Questões de Concurso
Comentadas sobre normas de radioproteção em radiologia
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Limitação dos riscos de efeitos estocásticos e determinísticos, justificação e otimização são princípios básicos de radioproteção.
A distância da fonte, o uso de blindagem e o tempo de exposição são parâmetros utilizados para se definirem as ações que devem ser tomadas para minimizar a exposição de um indivíduo ocupacionalmente exposto em um campo de radiação.
A avaliação da exatidão do sistema de colimação, da resolução de baixo e alto contraste em fluoroscopia, do contato tela-filme, da integridade das telas e chassis e das condições dos negatoscópios deve ser realizada semestralmente.
Os testes de exatidão do indicador de tensão do tubo, de camada semirredutora, de alinhamento do eixo central do feixe de raios X, de reprodutibilidade da taxa de kerma no ar, de vedação da câmara escura e de alinhamento de grade devem ser realizados anualmente.
Calibração, constância e uniformidade dos números de tomografia computadorizada, temperatura do sistema de processamento e sensitometria do sistema de processamento são testes que devem ser realizados semanalmente.
Devem ser verificados, anualmente, os valores representativos de dose dada aos pacientes em radiografia e tomografia computadorizada realizadas em serviço.
O fator bandeja é um dos fatores dosimétricos cujo valor deve ser verificado mensalmente.
Em equipamentos aceleradores lineares, aceita-se telêmetro com teste de qualidade admitindo uma tolerância de até 5 mm na distância fonte-isocentro.
Para telecobaltoterapia, a unidade deve dispor de uma barra ou outro sistema semelhante que permita o retorno manual da fonte em caso de travamento desta durante seu movimento.
Para fontes de cobalto-60, é recomendada a verificação semanal da posição da fonte e para aceleradores lineares, o controle diário da dose de referência.
Considerando tratamentos braquiterápicos, é recomendado que a eficiência de coleta das cargas seja superior a 99% para câmaras do tipo poço comerciais e fontes de braquiterapia convencionais.
A determinação da dose absorvida varia de acordo com o protocolo de dosimetria adotado. Logo, o estudo do percentual de dose profunda pode variar em função da escolha do protocolo utilizado no serviço de radioterapia
A câmara de ionização utilizada para a realização do controle de qualidade de um acelerador linear de elétrons pode ser calibrada em um gama irradiador de um laboratório credenciado de calibração, desde que a taxa de dose na qual o acelerador de elétrons atue esteja compatível com a taxa de dose emitida pela fonte radioisotópica utilizada no laboratório de calibração.
Com relação aos requisitos de gerência, a NBR ISO/IEC 17025 estabelece que a gerência técnica tem responsabilidade de assinar certificados de calibração e relatórios de ensaio e responsabilidade de treinamento dos técnicos do laboratório, além de outras responsabilidades.
A NBR ISO/IEC 17025 estabelece requisitos gerenciais para a implementação de um sistema de gestão de qualidade em laboratórios de ensaio e calibração, em acordo com a NBR ISO 9001.
Os protocolos IAEA/TRS-277 e IAEA/TRS-398 são utilizados apenas para dosimetrias em feixes de elétrons com câmaras de ionização cilíndricas.
Para um aparelho de telecobaltoterapia, em caso de falha no funcionamento do sistema automático de interrupção do feixe de radiação, o operador do aparelho deverá ter conhecimento prévio sobre os procedimentos necessários para interromper a irradiação manualmente ou por outros meios.
Os dosímetros clínicos devem ser calibrados, na faixa de energia em que são utilizados, com periodicidade máxima de um ano, e a calibração deve ser feita por instituições autorizadas pela CNEN.
O serviço de radioterapia deve possuir um plano de radioproteção contendo a instrumentação para medição da radiação, inclusive fornecendo a relação dos monitores de área e dosímetros clínicos com os respectivos certificados de calibração em vigor.
Não é permitida a irradiação de pessoas para propósitos de treinamento ou demonstração, a menos que exista também um objetivo terapêutico indicado por recomendação médica.