Questões de Concurso Comentadas sobre relações internacionais
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Em 1991, os Estados-membros da OEA aprovaram unanimemente o Compromisso de Santiago com a Democracia e a Renovação do Sistema Interamericano, por meio do qual estabeleceram a cláusula democrática que foi reforçada pela Carta Democrática Interamericana em 2001.
Apesar da diversificação da agenda do MERCOSUL, com a inclusão de temas como a cooperação financeira, o tráfico ilegal de imigrantes, a segurança regional, entre outros, não há nenhum tratado, acordo ou protocolo específico do bloco quanto à corrupção.
No âmbito dos BRICS, como consta na Declaração de Brasília da cúpula de 2019, o Brasil compromete-se a combater o uso ilícito das tecnologias da informação e da comunicação, bem como a estabelecer marcos legais para a cooperação entre os países do grupo e garantir a segurança da informação e da comunicação.
O Protocolo de Madrid, assinado em 1991, proibiu a exploração de recursos minerais em território antártico até o ano de 2048, quando o Tratado da Antártica poderá ser revisto pelas Partes Consultivas e quaisquer modificações e emendas deverão contar com a aprovação dos 12 membros signatários originais.
Embora o Tratado da Antártica aplique-se à área ao sul de 60 graus da latitude sul e tenha previsto a desmilitarização da região, ele não proscreveu que países com pretensões territoriais, como o Reino Unido e a Austrália, exercessem a soberania relativa sobre os respectivos territórios antárticos.
O Brasil é um dos 12 membros signatários originais que ratificaram o Tratado da Antártica em 1961, data em que o documento entrou em vigor, ainda que o governo brasileiro tenha estabelecido sua primeira estação na região, a Estação Antártica Comandante Ferraz, apenas nos anos de 1980.
O Tratado da Antártica decorreu da Conferência de Washington, realizada em 1959, e o documento retomou princípios que haviam sido enunciados pela Declaração de Escudero, a exemplo da liberdade científica e do uso da região apenas para fins pacíficos.
Falar da Teoria das Relações Internacionais (TRI) parte das seguintes escolhas: a primeira, que as relações internacionais são uma área de estudo científico autônoma; a segunda refere-se às teorias que são abordadas e como são definidas; por fim, a terceira reside na demanda de contextualizar essas reflexões [...] A teoria (ou teorias) são reflexos de sua época, não sendo a época que deve se ajustar à teoria.
PECEQUILO, C. S. Teoria das Relações Internacionais: o mapa do caminho –
estudo e prática. Rio de Janeiro: Atla Books, 2016, p. xiv, com adaptações
Considerando o excerto inicial, julgue (C ou E) o item a seguir.
A interdependência complexa é um conceito-chave da
teoria neoliberal das Relações Internacionais. Esse
conceito é definido como uma situação de dependência
mútua entre dois ou mais atores, a qual reduz as
assimetrias entre eles, diminui as possibilidades de
conflito e eleva as possibilidades de cooperação.
Falar da Teoria das Relações Internacionais (TRI) parte das seguintes escolhas: a primeira, que as relações internacionais são uma área de estudo científico autônoma; a segunda refere-se às teorias que são abordadas e como são definidas; por fim, a terceira reside na demanda de contextualizar essas reflexões [...] A teoria (ou teorias) são reflexos de sua época, não sendo a época que deve se ajustar à teoria.
PECEQUILO, C. S. Teoria das Relações Internacionais: o mapa do caminho –
estudo e prática. Rio de Janeiro: Atla Books, 2016, p. xiv, com adaptações
Considerando o excerto inicial, julgue (C ou E) o item a seguir.
A lógica da anarquia é uma das principais divergências
entre teóricos neorrealistas e construtivistas. Para os
primeiros, a anarquia é um fato objetivo da realidade,
que dá origem a um sistema de autoajuda. Para os
segundos, a anarquia é um fato intersubjetivo da
realidade, que resulta em uma cultura kantiana.
