Questões de Concurso Sobre serviço social
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I- A violência compõe a expressão da questão social e faz parte de um modus operandi da sociabilidade patriarcal-racista-capitalista, é construto e complexo social, e, como tal, não convém ser analisada de forma isolada ou personificada. II- A problemática da violência contra a mulher, não é um problema público, pois não há desigualdades de sexo/gênero, raça, classe e que demanda de intervenção da sociedade e do Estado. III- Compreende-se a violência contra a mulher como uma violação sistemática de direitos, que fere e afeta não apenas a integridade física, mas, também social, emocional e subjetiva. O desafio é não fragmentar ou dissociar as manifestações de violências estruturais e as violências interpessoais. IV- Os/as assistentes sociais têm nessa conjuntura um grande desafio que é compreender e identificar as diferentes opressões que acometem as mulheres. A formação e a prática do aprimoramento profissional em Serviço Social não é tarefa importante na capacitação dos assistentes sociais para o enfrentamento da violência contra as mulheres.
I- Trata-se de uma mudança de posicionamento que se contrapõe às relações sociais de dominação e exploração que são os modos pelos quais o trabalho está assentado no capitalismo. Essas relações de poder se reproduzem no interior das instituições e das equipes tanto nas relações entre os profissionais quanto com os usuários, a exemplo da estruturação horizontalizada dos processos de trabalho, da igualdade atribuída às categorias profissionais com status econômico e social distinto. II- O enxugamento no quadro de trabalhadores das organizações, o aumento do desemprego conjuntural e estrutural e a crescente pressão por resultados conduzem à instabilidade e à precarização das condições de trabalho, bem como, à fragilidade dos vínculos entre os trabalhadores, comprometendo a qualidade do diálogo e do tipo de troca de conhecimentos necessários para que se efetive um trabalho em equipe realmente interdisciplinar. III- A interdisciplinaridade se torna um horizonte possível à medida que os profissionais de distintas categorias profissionais percebem que a organização coletiva pode contribuir para angariar melhores condições de trabalho e reordenar as relações de poder ante as chefias, ampliando suas margens de autonomia. IV- O trabalho em equipe interdisciplinar não faz com que se repense a maneira como os processos de trabalho se desenrolam, e nem a conjuntura histórica e social ao qual os profissionais encontram-se submetidos, bem como a lógica destrutiva do capital que deturpa a ideia do trabalho em equipe interdisciplinar para extração da mais-valia, interferindo diretamente nas possibilidades de concretização plena desse método de trabalho.
I- Cabe aos profissionais que lidam com a demanda de situações de crise em saúde mental em seu cotidiano conhecer os serviços para os quais encaminhar e tomar as primeiras medidas para a intervenção na crise. II- Diante da crise, é fundamental tanto a necessidade de resolutividade da atenção às demandas que se apresentam no cotidiano quanto de uma intervenção comprometida ética e socialmente. III- A crise em saúde mental é um fenômeno biológico que envolve um processo de sofrimento intensificado que pode se manifestar de diferentes formas, sempre perceptíveis, no qual o usuário não consegue se autorregular. IV- O profissional também pode ter que intervir na crise quando se situa como técnico de referência. Esse é um profissional designado pela equipe para atuar como principal responsável por uma determinada situação objeto de atendimento e acompanhamento.
I- Os preconceitos, as discriminações e as violências que as pessoas trans e travestis sofrem e de que são vítimas, sustentam-se em uma lógica normativa de controle dos corpos, que traz, igualmente, benefícios ao modo de produzir e viver em uma sociedade capitalista. II- O binarismo de gênero pressupõe uma ideologia que afirma que homens e mulheres são radicalmente diferentes e que essa diferença está assentada no sexo biológico, portanto, imutável e inquestionável. III- Aqueles que se reconhecem dentro da transgeneridade, da travestilidade e do não binarismo de gênero são aceitos pela sociedade cisgênera, heterossexista e patriarcal. IV- Ao falar sobre gênero, é essencial compreender as desigualdades entre mulheres e homens como históricas, naturalizando as relações de poder impostas e construídas socialmente.
I- De controle de imigração. II- De Vigilância Sanitária. III- De Saúde do Trabalhador. IV- De Assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica
I- Esclarecer ao iniciar o trabalho, os objetivos e a amplitude de sua atuação profissional. II- Democratizar as informações e o acesso aos programas disponíveis no espaço institucional, como forma de garantir a participação. III- Programar, administrar, executar e repassar os serviços sociais assegurados institucionalmente. IV- Respeitar as normas e princípios éticos das outras profissões.
I- Discutir e elaborar Políticas de Saúde. II- Inspecionar e multar serviços de Saúde. III- Fiscalizar as Políticas de Saúde. IV- Garantir participação paritária de trabalhadores da saúde, gestores, usuários e prestadores de serviço.
I- Fundo de Saúde. II- Conselho de Saúde. III- Comitê de Saúde. IV- Comissão de Controle em Saúde.
I- A deficiência como premissa do campo dos direitos humanos, na ótica da justiça social e da coletividade. II- A deficiência ultrapassa o âmbito privado e passa a ser uma questão da esfera pública do Estado e da sociedade. III- A deficiência como oferta de bens e serviços assistenciais e preventivos com cuidado biomédico. IV- A deficiência é compreendida como uma experiência relacional do corpo com impedimentos e a diversidade de barreiras que se apresentam na vida cotidiana em sociedade.
