Questões de Concurso Público Prefeitura de Aramari - BA 2023 para Professor Fundamental II - Português

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Q3620672 Português

Leia o texto abaixo para responder a questão.



Não sei quantas almas tenho



Não sei quantas almas tenho.

Cada momento mudei.

Continuamente me estranho.

Nunca me vi nem acabei.

De tanto ser, só tenho alma.

Quem tem alma não tem calma.

Quem vê é só o que vê,

Quem sente não é quem é,



Atento ao que sou e vejo,

Torno-me eles e não eu.

Cada meu sonho ou desejo

É do que nasce e não meu.

Sou minha própria paisagem;

Assisto à minha passagem,

Diverso, móbil e só,

Não sei sentir-me onde estou.



Por isso, alheio, vou lendo

Como páginas, meu ser.

O que segue não prevendo,

O que passou a esquecer.

Noto à margem do que li

O que julguei que senti.

Releio e digo: “Fui eu?”

Deus sabe, porque o escreveu.



Fernando Pessoa 

Considerando o poema de Fernando Pessoa, analise as proposições abaixo:



I- No poema “Não sei quantas almas tenho” o poeta reflete acerca de si próprio.


II- Na primeira estrofe há uma alternância temporal presente/passado aliada ao advérbio de modo “continuamente”, que expressa a constante fragmentação sentida pelo sujeito poético, ontem, hoje, sempre.


III- O poeta passa da primeira para a terceira pessoa nos três últimos versos da primeira estrofe, quando usa a generalização.


IV- Nas duas primeiras estrofes, salienta-se a fragmentação do sujeito poético.



São verdadeiras as proposições:

Alternativas
Q3620673 Português

Leia o texto abaixo para responder a questão.



Não sei quantas almas tenho



Não sei quantas almas tenho.

Cada momento mudei.

Continuamente me estranho.

Nunca me vi nem acabei.

De tanto ser, só tenho alma.

Quem tem alma não tem calma.

Quem vê é só o que vê,

Quem sente não é quem é,



Atento ao que sou e vejo,

Torno-me eles e não eu.

Cada meu sonho ou desejo

É do que nasce e não meu.

Sou minha própria paisagem;

Assisto à minha passagem,

Diverso, móbil e só,

Não sei sentir-me onde estou.



Por isso, alheio, vou lendo

Como páginas, meu ser.

O que segue não prevendo,

O que passou a esquecer.

Noto à margem do que li

O que julguei que senti.

Releio e digo: “Fui eu?”

Deus sabe, porque o escreveu.



Fernando Pessoa 

Analise as proposições abaixo como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F).



( ) Na segunda estrofe, o poeta volta a centrar-se em si próprio utilizando uma tripla adjetivação para se autocaracterizar. Aponta, uma vez mais, para a multiplicidade do sujeito poético, definido como um ser volúvel e inconstante, salientando a sua solidão.


( ) A locução “Por isso”, na terceira estrofe, assume o carácter explicativo/conclusivo em relação às duas estrofes anteriores.


( ) O sujeito poético sinaliza se define como um ser sem passado nem futuro.


( ) O último verso do poema encerra a resposta à interrogação retórica do verso anterior: alguém superior ao próprio sujeito comanda a sua vida.


( ) No poema, o sujeito poético assiste a sua fragmentação como se a sua consciência fosse um ser exterior a si mesmo.



A sequência correta de cima para baixo é: 

Alternativas
Q3620675 Português

Leia o texto abaixo para responder a questão.



Não sei quantas almas tenho



Não sei quantas almas tenho.

Cada momento mudei.

Continuamente me estranho.

Nunca me vi nem acabei.

De tanto ser, só tenho alma.

Quem tem alma não tem calma.

Quem vê é só o que vê,

Quem sente não é quem é,



Atento ao que sou e vejo,

Torno-me eles e não eu.

Cada meu sonho ou desejo

É do que nasce e não meu.

Sou minha própria paisagem;

Assisto à minha passagem,

Diverso, móbil e só,

Não sei sentir-me onde estou.



Por isso, alheio, vou lendo

Como páginas, meu ser.

