Quem são os sobre-educados, brasileiros com
ensino superior que não encontram trabalho
qualificado
O mercado de trabalho brasileiro carrega uma estatística
perversa. Entre as pessoas ocupadas com ensino
superior completo, 5,4 milhões não conseguem exercer
um trabalho na área de formação e que exija alta
qualificação, mostra um levantamento da consultoria
IDados. Na prática, o elevado contingente dos chamados
sobre-educados - equivalente à população da Noruega -
mostra que o Brasil desperdiça recursos aplicados no
ensino superior e, sobretudo, boa parte do seu capital
humano.
"O Brasil é um país que investe muito em educação de
nível superior. Esse dado indica que parte desses
recursos não está atingindo o objetivo principal", afirma
Ana Tereza, pesquisadora do IDados e responsável pelo
levantamento. "Essas pessoas sobre-educadas recebem
mais na comparação com aquelas que têm um nível
médio. Não é um capital humano totalmente perdido,
mas, frente ao trabalhador que está em uma ocupação
que exige ensino superior, elas ganham menos."
"Duas coisas podem ter acontecido. Primeiro, a pessoa
ocupava um trabalho de nível superior, ficou
desempregada durante a pandemia e, agora, não
consegue encontrar um trabalho de nível superior",
afirma Ana. "E segundo, a entrada dos jovens na força
de trabalho pode levá-los a ocupar esses cargos de nível
superior, fazendo com que a sobre-educação aumente
entre os mais velhos."
Quem são os sobre-educados, brasileiros com ensino superior
que não encontram trabalho qualificado (msn.com). Adaptado.