Questões de Concurso Comentadas sobre relações internacionais
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O governo de Shinzo Abe (2012-2019) promoveu uma reorientação na política externa japonesa, com o propósito de estabelecer uma inserção internacional mais assertiva. Essa reorientação teve reflexo nas relações bilaterais e multilaterais do Japão com outros países, inclusive com o Brasil. A respeito dessas informações, julgue (C ou E) o item a seguir.
Em 2014, durante a visita de Abe ao Brasil, os governos
brasileiro e japonês anunciaram o estabelecimento da
Parceria Estratégica e Global. Entre as ações previstas
nessa parceria, está a adoção de um acordo de livre
comércio entre o Mercosul e o Japão até 2030.
A Política de Defesa Nacional (PDN) de 2005 estabeleceu, pela primeira vez, a concepção de um entorno estratégico do Brasil como uma região prioritária para a defesa nacional. Desde então, as versões revistas e atualizadas dessa política, publicadas nos anos de 2012, 2016 e 2020, têm mantido essa concepção, a qual também proporcionou orientações para a diplomacia brasileira em matéria de segurança internacional. Acerca desse assunto, julgue (C ou E) o item a seguir.
A “Rota do Pacífico” é uma das principais rotas do tráfico
internacional de drogas e atravessa quase todos os países
que fazem parte do entorno estratégico brasileiro até
chegar aos Estados Unidos da América.
A Política de Defesa Nacional (PDN) de 2005 estabeleceu, pela primeira vez, a concepção de um entorno estratégico do Brasil como uma região prioritária para a defesa nacional. Desde então, as versões revistas e atualizadas dessa política, publicadas nos anos de 2012, 2016 e 2020, têm mantido essa concepção, a qual também proporcionou orientações para a diplomacia brasileira em matéria de segurança internacional. Acerca desse assunto, julgue (C ou E) o item a seguir.
Desde 2005, o entorno estratégico brasileiro tem sido
caracterizado pela baixa ocorrência – ou até mesmo
ausência – de conflitos armados interestatais, porém
mantiveram-se elevados a violência doméstica e os
conflitos armados intraestatais.
A Política de Defesa Nacional (PDN) de 2005 estabeleceu, pela primeira vez, a concepção de um entorno estratégico do Brasil como uma região prioritária para a defesa nacional. Desde então, as versões revistas e atualizadas dessa política, publicadas nos anos de 2012, 2016 e 2020, têm mantido essa concepção, a qual também proporcionou orientações para a diplomacia brasileira em matéria de segurança internacional. Acerca desse assunto, julgue (C ou E) o item a seguir.
O aumento da incidência de atos de pirataria nos Golfos da
Guiné e de Áden constitui uma nova ameaça que recai
sobre o entorno estratégico brasileiro, a qual a Marinha do
Brasil deve estar preparada para combater.
A Política de Defesa Nacional (PDN) de 2005 estabeleceu, pela primeira vez, a concepção de um entorno estratégico do Brasil como uma região prioritária para a defesa nacional. Desde então, as versões revistas e atualizadas dessa política, publicadas nos anos de 2012, 2016 e 2020, têm mantido essa concepção, a qual também proporcionou orientações para a diplomacia brasileira em matéria de segurança internacional. Acerca desse assunto, julgue (C ou E) o item a seguir.
A partir de 2005, o Brasil participou apenas de operações
de paz realizadas em países que fazem parte do entorno
estratégico brasileiro, a exemplo da Missão
Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a
Estabilização da República Centro-Africana (Minusca).
Na introdução do livro The Oxford Handbook of International Relations, Christian Reus-Smit e Duncan Snidal, afirmam: “First, theorizing takes place in relation to the questions (empirical and normative) we ask about the ‘international’ political universe. On the one hand, we construct theories to answer questions. [...] On the other hand, theorizing often generates questions.” [Tradução: Primeiramente, a teorização ocorre em relação às questões (empíricas ou normativas) que colocamos sobre o universo político ‘internacional’. Por um lado, construímos teorias para responder perguntas. [...] Por outro lado, a teorização sempre gera perguntas.]
REUS-SMIT, Christian; SNIDAL, Duncan. The Oxford Handbook of International Relations. Oxford University Press, 2008, p. 12.
Considerando a evolução do pensamento teórico em Relações Internacionais, julgue (C ou E) o item a seguir.
Na década de 1970, a área de Relações Internacionais
sofreu forte influência de processos epistemológicos
que se passavam nas ciências sociais em geral, com o
objetivo de proporcionar maior objetividade e
cientificidade às pesquisas. Um exemplo desse
fenômeno foi a revolução behaviorista, que teve como
consequências a maior influência das ciências exatas, o
aumento da utilização de métodos quantitativos e o
surgimento do debate acerca dos “níveis de análise”
como instrumento para analisar fenômenos
internacionais.
Na introdução do livro The Oxford Handbook of International Relations, Christian Reus-Smit e Duncan Snidal, afirmam: “First, theorizing takes place in relation to the questions (empirical and normative) we ask about the ‘international’ political universe. On the one hand, we construct theories to answer questions. [...] On the other hand, theorizing often generates questions.” [Tradução: Primeiramente, a teorização ocorre em relação às questões (empíricas ou normativas) que colocamos sobre o universo político ‘internacional’. Por um lado, construímos teorias para responder perguntas. [...] Por outro lado, a teorização sempre gera perguntas.]
