Questões de Concurso
Comentadas sobre psicopatologia em psiquiatria
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No transtorno de personalidade borderline, a instabilidade emocional costuma ser mais espontânea e menos relacionada a gatilhos do que no transtorno bipolar.
Indivíduos com transtorno de personalidade paranoide raramente apresentam transtornos pelo uso de álcool ou outras substâncias.
O diagnóstico de transtorno de personalidade antissocial pode ser feito no início da adolescência.
A terapia comportamental dialética é uma abordagem terapêutica que tem apresentado resultados promissores no tratamento do transtorno de personalidade antissocial.
A hipertenacidade costuma ocorrer em quadros maniformes em pacientes bipolares.
A síndrome de Ganser é um transtorno conversivo com comportamento de resposta imitativa e automática.
Confabulações são produções de memórias fantasiosas não intencionais que completam lacunas de memória e que ocorrem frequentemente em quadros demenciais.
As ilusões são percepções alteradas na presença de um objeto.
Na alucinose, o paciente reconhece a experiência perceptiva como patológica.
Em mulheres alcoólatras, a comorbidade psiquiátrica que ocorre com maior frequência é o transtorno de personalidade antissocial.
A encefalopatia de Binswanger está associada à hipertensão arterial sistêmica e é caracterizada por processo aterosclerótico pronunciado nos vasos da substância branca subcortical, poupando o córtex.
A demência na doença de Creutzfeldt Jakob se caracteriza por uma progressão lenta e gradual, com início dos sintomas entre 30 e 50 anos de idade, relacionada a gene autossômico dominante.
Em comparação com a doença de Alzheimer, a demência na doença de Pick, em geral, afeta mais a linguagem (sintaxe e fluência) que a memória, além da personalidade e do comportamento.
A maior causa de demência é a demência de Alzheimer; em segundo lugar, a demência vascular.
Paciente chega ao consultório médico, com o seguinte relato: “- Há dias não como. Também, pra quê comer? O que eu ganho com isso? O fim se aproxima cada vez mais, e eu sei que tudo isso é minha culpa. Tudo... o mundo se desmorona... e é minha culpa... comer pra quê? O pouco que sinto, sinto como se meus órgãos estivessem ocos, vazios, colados... eles estão ocos... como minha alma, como minha vida. Já nem choro mais, pois não há sentido em chorar, quando não há esperança. Sinto que... que... às vezes meu pensamento está tão lento, que... acho que ele vai parar..., mas na verdade tudo vai parar, não é mesmo? Eu... já morri há anos...”.
Com base no quadro clínico descrito, o diagnóstico e os achados psicopatológicos significantes compatíveis com esse caso são, respectivamente:
Paciente refere que, durante exame oftalmológico, o médico implantou no seu cérebro um receptor que introduz desejos incestuosos na sua mente e que por isso tem feitos varia agressões a sua mãe, mesmo que pareça contra sua vontade.
Esse sintoma é denominado de
C., mulher, 32 anos, solteira, estudante de enfermagem, feriu-se em acidente de punção quando tentava acesso venoso de um paciente morador de rua, no pronto socorro do Hospital em que estagiava. Ficou muito ansiosa, com medo de ter sido infectada por HIV. Fez todos os testes protocolares, com testagem inclusive do paciente. Todos os testes foram negativos, descartada a hipótese de infecção. Contudo, a partir de então, C. não conseguia mais frequentar seu estágio. Dizia que tinha certeza de estar infectada. Relatava que estava perdendo peso, dia após dia. Recusava realizar qualquer procedimento, passou a acusar os colegas de cumplicidade com o hospital, dizendo que seus exames foram falsificados. Acusou a faculdade de não lhe dar assistência. Acusou o hospital de ter lhe colocado aquele paciente com o propósito de infectá-la. Continuou seus estudos, por mais 12 meses, com restrições, pois nunca aceitara que não havia sido infectada. Chegou a tomar, por conta própria, antirretrovirais, que subtraia dos pacientes internados na ala de Infectologia.
O quadro psicopatológico apresentado por C. é compatível com