Questões de Concurso Comentadas sobre serviço social
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O movimento de “reconceituação” ou de “tentativa de ruptura com o conservadorismo” do Serviço Social brasileiro foi impulsionado pela efervescência de lutas sociais da classe trabalhadora, não restrita ao Brasil. Diante de todo o movimento, uma das maiores expressões no interior da profissão foi o “III Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais” – CBAS, de 1979, conhecido como o “Congresso da Virada”, que expressa a sintonia do Serviço Social brasileiro com as mobilizações e entidades organizativas dos/as trabalhadores/as, justificando a relação direta da profissão com os movimentos sociais. Diante disso, é CORRETO afirmar que:
O retorno do debate do Trabalho Social com Famílias (TSF) nos anos 2000 é marcado pela questão da direcionalidade e da finalidade das ações e serviços a serem desenvolvido no âmbito do SUAS. Seus fundamentos ético-políticos encontram-se na Constituição Federal de 1988, na Lei Orgânica da Assistência Social (1993), na Política Nacional de Assistência Social (PNAS/2004) e na Norma Operacional Básica (NOB-SUAS/2005). Diante do exposto, é CORRETO afirmar que:
A família é uma instituição chamada às responsabilidades de Proteção Social para com seus membros. Diante disso, assinale a alternativa INCORRETA.
A profissão de Serviço Social, desde seu processo de “renovação” ou “tentativa de ruptura com o conservadorismo”, se coloca em defesa aos direitos da classe trabalhadora. Neste sentido, ao longo dos mais de 40 anos do “Congresso da Virada”, o conjunto CFESS/CRESS constrói uma agenda e bandeiras de lutas que, em sua revisão e atualização no 46º Encontro Nacional do conjunto CFESS/CRESS, de 2017, estruturou as bandeiras em três eixos, são eles:
As competências e atribuições do/a assistente social na Política de Assistência Social abrangem diversas dimensões interventivas, complementares e indissociáveis. Analise as afirmativas.
I. Uma dimensão que engloba as abordagens individuais, familiares ou grupais.
II. Uma dimensão coletiva junto aos movimentos sociais e associações de mobilização e organização popular.
III. Uma dimensão interventiva voltada para a inserção nos espaços democráticos de controle social.
IV. Uma dimensão de gerenciamento, planejamento e execução de bens e serviços à população usuária da política.
V. Uma dimensão que realiza estudos e pesquisas sobre a condição real da vida e das demandas da classe trabalhadora.
VI. Uma dimensão pedagógico interpretativa e socializadora de informações e saberes no campo dos direitos sociais, civis e políticos.
Assinale a alternativa CORRETA.
Analise as afirmativas a seguir em relação à Política de Assistência Social.
I. Reconhecida como política social de responsabilidade estatal desde a Constituição de 1988, compondo o tripé da Seguridade Social junto com as Políticas de Saúde e Previdência Social.
II. Desde os anos de 1930, é de responsabilidade do estado brasileiro as ações e financiamento.
III. Tem sua organicidade garantida na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), de 1993, e sua regulação na Política Nacional de Assistência Social (PNAS), de 2004, e sua execução no Sistema Único de Assistência Social (SUAS), de 2005.
IV. A Política de Assistência Social não pode ser entendida como uma política exclusiva de Proteção Social, deve-se articular com as demais políticas sociais.
V. A partir da aprovação do SUAS, a política tem funções e atribuições divididas em Proteção Social Básica (PSB) e Proteção Social Especial (PSE), com foco na matricialidade sociofamiliar.
Assinale a alternativa CORRETA.