Falar da Teoria das Relações Internacionais (TRI) parte das seguintes escolhas: a primeira, que as relações internacionais são uma área de estudo científico autônoma; a segunda refere-se às teorias que são abordadas e como são definidas; por fim, a terceira reside na demanda de contextualizar essas reflexões [...] A teoria (ou teorias) são reflexos de sua época, não sendo a época que deve se ajustar à teoria.
PECEQUILO, C. S. Teoria das Relações Internacionais: o mapa do caminho –
estudo e prática. Rio de Janeiro: Atla Books, 2016, p. xiv, com adaptações
Considerando o excerto inicial, julgue (C ou E) o item a seguir.
O Comitê Britânico de Teoria de Política Internacional
surgiu no contexto do Segundo Debate, e uma de
suas contribuições teóricas foi a utilização do
pensamento político dos 3R’s para explicar as relações
internacionais.
Falar da Teoria das Relações Internacionais (TRI) parte das seguintes escolhas: a primeira, que as relações internacionais são uma área de estudo científico autônoma; a segunda refere-se às teorias que são abordadas e como são definidas; por fim, a terceira reside na demanda de contextualizar essas reflexões [...] A teoria (ou teorias) são reflexos de sua época, não sendo a época que deve se ajustar à teoria.
PECEQUILO, C. S. Teoria das Relações Internacionais: o mapa do caminho –
estudo e prática. Rio de Janeiro: Atla Books, 2016, p. xiv, com adaptações
Considerando o excerto inicial, julgue (C ou E) o item a seguir.
O Primeiro Debate contribuiu para a autonomia científica
das Relações Internacionais e resultou na consolidação do
liberalismo como a principal teoria dessa área do
conhecimento até a Segunda Guerra Mundial.
A União Europeia (UE) está passando por uma conjuntura crítica. Se, até alguns anos atrás, o bloco era considerado como o modelo mais exitoso de integração regional, na medida em que os países europeus superaram rivalidades históricas em benefício de um projeto supranacional comum, atualmente, vários desafios colocam em xeque a continuidade desse projeto, a exemplo do Brexit. Os desdobramentos da integração europeia afetarão as relações entre a União Europeia (UE) e o Brasil, sobretudo após a conclusão do Acordo de Associação MERCOSUL-UE. Com base nessas informações, julgue o item a seguir.
Um dos marcos importantes da cooperação entre Brasil
e Europa foi a celebração do Acordo-Quadro de
Cooperação em 1992, por meio do qual as partes se
comprometeram a reforçar a cooperação econômica,
comercial, industrial, científica, tecnológica e em
outras áreas. Além disso, há uma constante
preocupação com a proteção e a melhoria do meio
ambiente nesse acordo.
A União Europeia (UE) está passando por uma conjuntura crítica. Se, até alguns anos atrás, o bloco era considerado como o modelo mais exitoso de integração regional, na medida em que os países europeus superaram rivalidades históricas em benefício de um projeto supranacional comum, atualmente, vários desafios colocam em xeque a continuidade desse projeto, a exemplo do Brexit. Os desdobramentos da integração europeia afetarão as relações entre a União Europeia (UE) e o Brasil, sobretudo após a conclusão do Acordo de Associação MERCOSUL-UE. Com base nessas informações, julgue o item a seguir.
O início das negociações do recém-concluído Acordo
de Associação MERCOSUL-UE teve início em 1999,
na reunião entre chanceleres dos países de ambos os
blocos, realizada no Rio de Janeiro. No âmbito desse
acordo, o Brasil poderá exportar produtos com total
isenção tarifária nos próximos anos, como o café
torrado e solúvel, o suco de laranja e a
carne bovina.
A União Europeia (UE) está passando por uma conjuntura crítica. Se, até alguns anos atrás, o bloco era considerado como o modelo mais exitoso de integração regional, na medida em que os países europeus superaram rivalidades históricas em benefício de um projeto supranacional comum, atualmente, vários desafios colocam em xeque a continuidade desse projeto, a exemplo do Brexit. Os desdobramentos da integração europeia afetarão as relações entre a União Europeia (UE) e o Brasil, sobretudo após a conclusão do Acordo de Associação MERCOSUL-UE. Com base nessas informações, julgue o item a seguir.
