Questões de Concurso
Sobre brasil e relações com países e organizações internacionais da américa. em relações internacionais
Foram encontradas 103 questões
As relações do Brasil com os países do istmo centro-americano foram historicamente marcadas pelo baixo adensamento diplomático, por incipientes laços econômicos e comerciais e pelo esforço brasileiro de distanciamento em relação aos conflitos observados em Honduras, na Nicarágua e em El Salvador, tendo ganhado impulso, recentemente, com a criação da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos.
Apesar da importância política e econômica de ambos os países no contexto latino-americano, e mesmo no plano continental, as relações entre o Brasil e o México são condicionadas, historicamente, por diferentes opções e prioridades de política externa e de inserção internacional e regional, e por dificuldades de complementariedade econômica e comercial.
As relações entre o Brasil e os EUA são tradicionalmente pautadas por fortes convergências quanto a valores e princípios no que tange à governança democrática; por conflitos, notadamente no campo comercial; e por diferentes abordagens a temas da agenda global, como mudança climática, enfrentamento ao terrorismo e, mais recentemente, à guerra na Ucrânia.
Acompanhando a agenda econômica e comercial do MERCOSUL, houve avanços na agenda não econômica, entre outros, nos campos educacional, da seguridade social e da livre circulação de pessoas no interior do bloco.
A respeito dos mecanismos que regem a escolha de parlamentares do Parlasul, é correto afirmar que
Os países do MERCOSUL e da Aliança do Pacífico assinaram o Acordo Quadro sobre Facilitação do Comércio no lançamento do Plano de Ação de Puerto Vallarta em 2018. No âmbito desse acordo, as partes comprometeram-se a reduzir em 15% as tarifas de importação do setor agrícola no prazo de cinco anos.
Mais de um quinto das exportações brasileiras foi destinado ao MERCOSUL e à União Europeia em 2019. Se somados, os dois blocos representaram o segundo maior destino das exportações brasileiras no ano passado, atrás somente da China.
Em 2019, o MERCOSUL e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) firmaram um acordo de livre comércio por meio do qual a segunda parte se comprometeu a eliminar todas as tarifas de importação dos setores industrial e pesqueiro.
Em resposta aos protestos que aconteceram no Equador em outubro de 2019, os países do MERCOSUL emitiram uma nota conjunta para repudiar as situações de violência ocorridas em território equatoriano e para propor, em caráter provisório, a suspensão do país como membro associado do bloco.
A tentativa de acionamento do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR) para a situação da Venezuela foi infrutífera. A Reunião do Órgão de Consultas, previsto no tratado, realizada em Nova York em 2019, não logrou estabelecer a maioria necessária para aprovação de resolução com ações concretas referentes ao tema.
O governo brasileiro propôs a criação da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS) em contraposição à proposta da Organização do Tratado do Atlântico Sul (OTAS), com o propósito de promover a cooperação regional e a paz e segurança entre países sul-americanos e africanos que compartilhavam o espaço do Atlântico Sul. Apesar de ter sido derrotada, a OTAS contou com o apoio de países que passaram a fazer parte da ZOPACAS.
Considerando a trajetória da política externa argentina da década de 1980 ao presente, bem como as relações com o Brasil e as perspectivas daquele país em relação ao Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), julgue o item a seguir.
As relações da Argentina com o Brasil, durante a
presidência de Nestor Kirchner, foram marcadas pela
convergência quanto ao pretendido revigoramento do
MERCOSUL, pelo decidido apoio ao projeto brasileiro
de organizar o espaço político sul-americano por meio
da Comunidade Sul-Americana de Nações e pela
atuação conjunta na construção de parcerias com os
demais países emergentes.
No que se refere à política externa dos Estados Unidos da América (EUA) e aos respectivos desdobramentos regionais, bem como ao relacionamento daquele país com o Brasil, julgue o item a seguir.
Os EUA comparecem historicamente entre os três
principais parceiros comerciais do Brasil, e a pauta
comercial dessa relação é marcada pela diversidade e
complementaridade, sendo os contenciosos comerciais
entre ambos dirimidos em instância constituída no
plano bilateral.
No que se refere à política externa dos Estados Unidos da América (EUA) e aos respectivos desdobramentos regionais, bem como ao relacionamento daquele país com o Brasil, julgue o item a seguir.
A retomada, em 2015, do acordo bilateral de
cooperação em matéria de defesa, rompido
unilateralmente pelo Brasil em 1975, abriu caminho
para a intensificação da cooperação militar em temas
como pesquisa, desenvolvimento, suporte logístico,
segurança tecnológica, operações de paz e aquisição de
produtos e serviços de defesa.
No que se refere à política externa dos Estados Unidos da América (EUA) e aos respectivos desdobramentos regionais, bem como ao relacionamento daquele país com o Brasil, julgue o item a seguir.
O apoio à maior e mais eficiente articulação de atores
e recursos públicos a projetos de conservação da
biodiversidade e a projetos de capacitação técnica e
profissional para jovens empreendedores representa,
no presente, o eixo orientador da cooperação ao
desenvolvimento prestada pelos Estados Unidos da
América (EUA) ao Brasil.
O relacionamento com os países da América do Sul representa importante dimensão da política externa brasileira, retratada em iniciativas de natureza política e econômica. A esse respeito, julgue o item a seguir.
O Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) é tributário
dos esforços de integração protagonizados por Brasil e
Argentina a partir de 1985, mas representou resposta
às tendências liberalizantes que se conformavam com
os diferentes espaços regionais e no âmbito do sistema
multilateral de comércio.
O relacionamento com os países da América do Sul representa importante dimensão da política externa brasileira, retratada em iniciativas de natureza política e econômica. A esse respeito, julgue o item a seguir.
A despeito da importância historicamente atribuída ao
relacionamento com os países do entorno
sul-americano, as iniciativas diplomáticas brasileiras,
anteriores à primeira reunião de presidentes da
América do Sul e voltadas para essa região, foram
limitadas no próprio alcance geográfico ou quanto às
respectivas agendas, não expressando, por
conseguinte, abordagem genuinamente regional e
abrangente à dimensão sul-americana da política
externa brasileira.
A propósito do sistema interamericano e de coalizões internacionais de que o Brasil participa ou com os quais se relaciona, julgue o item a seguir.
O Brasil desenvolve atividades regulares no âmbito dos
quatro pilares de atuação da Organização dos Estados
Americanos (OEA), a saber, democracia, direitos
humanos, segurança e desenvolvimento integral.
O Brasil possui uma extensa agenda internacional e construiu uma sólida inserção internacional que lhe facilita o relacionamento diplomático com quase todos os países do mundo. Acerca da participação brasileira na agenda internacional, julgue o item a seguir.
O Brasil integra a Agência para a Proscrição das
Armas Nucleares na América Latina e no Caribe,
responsável por aplicar o Tratado de Tlatelolco nos
territórios dos países-membros e nos mares adjacentes,
os quais também são considerados, nos termos do
tratado e de seus respectivos protocolos adicionais,
livres de armas nucleares.
Considerando que as relações com os países do continente americano representam importante vertente da política externa brasileira, e que elas envolvem um amplo espectro de interesses políticos, econômicos e de segurança, tratados bilateral e multilateralmente em condições diversas, conforme seu alcance e densidade, julgue (C ou E) o item que se segue.
O esforço diplomático brasileiro empreendido a partir de 2009
com o propósito de impulsionar as relações com os países do
Caribe não produziu resultados expressivos no campo
comercial, tendo tanto as exportações quanto as importações
brasileiras sofrido acentuado declínio nos últimos cinco anos.