A Constituição Federal de 1988 prevê como modelo de Proteção Social brasileiro a Seguridade Social, composta pelas políticas de Saúde, Assistência Social e Previdência Social. A categoria do Serviço Social tem como bandeira de luta a ampliação da Seguridade Social, como decisão coletiva do conjunto do Conselho Federal de Serviço Social – CFESS e os Conselhos Regionais de Serviço Social – CRESS. Tal posicionamento está documentado em:
I- A violência compõe a expressão da questão social e faz parte de um modus operandi da sociabilidade patriarcal-racista-capitalista, é construto e complexo social, e, como tal, não convém ser analisada de forma isolada ou personificada. II- A problemática da violência contra a mulher, não é um problema público, pois não há desigualdades de sexo/gênero, raça, classe e que demanda de intervenção da sociedade e do Estado. III- Compreende-se a violência contra a mulher como uma violação sistemática de direitos, que fere e afeta não apenas a integridade física, mas, também social, emocional e subjetiva. O desafio é não fragmentar ou dissociar as manifestações de violências estruturais e as violências interpessoais. IV- Os/as assistentes sociais têm nessa conjuntura um grande desafio que é compreender e identificar as diferentes opressões que acometem as mulheres. A formação e a prática do aprimoramento profissional em Serviço Social não é tarefa importante na capacitação dos assistentes sociais para o enfrentamento da violência contra as mulheres.
I- Trata-se de uma mudança de posicionamento que se contrapõe às relações sociais de dominação e exploração que são os modos pelos quais o trabalho está assentado no capitalismo. Essas relações de poder se reproduzem no interior das instituições e das equipes tanto nas relações entre os profissionais quanto com os usuários, a exemplo da estruturação horizontalizada dos processos de trabalho, da igualdade atribuída às categorias profissionais com status econômico e social distinto. II- O enxugamento no quadro de trabalhadores das organizações, o aumento do desemprego conjuntural e estrutural e a crescente pressão por resultados conduzem à instabilidade e à precarização das condições de trabalho, bem como, à fragilidade dos vínculos entre os trabalhadores, comprometendo a qualidade do diálogo e do tipo de troca de conhecimentos necessários para que se efetive um trabalho em equipe realmente interdisciplinar. III- A interdisciplinaridade se torna um horizonte possível à medida que os profissionais de distintas categorias profissionais percebem que a organização coletiva pode contribuir para angariar melhores condições de trabalho e reordenar as relações de poder ante as chefias, ampliando suas margens de autonomia. IV- O trabalho em equipe interdisciplinar não faz com que se repense a maneira como os processos de trabalho se desenrolam, e nem a conjuntura histórica e social ao qual os profissionais encontram-se submetidos, bem como a lógica destrutiva do capital que deturpa a ideia do trabalho em equipe interdisciplinar para extração da mais-valia, interferindo diretamente nas possibilidades de concretização plena desse método de trabalho.
I- Cabe aos profissionais que lidam com a demanda de situações de crise em saúde mental em seu cotidiano conhecer os serviços para os quais encaminhar e tomar as primeiras medidas para a intervenção na crise. II- Diante da crise, é fundamental tanto a necessidade de resolutividade da atenção às demandas que se apresentam no cotidiano quanto de uma intervenção comprometida ética e socialmente. III- A crise em saúde mental é um fenômeno biológico que envolve um processo de sofrimento intensificado que pode se manifestar de diferentes formas, sempre perceptíveis, no qual o usuário não consegue se autorregular. IV- O profissional também pode ter que intervir na crise quando se situa como técnico de referência. Esse é um profissional designado pela equipe para atuar como principal responsável por uma determinada situação objeto de atendimento e acompanhamento.
I- Os preconceitos, as discriminações e as violências que as pessoas trans e travestis sofrem e de que são vítimas, sustentam-se em uma lógica normativa de controle dos corpos, que traz, igualmente, benefícios ao modo de produzir e viver em uma sociedade capitalista. II- O binarismo de gênero pressupõe uma ideologia que afirma que homens e mulheres são radicalmente diferentes e que essa diferença está assentada no sexo biológico, portanto, imutável e inquestionável. III- Aqueles que se reconhecem dentro da transgeneridade, da travestilidade e do não binarismo de gênero são aceitos pela sociedade cisgênera, heterossexista e patriarcal. IV- Ao falar sobre gênero, é essencial compreender as desigualdades entre mulheres e homens como históricas, naturalizando as relações de poder impostas e construídas socialmente.
I- De controle de imigração. II- De Vigilância Sanitária. III- De Saúde do Trabalhador. IV- De Assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica