Questões de Concurso Comentadas sobre epidemiologia e saúde coletiva em saúde pública

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Q3904283 Saúde Pública
Na leishmaniose visceral, o principal vetor é o inseto conhecido como: 
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Q3904280 Saúde Pública

Com relação ao sarampo, analise as assertivas:



I. O sarampo é doença viral de alta transmissibilidade por via aérea.


II. A notificação de casos suspeitos deve ser imediata aos serviços de vigilância.



Das assertivas, pode-se afirmar que: 

Alternativas
Q3904279 Saúde Pública
Na vigilância epidemiológica das doenças transmitidas por alimentos, a ocorrência de dois ou mais casos com sintomas semelhantes após ingestão de alimento comum caracteriza um:
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Q3903707 Saúde Pública

"Desde 2001, Índia e Bangladesh relatam surtos do Nipah com frequência quase anual, geralmente associados a fatores ambientais e práticas culturais locais. Em 2026, o vírus voltou a ganhar espaço no noticiário global após a confirmação de dois casos na Índia, ambos entre profissionais de saúde que atuavam no mesmo hospital."


Disponível em: https://www.einstein.br/



As notícias sobre recentes manifestações desse vírus ganharam a mídia mundial e se tornaram motivo de alerta entre algumas autoridades e entre populares. Qual foi o principal motivo desta preocupação?

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Q3902493 Saúde Pública
A esquistossomose é uma doença parasitária, causada pelo Schistosoma mansoni, responsável por causar patologias graves que acometem milhões de pessoas em todo o mundo. As pessoas adquirem a infecção ao entrar em contato com água onde existam caramujos contaminados pelos vermes causadores da doença. Logo, é uma doença que está diretamente relacionada a qual fator? 
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Q3902492 Saúde Pública
Doença viral grave, de extrema importância para a saúde pública, com letalidade de aproximadamente 100%. Transmitida ao homem por mamíferos como cães, gatos, morcegos, raposas, bovinos, equinos, entre outros, provoca inflamação no cérebro, que exige tratamento imediato. A descrição refere-se a qual doença?
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Q3902491 Saúde Pública
Diversas atribuições são comuns aos agentes de combate a endemias e agentes comunitários de saúde. Entre elas, estão a divulgação e a conscientização da comunidade sobre as vacinas disponíveis na Unidade Básica de Saúde, seu público-alvo e, ainda, as campanhas de vacinação previstas. Em dezembro de 2025, foi iniciada uma vacinação em gestantes, a partir da 28º semana de gestação, para prevenir que os bebês fossem infectados por um vírus causador da bronquiolite, motivo de hospitalizações frequentes até o sexto mês de vida. Qual é o vírus que a vacina previne?
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Q3902490 Saúde Pública
São atividades típicas do agente de combate a endemias, EXCETO: 
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Q3902489 Saúde Pública
A Portaria nº 2.121/2015 reforçou as ações voltadas ao controle e redução dos riscos equipes: em saúde pelas equipes de Atenção Básica, reforçando as seguintes atribuições aos membros das
I. Mobilizar a comunidade para desenvolver medidas de manejo ambiental para controle de vetores.
II. Realizar ações e atividades de educação sobre o manejo ambiental, no sentido de combate a vetores.
III. Orientar a população sobre sintomas, riscos e agente transmissor de doenças bem como acerca de medidas de prevenção individual e coletiva.
IV. Discutir e planejar ações de controle vetorial junto às equipes de vigilância.
V. Quando não for possível ação sobre o controle de vetores, encaminhar os casos identificados como sendo de risco epidemiológico e ambiental para as equipes de endemias.
Quais estão corretas?
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Q3901828 Saúde Pública
Durante análise de um surto de toxoplasmose, observa-se maior incidência em gestantes não imunes. Esse grupo apresenta maior risco porque:
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Q3901823 Saúde Pública
Em programa municipal de esterilização de cães e gatos, a adoção do protocolo cirúrgico adequado reduz, além da reprodução, diretamente:
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Q3901821 Saúde Pública
No acompanhamento de um surto de salmonelose alimentar, a equipe identifica que os indivíduos mais graves apresentaram maior tempo de exposição e maior carga bacteriana ingerida. Esse fenômeno é explicado, biologicamente, pelo conceito de:
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Q3901818 Saúde Pública
Em um município de médio porte, a vigilância detecta aumento significativo da taxa de letalidade por raiva humana associada a falhas na cobertura vacinal de cães e gatos. Considerando princípios de epidemiologia aplicada à saúde pública, a estratégia mais adequada para reversão desse cenário é:
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Q3901817 Saúde Pública
Durante investigação epidemiológica de um surto de leptospirose humana em área urbana com histórico recente de enchentes, a equipe de vigilância identifica alta densidade de roedores, deficiência no manejo de resíduos sólidos e precariedade no abastecimento de água. À luz da cadeia epidemiológica de transmissão, a medida mais eficaz para interrupção do evento, no curto e médio prazo, é:
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Q3901397 Saúde Pública
Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias.

    No segundo semestre de 2022, uma situação inusitada em Roraima chamou a atenção do cientista Felipe Naveca. Centenas de pessoas passaram a apresentar febre, dor no corpo, vermelhidão na pele e nos olhos, sintomas que sugerem um quadro de dengue, zika ou chikungunya. No entanto, uma grande proporção dos exames laboratoriais feitos nesses pacientes trazia um resultado negativo para essas três doenças, transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti, "ou seja, eram muitos casos suspeitos e poucos confirmados", resume Naveca, que é pesquisador em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz).

    Uma análise mais detalhada revelou que o problema era outro. "Não era dengue. Era oropouche", informa o especialista. Esse vírus endêmico da Amazônia também é transmitido por mosquitos - e a infecção provoca incômodos similares aos observados na ação daqueles outros três patógenos mais conhecidos.