O que segue não prevendo,

O que passou a esquecer.

Noto à margem do que li

O que julguei que senti.

Releio e digo: “Fui eu?”

Deus sabe, porque o escreveu.



Fernando Pessoa 

Analise as proposições abaixo:



1- Nos quatro primeiros versos da primeira estrofe, o sujeito classifica-se sintaticamente como desinencial ou elíptico.


2- No período “ Nunca me vi nem acabei.”, o termo sublinhado classifica-se morfologicamente como pronome oblíquo tônico e sintaticamente exerce a função de objeto direto.


3- No verso” Assisto à minha passagem,” a expressão destacada exerce a função sintática de objeto indireto.


4- No período “ Por isso, alheio, vou lendo/ Como páginas, meu ser.”, o conectivo “como” estabelece uma relação semântica de comparação e o termo “ meu ser” exerce a função sintática de objeto direto.


5- No verso “ Não sei sentir-me onde estou.”, o termo destacado exerce a função sintática de objeto direto.



São verdadeiras: 

Alternativas
Q3620676 Português

Analise os períodos abaixo, considerando a regência verbal:



I - O viajante aspirou o ar puro do campo.


II - Os socorristas assistiram o homem ferido na rodovia.


III -Júlia namorou com Miguel na adolescência.


IV -As crianças devem sempre obedecer aos pais.


V -Joana prefere dormir do que se exercitar.


VI -Meus tios conseguiram que visassem os seus passaportes.



As proposições cujos períodos apresentam erros de regência verbal são: 

Alternativas
Q3620678 Português

Texto para questão.


Falar, calar


Lya Luft



    Hoje eu falo de silêncio. Eu, que amo as palavras, hoje fico nos espaços brancos e nas entrelinhas. Fico ausente, estou ausente _____________ de longe siga pelo milagre da tecnologia tudo o que acontece onde me leem neste instante.


    Ausente presente ___________ tantas vezes tantas pessoas.


    Nas histórias que relato ou invento, hoje não me interessam tanto as tramas e os personagens: somos todos sombras que andam de um lado para o outro, aparecem e desaparecem em quartos, corredores, jardins. Caem de escadas, jogam-se no poço, naufragam como rostos ou ratos.


    A mim seduzem palavras e silêncios, e jeitos de olhar. O formato de uma boca melancólica, ou o baixar de uma pálpebra que esconde o desejo de morrer ou de matar, ódio ou desamparo, hipocrisia, ah, o olhar sorrateiro, o estrábico olhar dos mentirosos.


    A mim interessam as coisas que normalmente ninguém valoriza. ____________ o real está no escondido. ___________ escrevo: para esconjurar o avesso das coisas e da vida, de onde nos vem o medo, que impulsiona como a esperança.


    Nas relações amorosas, sou fascinada pela fração de segundo, o lapso mínimo _________ os olhares se desencontram e a palavra que podia ser pronunciada se recolhe por pusilanimidade, egoísmo ou autocompaixão. E a cumplicidade se rompe e a gente se sente sozinha.


    O caminho do desencontro é ladrilhado de silêncios, _______________ se devia falar, e de palavras quando melhor teria sido ficar calado: e a gente sabia, ah, sim, sabia. Pior: é ladrilhado de gestos que não foram feitos quando o outro precisava.


    E no silêncio o peso da omissão, cumplicidade com o erro, se agiganta.


    [...]


Revista Veja, 7/9/2005. 


Assinale a alternativa que contém os conectivos ou operadores argumentativos que completam corretamente e respectivamente os espaços em branco no texto. Considere a coesão e coerência textual, bem como a regência verbal e nominal.
Alternativas
Q3620679 Português

Texto para questão.


Falar, calar


Lya Luft



    Hoje eu falo de silêncio. Eu, que amo as palavras, hoje fico nos espaços brancos e nas entrelinhas. Fico ausente, estou ausente _____________ de longe siga pelo milagre da tecnologia tudo o que acontece onde me leem neste instante.


    Ausente presente ___________ tantas vezes tantas pessoas.