REUS-SMIT, Christian; SNIDAL, Duncan. The Oxford Handbook of International Relations. Oxford University Press, 2008, p. 12.
Considerando a evolução do pensamento teórico em Relações Internacionais, julgue (C ou E) o item a seguir.
Os liberais pregam a importância das organizações
internacionais governamentais (OIGs) por essas
aumentarem a previsibilidade, a estabilidade e a
socialização de informações nas relações entre os
atores. Os realistas ditam que as OIGs não alteram, de
forma decisiva, as escolhas dos Estados, pois, em
última instância, estes sempre estarão mais
interessados nos ganhos relativos do que nos ganhos
absolutos que a cooperação pode gerar.
Na introdução do livro The Oxford Handbook of International Relations, Christian Reus-Smit e Duncan Snidal, afirmam: “First, theorizing takes place in relation to the questions (empirical and normative) we ask about the ‘international’ political universe. On the one hand, we construct theories to answer questions. [...] On the other hand, theorizing often generates questions.” [Tradução: Primeiramente, a teorização ocorre em relação às questões (empíricas ou normativas) que colocamos sobre o universo político ‘internacional’. Por um lado, construímos teorias para responder perguntas. [...] Por outro lado, a teorização sempre gera perguntas.]
REUS-SMIT, Christian; SNIDAL, Duncan. The Oxford Handbook of International Relations. Oxford University Press, 2008, p. 12.
Considerando a evolução do pensamento teórico em Relações Internacionais, julgue (C ou E) o item a seguir.
A teoria crítica opõe-se tanto ao realismo quanto ao
liberalismo por seus posicionamentos engajados,
embora opostos, e propõe, ao contrário, a neutralidade
e a imparcialidade dos cientistas na análise dos
fenômenos internacionais. A teoria pós-estruturalista,
por sua vez, enfatiza a anarquia no sistema
internacional como um espaço de insegurança e de
incerteza, apenas possível de ser superada pela
cooperação entre os Estados.
Na introdução do livro The Oxford Handbook of International Relations, Christian Reus-Smit e Duncan Snidal, afirmam: “First, theorizing takes place in relation to the questions (empirical and normative) we ask about the ‘international’ political universe. On the one hand, we construct theories to answer questions. [...] On the other hand, theorizing often generates questions.” [Tradução: Primeiramente, a teorização ocorre em relação às questões (empíricas ou normativas) que colocamos sobre o universo político ‘internacional’. Por um lado, construímos teorias para responder perguntas. [...] Por outro lado, a teorização sempre gera perguntas.]
REUS-SMIT, Christian; SNIDAL, Duncan. The Oxford Handbook of International Relations. Oxford University Press, 2008, p. 12.
Considerando a evolução do pensamento teórico em Relações Internacionais, julgue (C ou E) o item a seguir.
Conforme os defensores da chamada Teoria da Paz
Democrática, regimes autoritários encontram mais
facilidade em lançarem seus Estados em conflitos
bélicos, se comparados aos regimes democráticos, uma
vez que sofrem relativamente pouco controle por parte
dos Poderes Legislativo e Judiciário e por parte da
opinião pública.
O Brasil assumiu, em 1º de janeiro de 2022, seu 11º mandato no Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU), assumindo a condição, ao lado do Japão, de Estado-membro que mais vezes ocupou assento não permanente no órgão. No que tange a esse tema, julgue (C ou E) o item a seguir.
A assiduidade como membro não permanente no CSNU,
somada à participação efetiva em operações de
manutenção da paz das Nações Unidas, é condição
indispensável para o êxito de pleito a assento permanente
no órgão. Por essa razão, tão logo o processo de reforma do
órgão seja finalmente concluído, os membros do chamado
G-4 (Brasil, Alemanha, Índia e Japão), além de dois
Estados do continente africano que preencham tais
critérios, serão admitidos como membros permanentes.
As perspectivas teóricas das Relações Internacionais são tão diversas quanto as possibilidades de definição de seu objeto de estudo e de abordagens metodológicas. Considerando essas teorias, julgue (C ou E) o item a seguir.
As leituras teóricas que dialogam a partir do
pós-colonialismo buscam evidenciar os vieses das
leituras tradicionais das Relações Internacionais e, para
tal, propõem, entre outras agendas, a discussão das
diferenças e dos conhecimentos que foram
epistemologicamente silenciados.
As perspectivas teóricas das Relações Internacionais são tão diversas quanto as possibilidades de definição de seu objeto de estudo e de abordagens metodológicas. Considerando essas teorias, julgue (C ou E) o item a seguir.
Na perspectiva neorrealista, a soberania dos Estados
não é um salvo-conduto, e mesmo Estados
revolucionários acabam afetados pela estrutura
internacional anárquica, pois são constrangidos a
ajustarem seus comportamentos.
