágico. Repare como as pessoas o fitam. É como se se vissem na tela. Por ser um equipamento eletrônico dotado de múltiplos recursos, ele me traz a sensação de que sou um Pequeno Príncipe capaz de visitar sucessivamente diferentes planetas.

  (...)

  Ah, como é saudável estar bem consigo mesmo e manter o celular desligado por um bom tempo, sobretudo à noite! Mas isso exige o que parece cada vez mais raro nos dias atuais: boa autoestima, falta de ansiedade, consistência subjetiva, gosto pelo silêncio e uma vida ancorada em um sentido altruísta.


FREI BETTO. Meu celular, minha vida. Correio da
cidadania. 06 dez. 2013. Disponível em
<https://www.correiocidadania.com.br/colunistas/fre
i-betto/9144-06-12-2013-meu-celular-minha-vida>.

Assinale a alternativa que apresenta um trecho em que predomina o emprego das palavras em seu sentido figurado.
Alternativas
Q3489076 Português
Assinale a alternativa que apresenta, entre parênteses, a análise correta do termo ou oração destacada em cada período.
Alternativas
Q3489077 Português
“Há uma nova estação chegando.” (La Fontaine)

Reescrevendo o trecho acima com a expressão destacada no plural, considere as seguintes formas, mesmo com alteração no tempo verbal:

(I) Há umas novas estações chegando
(II) Existe umas novas estações chegando
(III) Existem umas novas estações chegando
(IV) Haviam umas novas estações chegando

Assinale a alternativa que apresenta todas as formas reescritas corretamente.
Alternativas
Q3489078 Português
“É como se as pessoas se vissem realmente confrontadas com suas questões.” (Paula Dione)

Em relação às palavras destacadas no período acima, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3489079 Português
“Vou aonde o vento levar, para qualquer caminho que a vida escolher” (Tom Lima)

No contexto em que está sendo utilizada, a palavra destacada acima pode ser substituída adequadamente por:
Alternativas
Q3489080 Português

Leia a charge a seguir para responder à próxima  questão.




CAZO. 1 em cada 5 brasileiros admite usar o celular

ao dirigir. Blog do AFTM. 07 jul. 2019. Disponível

em <https://blogdoaftm.com.br/charge1-em-cada-5-

brasileiros-admite-usar-o-celular-ao-dirigir/>.

A expressão “dei por mim”, no contexto da charge acima, possui o sentido de alguém que: 
Alternativas
Q3489081 Português

Leia a charge a seguir para responder à próxima  questão.




CAZO. 1 em cada 5 brasileiros admite usar o celular

ao dirigir. Blog do AFTM. 07 jul. 2019. Disponível

em <https://blogdoaftm.com.br/charge1-em-cada-5-

brasileiros-admite-usar-o-celular-ao-dirigir/>.

A expressão verbal “estava dirigindo e mexendo” indica duas ações que:
Alternativas
Respostas
1: C
2: A
3: E
4: E
5: C
6: A
7: D
8: B
9: B
10: D