O Tratado de Lisboa, em seu art. 50, não dispôs acerca da
possibilidade de um país-membro retirar-se da UE sem a
realização de um acordo de saída com o bloco e
estabeleceu o prazo de dois anos após a notificação de
saída – prazo esse passível de prorrogação, para que a
retirada seja, de fato, consumada.
A União Europeia (UE) está passando por uma conjuntura crítica. Se, até alguns anos atrás, o bloco era considerado como o modelo mais exitoso de integração regional, na medida em que os países europeus superaram rivalidades históricas em benefício de um projeto supranacional comum, atualmente, vários desafios colocam em xeque a continuidade desse projeto, a exemplo do Brexit. Os desdobramentos da integração europeia afetarão as relações entre a União Europeia (UE) e o Brasil, sobretudo após a conclusão do Acordo de Associação MERCOSUL-UE. Com base nessas informações, julgue o item a seguir.
O Conselho da União Europeia, instituído pelo Tratado
de Roma, de 1957, é um dos principais órgãos
decisórios da UE. Esse órgão é composto pelos chefes
de Estado e de governo de todos os países do bloco –
atualmente sob a presidência de Donald Tusk – e é
responsável, entre outras atribuições, pela celebração
de acordos da UE com outros países e com
organizações internacionais.
Considerando a trajetória da política externa argentina da década de 1980 ao presente, bem como as relações com o Brasil e as perspectivas daquele país em relação ao Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), julgue o item a seguir.
A aproximação com os países da Aliança do Pacífico, a
ênfase no liberalismo comercial e o interesse em
concluir as negociações visando à instauração de uma
área de livre comércio entre o MERCOSUL e a União
Europeia configuram temas marcantes da política
externa argentina sob a gestão de Maurício Macri.
Considerando a trajetória da política externa argentina da década de 1980 ao presente, bem como as relações com o Brasil e as perspectivas daquele país em relação ao Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), julgue o item a seguir.
As relações da Argentina com o Brasil, durante a
presidência de Nestor Kirchner, foram marcadas pela
convergência quanto ao pretendido revigoramento do
MERCOSUL, pelo decidido apoio ao projeto brasileiro
de organizar o espaço político sul-americano por meio
da Comunidade Sul-Americana de Nações e pela
atuação conjunta na construção de parcerias com os
demais países emergentes.
Considerando a trajetória da política externa argentina da década de 1980 ao presente, bem como as relações com o Brasil e as perspectivas daquele país em relação ao Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), julgue o item a seguir.
Sob a presidência de Carlos Saul Menem (1989-1999),
a política externa argentina privilegiou as relações com
os Estados Unidos, o que, contudo, não representou
obstáculo para o aprofundamento do relacionamento
com o Brasil, cuja política externa, no mesmo
contexto, priorizava o fortalecimento do
multilateralismo e a integração regional como pilares
da respectiva estratégia de inserção internacional.
Considerando a trajetória da política externa argentina da década de 1980 ao presente, bem como as relações com o Brasil e as perspectivas daquele país em relação ao Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), julgue o item a seguir.
Na presidência de Raul Alfonsín, foram lançadas as
bases de uma integração profunda com o Brasil, que
teve, como principal marco jurídico, o Tratado de
Integração, Cooperação e Desenvolvimento, formado
em 1988, que estabeleceu, como objetivo maior, a
formação de um mercado comum no prazo de até
10 anos. Esse objetivo foi posteriormente revisto, por
proposta do governo argentino, na Ata de Buenos Aires
de junho de 1990, a qual estabeleceu a constituição de
uma área de livre comércio entre ambos os países no
prazo de quatro anos, dando origem ao MERCOSUL.
No que se refere à política externa dos Estados Unidos da América (EUA) e aos respectivos desdobramentos regionais, bem como ao relacionamento daquele país com o Brasil, julgue o item a seguir.
Por ser objeto de consenso bipartidário
domesticamente, sobretudo relativamente à promoção
da democracia, dos direitos humanos, do livre
comércio e dos investimentos, a alta prioridade
outorgada pelos EUA às relações com os países do
continente americano ostenta um padrão de
regularidade frente a injunções políticas internas
ou externas.