I- Do espaço da escuta, tanto no diálogo como no silêncio. II- Do reconhecimento do sofrimento psíquico, da tristeza, do desconforto emocional, que acompanham o adoecimento e o agravamento do quadro de saúde. III- Da conversa informal para o paciente poder sorrir e ficar com emoções de alegria. IV- Do espaço do acolhimento, de ter a sensibilidade de oferecer o acolhimento no momento do desconforto e da dor.
I- Fortalecer a Vigilância em Saúde do Trabalhador e a integração com os demais componentes da Vigilância em Saúde. II- Propor e produzir indicadores conjuntos para monitoramento e avaliação da situação de saúde da população. III- Promover a saúde, ambientes e processos de trabalhos saudáveis. IV- Garantir a integralidade na atenção à saúde do trabalhador.
I- Ocorreram convocação de autoridades de todos os países para discutir a necessidade coletiva para combate das desigualdades em saúde. II- Os Determinantes Sociais foram entendidos como as circunstâncias em que as populações crescem, vivem, trabalham e envelhecem, bem como os sistemas implementados para lidar com a doença. III- Os Determinantes Sociais da saúde são abordados em camadas, que expressam as características mais coletivas até as que incluem os micro-determinantes do processo saúde-doença. IV- O conceito elaborado pela CDSS, foi inspirado no modelo de Dahlgren e Whitehead.
I- A Atenção Básica será a principal porta de entrada e centro de comunicação da RAS, coordenadora do cuidado e ordenadora das ações e serviços disponibilizados na rede. II- A Atenção Básica é o conjunto de ações de saúde individuais, familiares e coletivas que envolvem promoção, prevenção, proteção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos, cuidados paliativos e vigilância em saúde. III- Não são todas as UBS consideradas potenciais espaços de educação, formação de recursos humanos, pesquisa, ensino em serviço, inovação e avaliação tecnológica para a RAS. IV- Atenção Básica existe com ações e serviços seguindo padrões essenciais e restritos, pois a restrição é fundamental para a humanização.
I- Aumento das contratações via terceirização. II- Realização de vários concursos públicos. III- Aprofundamento da plantonização. IV- Dificuldades de acesso a equipamentos de proteção individual (EPI).
Desafios Contemporâneos do Serviço Social Brasileiro
Os assistentes sociais no Brasil enfrentam diversos desafios contemporâneos em sua prática profissional.
Avalie as afirmativas abaixo e selecione a alternativa correta.
1. A precarização das condições de trabalho é um desafio significativo, impactando a qualidade dos serviços prestados (CFESS, 2018).
2. A defesa dos direitos sociais e a luta contra as desigualdades são desafios centrais, exigindo um posicionamento crítico e propositivo dos assistentes sociais (Iamamoto, 2017).
3. A incorporação das novas tecnologias no trabalho profissional é um desafio que demanda constante atualização e formação continuada (Silva, 2019).
4. O aumento da demanda por serviços sociais, sem o correspondente aumento de recursos e investimentos, representa um desafio para a efetivação dos direitos (Martins, 2020).
5. A neutralidade política é um princípio fundamental que deve ser mantido pelos assistentes sociais para garantir a imparcialidade na prestação de serviços (Netto, 2015).
Alternativas:
As dimensões teórico-metodológica, ético-política e técnico-operativa são fundamentais na formação e no exercício profissional do assistente social. Avalie as afirmativas abaixo e selecione a alternativa correta.
1. A dimensão teórico-metodológica envolve a compreensão crítica das realidades sociais e a aplicação de teorias sociais na prática profissional (Iamamoto, 2001).
2. A dimensão ético-política orienta o compromisso dos assistentes sociais com os direitos humanos e a justiça social, baseandose no Código de Ética Profissional (CFESS, 1993).
3. A dimensão técnico-operativa refere-se à utilização de técnicas e instrumentos específicos para a intervenção profissional, como entrevistas, visitas domiciliares e elaboração de relatórios (Mota, 2003).
4. Na formação do assistente social, a integração dessas dimensões é secundária, sendo mais importante o domínio de técnicas específicas de intervenção (Silva, 2006).
5. O debate sobre as dimensões teóricometodológica, ético-política e técnico-operativa é recente e ainda não foi amplamente incorporado na formação dos assistentes sociais (Netto, 2011).
Alternativas:
O Serviço Social no Brasil passou por diversas transformações ao longo de sua história, desde suas raízes teórico-doutrinárias até a renovação crítica. Avalie as afirmativas abaixo sobre esse processo histórico e selecione a alternativa correta.
1. O Serviço Social brasileiro teve suas origens fortemente influenciadas pela Doutrina Social da Igreja, refletindo uma perspectiva assistencialista e moralizante (Iamamoto, 2001).
2. A década de 1970 marcou um período de renovação crítica, em que o Serviço Social no Brasil passou a adotar uma perspectiva mais vinculada à análise das questões sociais e à luta pela justiça social (Iamamoto & Carvalho, 1982).
3. A Lei de Regulamentação da Profissão de Assistente Social (Lei n.º 8.662/1993) consolidou o movimento de renovação crítica ao definir princípios éticos e diretrizes que orientam a atuação profissional (CFESS, 1993).
4. A renovação crítica buscou romper com o conservadorismo e a neutralidade política, incentivando o compromisso dos assistentes sociais com as transformações sociais (Netto, 1992).
5. Durante o período militar no Brasil (1964-1985), o Serviço Social manteve-se alheio às questões políticas, focando exclusivamente na prática assistencial (Martins, 2009).
Alternativas: