Questões de Concurso
Sobre transtornos de personalidade em psicologia
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Uma jovem de vinte e três anos de idade, filha primogênita, em acompanhamento psicológico desde os nove anos de idade, em virtude de passividade exacerbada nos relacionamentos interpessoais, mostrou-se, no início do tratamento, ansiosa e com dependência significativa de sua mãe. Ao longo do seu desenvolvimento, apresentou outras queixas, tais como alteração repentina de humor, agressividade, insegurança e angústia. As manifestações clínicas mais recentes relatadas pela jovem foram dificuldade na tomada de decisões e na iniciação de projetos pessoais, sentimentos de desamparo ao estar sozinha e preocupação exacerbada com a possibilidade de deixar de receber cuidado e apoio das pessoas que considera em seu rol de amizade.
Ainda com base no caso clínico apresentado e considerando o Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-IV), a Classificação Internacional das Doenças (CID-10) e as abordagens psicoterápicas, julgue os itens subsequentes.
A vulnerabilidade e o desamparo vivenciados pela paciente podem ser reforçados por pensamentos automáticos associados a autodeclarações negativas, de acordo com teorias da psicologia cognitiva.
Uma jovem de vinte e três anos de idade, filha primogênita, em acompanhamento psicológico desde os nove anos de idade, em virtude de passividade exacerbada nos relacionamentos interpessoais, mostrou-se, no início do tratamento, ansiosa e com dependência significativa de sua mãe. Ao longo do seu desenvolvimento, apresentou outras queixas, tais como alteração repentina de humor, agressividade, insegurança e angústia. As manifestações clínicas mais recentes relatadas pela jovem foram dificuldade na tomada de decisões e na iniciação de projetos pessoais, sentimentos de desamparo ao estar sozinha e preocupação exacerbada com a possibilidade de deixar de receber cuidado e apoio das pessoas que considera em seu rol de amizade.
Ainda com base no caso clínico apresentado e considerando o Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-IV), a Classificação Internacional das Doenças (CID-10) e as abordagens psicoterápicas, julgue os itens subsequentes.
A relação de dependência da paciente com outras pessoas ocorreu primeiramente em relação à mãe, tendo-se estendido, posteriormente, para suas relações de amizade. Isso se deu, de acordo com as contribuições da abordagem comportamental, por um processo de generalização.
Uma jovem de vinte e três anos de idade, filha primogênita, em acompanhamento psicológico desde os nove anos de idade, em virtude de passividade exacerbada nos relacionamentos interpessoais, mostrou-se, no início do tratamento, ansiosa e com dependência significativa de sua mãe. Ao longo do seu desenvolvimento, apresentou outras queixas, tais como alteração repentina de humor, agressividade, insegurança e angústia. As manifestações clínicas mais recentes relatadas pela jovem foram dificuldade na tomada de decisões e na iniciação de projetos pessoais, sentimentos de desamparo ao estar sozinha e preocupação exacerbada com a possibilidade de deixar de receber cuidado e apoio das pessoas que considera em seu rol de amizade.
Ainda com base no caso clínico apresentado e considerando o Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-IV), a Classificação Internacional das Doenças (CID-10) e as abordagens psicoterápicas, julgue os itens subsequentes.
O quadro apresentado pela paciente indica transtorno da personalidade histriônica, caracterizado por padrão global de excessiva emotividade e busca de atenção e cuidado.
A psicanálise trouxe contribuições teóricas importantes para o campo da psicologia clínica. Tomando como viés essa abordagem, julgue o item a seguir.
Segundo Freud, a megalomania, comum na paranoia, aponta
para uma regressão do desenvolvimento libidinal do sujeito a
um estádio do narcisismo.
Acerca de situações e intervenções psicoterápicas, julgue o item subsecutivo.
Entre portadores de transtorno de personalidade borderline, é
comum haver história de abuso sexual infantil e é também
comum que, durante a sessão de psicoterapia, seus relatos
sejam apresentados de forma catastrófica.
( ) Paciente com transtorno parcial da personalidade apresenta qualidade de ressonância emocional mais socializada.
( ) Paciente com transtorno global da personalidade não apresenta sensibilidade afetiva com propensão à socialização.
( ) Paciente com transtorno parcial da personalidade demonstra incapacidade de controlar os impulsos.
( ) O transtorno global da personalidade é classificado como transtorno antissocial, enquanto o transtorno parcial da personalidade não se encontra incluído nessa categoria, conforme códigos internacionais de classificação.
Marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.
( ) A genética pode desempenhar um papel importante, mas as pesquisas nessa área ainda não são conclusivas e indicam apenas que a contribuição da genética pode ser de pequena a moderada no desenvolvimento de comportamentos antissociais.
( ) A maior parte das pesquisas está relacionada a fatores ambientais e incluem estudos com gêmeos, padrões familiares e características cognitivas das crianças.
( ) A teoria de Patterson (1982) sobre o modelo de família coercitiva está entre as mais conhecidas explicações sobre o desenvolvimento dos comportamentos antissociais.
( ) Depressão, ansiedade e estresse nos cuidadores estão relacionados ao desenvolvimento de comportamentos antissociais nas crianças. Esses problemas nos pais afetam a família, pois, durante os estados de ânimo alterados, os pais não estão emocionalmente disponíveis para seus filhos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
1. A idade de início é o primeiro fator de risco. Crianças que desenvolvem comportamentos antissociais antes dos 6 anos parecem ter maior probabilidade de manter esses comportamentos quando adultos.
2. A idade de início é um fator de risco importante, mas indivíduos que desenvolvem comportamentos antissociais somente na adolescência têm maior probabilidade de manter esses comportamentos na vida adulta, quando comparados às crianças que desenvolvem esses comportamentos antes dos 6 anos.
3. Um fator de risco é a amplitude do comportamento desviado. Crianças que apresentam comportamentos antissociais na escola e em casa têm maior risco de manter esses comportamentos até a vida adulta, quando comparadas às crianças que apresentam os problemas em apenas um contexto.
4. A frequência, a diversidade e a intensidade dos comportamentos antissociais não são consideradas fatores de risco para que os problemas persistam até a vida adulta.
Assinale a alternativa correta.
Dramaticidade, teatralidade e expressão emocional exagerada são sintomas típicos do transtorno de personalidade obsessivo-compulsivo.
O transtorno de personalidade antissocial, mais comum em homens que em mulheres, parece estar associado a contextos urbanos e de baixa condição socioeconômica. Entre os critérios diagnósticos desse transtorno, consta um padrão global de desrespeito e violação dos direitos alheios.
I. Um padrão persistente de vivência íntima e de comportamento que se desvia de forma acentuada das expectativas da cultura.
II. Umpadrão estável e de longa duração.
III. O padrão persistente é flexível por abranger uma ampla faixa de situações pessoais e sociais.
IV. O padrão se manifesta nas áreas da cognição, afetividade, desempenho social e controle dos impulsos.
V. Seu início remonta tão somente à infância.
Marque a alternativa que apresenta todas as afirmações corretas.