    Nas histórias que relato ou invento, hoje não me interessam tanto as tramas e os personagens: somos todos sombras que andam de um lado para o outro, aparecem e desaparecem em quartos, corredores, jardins. Caem de escadas, jogam-se no poço, naufragam como rostos ou ratos.


    A mim seduzem palavras e silêncios, e jeitos de olhar. O formato de uma boca melancólica, ou o baixar de uma pálpebra que esconde o desejo de morrer ou de matar, ódio ou desamparo, hipocrisia, ah, o olhar sorrateiro, o estrábico olhar dos mentirosos.


    A mim interessam as coisas que normalmente ninguém valoriza. ____________ o real está no escondido. ___________ escrevo: para esconjurar o avesso das coisas e da vida, de onde nos vem o medo, que impulsiona como a esperança.


    Nas relações amorosas, sou fascinada pela fração de segundo, o lapso mínimo _________ os olhares se desencontram e a palavra que podia ser pronunciada se recolhe por pusilanimidade, egoísmo ou autocompaixão. E a cumplicidade se rompe e a gente se sente sozinha.


    O caminho do desencontro é ladrilhado de silêncios, _______________ se devia falar, e de palavras quando melhor teria sido ficar calado: e a gente sabia, ah, sim, sabia. Pior: é ladrilhado de gestos que não foram feitos quando o outro precisava.


    E no silêncio o peso da omissão, cumplicidade com o erro, se agiganta.


    [...]


Revista Veja, 7/9/2005. 


Observe os períodos abaixo:



 “...para esconjurar o avesso das coisas e da vida, de onde nos vem o medo, que impulsiona como a esperança.”



 “...o olhar sorrateiro, o estrábico olhar dos mentirosos...”



 “pusilanimidade, egoísmo ou autocompaixão. E a cumplicidade se rompe e a gente se sente sozinha.”



As palavras destacadas nos períodos acima podem ser substituídas respectivamente, sem alteração de sentido por: 

Alternativas
Q3620680 Português

Texto para questão.


Falar, calar


Lya Luft



    Hoje eu falo de silêncio. Eu, que amo as palavras, hoje fico nos espaços brancos e nas entrelinhas. Fico ausente, estou ausente _____________ de longe siga pelo milagre da tecnologia tudo o que acontece onde me leem neste instante.


    Ausente presente ___________ tantas vezes tantas pessoas.


    Nas histórias que relato ou invento, hoje não me interessam tanto as tramas e os personagens: somos todos sombras que andam de um lado para o outro, aparecem e desaparecem em quartos, corredores, jardins. Caem de escadas, jogam-se no poço, naufragam como rostos ou ratos.


    A mim seduzem palavras e silêncios, e jeitos de olhar. O formato de uma boca melancólica, ou o baixar de uma pálpebra que esconde o desejo de morrer ou de matar, ódio ou desamparo, hipocrisia, ah, o olhar sorrateiro, o estrábico olhar dos mentirosos.


    A mim interessam as coisas que normalmente ninguém valoriza. ____________ o real está no escondido. ___________ escrevo: para esconjurar o avesso das coisas e da vida, de onde nos vem o medo, que impulsiona como a esperança.


    Nas relações amorosas, sou fascinada pela fração de segundo, o lapso mínimo _________ os olhares se desencontram e a palavra que podia ser pronunciada se recolhe por pusilanimidade, egoísmo ou autocompaixão. E a cumplicidade se rompe e a gente se sente sozinha.


    O caminho do desencontro é ladrilhado de silêncios, _______________ se devia falar, e de palavras quando melhor teria sido ficar calado: e a gente sabia, ah, sim, sabia. Pior: é ladrilhado de gestos que não foram feitos quando o outro precisava.


    E no silêncio o peso da omissão, cumplicidade com o erro, se agiganta.


    [...]


Revista Veja, 7/9/2005. 


Analise as proposições abaixo, considerando o texto:



1- No período “ Eu, que amo as palavras, hoje fico nos espaços brancos e nas entrelinhas. Fico ausente, estou ausente.”, a oração destacada é subordinada adjetiva explicativa e serve para caracterizar a autora.


2- A oração “ que amo as palavras” se opõe à ideia de silencia, e a oração “ Eu hoje fico nos espaços brancos e nas entrelinhas ....” se refere ao silêncio.