As perspectivas teóricas das Relações Internacionais são tão diversas quanto as possibilidades de definição de seu objeto de estudo e de abordagens metodológicas. Considerando essas teorias, julgue (C ou E) o item a seguir.
A racionalidade que sustenta as perspectivas realista e
liberal das Relações Internacionais favorece o Estado como
ator fundamental. Este é privilegiado por sua capacidade
regulatória doméstica em detrimento das inerentes
dificuldades encontradas na esfera internacional.
Os processos e o projeto político da União Europeia (UE) estão atrelados historicamente à superação de crises internas e à construção de parcerias com outras regiões do mundo. A respeito do bloco da UE, julgue (C ou E) o item a seguir.
A Primeira Cúpula Brasil-UE, que ocorreu em Lisboa
em 2007, focou em temas relacionados à cooperação
técnica e à agenda política mundial, negligenciando a
ainda existente necessidade de se concluir as
negociações do Acordo de Associação Mercosul-UE,
iniciadas em 1999.
Os processos e o projeto político da União Europeia (UE) estão atrelados historicamente à superação de crises internas e à construção de parcerias com outras regiões do mundo. A respeito do bloco da UE, julgue (C ou E) o item a seguir.
A Declaração da Identidade Europeia, adotada na
Cúpula de Copenhague, de dezembro de 1973,
mobilizou a recém-expandida “Europa dos 9” a
estabelecer, como elementos de sua identidade comum,
a democracia representativa, o estado de direito, a
justiça social e o respeito pelos direitos humanos. Esse
compromisso, todavia, ainda não impunha padrões a
futuras expansões do bloco, algo que viria a se
concretizar somente com os critérios de Copenhague
de 1993.
Os processos e o projeto político da União Europeia (UE) estão atrelados historicamente à superação de crises internas e à construção de parcerias com outras regiões do mundo. A respeito do bloco da UE, julgue (C ou E) o item a seguir.
Em 2019, Ursula von der Leyen tornou-se a primeira
mulher a ocupar o cargo de presidente da Comissão
Europeia. Nas diretrizes políticas que ela apresentou,
von der Leyen centrou sua proposta de mandato em
seis grandes ambições para a Europa, a saber: o
estabelecimento de um Pacto Ecológico Europeu; o
fortalecimento de uma economia a serviço das pessoas;
a UE preparada para a era digital, com parâmetros
seguros e éticos; a proteção do modo de vida europeu,
embasado no estado de direito; a UE mais forte no
mundo, trabalhando em prol de uma ordem global
baseada em regras; e o fortalecimento da democracia
dentro do próprio bloco.
I O princípio do poluidor pagador, contido na Agenda 21, determinou a responsabilidade pelos danos ambientais e estabeleceu formas gerais de cálculo dos custos ambientais a serem adaptadas e internalizadas nos respectivos ordenamentos jurídicos dos países signatários. II As negociações multilaterais sobre comércio e meio ambiente frequentemente revelam um padrão Norte-Sul, com o risco de que normas ambientais particularmente estritas defendidas por países desenvolvidos transformem-se em barreiras não tarifárias ou medidas de caráter discriminatório, como formas de proteção disfarçada ao comércio. III As regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) permitem que seus Estados-membros estabeleçam normas domésticas de proteção ambiental. Os desacordos resultantes da implementação da exceção geral são dirimidos pelo Órgão de Solução de Controvérsias (OSC) e pelo Comitê sobre Comércio e Meio Ambiente (CTE), que atuam como tribunal internacional para a definição de jurisprudência de compatibilização entre os instrumentos internacionais de proteção ambiental e o sistema multilateral de comércio. IV Os conceitos de “responsabilidades comuns, mas diferenciadas” entre países desenvolvidos e em desenvolvimento e de “dumping ambiental” foram consagrados nos documentos das Nações Unidas em torno da Agenda 21. V A principal modalidade de negociação de inclusão de temas ambientais na agenda comercial têm sido os acordos preferenciais de comércio bilateral e regional, e não global. Os EUA e a União Europeia são os principais promotores da inclusão de temas ambientais na agenda de negociações comerciais.
Estão certos apenas os itens
Brasil e Paraguai assinaram a Ata das Cataratas em 1966, com o propósito de atenuar as rivalidades territoriais no Salto das Sete Quedas e de aproveitar conjuntamente os recursos hidrelétricos do rio Paraná. Nessa ata, os dois países concordaram em realizar a partilha igualitária da energia elétrica que eventualmente seria produzida nos desníveis do rio Paraná até a foz do rio Iguaçu.
Após reatar as relações diplomáticas com a União Soviética, o governo brasileiro buscou a ampliação e a diversificação de parcerias comerciais com países do Leste Europeu, por meio da criação da Coleste, em 1962. Ainda nesse ano, o Brasil inaugurou as legações diplomáticas em Budapeste e Bucareste.
O presidente Juscelino Kubitschek lançou a Operação Pan-Americana (OPA) durante a visita do presidente norte-americano Dwight D. Eisenhower ao Brasil, em 1960. A OPA foi uma iniciativa do governo brasileiro para atrair, sobretudo, capitais privados dos Estados Unidos da América em prol do desenvolvimento econômico de países latino-americanos.