    Desde o episódio ocorrido em Roraima, algo parecido se repetiu em outras partes da Região Norte, como Acre, Amazonas e Rondônia. Além disso, o vírus conseguiu ultrapassar as barreiras da Amazônia e hoje causa surtos em locais como Bahia, Espírito Santo e Santa Catarina, além de já ter sido importado para outros países das Américas e da Europa.

    O oropouche é apenas um exemplo de como a Amazônia, o local mais biodiverso do mundo, é lar de milhares de vírus, bactérias e outros agentes microscópicos que podem eventualmente causar problemas de saúde em seres humanos. Mais que isso, pesquisas recentes têm demonstrado que a degradação desse bioma por meio do desmatamento, do garimpo e de outras atividades aumenta o risco de contato com esses patógenos e eventualmente pode se tornar o gatilho para futuras epidemias ou até pandemias.

    Em linhas gerais, vírus, fungos, bactérias, protozoários e outros agentes microscópicos vivem ciclos bem definidos na natureza, com animais hospedeiros, intermediários e outros elementos que determinam o equilíbrio dessa dinâmica. "Esses patógenos circulam de uma maneira saudável dentro do ecossistema onde atuam, sem causar problemas para os seres humanos", contextualiza o biólogo Joel Henrique Ellwanger, do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). "A ameaça só passa a existir quando acontece a interferência humana nesses sistemas", complementa ele.

    Nos últimos cinco anos, Ellwanger publicou alguns artigos científicos em que detalha como um processo desses poderia acontecer na Amazônia. A ideia dele é entender como esse spillover - conceito científico que descreve uma espécie de "pulo" ou "salto", um processo de transição no qual os patógenos passam a afetar os seres humanos, pode acontecer na prática, dentro do contexto específico deste bioma brasileiro. "Nem todo evento de spillover vai gerar uma epidemia. Isso vai depender do patógeno, de ele conseguir chegar até a população humana e encontrar ali as condições favoráveis para se disseminar", pondera o biólogo. Essas tais condições favoráveis envolvem aspectos biológicos e genéticos, como nossas células terem um receptor onde o vírus consegue se encaixar, por exemplo, até questões sociais, como a existência de um mosquito na região que pode servir de hospedeiro e perpetuador dos ciclos de transmissão.

    "Quando ocorre o desmatamento em alguma região, toda a fauna que habita aquele lugar vai se mover. Muitas vezes, o animal que servia de reservatório natural para aquele patógeno foge. E os vetores, que transmitem doenças como malária e leishmaniose, vão se alimentar de sangue disponível, como o de seres humanos", detalha Naveca.

    No entanto, quando pensamos na abundância amazônica, tudo isso ganha uma escala muito maior, o que faz as probabilidades também crescerem numa progressão geométrica. "Imagina a diversidade de plantas que existe ali e a gente sequer conhece. Se pensarmos que cada espécie de ser vivo possui um microbioma próprio, estamos muito longe de entender os potenciais ameaças", explica Ellwanger. "Nós conhecemos apenas uma gota de um imenso oceano microbiano que interage nesse ecossistema", complementa ele. 

Fonte:Biernath, A.. Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias. BBC News Brasil 16/11/2025. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2vrn1rwggo. 


Com base no texto, resolva a questão.
A partir da situação descrita no texto e considerando as análises realizadas pelos pesquisadores, assinale a alternativa correta sobre os fatores envolvidos no surgimento e expansão de doenças como a causada pelo vírus oropouche.
Alternativas
Q3900242 Saúde Pública
Uma equipe de Atenção Primária à Saúde acompanha uma comunidade urbana de baixa renda, onde recentemente ocorreram surtos de diarreia e suspeita de leptospirose, relacionados a enchentes e condições sanitárias precárias. Durante visitas domiciliares, a equipe observa: 

•  Falta de acesso a água potável em várias residências;
•  Acúmulo de lixo e esgoto a céu aberto;
•  Baixo conhecimento da população sobre prevenção de doenças transmitidas pela água;
•  Crianças e idosos apresentando sinais iniciais de desidratação e febre. 

Considerando os princípios da vigilância em saúde e da APS, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3899208 Saúde Pública
No campo da epidemiologia, a noção de história natural da doença constitui ferramenta analítica essencial para a formulação de políticas de prevenção e promoção da saúde. Tal conceito refere-se:
Alternativas
Q3899159 Saúde Pública
O Ministério da Saúde informou que, a partir de 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) substituirá o teste para a detecção do HPV, popularmente conhecido como Papanicolau, pelo exame:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IF-ES Órgão: IF-ES Prova: IF-ES - 2026 - IF-ES - Enfermeiro |
Q3899131 Saúde Pública
O Guia de Vigilância em Saúde, editado pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, alinha-se às estratégias de vigilância, prevenção e controle das doenças e agravos de importância de saúde pública. De acordo com esse documento, marque a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q3898544 Saúde Pública
 O cadastramento familiar é um dos fundamentos do trabalho na Estratégia Saúde da Família (ESF), pois subsidia o diagnóstico situacional do território. Com base nesse contexto, analise as afirmativas abaixo.
I.O cadastramento familiar auxilia na identificação das necessidades de saúde, vulnerabilidades e prioridades do território
II.A atividade de cadastro deve ser realizada apenas na unidade de saúde.
III.O diagnóstico situacional independe do conhecimento das condições sociais, ambientais e de saúde das famílias.
É CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Respostas
1101: C
1102: D
1103: C
1104: A
1105: C
1106: B
1107: B
1108: C
1109: E
1110: D
1111: B
1112: D
1113: D
1114: A
1115: C
1116: A
1117: D
1118: D
1119: D
1120: C