3- A oração “ ... embora de longe siga pelo milagre da tecnologia tudo [...]” é subordinada adverbial concessiva e expressa um fato oposto apresentado na oração principal.


4- Nos períodos “Porque o real está no escondido.” e “... para esconjurar o avesso das coisas e da vida...”, os conectivos destacados expressam ideia semântica de causa e finalidade, respectivamente.


5- No trecho, “O caminho do desencontro é ladrilhado de silêncios, quando se devia falar, e de palavras quando melhor teria sido ficar calado: e a gente sabia, ah, sim, sabia.”, o período é composto por coordenação e subordinação e a oração destacada é subordinada adverbial temporal.



São verdadeiras:

Alternativas
Q3620681 Português

Analise os trechos de música abaixo:



Aceite uma ajuda do seu futuro amor


Pro aluguel


Devolva o Neruda que você me tomou


E nunca leu


Eu bato o portão sem fazer alarde


Eu levo a carteira de identidade


Uma saideira, muita saudade


E a leve impressão de que já vou tarde.


Trocando em miúdos – Chico Buarque



Onde queres família, sou maluco


E onde queres romântico, burguês


Onde queres Leblon, sou Pernambuco


E onde queres eunuco, garanhão


Onde queres o sim e o não, talvez


E onde vês, eu não vislumbro razão


Onde queres o lobo, eu sou o irmão


E onde queres cowboy, eu sou chinês


Os quereres – Caetano VELOSO



Nos trechos grifados nos dois fragmentos predominam a seguinte figura de linguagem: 

Alternativas
Q3620687 Português

Analise as proposições abaixo considerando a concepção de língua, linguagem e fala:



I- Para Mikhail Bakhtin a observação da língua sempre ocorre sob a ótica da relação dialética indivíduo/sociedade, em um universo em que se interpenetram o individual e o social.


II- Para Mikhail Bakhtin a língua não pode ser entendida como se fosse um sistema abstrato de normas.


III- Bakhtin considera que a palavra, por ser o território comum do locutor e do interlocutor, comporta duas faces: é determinada tanto pelo fato de que procede de alguém, como pelo fato de que se dirige para alguém.


IV- Para Bakhtin, as relações existentes entre linguagem e sociedade são indissociáveis.



São verdadeiras as proposições: 

Alternativas
Q3620689 Português

Considerando a teoria dos gêneros, classifique o gênero textual que prenomina nos textos abaixo.


(1)


Ser feliz para sempre é o final que todos nós sonhamos para nossa história pessoal. [...] Ninguém sabe direito o que é felicidade, mas, definitivamente, não é acomodação. Acomodar-se é o mesmo que fazer uma longa viagem no piloto automático. Muito seguro, mas que aborrecimento. É preciso um pouquinho de turbulência para a gente acordar e sentir alguma coisa, nem que seja medo. [...]


Eu não gosto de montanha-russa, o brinquedo, mas gosto de montanha-russa, a vida. Isso porque creio possuir um certo grau de responsabilidade que me permite saber até que altura posso ir e que tipo de tombo posso levar sem me machucar demasiadamente: alto demais não vou, mas ficar no chão o tempo inteiro não fico. Viver não é seguro. Viver não é fácil. E não pode ser monótono.


Martha Medeiros



(2)


Flor da Pele


Ando tão à flor da pele

Qualquer beijo de novela me faz chorar

Ando tão à flor da pele

Que teu olhar flor na janela me faz morrer


Ando tão à flor da pele

Meu desejo se confunde com a vontade de não ser

Ando tão à flor da pele

Que a minha pele tem o fogo do juízo final


Ando tão à flor da pele

Qualquer beijo de novela me faz chorar

Ando tão à flor da pele

Que teu olhar flor na janela me faz morrer


Ando tão à flor da pele

Que meu desejo se confunde com a vontade de não ser

Ando tão à flor da pele

Que a minha pele tem o fogo do juízo final



Zeca BALEIRO 


(3)


93% dos brasileiros condenam ataque terrorista aos Três Poderes, aponta pesquisa Datafolha


Quase metade dos entrevistados acham que os envolvidos nas depredações devem ser presos. 77% acreditam que os criminosos serão punidos, de acordo com a pesquisa.


Por g1


11/01/2023 20h47


Pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal "Folha de S.Paulo" nesta quarta-feira (11) aponta que 93% dos brasileiros condenam os ataques terroristas feitos por bolsonaristas ao Congresso Nacional, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Palácio do Planalto em Brasília no domingo (8).


Na pesquisa, 3% dos entrevistados disseram que são favoráveis aos ataques, 2% disseram que são indiferentes e 1% não souberam opinar.


Foram ouvidas 1.214 pessoas com mais de 16 anos na terça-feira (10) e nesta quarta por telefone em todo o Brasil. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou menos, segundo o Datafolha.


Entre os entrevistados, 46% acreditam que os envolvidos no ataque terrorista devem ser presos. 15% acham que a maioria deveria ir para a prisão e outros 15% acreditam que apenas alguns deveriam ser presos. Para 9% ninguém deveria estar detido, e 4% disseram não saber.


(4)


Urbanização intensa já afeta evolução de organismos na Terra


Estudo global com participação de pesquisadores da Unesp mostra como aumento de estilo de vida baseado em cidades está influenciando o desenvolvimento de espécies vegetais. Para biólogo, processo chama a atenção pela velocidade com que transformações estão ocorrendo.


Cem anos atrás, quando o mundo ainda procurava se reerguer da devastação humana e econômica causada pela combinação da Primeira Guerra Mundial com a pandemia de Gripe Espanhola, o número de pessoas que residiam em cidades com mais de 20 mil habitantes batia na marca dos 250 milhões de pessoas, ou o equivalente a cerca de 13% da população do planeta. Em 2020, segundo os dados mais recentes da Organização das Nações Unidas (ONU), as áreas urbanas já contabilizavam 4,4 bilhões de pessoas, ou 56,2% da população global.


( 5 ) 



Imagem associada para resolução da questão



(6)

Imagem associada para resolução da questão



( ) Charge


( ) Cartum


( )Crônica


( ) Reportagem


( ) Letra de música


( ) Notícia



Considerando as características peculiares e predominantes em cada gênero textual, nos textos acima, relacione a segunda coluna com a primeira identificado o gênero que predomina em cada texto.



A sequência correta de cima para baixo é:



Alternativas
Q3620690 Português

Considerando as concepções de fala e escrita, analise as proposições abaixo:



1- Historicamente a fala nos é dada, pois, onde quer que haja seres humanos, há linguagem verbal oral, ao passo que a escrita precede a leitura e é uma convenção que necessita ser intensiva e ‘sistematicamente aprendida’.


2- Na escrita o estatuto do erro tem natureza diferente do estatuto da fala.


3- Na oralidade o que a sociedade chama de ‘erro’ é concebido pela sociolinguística como variantes linguísticas, maneiras diferentes de dizer a mesma coisa, a exemplo de vontad[e] / fala[r], as variantes não - padrão vontad[i] / fal[á] são utilizadas na maior parte das regiões do país, com a escrita não ocorre o mesmo, já que o código convencionado e prescrito pela ortografia não prevê variação.


4- Segundo Fávero, Andrade e Aquino a escrita tem sido vista como de estrutura complexa, formal e abstrata, enquanto a fala, de estrutura simples ou desestruturada, informal, concreta e dependente do contexto.


5- A língua é homogênea e monolítica.


6- A elaboração do texto escrito – assim como do oral – envolve um objetivo ou intenção do locutor. Contudo, o entendimento desse texto não diz respeito apenas ao conteúdo semântico, mas à percepção das marcas de seu processo de produção.



São verdadeiras:

Alternativas
Q3620691 Português

Analise as situações abaixo considerando o processo de aquisição da linguagem e uso da língua:


Situação 01


Uma criança de 2 anos, oriunda de família de classe média, com pais de nível universitário cuja linguagem obedece, via de regra, aos padrões cultos de concordância, produz frases do tipo:


-“Tem um monte de corações cor-de-rosa”


-“Ela tem os olhos azuis”.



Ao lado de:


_”As crianças mi batis”.


_ “Elas brigas comigo”.


_Eles correram



Situação 02



Imagine que uma criança, com a mesma idade da anterior, cujos pais não são escolarizados, possa produzir frases que não obedeçam ao padrão acima:


_”Tem um monte de coração cor-de-rosa”


_ “Ela tem os olho azul”.


ozóio azú” ozóio azur”.


Ao lado de:


_”As criança mi bati”.  


_”As criança bati ni mim”.


_”Elas briga cumigo”.


cum eu”.


_”Eles correro”.


correu”.


Analisando as situações acima explicitadas é possível afirmar:



I - A primeira criança procura incorporar uma regra de formação do plural dos nomes e da estrutura dos verbos. O fato de usar “batis”, “brigas”, por analogia com o plural das expressões nominais, revela que há uma hipótese que a criança testa a partir de uma generalização: plural= “s”.


II- Observamos que a primeira criança já incorporou o plural de outros verbos: “correram”, e as duas formas convivem no momento. É provável que essa criança chegue a concluir, muito antes de entrar na escola, que deve dizer: batem, brigam, em função da contínua interação com seus pais, que são usuários destas formas.


III- A segunda criança fala de acordo com as “regras” das pessoas com quem convive e, por isso, para ela o plural é marcado num só elemento da frase, numa determinada posição.


IV - A segunda criança em relação ao plural das expressões nominativas: “os olho azul”, “ozóio azú”, “ozóio azur”, mantém a marca de pluralidade num só elemento (“os”), inclusive em “ozóio”. Se não entrar em contato com outras manifestações linguísticas que não a da sua comunidade, esta criança chegará à escola com essa “regra” bastante enraizada.



São verdadeiras:

Alternativas
Q3620692 Português

A partir das concepções de linguagem, língua, fala e escrita analise as proposições a seguir, colocando 

( V ) para o que for verdadeiro e ( F ) para o que for falso:



( ) As pessoas falam para serem “ouvidas”, às vezes para serem respeitadas e também para exercerem uma influência no ambiente em que realizam os atos linguísticos.


( ) As regras que governam a produção apropriada dos atos de linguagem levam em conta as relações sociais entre o falante e o ouvinte.


( ) A língua padrão é um sistema comunicativo ao alcance de uma parte reduzida dos integrantes de uma comunidade; é um sistema associado a um patrimônio cultural apresentado como um “corpus” definido de valores, fixados na tradição escrita.


( ) Escrever nunca foi e nunca vai ser a mesma coisa que falar: é uma operação que influi necessariamente nas formas escolhidas e nos conteúdos referenciais.


( ) A separação entre variedade “culta” ou “padrão” e as outras é tão profunda devido à vários motivos: a variedade culta é associada à escrita e é associada à tradição gramatical; é inventariada nos dicionários e é a portadora legitima de uma tradição cultural e de uma identidade nacional.


( ) As relações entre linguagem e classe social são particularmente importantes para o ensino da língua materna, sobretudo nas escolas que servem às camadas populares.



A sequência correta de cima para baixo é:

Alternativas
Q3620693 Português

Menegassi assevera que as estratégias de leitura não amadurecem sozinhas. Tampouco se desenvolvem, emergem, ou aparecem no aluno porque o professor deseja. O autor postula que o processo de leitura passa por quatro estratégias fundamentais, considerando o exposto associe cada estratégia de leitura a sua característica, descrição e significado:



( 1 ) Seleção


( 2 ) Antecipação


( 3 ) Inferência


( 4 ) Verificação



( ) São ações que unem o conhecimento que não está explícito no texto, porém possível de ser captado com o conhecimento que o leitor tem sobre o assunto.


( ) São predições que o leitor constrói sobre o texto que está lendo, possibilitando-lhe a antecipação do conteúdo, mantendo a atenção no objetivo determinado inicialmente. 


( ) São ações que possibilitam ao leitor ater-se somente ao que lhe é útil, desprezando itens considerados irrelevantes.


( ) A confirmação ou não das antecipações e das inferências realizadas, que se constrói no processamento da leitura do texto.



A sequência correta é:

Alternativas
Q3620696 Português

Leia o texto abaixo para responder a questão.


Como Dois Animais


Alceu Valença




Uma moça bonita, de olhar agateado

Deixou em pedaços o meu coração

Uma onça pintada e seu tiro certeiro

Deixou os meus nervos de aço no chão


Mas uma moça bonita, de olhar agateado

Deixou em pedaços o meu coração

Uma onça pintada e seu tiro certeiro

Deixou os meus nervos de aço no chão


Foi mistério e segredo e muito mais

Foi divino brinquedo e muito mais

Se amar como dois animais


Foi mistério e segredo e muito mais

Foi divino brinquedo e muito mais

Se amar como dois animais


Meu olhar vagabundo de cachorro vadio

Olhava a pintada, e ela estava no cio

E era um cão vagabundo e uma onça-pintada

Se amando na praça como os animais


Uma moça bonita, de olhar agateado

Deixou em pedaços o meu coração

Uma onça pintada e seu tiro certeiro

Deixou os meus nervos de aço no chão


Uma moça bonita, de olhar agateado

Deixou em pedaços o meu coração

Uma onça pintada e seu tiro certeiro

Deixou os meus nervos de aço no chão


Foi mistério e segredo e muito mais

Foi divino brinquedo e muito mais

Se amar como dois animais


Foi mistério e segredo e muito mais

Foi divino brinquedo e muito mais

Se amar como dois animais


Meu olhar vagabundo de cachorro vadio

Olhava a pintada, e ela estava no cio

E era um cão vagabundo e uma onça-pintada

Se amando na praça como os animais

Se amando na praça como os animais

Uh, no carnaval

No carnaval 

Comparando a canção “ Como dois animais” com o livro “ O Cortiço “ de Aluísio de Azevedo, é possível afirmar:



I- Há semelhanças entre os pares: Jerônimo e Rita baiana, o cão vagabundo e a onça pintada. Rita e a onça personificam a fêmea, que não se deixa prender, que seduz e usa enquanto há interesse. Jerônimo e o cão vagabundo são enfeitiçados pelo sensualismo e a força de suas fêmeas, são fortes, mas sucumbem aos seus encantos.


II- Jerônimo chega a ficar doente de desejo de possuir Rita, o cão vagabundo fica com os nervos de aço no chão. Jerônimo olha cheio de desejo para Rita dançando, enquanto o cão vagabundo olha a pintada no cio.


III- O romance retrata claramente o romance de Jerônimo e Rita como algo ilegal, adúltero, já o amor do cachorro vadio e da onça pintada, pode ser justificado pelo carnaval, uma festa profana em que excessos são permitidos.



É ou são verdadeira(s) a(s) proposição(ões):

Alternativas
Q3620700 Português

Texto para questão


Cantiga


Ai! A manhã primorosa

do pensamento…

Minha vida é uma pobre rosa

ao vento.


Passam arroios de cores

sobre a paisagem.

Mas tu eras a flor das flores,

imagem!


Vinde ver asas e ramos,

na luz sonora!

Ninguém sabe para onde vamos

agora.


Os jardins têm vida e morte,

noite e dia…

Quem conhecesse a sua sorte,

morria.


E é nisso que se resume

o sofrimento: cai a flor, – e deixa o perfume

no vento!


(Cecília Meireles)

Considerando o poema “Cantiga” de Cecilia Meireles, analise as proposições a seguir:



1- A vida é apresentada metaforicamente como uma rosa.


2- O eu lírico cria a analogias a partir da ideia de que os seres humanos se apegam às aparências, que estão destinadas a desaparecer com a passagem do tempo.


3- A regularidade dos ciclos da natureza comprova a transitoriedade da vida.


4- Na última estrofe, revela-se a razão do sofrimento humano: as lembranças do passado continuam a existir, mesmo depois da destruição da forma que as gerou.



São verdadeiras: 

Alternativas
Respostas
1: E
2: A
3: C
4: A
5: E
6: B
7: A
8: E
9: C
10: C
11: C
12: D
13: E
14: A
15: B
16: E
17: E